quarta-feira, 26 de outubro de 2016

livre

Livre, é o que ama sem medo, 
vergonha
segredo
futuro 
reflexo
ou intenção,
De, não mais que, amar... 
Livre, é o que ouve vozes duma (in)certa razão,
e não se perturba
no seu caminhar...
E na sua dislexia
Exulta a alegria 
E dá voz ao coração...
Mesmo se é, se for,
linguagem sem tino 
nem nexo
Mesmo se é, se for, amor de perdição...

m.c.s.

amanhecendo-me hoje




terça-feira, 25 de outubro de 2016

sobre amar

Amar, não é nas nuvens andar 
Nem jogo de sedução
Amar é o universo ganhar
Nessa fé do (no ) coração!

m.c.s.

pensamentando-me

Acha-me. Porque estou perdida. De mim. Por ti...

m.c.s.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

felicidade

foto do google


Se a felicidade não for feita de " momentos " desconstruídos e inesperados, ( sem maquilhagem, gestos estudados, prazo, termos legais );
se a felicidade não for feita de vozes da alma conversando com o coração segredos sobre emoção, bilhete oferecido pelo universo, merecido e de curta duração, para protagonista da história, 
então ainda não sei o que isso é...

m.c.s.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

coragem

A coragem não é um fim.
A coragem é um meio. De sobrevivência...


m.c.s.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

consciência/decisão

É quando a consciência e a decisão se dão as mãos e me segredam sinais de apreço, não me dando margem para dúvidas e, ou, arrependimentos, do que sou, faço e quero, que sinto a beleza dos dias tranquilos. Mais que úteis. 
E me vejo do tamanho e da cor da paz.

m.c.s.

esperando o trem

Há pessoas que estão sempre para partir mas nunca vão. 
Não sabem ou não querem ir... 
Na plataforma esperam o trem. E deixam-no passar. Por distracção.
Falta de orientação. 
Incapacidade. 
Ou apenas falta de garra. De coragem. De alerta. De sinal. Visível.
Tal como o rio que não passa debaixo da ponte duas vezes, também o trem nunca mais será o mesmo. Porque o que parte não volta igual.
O que espera, padece desse mesmo mal.
Já não sei se sou o trem ou aquele que o perde...

m.c.s.

ponto de vista

Imensurável é a vida daquele cujo mundo  pode até caber na palma da sua mão. Se o seu sonho for infinitamente maior do que o universo.

m.c.s.

fotografia do meu olhar







terça-feira, 11 de outubro de 2016

diz-me que vens amanhã!

Diz-me que vens amanhã
E trazes mãos d' abraçar
Os sonhos que te sonhei
E alegria no olhar...

Diz-me que vens amanhã

E não páras à soleira da porta
Nem falas de voz distante
Na lonjura de partidas
Neste intervalo errante
Neste desperdício de vidas

Diz-me que vens amanhã

Que já te espero a sorrir
P' ra te abraçar na chegada
Seja noite ou madrugada
Antes que voltes a partir

Diz-me que vens amanhã!

m.c.s.

teorema em vez de poema

Acordei com meias palavras, agás (hs) mudos e aspirados, entre-linhas e reticências.
A manhã disse-me para pôr um ponto final nisso.
Não convencida fiz um parágrafo, mudei de linha e fui à procura do ponto de interrogação, do dassse - recorrente interjeição. E do vazio das páginas em branco.
Não se encontra o que não existe. É mera especulação, Alucinação. Ou demência.
A manhã sorrindo trocista gritou-me que desistisse das palavras. Passasse aos números. E começasse do zero.
Ah! Voltar atrás. Riscar tudo o que ficou entre aspas, parêntesis ou travessões! 
Quantas vezes me senti um zero à esquerda e ainda assim arranjei um 31. Em linha recta ou pelas curvas do destino lá me afastei do que não se vê, não se ouve, não se sente e disse de mim para mim - Um dia canso-me das palavras rimadas. Uso aquelas que mais pesam. Na balança. Na actualidade. E luto por uma vida de cinco. Estrelas. Sem lugar a saudade.
Não resultou. Fiquei feita num oito. Porque não sou boa na tabuada. 
Apenas nas presunções.
Acordei nas horas do tempo, na prova dos nove. Na lógica da batata. Na conta errada. No problema. 
A manhã calou-se porque já não pode fazer nada. Tenho de ser eu a usar a regra. De três. Mais do que a simples. A composta. Equacionar com rigor. A entrar no sistema.
Entre conselhos, avisos, evidências e sinais, é tempo de acreditar na prova real. Até porque um mais um são dois. E de resto, nem todas as palavras do dicionário, nem a gramática aplicada, bancos de escola, autores consagrados, poetas, filósofos e psicólogos, poderão mudar isso.
A matemática é uma ciência exacta. E não dá margem. Para erro. E sobra o teorema. Se dúvidas houvesse. Em vez do poema...
Mas não. É que está provado que uma fava nunca deu uma ervilha.

m.c.s.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

eu amo

Eu Amo! Muito.Tudo...
Como quem ama com a força da alma 
e o desejo do corpo que esse sentir acalma
Com a memória do passado, 
a bênção do presente 
e a fé no futuro
Eu Amo! Muito.Tudo...
Não porque quero, chamo, sonho,
ou invento
Não porque tento... 
Sou competente, exagerada, 
ou doce e pura, 
madura
ou porque o amor quero ser.
Eu amo, muito, tudo
porque preciso desse Amor para respirar
Para me inspirar
E continuar a viver...

m.c.s.

domingo, 9 de outubro de 2016

sobre o amor

Finito? Infinito?
Que sei eu sobre o amor...
Sei que te quero, 
momento.
Meu alento...
E que seja infinito, 
nesse finito torpor.

m.c.s.

tejo anoitecendo


segunda-feira, 3 de outubro de 2016

pedido

Diz-me que existes.
Para além da minha saudade.
E eu te pedirei um intenso, inesgotável, repetível segundo.
Da tua presente eternidade.

m.c.s.