segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Pitanga

A Pitanga é pequenina. Linda!Tem uns olhos azuis da cor do céu.Foram os céus que ma enviaram.Acharam-na para mim, perdida, abandonada, muito magra.Lembraram-se de mim. Que eu queria há muito uma Pitanga...e queria, tinham razão. Comecei por querer um Rufus que nunca chegou a pertencer-me. Fui apresentar-me a ele, tirei fotografias e esperei pacientemente 3 meses. O tempo para o desmame. Algo me dizia que aquele gatinho nunca habitaria a minha casa. E não. Depois, decidido que estava o nome, teria que ser uma menina, porque seria Pitanga. Fui determinada. Mas à segunda,também não tive sorte. Que era uma menina, que era branquinha, que vinha da Covilhã. O costume. Ficam com eles até aos 3 meses e depois...não os querem dar.Passei a fase de querer ser mãe de novo, tratar de alguém, fazer sacrifícos etc, etc. Já era até censurada, porque não queria gato nenhum, patati patatá...surgiu o 3º. Fui vê-lo e não gostei dele. Não havia a certeza do género, mas queriam que fosse uma menina e começaram a tratá-la por Pitanga. Não gostei. Aquela não seria a minha Pitanga.
Esqueci completamente o assunto. Estava aliviada.Para quê um gato em casa?Quem inventou que eu precisava de tal companhia? E depois? Como fazer quando me ausento? E nas férias? E nas viagens ao fim de semana? E...enfim, ainda bem que houve 3 tentivas e todas frustradas.
Há um semana, uma amiga telefona-me e diz: - Ainda quer uma gata? Perguntei porquê. Julgava que ia insistir na gata cinzenta, que não gostara. Disse que não, que esta era linda, esfomeada, e que estava abandonada na rua.Atirou a farpa. Abandonada... Disse que queria vê-la. Fui fazer o reconhecimento. Enroscou-se nos meus pés.Olhou-me com aquele olho azulão, cor de céu e pensei que os céus me estavam a pôr á prova. Pronto, está bem, venha de lá a gata. Amanhã venho buscá-la. Tenho que fazer compras, para ela. Tentar saber coisas sobre gatos.Estava a adiar o momento de um novo habitante na minha intimidade. Tinha que me preparar, que acreditar que ia ser bom para ambas.Na 2ª feira fui ás compras e trouxe-a para casa. A primeira noite não dormi, nem ela. Parecia um bébé, como os que tive. Apanhei um susto quando cheguei do trabalho e ela não me aparecia apesar de a chamar insistentemente. Corri a casa com o coração aos pulos. Apareceu, muito elegante, pois, esticando as suas pernitas, para a frente, como que dando-me as boas vindas.Ao fim duma semana, rendi-me ao seu encanto, à sua meiguice, à sua beleza.Ela já me adoptou e eu ...já cuido dela como se aqui tivesse estado a vida toda. É da casa e já foi apresentada à família.

2 comentários:

a trapezista disse...

A Pitanga não é uma gata, é uma surpresa que mia.

Anónimo disse...

Fizeste muito bem em teres arranjado um animal de companhia! Depois me dirás como eles nos ajudam e estão sempre prontos a dar-nos amor. Beijoca