quarta-feira, 30 de junho de 2010

Olé

Sem palavras!
Como o hino espanhol. Palavras para quê?
Sem palavras e sem espinhas, a selecção espanhola mostrou que não são precisas para que haja hino, amor à pátria e à camisola.
Não cantaram, tal como Cristiano Ronaldo, até porque não estavam ali para cantar, mas para jogar e provaram que o sabem fazer e que mereceram seguir em frente. Couberam nas camisolas.
A propósito, há quem se sinta numa camisola acatitada, não sei, de movimentos presos, limitados...mas o mister Queirós disse que se o tamanho da camisola fôr pequeno para algum corpo, não precisam de estar ali.
Ah pois é! Não foi o Cristiano que disse aos jornalistas para perguntarem tudo ao Queirós? Este não se fez rogado. Pôs a boca no trombone e vai daí até disse que para 2012, no europeu, a selecção estará fortificada.
Ganda maluco stôr!
O que vale é que o povo português é de boa boca e vai mastigando e engolindo todas estas tretas. E melhor, a culpa de tudo é dos jornalistas, que puxam por estes homens bué adultos, equilibrados e sonhadores.
Era bem feito que acabassem com esta raça nos estádios, deixasse de haver conferências de imprensa, nada de cobertura dos jogos na televisão e nada de perguntas difíceis aos craques. Nada mesmo.
Assim, estas ilustres figuras públicas, deixariam de o ser, os jogos eram lá com eles e nós iamos sabendo o que se passava, pelas famílias deles. Então? Boa idéia?
Bora lá propôr isto?
Os senhores jornalistas que se vão catar para as guerras a sério, andem lá aos saltos por entre os petardos e explosões e venham depois contar como foi.
Vamos todos adorar porque adoramos uma guerrinha com todos os pormenores.
E Viva la España! Olé...

terça-feira, 29 de junho de 2010

Martinho da Vila - Disritimia

Na esperança da vitória


E agora o que é que eu faço? Por quem torço? Por quem sofro e por quem brindo?
Dizem que os antepassados são o que há de mais rico e belo para a nossa formação e escolha futebolística. Embora comigo não tenha resultado, porque apesar do meu avô ter sido o homem que mais admirei na vida, não lhe segui a escolha, que era nem mais do que o Belenenses. Preferi ser do glorioso tal como o meu pai.
Dizem que de Espanha nem bom vento nem bom casamento.
Não sei se concorde. É que eu sou o resultado de um casamento assim. Eu nasci da paixão da minha bisavó dançarina espanhola que se fez à estrada e à vida, montes fora, bailando para um transmontano que cantava à desgarrada em terras do portugal mais profundo de todos, para lá do Marão, onde mandavam os que lá estavam. E estes dois artistas, ela cheia de salero e ele forte como as rochas da sua terra e ambos donos de corações muito apaixonados, enfrentaram tudo mas ficaram juntos. Eu sou a prova viva desse casamento entre um português e uma espanhola, que afinal soprou a favor.
Posto isto e não enrolando mais este nem...nem, vou manter-me calma, prudente e assistir ao jogo como boa bisneta e sem puxar a brasa à minha sardinha, hoje, que até vou comer camarões e beber umas cervejinhas geladíssimas, na companhia de portugueses do Ribatejo e das Beiras. Mas se calhar, se calhar, vou torcer mais por Portugal. É justo. A ervilha recebeu-me que foram favas contadas. E acolheu-me. E aqui permaneço, sabe-se lá até quando, por isso, e porque quem me comeu a carne há-de roer-me os ossinhos, hoje serei verde, vermelha e amarela. Tuga, portanto, e seja o que Deus quiser. A Maria Torrinha, bisa espanhola que me perdoe mas hoje em vez de castanholas, soprarei na vuvuzela que há lá para as bandas do " Bom Amor " onde é sempre bom ver jogos de futebol, e não só.
Depois, as minhas crias são portuguesas e merecem uma alegria e eu tenho que as apoiar. Que ganhe o melhor e que seja, claro, Portugal. Olé!

Mais um santo


Hoje é dia de Santo Popular. Desta feita, S. Pedro.
Não tenho assim nenhuma queda especial para o santo em questão.
Até pelo nome...todos os pedros que me atravessaram a vida, podiam ter sido, ou foram e deixaram de ser. Não permaneceram. Por exemplo, o avô das minhas crias, o primo e o filho do primo. Todos pedros. Ja lá vão.
Um amigo. Alguém que sem chegar a ser futuro se colocou no passado sem ter vivido o presente.
Então é como digo. Não há motivo para comemorações. Embora a acreditar no poder do universo, e acredito, ter como referência um dia de S. Pedro como dia que se iniciou uma etapa na minha vida, tendo findado outra, quer dizer mais do que parece. Caso para dizer, ai S.Pedro, S. Pedro não sei se foste amigo, ou não...
Mas como tudo na vida, há que saber perder, tudo é desporto, dizem, e por falar nisso, bem que S. Pedro podia dar uma ajudinha na selecção tuga.
Enquanto isso, e porque não sou muito chegada a arraiais, e não vou em futebois, quem quiser que comemore, nem que seja estar vivo, que eu só porque hoje há gente minha a fazer aniversário, vou comemorar a vida.

Dia feliz


A Mena é a minha colega de liceu do 1º ano. Aquela que morava ao fundo da Rua Fernando Pessoa, que dava para a Eugénio de Castro. Eu na esquina da Fernando Pessoa com a avenida Brasil e ela na outra ponta.
A Mena é a minha amiga que eu ia buscar a casa, para fazermos o que faltava do percurso para o liceu, juntas.
A D. Aida, mãe da Mena, ainda agora em Dezembro, quando a fui visitar à mesma casa de sempre na Eugénio de Castro, Vila Alice, recordou esse tempo em que éramos candengues, e eu lhe aparecia pelo quintal chamando a filha, que a maior parte das vezes ainda estava a acabar de almoçar. Lembrava-se até que eu era sonâmbula e uma noite, noite fora, o meu pai, sô Santos, me fora apanhar já no meio da rua, a caminho do colégio onde fazia a primária. E lembrava-se de outras coisas que me enterneceram e fizeram chorar comovida.
A Mena vive em Portugal. No Ribatejo como eu. Só que num Ribatejo mais profundo, de muita mais tradição.
Eu, ela e a Milú de vez em quando conseguimos estar juntas ao mesmo tempo e é uma festa das grandes. Continuamos a sentir a intimidade que os amigos não perdem. Continuamos a rir como no tempo da adolescência. Continuamos as três, Amigas.
Todos os dias recebo mails seus. De vez em quando telefonamos. Não nos vemos há uns meses, porém os nossos reencontros são os de pessoas que gostam muito uma da outra. A Amizade é isto.
E porque hoje faz anos, eu lhe desejo o melhor do mundo, como o desejo para mim.
Amiga, um dia muito, muito feliz e parabéns.
Quando é que fazemos outra farra? Xé, está na hora.

guerreira de Luz

Quando tinha nove anos conheci uma mulher, que podia ser minha mãe.
Era mãe de uma amiga minha. Tinha para além da minha amiga, mais seis filhos.
Criou-os a duras penas.
Foi uma lutadora. Uma heroína.
Amou muito a sua família e foi muito amada.
A mim, manifestou-me um desejo seu muito forte, num desabafo, em 1974, quando não se sabia o que ia acontecer em e com Angola que fosse sempre amiga da sua filha, minha kamba até hoje. Do peito. Como irmã.
Acontecesse o que acontecesse. Que nunca deixássemos de ser amigas e leais a essa amizade.
Temos sido amigas não porque a matriarca pediu, mas porque gostamos muito uma da outra, mas lembro-me sempre desse sábado, ao fim da tarde, na varanda da sua casa. Ambas sentadas, lado a lado, enquanto esperávamos a minha kamba, que tinha saído.
Eu sei que ela gostava muito de mim e eu simplesmente retribuía num prazer muito grande e tranquilo, como filha.
Partiu faz tempo. No final de 2008. Mas este dia, será sempre o seu dia.
Porque é o dia do seu aniversário.
Uma mulher do signo caranguejo, assumidamente leal às suas características. Uma mulher admirável que lutou, sofreu e amou os seus duma forma completa, como só as guerreiras de Luz o sabem fazer.
Por isso aqui estou curvando-me respeitosamente perante a Mulher extraordinária e Mãe extremosa que foi, do Gílio, Lito, Zezé, Dinho, Mimi, Milú e São.
Gente, parabéns pela mãe Linda que vos calhou em sorte.

Recordando


Hoje são 29.
29 de Junho de 2010.


Se vos disser que neste dia, em 1975 era domingo. Acreditam?
E a mãe Eduarda fazia anos. E eu fui a sua casa. De manhã.
E o pânico estava instalado ali naquela casa da Vila Alice. A Mimi queimara o rosto. Pestanas, sobrancelhas...enfim, um acidente doméstico. A Mimi é irmã da Milú e do Zezé. E são uma família que mora no meu coração desde menina.
E fui ali naquele dia para dar os parabéns à matriarca.
E era domingo! E pela sala dentro de repente entrou um amigo da família e também e só, o homem com quem eu sonhara casar. E o meu coração fez taquicardia, só de o ver...
E se vos disser que passei o resto do domingo na casa de praia das minhas amigas de infância, ali, na Corimba? A família Garnacho Rocha. Onde eu e a minha gente acampáramos desde que no início de Junho nos tomaram de assalto a nossa casa, pilhando e destruindo tudo o que tinhamos que nem a roupa sobrou para contar como foi.
O almoço desse domingo, dia 29 de Junho de 1975, o último ano que vivi em Angola, foi de festa. Comida angolana, feita em tachos enormes porque éramos muitos. Recordo-me do meu prato cheio de feijão de óleo de palma, com farinha de muceque, banana e peixe galo grelhado...
Não fomos apanhar sol, nem esperar a digestão fazer porque em Junho ninguém toma banho de mar. Mas fomos para Luanda a caminho da matiné, ao Miramar. Ver " o Relojoeiro ". Eu, as manas Rochas; Tense, Ana, que também fazia anos nesse dia e Fatinha. E o tal namorado com que eu sonhara casar ali na igreja da Nazaré, quem sabe num vestido longo, vermelho...
Eram sonhos a mais...nesse cacimbo frio e sofrido de 75.
Recordo o que vestira. Calças de bombazine fininha pata de elefante e camisola de veludo vermelha. Trés chique que eu estava, com roupa oferecida pelas minhas amigas Nela e Milú, porque ficara com a roupa que tinha no corpo, a 4 de Junho. As calças, dera-mas a Nela, do Augustos, ali na Pereira Forjaz. E a camisola, a Milú, da boutique da Mutamba, no prédio da pastelaria Presidente onde se comiam os S. Marcos melhores do mundo e arredores , boutique essa, pertença da mulher do Zé Praça.
Do filme, nicles. Eu que como já perceberam, como boa carangueja, tenho memória de elefante e conto tudo, nos pormenores mais enfadonhos, não me lembro de uma única cena do filme. É que eu estava tão apaixonda que estava no céu, ali numa cadeira do cinema Miramar, de mão dada com o príncipe ( julgava eu ) podendo ver as luzinhas da Ilha e dos barcos do porto de Luanda.
Estava pobre. Não tinha nada. Quase nada...Nem sequer as minhas inúmeras fotografias. Os ouros de bebé e de criança e adolescente, as pulseirinhas, os brinquinhos...nem as minhas roupas, nem as minhas coisas, nada. Tinha 19 anos, quase 20, apenas. Família e amigos, muitos. Mas vivera este domingo como se tivesse tudo. O dia 29 de Junho de 1975.
Ainda houve tempo para darmos a voltinha dos tristes, à Ilha, até ao farol, e voltar à avenida Brasil. Eu não sabia, mas só 18 anos depois voltaria a ter na frente esse grande e ex amor. Deste lado de cá. Em Portugal.

Hoje faz 35 anos que este dia foi vivido assim por mim.
Um mês depois, precisamente a 29, parti para Portugal.
Hoje a mãe Eduarda já não completa anos. Vive na Eternidade.
A Mena faz anos. A Ana Maria também. A Mena está no Ribatejo. A Ana em Luanda.
Eu estou aqui. Noutro Ribatejo; umas vezes, vezes demais, outras em Lisboa e outras onde me proponho estar e Deus deixa.
Hoje, apeteceu-me recordar, nos mínimos pormenores, ao meu jeito, como gosto, timtim por timtim.
E vivam as aniversariantes que somam anos.
A mãe Eduarda, essa, estará sempre somando pontos no meu coração.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Aka, Xiça Rafael!

Este menino tem 3 anos e chama-se Rafael.
E dei-lhe banho ainda bebé, ainda não andava nem falava. Aprendeu a andar, correndo atrás de uma bola.
E a falar. Começou por me chamar Caca, o que não abonava nada a meu favor. Eu tinha uma certa esperança que quando dobrasse a língua passasse a dizer Clara com todas as letras. E dobrou-a e veio de férias de verão, o ano passado, e duas semanas sem me ver fizera a diferença. E mudara o discurso. Passei a ser Calha. De Caca para Calha viesse o diabo e escolhesse. Enfim, calhava mesmo mal porque nunca mais acertava na muche, que é como quem diz, na Clara. Mas como é um menino espertíssimo, vivo que eu sei lá, passou rapidamente de Calha a tia Clara, não tendo sido ao calhas, porque ele sente-me mesmo assim, família. E é o que eu sou para este menino. Tia Clara.
Depois de desemburrar na arte de dizer palavras e depois frases, foi um ver se te avias e ninguém o pára.
Hoje, não fosse eu já ter ouvido de tudo e ficava de boca para nuca com o Rafael.
Estava eu com a mãe, no nosso clube da herbalife, prontíssimas para jantarmos um batido, as duas, quando, impaciente e porque o pai chegara e isso significa liberdade, o vejo puxar pelo pai ao mesmo tempo que dizia " anda, anda, vamos embora, pai...", porque o pai falava connosco, subitamente, sem que nada fizesse supor ouvimos "...anda, vamos embora cabrão". Olhamos uns para os outros, entre divertidos e incrédulos. Não satisfeito, repetiu " vamos embora cabrão ".
Claro que o visado, reagiu. Onde aprendeste isso bebé? Isso é feio e o pai não quer que repitas, blábláblá...
Blábláblá porque ainda o disse mais vezes. Claro que não sabe o que quer dizer.
Oh! Eu própria com esta idade só soube o que isso era..., bem!..., adiante, que não estamos a falar em mim. O bebé Rafael tem tempo de aprender o significado da palavra que não é nada bom, lá isso não e para além do mais não se chamam nomes feios aos pais, mas este episódio fez-me pensar noutras crianças mais chegadas ainda, que, com as suas tiradas me envergonharam a cara, algumas, poucas, quase nenhumas, vezes, num algures já longínquo.
Porque, quando do nada as crianças dizem o que os adultos se fartam de repetir e até nem lhes fica mal à cara, nós os ditos adultos reagimos. E nem sempre, bem. E quase sempre envergonhados, porque o nosso pânico é o que as pessoas vão pensar. E porque pensam quase sempre que a criança aprende em casa. Neste caso, não é verdade. Os pais não são asneirentos. Sou eu bem mais, mas nunca à frente do Rafael. Logo, este menino mal comportado, aprendeu a sê-lo onde? Pois é claro. No infantário que frequenta. Onde supostamente se educa a par com os pais em casa. Mas claro que é difícil controlar um bando de " papagaios " à solta.
No fim disto tudo, só me apeteceu dizer ao Rafael: Bebé, vai chamar cabrão a outro...ou outra.
Mas era um pouco demais e o puto deixava de me respeitar e eu não quero isso, pois claro que não. Aka! Xiça Rafael!

Parabéns Madalena

Beijinhos, muitos, todos, e uma salva de palmas para a bebé linda que se chama Madalena, porque hoje é dia de festa e cantam as nossas almas.
Ainda há algumas horas estive com ela e é linda a Mada. Tem uns olhos maravilhosos. Escuros, tão escuros e vivos como já há muito não vejo um olhar assim. Forte, brilhante, expressivo.
E tem o meu signo. O que faz dela uma menina amorosa. Uma menina coração. E olhando-a ao colo da minha cria, dá vontade de ter uma neta...
Esta menina linda hoje completa um ano de vida. De princezinha. Amada por uma família fantástica. Sónia e Ricardo os pais, e Manel e Martim os manos.
Parabéns para ti Mada. Um bolo imenso para apagares a primeira vela de inúmeras que te desejo.
Parabéns família. Da Mada. No dia que hoje é alegria. E dia de festa e de comemoração.
Especialmente para a Sónia, mãe da Madalena, votos de um dia feliz junto dos meninos. Todos.
E um abraço do tamanho do Universo.
Gosto muito de saber-vos uma família feliz. E quando os desiludidos duvidam que ainda haja famílias assim, gosto de levantar o dedo e poder dizer que eu conheço uma. A vossa.
Adoro-vos.

domingo, 27 de junho de 2010

Maria Bethânia canta "O doce mistério da vida"

Nem a feijões...

Este homem é o treinador da selecção portuguesa, senhor professor Carlos Queirós, que o respeito é muito bonito e ele gosta concerteza.
Mas, não se aponta que é feio sô professor. E já hoje o vi apontar. Os senhores, respeitosos árbitros marcam muitos amarelos aos jogadores da selecção, o que não lhe parece que o façam às outras equipas. Disse o senhor. Que raça de perseguição é essa stôr?
Já me apeteceu dizer-lhe que após a goleada na pá, contra a Coreia e o empate com os " nossos " irmãos canarinhos, o senhor recuperou os ditos que andavam meio encolhidos. Mas se quer um conselho, eles são precisos, ainda mais precisos nos maus momentos. Porque se os seus homens pressentem ter um eunuco a comandá-los e orientá-los, deprimem e desmoralizam, porque isso não é de macho...
Foi d' homem encerrar as portas, bater com elas na cara dos jornalistas, esses abelhudos vendidos, que vão dar com a língua nos dentes aos nuestros hermanos e depois todos os trunfos escondidos nas mangas caiem por terra, nessa terra árida e vermelha de áfrica. E pronto, lá se vão os segredinhos e a vitória, não é? Por falar em vitória, a águia não viajou pois não? Já estou baralhada. Afinal, esta equipa não é a gloriosa...
Olhe não sei o que se passa para além das portas fechadas, mas o Simão está calmo e muito consciente de que é bom e pode ser melhor ainda. E sabe o que quer e o que precisa de fazer daqui para a frente. Serão já resultados desse retiro a que submeteu os seus homens?
Que me resta dizer? Que tenham sorte e não lhes saia o tiro pela culatra. Juro que não desejo nada disso, muito pelo contrário. Assim como assim até agora jogaram a feijões não foi? O senhor foi quem disse. Eu, mentirosa? Não sou não senhora. Será que não ouvi o senhor dizer que o mundial começa agora, a sério?
Então vá. Fogo nesses rabos e mostrem que são bons e sabem jogar futebol e ensinem aos nuestros hermanos que não gostam de perder nem a feijões quanto mais a sério.

hilário

bisando

Já adivinharam não é? Pois, então! Maçãs da índia, madurinhas, directamente de Luanda, como as outras do prato lá atrás. E gostosas que elas são...
Mandam-me comer um cacussinho grelhado e beber chá de brututu, mas deixam-me maçãs da índia. Vou fazer como então?
O médico não é angolano e por isso não consegue perceber como é difícil escolher entre andar de calças na mão e comer funge, castanha de cajú, maçãs da índia, mousse de maracujá, beber sumo de múcua, e depois ainda, sushi ( é arroz, não é? ) cerejas, melão, figos e, bonitinha, comer maçã cozida, sopa de cenoura e arroz, pão torrado com geléia e outras faltas de gosto e de prazer.
Mas como não sou louca e já melhorei, vou repartir as maçãs com o mano Zé, porque sei que lhe vão saber que nem...gingas, ou melhor, maçãs da índa da melhor qualidade e nem foi preciso roubá-las do quintal do vizinho.

1+1= sonhos em festa

Acordei desejando...Ver o mar.
Procurei aquele banco de pedra, que resiste ao sol, à chuva, e às ondas gigantes das noites de inverno. Aquele lugar que me aguarda sempre vago. Como se esperasse por mim. Por nós. E quisesse ouvir as nossas divagações. E adivinhar-nos os segredos. E descodificar-nos os sonhos. E quisesse dar respostas aos nossos medos.
Sento-me à esquerda. Empoleirada no muro. Quando olho o sal e o iodo deste mar azul verde esmeralda, não tenho etiquetas. Nem maneiras. Modos, a bem dizer. Nem o banco mas dá. Já me conhece. Fico de frente para a libedade de navegar onde não há fronteira nem limite.
A vida se encarrega de me virar as costas vezes demais e de me deixar morrendo na praia.
O lugar da direita está à tua espera. Eu e o banco combinàmos que só te queremos ali, a ti.
Sonhador como eu. Viajante do tempo e dos lugares.
Caminhas devagar, numa falta de pressa que me impacienta. É a tua natureza preguiçosa. Ou convencida. De que eu estou ali sentada, esperando por ti. E não te enganas. Já te disse que desisti de sonhar sozinha? Parece que estou a sonhar para uma parede e em vez do sonho ganhar pés para andar e alma para voar, retorna nesse movimento circular, parando estéril junto de mim. Feito desilusão. E solidão, de ausência, mesmo.
Hoje, que me sentei aqui nesta imensidão, consigo ver-te lá ao longe, sorridente e bem disposto, vindo do nada desconhecido. Inspirando como eu o ar da manhã e antegozando a carícia do sol. Acho que se colocar os óculos consigo ver os teus sonhos saltando alegremente, ansiosos para serem sonhados nas ondas que enrolam na espuma e chegam perto de mim. São talvez sonhos candengues que ainda não sabem nadar.
Não te canses, nem percas o fôlego que eu não tenho pressa apesar da tua calma mexer com os meus nervos. Deixa lá. É a minha natureza...os meus sonhos que também andam aos saltos, animados com o verão, enxergam melhor do que eu e já correram para a curva do horizonte mais próximo, à espera de se encontrarem com os teus. Para a festa da vida.

noite de lua cheia


Olho a noite, da minha janela.
Contemplo a lua cheia de encanto lá no alto, num céu negro e distante.
Esta paz que agora sinto se mistura com a certeza, num segundo de contemplação, de que é bom viver.
Inundada de prata deste astro que provoca canções de amor, poemas apaixonados e sonhos nunca imaginados, sinto que sendo a Lua a minha sina é também a minha paz. E dona do meu destino no caminho da existência, iniciada num Julho cacimbado e longínquo.
Esta luz me faz lembrar a noite de Luanda e a baía prateada e eu sonhando palavras de amor sonhado mas não vivido.
Quero adormecer nos seus braços. Sorrindo para ela e retribuindo o brilho que recebi.
Num abraço onde me caiba o mundo e todos os mundos de Luz.

Hollywood,Mon Amour-Flashdance...What A Feeling (Feat. Yael Naim) (With ...

sábado, 26 de junho de 2010

condição de mãe

Porque é que uma mãe está sempre com o coração nas mãos?
E porque basta um, já cheguei, correu tudo bem, todos os beijos, faz o seu coração parecer um balão a esvaziar?
Estava assim deste jeito com as mãos pesadas dum coração apertadinho e agora estou a vazar como a maré...e já vou poder dormir mais ou menos descansada, esta noite.

horizonte

Quando esta janela se abrir será uma janela abençoada. Quero debruçar-me sobre ela a ver o mar. Na esperança de ver mais além. E navegar no seu azul, verde esmeralda, até chegar ao mar da minha terra.

guardião de escadas

caninos mais humanos

A civilização chegou a peniche.

aqui há santos populares

Hoje o S.João é aqui. Da minha janela posso ir à festa. E ouvir música e dançar e cantarolar alegremente. E observar a alegria. E a falta de jeito de quem tem pé de chumbo para uns passos de dança a riscar no salão que neste caso é no rinque.Ah e ia esquecendo-me que as sardinhas e as entremeadas vão visitar-me a janela e a casa toda através do seu cheiro intenso.
Se alguém quiser vir à festa ou apenas ficar à janela participando de longe, alugo o espaço, por obrigada, de nada ...estejam à vontade.

Estou com sintomas


É meio da tarde de um sábado bem solarengo e quente e eu estou na minha casa do Olival...
Dirão os que me conhecem - parece impossível maria clara -
Pois, até eu o digo. Mas a verdade verdadinha é que estou indisposta. Quer dizer incomodada, como se diz na minha terra. Com sintomas, melhor dizendo. E pegando no incómodo, os sintomas estão a ser resolvidos com ultra levur e dieta, que furei agorinha mesmo.
Quando dei por isso, a churrasqueira ia fechar e a empregada muito antipaticamente apressou-se a dizer-me com voz de generala - Já estamos fechados.
Ok., pronto. Não se fala mais em dar dinheiro a ganhar a quem não quer mais uns troquitos. Assim como assim nem sou muito fã de frango de churrasco com arroz. Como outra coisa qualquer que não agrida a minha colite que anda assanhadissíma.
Pûs-me a pensar e só me ocorreu o Mulemba X'Angola. Só que ali o óleo de palma fala mais alto. Mas os cacussos não fazem mal. São grelhados. E batata doce e mandioca cozida também não, que eu sou muito doutora e esta colite é tão antiga quanto eu...
A filha, que vinha a caminho para almoçar comigo, aprovou. Apetecia-lhe cacusso também. E vai daí, pûs em prática a minha idéia. Pelo caminho mudei para funge de peito alto. Não leva óleo de palma e é de carne de vaca. E se assim pensei melhor o comi.
E aqui estou no sofá. Que nem posso.
A praia lá está sossegadita, que há mais marés que marinheiros e eu quero é não me sentir assim como que incomodada e pouco livre. Não é por nada mas já tive dias melhores e piores também. Dizem que anda aí um vírus. Quando não sabem o que incomoda os mortais chamam-lhe vírus. Do mal o menos porque se desse ouvidos a umas colegas que lá tenho já estava a fazer uma maldita colonoscopia.
Acho que quem nos aflige com as perguntinhas que estamos fartos de saber - Já foste ver isso? Não devias deixar arrastar - e outras piores que estas, nunca teve um tubo entrando-lhe por onde entram os supositórios, nem fez aquela preparação para lá de horrorosa, de saquetas duma mistela com sabor a baunilha ( que abomino ) e sal, dissolvidas em litros e litros de água, e uma estadia de bilhete cativo na sala de banho e afins. Ou já fez e quer que os outros experenciem tamanha violência.
Um dia, conversando com um médico meu amigo sobre exames que se fazem e a exposição a que as pessoas ficam sujeitas, recordo que tinha acabado de fazer uma histeroscopia e uma colonoscopia e dizia que me custara muito menos a primeira porque a segunda era a dar para o humilhante. Juguei que ele me chamaria louca. Exames são exames e não estamos na nossa área de conforto quando os fazemos, mesmo quando não são dolorosos, o que não é o caso. Mas porquê humilhação neles? Porém concordou comigo. O momento do exame ao intestino é o momento mais deprimente que eu tenho na minha vida de doente ocasional. Explicar porquê eu até explicava mas vou cansar quem me lê.
Bem, mas estou longe de me querer deprimir. Sei bem o que me provocou este incómodo. Muita asneira junta. Para além de, talvez a tal virose. Vamos a ver onde isto vai parar. Porque tem de parar, sob pena de ter de fazer o tal exame humilhante e deprimente.
Por enquanto a ver se tenho juízo e hoje me porto bem.
Tenho em frente à minha janela uma festa de S.João aqui do Olival e por isso pode ser divertido assistir aos ensaios de música pimba e popular portuguesa e outras, para a grande noite de festa que só me deixará sossegada lá para a madrugada, mas também está bem, todos os anos é isto e eu já estou habituada. Que se divirtam os habitantes deste lugar onde estou só quase que de passagem mas onde gosto muito de estar e me sinto em casa.
Há sábados assim, fazer o quê? Antes isto que partir uma perna...aka! Não dava jeito nenhum. Cruzes, canhoto, diabo seja surdo, cego e mudo, careca e tudo.

Sozinho caetano veloso

sexta-feira, 25 de junho de 2010

D. Pitanga e suas pitanguices

Após uma ausência minha de alguns dias, nunca mais do que 4, 5 dias até hoje, à excepção da minha ida a Luanda, de férias, que foram 15 dias e ela estava comigo à menos de um mês, a Pitanga não aceita ficar sozinha, ou não aceita que eu me vá embora e não a leve.
As suas reacções assim me fazem acreditar.
Quando regresso é agressiva. Investe nas minhas pernas, arranhando-as, tenta morder-me os cotovelos e olha-me com raiva. Enfureço-me com ela. Prometo-lhe o chinelo e a culpa da ausência nem se instala. Mas percebo-a.
Mas se a Pitanga me espera à porta ( o caso desta semana, quando voltei para casa ) e volta para dentro indiferente, se deita no tapete ignorando-me, me olha no seu azul celeste, inexpressivamente, e nem cede aos meus chamamentos a culpa não cabe no meu corpo. Nessas alturas, chamo-a de tudo quanto me ocorre, desde bebé a " meu amor vem à mãe," e as minhas crias passam a três. E ela nem pestaneja.
Dizem que os gatos têm alma. Não sei, nem quero saber. Só não aguento que a Pitanga me despreze.
O que vale é que como não é rancorosa e é muito meiguinha, passado algum tempo, rodeia, rodeia e acaba querendo saltar para o meu colo a pedir-me que lhe faça festas no pescoço deitando a cabeça no meu braço num abandono que aí sim, me faz ter remorsos, muitos de a deixar sozinha.
Enfim, pitanguices desta gatinha linda que se chama Pitanga e que é muito carente e ciumenta...

Viva a Tuga

Não há nada como realmente...
Acabou o jogo. Tocou o telemóvel. Um número, com indicativo de Angola. Sobejamente conhecido.
Atendi.
VIVA A TUGA!
Ri-me. E dei vivas. Uma asneira seguida de ...dos brasileiros a dizerem que nos iam dar 5, 6...
Eu disse que não vira o jogo, apenas ouvira. Respondeu-me que estava ainda em frente à televisão. Com duas vuvuzelas. Uma tuga e outra sul africana.
Visivelmente contente com o empate de Portugal.
De facto, não há nada como realmente. Quando se tem dupla nacionalidade, uma delas adquirida de nascença e outra...de nascença, por quem se puxa quando os portugueses não jogam com os angolanos? Por Portugal concerteza. De alma e coração.
Ainda estou a sorrir com a alegria que recebi pelo telefone, directamente de Luanda.
Fiquei contente com o empate.

o banco de pedra

No banco de pedra onde esteve sentado o velho das nêsperas, estavam, hoje, três criaturas e um cachorrinho malhado, preto e branco.
Numa indigência mental fortíssima. Elevando à categoria de gente o cachorrinho, giríssimo e aparentemente feliz.
Em pé, o dono do cão. Homem para vinte e cinco anos relaxados.
Todos gargalhavam para o cachorrinho que abanava o rabo fazendo traquinices, em saltos que o tornavam animal de duas patas.
Quando passei, a indigência perdeu a vergonha e a uma voz, diz:
Vá, vamos lá Gervásio ( nome do cachorro ), vamos ver as gajas. Quer dizer mais gajas.
Gargalhando, a indigência colectiva, divertida, olhou para mim.
Olho sempre as pessoas. Se possível nos olhos. Do grupo, só o cachorrinho sustentaria o meu olhar. Passar esta situação dura segundos, por isso continuei a caminho do trabalho que nesta altura do ano e cheirando a férias, pesa.
Não consegui evitar pensar que de regresso a Torres Novas, é mau pensar que só estou bem onde não estou, quando estou neste lugar. É triste. Mas é verdade.

portugueses/brasileiros

Em Durban, cidade onde Pessoa passou parte da sua mocidade, daqui a pouco mais que duas horas, vai falar-se mais português que nunca.
No estádio, brasileiros e portugueses entender-se-ão através da palavra comum.
No relvado estarão brasileiros e portugueses, em competição.
Desejo que se jogue futebol do bom. E que ganhe o melhor.
E já agora, que Portugal seja o maior.

quadro

Queria ser sábia.
Ou adivinhar. Ou desconfiar. E chegar às certezas. Não para ser perfeita, antes, para ser perfeito.
Queria saber escolher as palavras e dar-lhes movimento. E escolher o sonho. Sim porque eu ainda sei sonhar terras cheirando a café e a mar. Albatrozes voando nos mares do sul. Manhãs de cacimbo. E sonhos que queria possíveis. Sonhar impossíveis. E ser sábia neles.

almonda

O rio almonda. No centro da cidade.

degradação

elos

Às vezes, estou rodeada de um mar imenso, para além do meu mar azul ou verde esmeralda, dos mares todos onde navego nas ondas da imaginação ou sentindo a água me lavando a alma.
Às vezes o mar quase me engole, agitado na minha inquieta agitação. E me devolve.
São as âncoras onde estou presa, segura e firme mais ou menos, que fazem o mar, esse gigante mar prenhe dos meus mares, devolver-me às águas azuis que conheço bem.
Elos que quero eternos. Que preciso eternos. Para não naufragar...

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Em noite de s.joão

Decorria o ano de 1965. Era uma vez uma menina com 10 anos. Na terra onde se saltava às fogueiras e se elevavam balões em noites de S. João.
A menina todos os anos gostava de assistir áquela festa estranha de fogueiras, balões coloridos que voavam nos ares da noite até desaparecerem e sardinhas assadas, que não gostava. Sardinhas, que chegavam em barricas, de outras paragens.
Essa noite de S.João, foi diferente. Tão diferente de todas as noites de todos os santos e de cada um, que nunca mais esqueceu.
A sua família e ela viveram um pesadelo durante vinte dias que terminara nessa noite.
Foi uma noite que parecia dia. Como que de libertação...
Passaram 45 anos. Ainda hoje a menina se lembra desses dias e noites. E dessa noite de S. João.
Foi na alegria depois da tristeza, que essa menina começou o aprendizado de crescer e nunca mais parou.
Hoje, noite de S. João ela quer uma prece fazer. Que o seu pobre coração, deixe de sofrer...

terça-feira, 22 de junho de 2010

maçãs da índia

O angolano mwangolê neste momento babou perante a foto.
É. Isso mesmo. Maçãs da índia. Daquelas que eu gosto. Bem madurinhas.
Mandaram-mas. Chamaram-lhes cerejas de Angola. Mas não. São mesmo maçãs da índia. Únicas. Sagradas. Donas de sonhos de candengues, hoje kotas sonhando passados felizes.
A fruta que ninguém comprava. Se não tinha no quintal, roubava nos vizinhos. Furto pactuado com os donos do quintal e da árvore.
Quem nunca entrou num quintal para roubar maçãs da índia? Quem nunca o fez mãe dele é imbica...

Siluvangi Wapi Accordeon? (Camille Feruzi) - Franco & L'O.K. Jazz 1972

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O meu signo reinando por um mês



Caranguejo, o mais poderoso signo do Zodiaco, inicia hoje e vai até 21 de Julho. É só, o meu signo. Para o bem e para o mal, será para sempre, por isso tenho que me aguentar à bronca. Como acredito nestas coisas gosto do meu signo apesar de reconhecer que podia ser melhorzito. Dava-me um certo jeito. Aqui deixo algumas das características das pessoas deste signo, que diga-se de passagem, está bem caçado.Não é que eles acertam em algumas fragilidades nossas? O que me vale é que tenho um ascendente poderoso. Leão, pois então!

" Este signo é totalmente coração, tem uma memória de elefante, um dia ele vai perguntar-lhe: "Lembras-te daquele dia que me chamaste estúpido? Era uma terça-feira chuvosa, tu estavas de branco e eu de azul. Então...?"São meio inseguros e essa insegurança faz com que eles imitem os caranguejos, tentam andar para trás, para ver se conseguem trazer de volta os sentimentos que já passaram. É um signo muito influenciado pelo seu ascendente. Estão sempre a pôr as coisas para fora, mas no bom sentido é claro! Ou guardam tudo e um belo dia, explodem pelo motivo mais insignificante!Mas é com ele que você vai chorar ou pedir conselhos e são excelentes amigos, sentem tudo com o coração, são extremamente leais e adoram dar colo! Se algum caranguejo tiver um negócio seria uma pousada com o nome: "O repouso dos anjos", ou alguma coisa assim. Os caranguejos são seres puramente sentimentais, se alguém ameaça entrar dentro da sua concha é preciso muito cuidado e carinho, são sensíveis e complexos, não são pessoas fáceis de se entender, mas se alguém algum dia o conseguir, será pela vida inteira e com certeza, será muito feliz. Este signo tem uma frase: `Não tenho tudo que amo, mas amo muito tudo que tenho'

1- Julga-se o centro de um pequeno universo. Dá valor excessivo ao relacionamento familiar. É individualista. Fecha-se e defende-se contra a pressão que as exigências "do mundo real" exercem sobre a sua natureza. Ressente-se por ter de ceder em nome do "colectivo". Dificilmente rompe com o passado. Evita tudo o que é novo. Procura modelos em tudo.

2- Não se desfaz das recordações de infância. Não é dado a aventuras financeiras. O canceriano é bastante conservador, respeita as tradições, dá grande valor à família e ao casamento. Está sempre ligado à mãe. Procura alguém que cuide dele, que o proteja. Uma separação é sempre traumatizante. Está sempre à procura de um lar, de uma família.

3- Abusa da chantagem emocional. Faz com que as pessoas se sintam culpadas por magoá-lo. Na verdade, o que eles querem é acariciá-las e reconfortá-las, depois de demonstrarem estar arrependidas do que "fizeram" . Nunca tem iniciativas directas. Como o caranguejo, não vai abertamente ao que quer; primeiro dá uma volta em redor, como se fosse na outra direcção. Acaba por alcançar os seus objetivos. Tem boa memória. Não é vingativo. Adora guardar fotos, cartas, bilhetes... É fiel e amoroso. É capaz de ter vários amores ao mesmo tempo, mas sabe que essa é uma jornada perigosa.

Bem, não acreditem em tudo o que vos dizem ok? Assim como assim há caranguejos e ... caranguejos e eu, eu sou dos terceiros .

Crespúculo

A hora de todas as horas. Aquela em que o dia se despede, em silêncio. Calando fundo dentro de mim.
Não há sonhos, nem anseios. Nem futuros. Nem passados.
Apenas contemplação.

lavadeiras de peniche


praia de pescadores


Aqui a bandeira é verde


Nossa Senhora da Boa Viagem


Dunas

Um portão para as dunas.

Peniche

O artista retratou a personalidade de uma cidade piscatória.

transformação

Moinho transformado em habitação.

em ruínas

Antigo moinho num região ventosa. Desactivado e degradado. Num bairro de vivendas de veraneantes.

do paraíso para o conforto


esplanada da Gamboa


tocando o paraíso




gargalhando no Mundial

O menino de ouro que queria explodir no Mundial 2010...hoje explodiu de gozo. Com o golo que marcou.
Que nos fez explodir também. Em gargalhadas.
Foi um golo diferente. Hilariante. Dançado. Como que brincando na areia.
Tenho para mim que por conhecer tão bem a bola, por ser o melhor do mundo, foi capaz de mais uma habilidade, revertendo a favor de Portugal aquela jogada num golo muito divertido. Somando-o aos golos já marcados pelos colegas de equipa.
Portugal ganhou por 7 a 0 à Coreia do Norte e os portugueses hoje explodiram de alegria.

bué de força portugal

Falta menos de uma hora para que a selecção de Portugal defronte a da Coreia do Norte.
O meu desejo é que as vuvuzelas não se calem de alegria no momento em que Cristiano Ronaldo ou outro cristiano qualquer se exploda num golo munumental que marque a diferença a favor dos portugueses, neste jogo que como diz Carlos Queirós é um jogo para jogar um tudo, Tudo.
Bué de força Portugal.

hoje foi futuro


Tive um dia de domingo cheio, mas tão cheio que não posso com uma gata pelo rabo.
Comecei cedo esta cruzada. Esperava a caçula que veio para passar o dia aqui comigo e o dia de amanhã também.
Ambas tirámos dois dias de férias porque iamos a Berlim por quatro dias. Como não foi possível por motivos vários e alheios a mim, resolvemos vir para aqui, para este lugar que ambas amamos de paixão. Ela chegou a tempo de irmos almoçar, peixe, evidentemente. E um geladão numa casa de gelados, óptimos. Depois, bem depois portamo-nos como verdadeiras dondocas.
Viemos para o hotel espreguiçar do almoço belíssimo, para junto da piscina. O sol hoje esteve violento e eu tenho o corpo a arder.
Quisemos ir para a piscina aquecida e não nos fizemos rogadas. Uma diz mata e a outra esfola. E para o jacuzzi.
E fomos jantar à cidade, junto ao mar. E fizemos um passeio a pé, longo. E a noite acabou para nós, muito cedo, porque uma gaja não é de ferro e isto não mata mas moi.
Como ela diz, o Futuro é Hoje. Hoje tivemos um futuro muito bueréré...pois então! Nem sempre nem nunca.

mensagem

Uma criatura muito chegada, mandou-me uma mensagem assim:
" Olá giraça. E então? Já tás em Peniche atracada a um peixe espada?
O tempo tá fixe? Tudo de bom. Fica bem.Bjinhos "
Faz fé no peixe desta terra. E tem-me em boa conta. É que eu gosto muito de peixe...
Adorei essa da " giraça " e também que achasse que podia estar de volta de um peixe espada.
Tremi quando percebi que me estava a falar de peixe mas aliviei por não ter escolhido o " besugo ".
Para informação, já comi muito peixinho e afins, até comi uma tosta de sardinha...e esta?
Sou criatura para me atracar a um peixe espada e também a uma tosta de sardinha gourmet, só a besugos é que não. Não sei, é assim uma coisa muito antiga, que já vem da infância. Não gosto, pronto, nunca gostei.

domingo, 20 de junho de 2010

mar do meu encanto



Da Consolação até ao Molhe Leste.