terça-feira, 20 de julho de 2010

Que nem uma luva

Foi um presente de aniversário. Toda a gente que me é próxima sabe que eu gosto muito de perfume. A caçula sabe desde que nasceu. E já me deu tantos que lhes perdi a conta.
E conhece-me. E não me daria nunca um perfume que não fosse a minha cara.
Aproximei-me dela. Cheirosa. Perguntou-me se era o perfume. Que gostava muito. Não para ela, mas para mim. Desconfiada perguntou mais uma vez se eu gostara. Respondi afirmativamente.
Então disse-me que era um perfume que cheirava a antigo.
Olhei-a tão desconfiada quanto expectante. O que iria sair daquela boca sempre sincera que por vezes até incomoda?
-Mau. Antigo? Tipo dinossaura?
-Não sei se percebes.
Claro que eu a percebo. Mais do que ela pensa, mas deixei-a prosseguir.
Sabes? A Pedra. Ruínas, monumentos ...
Percebia-a. Ri-me por dentro. A minha irmã jamais me veria como coisa antiga ou arruinada.
Queria dizer, intocável, sagrado.
E fiquei super vaidosa por escolher um perfume para mim que a faz lembrar o que é místico, improfanável, sagrado.
É uma exagerada, mas que o perfume me assenta que nem uma luva, assenta, e eu gosto.

1 comentário:

José Sousa disse...

Olá… sempre venho aqui. Gosto de coscuvilhar blog’s, e gosto do que escreve do blogue em si. Por vezes não deixo comentários mas estive cá. Conheça também os meus espaços, leia comente e clique em “Seguir”. Vá a: www.minhaalmaempoemas.blogspot.com
www.congulolundo.blogspot.com
www.queriaserselvagem.blogspot.com
Um abração
Conto com você!