sábado, 30 de abril de 2011

" Io Di Notte " Al Bano Carrisi 1967 anno

Fui ao baú buscar esta música. Recuo no tempo várias décadas e sinto um suave calor invadir-me o espírito. Tenho bem presente a época em que a ouvia e a dançava nas farras de garagem e de quintal da Vila Alice. Bons tempos esses...

Habib Koité - Namania

Precisava duma música assim. Nem a manhã de sábado me anina. Como sempre, vou ler o que outros escrevem. Ouvi esta fantástica música enquanto percorria um blog que gosto. E não contente com isso, trouxe-a para aqui. Não pedi autorização para a ousadia. E depois, se calhar nem se dá por isso, embora eu não goste de fazer nada às escondidas que não faça às claras. Contudo e porque sabendo eu que o youtube tem lá tudo, se não a tivesse ouvido, não a encontraria, muito obrigada blog fantástico que fez a minha manhã iniciar assim como quem me beija o coração. Bem que preciso, que o dia de ontem, foi que foi...

sexta-feira, 29 de abril de 2011

enlace (ir)real

Que lindos!!!

me questiono; eu mais que tu




" Tens descorado o Blog... " afirmação sem qualquer intenção, pelo menos de pedir satisfações de mão na cintura. Mas me disseram. Olho no olho. Enquanto nos lambuzávamos em pão de alho e queijo, e pizza de frango e ananás. No fim de uma tarde de temporal. Quem constatou, lê, e muito de vez em quando deixa um comentário. Nos últimos tempos, acho-me uma chatice. Acho o que escrevo, uma grande chatice. E o blog uma chatice sem tamanho. Ponderei até, colocar o ponto. Final. Sem parágrafo nem travessão. Final, de pôr um fim nisto, sem apelo nem agravo. Nem arrependimentos. Friamente. Tem sido um ano chuvoso. De temporais, uns atrás de outros. No blog não chove porque eu tenho chapéu de chuva e escapo por entre os pingos da mesma, conforme posso. Por vezes, numa esperteza saloia necessária, sem contudo deixar de ser a imagem de mim verdadeiramente verdadeira. O abstracto a que me dirijo a maior parte dos dias em que me sento no banco de pedra, tem rosto. Nunca que lhe vi, mas tem expressão. Chama-se fonte de inspiração e desafio. Elo. Fio condutor. Chega a ser a Luz que contrasta com a sombra. O sol que vai encontrar o meu mar. A lua lhe espelhando na noite morna. Albatroz nos voos rasantes pelas águas do sul, que nunca que lhe vi, nem de binóculos, nem assim, como o Deus criou. Chama-se esperança... As minhas viagens, ali que volto já daqui a pouco que nem se faz tarde e as outras de várias noites e madrugadas, que não arranco do pensamento nem que a vaca tussa, não consigo metê-las no saco. E os medos...Ah, e os recados, vou fazer como então? te quero dar, mesmo que nessa mania de não perceberes (?) que é contigo, é sim, no fundo tu já me topaste há bués, mas responde, vou fazer mais como então? Conta lá...É por essas e por outras que falta a tinta para pôr a pinta de ponto final, na ponta da palavra, neste blog chatérrimo, são mais as vezes, do que legível que valha a pena. Mas mesmo assim vou continuar nas palavras escritas, com ou sem narrativa. Não escrever no blog é um problema que tou com ele mesmo. Escrever, por escrever, é outro. Fazer mais como, então? Se pelo menos me respondesses...

movimento e arte

No dia Mundial da Dança, os parabéns, meu príncipe.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Casa no Campo - Elis Regina

desgovernando-nos

Não gosto de matemática. Nem de cálculo. Nos números que a vida me dá e tira, adquiri a lógica. Que ainda assim, por vezes é a da batata. Contas só as deito à vida. Algumas de menos, se me subtraem intenções e razões. Algumas de dividir com os meus, ou com o estado, que já me manipulou demais numa manipulação bem jogada, a parecer que estão as contas feitas. E bem feitas. Sempre a facturar. Como não sou dada às ciências exactas, se vivo, penso. Não em contas de rosários. Penso muito, numa actividade que não dá trabalho à minha preguiça de fazer contas de cabeça. Apesar de não ser uma máquina de calcular, somo 2+2, pelos dedos, mas somo. Para mim, o resultado é 4. Mas a escola da vida me ensinou que pode ser 22. Contas feitas, resultado obtido, multiplico razões para estar de menos...Cismei uma idéia. As cismas são piores que as sanguessugas. Quer dizer, venha o diabo e escolha-as. Diz quem sabe fazer contas, que os funcionários públicos, que pararam na 5ª feira à hora do almoço, numa tolerância de ponto, que não pediram, nesta mania de terem mais direitos que os outros que trabalham, deram um prejuízo ao Estado de 30 milhões mais coisa menos coisa. Porque basta-me estar acordada para pensar, penso mais uma vez, numa ousadia que até a mim, pasma. Ora bem. Afinal de contas, se uma tarde parasitando, dá prejuízo de 30 milhões, então um dia inteiro trabalhando dá de lucro 60 milhões. Ena pá, xinamene!!! Contas bem feitas, estas. Mentira?! Estou certa ou errada? Então, o que é que fazem a tanto lucro? E agora pergunto. Será que alguém vai prestar contas disso? Pedir-lhas-ão? Eu queria muito saber. Só para não me sentir uma desgovernada...

sono pitangata

Uma gata, dormindo, indiferente à crise e a mim.

perdidos e achados

foto tukayana.blogspot Por este andar, perdemos tudo. Até os sapatos...

de boca para nuca

foto tukayana.blogspotO passe do metro subiu 1, 50€. Estamos sempre a descer...

é obra... pública

foto tukayana.blogspot Quem teria sido o iluminado?

segunda-feira, 25 de abril de 2011

domingo, 24 de abril de 2011

domingo igual a tantos outros

O Domingo de Páscoa é como outro domingo qualquer de Abril. Pode fazer sol ou chuva. Mais ou menos calor. Pode ser mais ou menos calórico. Mais ou menos caseiro. Mais ou menos divertido. Interessante. Solitário. Religioso. Cultural. Este domingo de Páscoa foi melhor que alguns do passado e pior que outros. Há ausências e perdas. Atitudes e falta delas. Disposições, necessidades e disponibilidades. Tempo... O meu domingo passou. Algo diferente de outros. Não regressei ao tarrafal. Não cozinhei nem fiquei em casa. Não estive numa grande mesa de família. Nem tive todas as pessoas que queria ter ao pé de mim. Não comi amêndoas e folar. Nem bolos económicos, de trás-os-montes. Não vesti uma roupa nova, nem fui à missa. Não fiz mais do que dois telefonemas e nem mandei mensagens. Afinal, foi um domingo como tantos outros. Respirado. Almocei acompanhada. Bem. Comi calulu, bebi sumo de múcua, mousse de manga e maçãs da índia que me ofereceram, acabadas de chegar de luanda. Fui chamada de jovem, o que não acontece noutros domingos. Fui ao teatro. Ao Teatro Aberto, na Praça de Espanha. Ver " O Álbum de Família ". Gostei muito. Sobretudo do desempenho de Jorge Corrula que apenas conhecia das novelas. Fui ao supermercado do centro comercial, ( que estava aberto ), do Campo Pequeno, na Praça de Touros. Comprei bolo do Caco, Brisa de maracujá ( artigos tradicionais da Madeira ), sumo da cajú e bolo de chocolate e gengibre. Petit gateau d'chocolate & gengibre. E fiz um festão. Acabei a dar colo à Pitanga e a fazer contas de cabeça ao passado e ao futuro, mergulhada que estive no presente. Afinal, o domingo de Páscoa é um domingo como qualquer outro. Está na nossa cabeça, vivê-lo. E no coração senti-lo.

MÃE AFRICA

sorrindo hoje por ti e para ti

Ó p'ra nós, príncipe, sorrindo para ti, hoje, domingo...de Páscoa. Gosto tanto, tanto, de ti que tenho a certeza que te amo hoje mais que ontem e menos que amanhã, meu filho. Saudades!!!!!!! Tem um bom domingo.

posando para ti

















Ó p'ra mim! Aceitei posar, ainda que me sentisse uma cobaia dessa mania para a fotografia que ela tem, mas pronto, miau, miau... Em nome das latinhas gourmet, de pescado, com espinafres e salsa, fiz o sacrifício... Ah, e porque sabia que era para ti, nosso príncipe, deste mundo real. Gatoooooooooo, bom domingo de Páscoa.

mundo-gato

Conseguiram tirar-me do meu mundo-gato. E agora?



Se clicarem, vão perceber que estou com um olho no burro e outro no cigano
Aqui eu estou dormindo, por pouco tempo, está-se mesmo a ver

nos campos floridos de Abril

foto tukayana.blogspot

Da minha janela vejo uma das casas de Deus. Hoje é dia de Ressurreição. Domingo...de Páscoa. Para todos um dia feliz. À vossa escolha. Renascendo no sol e nos campos floridos de Abril...

Nas & Damian Marley feat. David Zè - Friends (Undenge Uami )

do coração...

Um sorriso, só porque hoje é Domingo de Páscoa. Um dia Feliz.

Feliz Páscoa

Uma Santa Páscoa para todos.

sábado, 23 de abril de 2011

na beira do rio tejo










fotos tukayana.blogspot

ocorrência




Não gosto de fiscais. De homens de fato azul escuro, camisa azul clara e gravata azul assim-assim. Homens pequenos, que não me levem a mal, mas isto tudo e a faltar-lhes altura é a cerejinha verde, em cima do bolo sem açúcar. Estes homens nunca são grandes...coisas. O poderzinho mesquinho conferido pelo degrau que insistem em subir, acima de nós, fá-los descer mais baixo na minha consideração, que a relva aparada. Por isso o rótulo. Não sei se mal, mas paciência. É visceral. Não gosto e pronto. Quer dizer, não é, pronto que embirro, e não sei explicar. Claro que sei. É pela atitude igual, sempre. O ar assumido a contrastar quase sempre com o tamanhinho minúsculo de quem se pôe em bicos de pés e se não vai pelo jeito, nem tentam, vai pela força. É essa força que me faz crescer uma coisa cá dentro, que me estou sempre a pôr a jeito de me aborrecer. Quando era pequena e via entrar pela loja dentro, um par de criaturinhas destas, fiscais da fiscalização económica, ficava possessa e ia jurar que os meus ódios de estimação nasceram e se alimentaram dia após dia, ano após ano, vendo-os como sangue-sugas, tirando vantagem de tudo até das cervejas que bebiam, porque, ai que sede, que uma cuca geladinha calhava bem agora, ou embrulhe-me um bacalhau graúdo para levar para a patroa arranjar para o Natal. E o prejuízo, ficava o sô Santos com ele, que após uma espreitadela pela goiabada que estava na vitrine e devia estar no frio, ou o preço da massambala ou painço, que desaparecera, saiam de fininho sem sequer perguntarem por contas. Porém deixando instalado o pânico. " Para a próxima queremos tudo em ordem. Não escapa ". Não gosto de fiscais. Ganhei-lhes azedume desde esse tempo. Arrogância e prepotência são palavras que envergam sem pudores, como a pele de cordeiro em corpo de lobo. Estava eu escrevendo no meu caderno de apontamentos quando subitamente vejo uma maquineta estendida para mim. Olhei e era um dos meus homens aqui descrito, e com o rigor próprio de quem já viu muito disto ao longo da vida... De novo? perguntei. Ainda agora mostrei o bilhete a um colega seu, no Saldanha. Ainda agora não, respondeu-me pondo-se em bicos de pés, pendurado na máquina e no varão mesmo ao meu lado. Eles entraram na Avenida da República, disse-me antipaticamente. Então e acha pouco? Ando tanto de autocarro e nunca mostrei o bilhete e agora por duas vezes. É desagradável. - Olhe, quando entrei para este serviço, dizia ele empertigado, olhando para mim e para uma plateia indignada como eu, éramos 280. Passávamos tudo a pente fino. As pessoas desbituaram-se é o que é. Porque os senhores deixaram de aparecer concerteza, respondi-lhe certa que encerrava a conversa ali. Trabalhamos todos os dias minha senhora. Ok, disse enfadada. Salvou-me desta criatura antipática, o Save me que saía do meu MP4 e de que eu sou fã. Ele cansou-se de mim e continuou massacrando os restantes. Não gosto de fiscais e acho que tenho razão para não gostar. Como é que chovem no molhado numa tarde de 6ª feira, feriado, com os autocarros a meio gás? C'um caneco! E naquelas 2ªs feiras apinhadas de gente, aonde é que eles andam? Não acredito nisto. Como é que passadas que foram duas ou três paragens, esta criaturinha aparece a fazer o mesmo que os outros já tinham feito???

em dia feriado


































Lisboa em dia de Sexta-feira Santa. Invadida de turistas empunhando maquinas e câmaras. Sorrindo e hablando quase todos um espanhol cantante e cheio de salero. Algumas lojas abertas na Rua Augusta. Em Belém os restaurantes e cafés estavam lotados e nos pastéis de nata, a fila era gigante e depressa desisti dessa maravilha da doçaria tradicional. Os eléctricos e autocarros não tinham lugares sentados e a chuva não parou de cair, insistindo em estragar um gozo de descanso e lazer ao ar livre, na cidade. Eu andei no meio das gentes, captando estas imagens e outras desta terra tão bonita e hospitaleira. Lisboa é linda. E quer turistas quer nós, gostamos deste frenesim de dias primaveris e santos.

num acaso feliz

Hoje é o Dia Mundial do Livro. Porque a leitura deve fazer parte dos hábitos de cada ser humano e porque sou niguém para aconselhar, remeto-me ao silêncio. Cada um lê o que sabe ler. Procura dentro de si resposta para as questões que tem ou simplesmente busca o prazer e a distracção. Ou o conhecimento e o reconhecimento. Eu li um livro hoje. Comecei-o de madrugada. E acabei-o pouco antes de escrever este post. Já mo deram há algum tempo. Foi e veio em algumas viagens. Andou de avião, de comboio, de metro, de eléctrico, de automóvel e a pé. Permanceu fechado e intocável num qualquer saco ou mesinha de cabeceira, cómoda, na areia da praia e até numa espreguiçadeira à beira de uma piscina. Pertence-me e ainda bem. Hoje foi o dia. Gostei deste quase romance de Miguel Sousa Tavares, " no teu deserto ". Tarde é o que nunca vem, por isso não lamento não o ter lido antes. Tudo tem o seu tempo certo e hoje, afinal, foi o dia escolhido, num acaso feliz, para abrir, desfolhar, entrar na história, sorrir com as palavras e viver a viagem fantástica pelo continente africano deste autor tão controverso, que é Miguel Sousa Tavares.

num raio de sol


Amanheço feliz, num estado de graça que nasceu comigo. Solto-me e salto a vidraça, para além desta paisagem, verde e húmida da cacimba que caiu na noite. Chove mas não me molha, não me entristece nem se faz cativa em mim. Chove porque o boletim meteorológico chovisca pingos de saber, num estudo do tempo. Que não surpreende nem revolta. É Primavera. E os elementos, num rigor que não me toca, não me queixa nem me inibe, fazem-se presentes. Sinto o cheiro da terra molhada que lembra reprodução. Florescem no monte giestas e perfumam a doce recordação de páscoas a norte de mim. Na manhã branca, semeada de cinzentos, oiço cânticos de aleluia dourando este dia num misto de saudade e aceitação. Amanhece sábado e eu amanheço também entre um raio de sol e a nuvem que chora feliz esta união. Ainda respiro na memória o sonho de toda a vida que se fez verdade na noite que acabou. Amanheço sorrindo, na gratidão...

( re ) nascimento



Era uma vez um dia de Abril, vinte e três, como hoje. O calor estava chegando ao fim. E a cidade, era Luanda. A rua, do Brasil, e a hora, pouco depois das três da tarde. Uma menina chegou a um lar onde já existiam, mãe, pai, irmão e irmã. E escolheu-os para serem a sua família. Os que já existiam receberam-na como uma princesa, e foi, é e será sempre a menina querida desta família. Parece que és adoptada. Podias ser, mas não és. Nasceste do ventre da minha mãe e eu tenho o maior orgulho de ser tua irmã. PARABENS, querida caçula. Que os dias te sejam leves, que atravesses os anos com a humildade, fé, alegria e coragem de sempre. Que tenhas muita saúde. És um ser iluminado que todos precisamos para que haja sempre Luz nas nossas vidas. Um abraço de um tamanho sem tamanho. Sê sempre feliz, campeã. Se há quem o mereça, tu és a pessoa que conheço que mais merece. Tem um bom dia de aniversário, minha querida. Beijos no coração.