terça-feira, 22 de agosto de 2017

ser

Não quero saber o que tens. Importa o que és.
É que, o que é meu até pode ser teu, mas o que sou, podes não querer ser capaz. 

m.c.s.

ser asa

Ser asa e a cada golpe de ar, elevação.
Ser sonho real nessa inspiração. 
Correr e ultrapassar sem cansaço nesse viver.
Mais que ambicionar - Ser...

m.c.s.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

dissertando

Se não sabes o que dizer, cala-te. Há na sabedoria do silêncio uma energia que espera o tempo certo para acertar. 

m.c.s.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

pródiga Natureza

fotografia mcs

romanticamente fotografando




tempos ferozes

Chegando à marisqueira Florbela, vejo na esplanada, como sempre, já que acho ter ele lugar cativo como nos estádios, faça chuva ou faça sol, o castiço velhote do chapéu e fato completo, em alegre cavaqueira com um homem com ar bem disposto já entrado na idade. Até aqui tudo jóia.
Eis senão quando o cavalheiro se dirige a mim fazendo-me parar.
- Bom dia! Gostava de lhe deixar estes folhetos sobre o Reino de Deus...
Interrompi - obrigada mas não, porque não vou ler.
- Porquê? Insistiu.
Porque não quero. 
Olhou-me como se tivesse acabado de ouvir uma blasfémia e eu segui caminho. 
Foram mais duas as abordagens até ao metro. Neguei mais duas vezes receber panfletos.
Hoje a angariação religiosa de fiéis pelas minhas bandas está feroz.
Isto pode querer dizer alguma coisa. O que será?

m.c.s.

meeeeedo

Chegada ao Marquês mudei para a linha azul mas antes parei nas tapiocas. Ninguém por perto. Quando escolhia o recheio ouvi gritos de um homem repetindo sempre a mesma ordem ou protesto, porém imperceptível. A vendedora olhou-me e sorriu indiferente. 
- Que medo! Disse eu. Acrescentando - com atentados atrás de atentados nunca se sabe...
No minuto seguinte sobem pela escada rolante vindos da plataforma onde eu já estaria se não tivesse parado nas tapiocas, 2 homens. Um, alto, encorpado, de barba, vestido de calças de ganga e camisa branca. O outro de calções e t-shirt. Sacos e mochila na mão que coloca no chão ao mesmo tempo que pára e faz parar o das barbas dizendo-lhe que se mantivesse afastado e junto à parede. Marca um número no telemóvel e diz-lhe
- Vou só saber se tem problemas com a justiça ok? Não se agite. E vai dando os dados do homem a um João qualquer que está do outro lado da linha, consultando algo que tem nas mãos. Chega entretanto um segurança do metro. Falam. Não ouvi o que disseram. 
Agarrei na minha tapioca, peguei e andei. Para a plataforma aonde algo aconteceu que deu origem ao que vi.
Barcelona, turismo, estação de metro, terrorismo, medo. Palavras presentes em mim hoje. 
Lisboa está linda e eu espero que nada lhe estrague a beleza.
É que eles " andem " por aí e até os agentes parecem veraneantes. Já não se sabe quem é quem. A prová-lo os de hoje. Não saberia dizer quem era o suspeito.

m.c.s.