quarta-feira, 29 de março de 2017

sobre a ausência

A ausência nem sempre diminui os sentires. Vezes há que serve para os elevar. 

m.c.s

segunda-feira, 27 de março de 2017

ser mãe

Amor de mãe é um poço sem fundo, dando aos seus filhos, asas, do tamanho do mundo.

m.c.s.

viver

Acordar - Não saber se chove ou se o sol brilha; e pensar
O importante é assistir! E sorrir...

m.c.s.

sexta-feira, 24 de março de 2017

pretensão

São as vozes da noite que confiam segredos 
que o dia não ousou contar
É nos sonhos dos justos que se vão revelar.

m.c.s.

quinta-feira, 23 de março de 2017

dádiva

Todos os dias a vida me diz
Que não procure a razão
Do bater do coração
E receba essa dádiva, feliz 

m.c.s

as minhas fotografias



Praça da Figueira - Lisboa

homofobia na ordem do dia

" Os moços não andam aí aos beijos. Não andam a fazer nada de mal. Quem não souber nem se nota ". João Maria, o maestro é um dos " moços ". Impedido de desempenhar as suas funções no coro da Igreja de Castanheira de Pera, por afastamento. Tomada de posição da Igreja, que inventou desculpas esfarrapadas que a motivaram, para não ser acusada de homofóbica. Pois que o maestro é gay e não tem problemas com a sua orientação sexual. E lá na terra, há quem diga que era um anjo branco; até descobrirem a sua homossexualidade - tendo desde então passado a demónio.
O coro está em pé de guerra e os fiéis pediram ajuda à ILGA para que o maestro João Maria possa retomar a sua actividade.
Castanheira de Pera é uma localidade de interior. A Igreja ainda se julga com o poderzinho abusivo e castrador sobre os seus paroquianos. Mas o povo acordou para a vida. Tem os olhos abertos. E sabe o que quer. E quer lá o maestro. E insurgiu-se contra a Igreja protegendo o maestro gay.
Muito me surpreende a Igreja. Tão escrupulosa num assunto para o qual tem telhados de vidro. E não é por ser do domínio público a existência de práticas homossexuais entre alguns membros. A homossexualidade é irrelevante. Os telhados de vidro são pura e simplesmente porque era suposto não se envolverem em práticas sexuais. Como defendem e tornaram ponto de honra. Lei. E sabemos que desde envolverem-se com as empregadas e fazerem filhos que ao longo dos tempos foram reconhecidos como afilhados, também entre eles se envolvem sexualmente. 
Muito me surpreende este digníssimo coro. Justo. Que quer um maestro que estima. A quem reconhece grande capacidade de trabalho. Seja ele homossexual ou heterossexual. 
E não me surpreende um pensamento dito por uma mulher à televisão - " Os moços não andam aí aos beijos. Não andam a fazer nada de mal. Quem não souber nem se nota ". 
É que aparentemente parece " aceitação " da homossexualidade do maestro e do seu companheiro. Desde que não ofenda a sua condição de mulher séria. Logo, sabemos que se for como até agora, perfeito. O maestro porta-se bem. Mas não pode andar aos beijos com o seu moço, nem fazer nada de mal, tão pouco parecer que é um casal - sei lá, andar abraçado ou com manifestações públicas de afecto. É que se não o fizer nem vai parecer que é um casal. Gay.
Sabem o que vos digo? Uns mais homofóbicos que outros mas todos a anos luz duma sociedade justa e despreconceituosa. Igual.
Quando é que este povo percebe que a orientação sexual a cada um pertence? E a homossexualidade não é doença que se pega?
E aonde é que aprenderam que ser feliz só existe no dicionário dos heteros?
Enfim! Que longa caminhada na mentalidade este povo tem de fazer para ser pessoa. Sem género. Mas com número. E que não seja um zero. À esquerda.
m.c.s.

Não sejamos avestruzes

Não sejamos hipócritas. Nem avestruzes. 
Há dias que se fala e com repugnância, revolta, zanga e grande patriotismo, de acusações que vieram da Holanda. País cheio de rabos de palha, dizem. Ressalvo - erva. E aproveita-se para falar dos turistas desse país, que chegam aqui à tuga e é o que se quiser e mais houver. Touradas que os levam de caixão à cova, aonde não faltam putas e vinho verde. E porquê? Porque os nativos, que agora consideram obscena e escandalosa essa matéria, oferecem de mão beijada o que de " melhor " têm para vender. Na loja. Porque não põem na montra. Como eles. Aí ficam os galos de Barcelos e as sardinhas de conserva. Inofensivamente. 
Este país anda na boca do povo há séculos, por esses motivos. Elas são " um mal " necessário, dizem; e dizem até que é uma profissão como qualquer outra. 
Quanto ao tintol, estamos carecas de saber que - é no norte, é no centro, é no sul, é a torto e a direito; todo o tuga e não só, gosta, até porque dizem que dá saúde( faz bem ao sangue e dá boas cores ). E faz crescer ( a do crescimento tenho dúvidas, mas se o povo diz...).
Ora, para se beber, tinto, branco e verde, é preciso ter estofo e pilim que as tascas acabaram-se e deram lugar a lugares sofisticados aonde pagas todo o luxo de que te rodeias. Para se chegar às senhoras da tal profissão mais antiga do mundo, ou elas acompanharem os cavalheiros, nessa modernidade a que chamam companheiras de luxo é preciso muito carcanhol. E onde é que circula a massa? Nos mais endinheirados. Nos que têm o poder. Económico, político e em profissões de topo. Logo, o senhor tem ou não tem razão, apesar das razões que se aplicam ao país dele?
É que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. E depois, trata-se do sul e todos sabemos que nessa situação geográfica é a loucura...
Enfim! Não sejamos mais papistas que o papa que o país para além de outras coisas e na pessoa dos que têm poder e dinheiro é de facto também, um país de putas e vinho verde. ( já o ouvi a muitos que hoje estão tão ofendidos ). E gasta-se nisso e noutros exageros, para não dizer que se usam dinheiros que não são seus em bens de luxo para uso próprio, o que daria para matar a fome a todos quantos vivem abaixo do limiar da pobreza. Isso sim, devia ofender-nos e muito.

m.c.s.

reflexão

Aos 60 temos a sabedoria, a lucidez e a confiança, o desapego e a aceitação, a inteligência afectiva e selectiva, que nos confere a possibilidade duma vida de qualidade e felicidade. De elevação. Mas 
também a temos limitada no tempo futuro. Eis o grande senão...
Noutra reencarnação gostava que a evolução permitisse aos 60 sermos donos dessas armas mas com a possibilidade de vivermos outro tanto. Nessa tal felicidade e elevação. 

m.c.s.

pensamento sobre a vida

Quem perde o caminho deixa de andar.
Mas quem sonhos constrói, aprende a voar.

m.c.s

pensamentando-me sobre a emoção

Chorar de emoção 
É manter viva a chama 
De quem ama 
É dar largas ao coração 

m.c.s

sexta-feira, 17 de março de 2017

pensamentando

Se me deres o teu sorriso terás a minha mão.
Se para mim gargalhares, para ti se rirá, o meu coração.
m.c.s.

segunda-feira, 6 de março de 2017