terça-feira, 15 de junho de 2010

vai correr tudo bem, vais ver.


Entrei na mercearia. De bairro. Daquelas que têm a fruta em caixas, os bolos ao ar e o pão a cheirar, de comer e chorar por mais. Não resisti ao cheiro de pão acabado de fazer. E às cerejas.
Quando ia pagar, entrou a Lainha. A Adelaide, stôra da escola ali mesmo ao lado. Conhecida em toda a escola e toda a cidade. Pelo que já fez pela terra e pelas pessoas.
Conheço a Lainha há várias décadas. E conheço a marido. Há muito mais tempo ainda. O Zé António, angolano da Gabela. Irmão da minha amiga São, que não conseguiu ficar em Portugal e voltou para Angola, na década de 80. Mas a sua Gabela já não era a mesma e ficou em Luanda e não se habituou e regressou a Portugal com a alma sangrando. O Zé António nunca mais voltou à Gabela mas nunca parou de viajar sonhos da cor do café da roça do seu pai.
Perguntei por ele. O coração prega partidas. E o Zé António meu conterrâneo e amigo está a braços com um coração doente. Que vai operar.
Zé, já te desejei tudo de bom, por mail e não só. Hoje que vi a Lainha senti a necessidade de deixar aqui escrito o voto de sucesso nessa intervenção.
Vai correr tudo bem, meu amigo, vais ver...depois falamos.


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