quinta-feira, 10 de setembro de 2015
karma
Nem todos os dias são destino
Nem todos os destinos são fatais
Nem todas as fatalidades permanecem
Nem todas as penas se repetem
Nem sempre a lágrima chora
Nem sempre o sorriso demora
Nem sempre o sol se esconde
Nem sempre o amor mora longe...
Sou o karma deste dia
Querendo a sina mudar
Os dias só serão destino
Se neles me acorrentar
Sou um apelo à memória
À fé e ao que quero ser
Recrio-me a cada história
No sonho de me renascer
m.c.s.
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
ainda tento
Quando a brisa sopra, vou no embalo.
E na maré.
De feição.
Quando a tempestade se impõe, saio da proa e enfrento.
E porque nem sempre nem nunca, às vezes, marcha-à-ré.
Mas a vida já não está para recuos.
Nem se compadece ou faz fretes.
Por isso eu vou, ao sabor do vento.
Ainda tento. Ainda tento...
Enquanto recuo ou avanço, ganho estrada.
Paciência.
Ganho tempo.
Sapiência...
m.c.s.
E na maré.
De feição.
Quando a tempestade se impõe, saio da proa e enfrento.
E porque nem sempre nem nunca, às vezes, marcha-à-ré.
Mas a vida já não está para recuos.
Nem se compadece ou faz fretes.
Por isso eu vou, ao sabor do vento.
Ainda tento. Ainda tento...
Enquanto recuo ou avanço, ganho estrada.
Paciência.
Ganho tempo.
Sapiência...
m.c.s.
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
o Amor
A trepadeira conquista.
Ocupa
e abraça.
Permanece...
Assim é o amor a fazer-se forte, desde que nasce.
Enraíza-se,
cresce
e imortaliza-se.
Queria ser uma trepadeira!
m.c.s.
Ocupa
e abraça.
Permanece...
Assim é o amor a fazer-se forte, desde que nasce.
Enraíza-se,
cresce
e imortaliza-se.
Queria ser uma trepadeira!
m.c.s.
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
horizontes
No silêncio do gesto
Aos passos que me dou solitariamente,
( caminhante d' hora certas e vagas
no topo da fila deserta, aberta à minha vontade )
Não esmoreço...
Há distância
Há saudade
Abraços perdidos
Caídos
Sonhos pisados
E visões de eternidades...
Há vazios
E lábios cerrados
Mãos que não acariciam
Nem batem palmas à passagem...
Quebro as promessas de viagens
Quedas e mudas
E invento novas estradas
Recomeço-as...
No silêncios dos deuses
Exaltam sentidos adormecidos
Em cânticos de louvor
Só eu os oiço
Linguagem do amor
m.c.s.
Aos passos que me dou solitariamente,
( caminhante d' hora certas e vagas
no topo da fila deserta, aberta à minha vontade )
Não esmoreço...
Há distância
Há saudade
Abraços perdidos
Caídos
Sonhos pisados
E visões de eternidades...
Há vazios
E lábios cerrados
Mãos que não acariciam
Nem batem palmas à passagem...
Quebro as promessas de viagens
Quedas e mudas
E invento novas estradas
Recomeço-as...
No silêncios dos deuses
Exaltam sentidos adormecidos
Em cânticos de louvor
Só eu os oiço
Linguagem do amor
m.c.s.
serão d' amigas
Com o quinto livro de crónicas de Lobo Antunes ( não fosse sacrilégio e lhe chamaria bíblia ) d' um lado e uma gata d' outro, o rádio despertador numa estação qualquer ao acaso, ligo a luz do candeeiro que apagara não faz muito tempo. E olho-me ao espelho. Bocejo atrás de bocejo, me fez o corpo deitar. O adiantado da hora também pesou, talvez indo ao encontro dos mais novos que em repetição enervante me dizem ter de repousar.
De vez em quando finjo insónias por não me apetecer dormir. Por não o querer, este espírito inquieto e ávido. Em conflito com os fins dos dias. Com os fins dos ciclos.
Pois que bastaram tantos anos de trabalho com regras e horas fixas. Relógios e calendários. Obrigações e sujeições. Atropelos e tropeções no sono.
Hoje quando o bocejo chega entediante e ensonado e me encontra tão embrenhada na vida, ( interior ) não o valido. Até que o cansaço vença a vontade de sentir o bom senso que nesta idade nos ganha. Lúcidos que nos tornamos.
A vida e os seus filtros; as suas renúncias; a sua beleza; a vida na sua essência e o seu fim, foram a tónica d' um serão entre a poltrona de baloiço e idas à cozinha a vigiar uma sopa de feijão, desejos de uma doente ( não grávida ) a quem amo com o meu coração de amar tudo.
Uma sala acolhendo-me, o afago da música da terra longe, conversas sérias - sem gargalhadas mas com alguns sorrisos - conclusões lógicas, tolerância mil, olhares benevolentes sobre o mundo. Questionando, descartando raivas, ódios, vinganças. Dando mãos à palmatória. Conversas da infância; de gente pequena crescendo, num tempo que passou mas marcou, de gente grande retrospectivando. Conversas sobre os afectos, a longevidade. O reconhecimento. A vida e os seus filtros. A liberdade. A sua beleza.
Depois, já só, chegada a casa, a gratidão a impedir que esqueça quão preciosa é a vida. É tarde no relógio. Cedo para apagar este bem-estar de saber-me capaz de sentir. De sorrir e amar em troca de nada. Sem cobrar nada. E prosseguir.
Olho-me ao espelho e este devolve-me a cor e o tamanho da paz.
Talvez tenha chegado a hora de dormir.
não sei ficar passiva
Nas pequenas, insignificantes causas habituei-me ( de menina até hoje) a ouvir a censura, desprovida de inteligência e bom-senso, caridade e razão.
- Não te diz respeito.
Isso é lá com eles.
Mete-te na tua vida.
São crescidos que se entendam.
Não consegues mudar nada.
Quem julgas que és?
Lá estás tu! Não mudas uma vírgula porque não és ninguém...
Mudei-me. Cresci. Olhei ao redor. Fui parar ao Tribunal. E isso muda tudo. Nas pessoas como eu. Que não cruzam os braços às injustiças. Não tapam a boca com adesivos.
Não vendam os olhos fingindo-se de cegos. Não são passivas. E apontam o dedo aos mal intencionados. Calculistas e prepotentes.
Nunca desisti. Das pequenas causas, às causas maiores vai um passo de formiga. Carreiro formado e organizado, destemido se forem muitas. Objectivo alcançado.
Vai um passo de gigante na mente dos cobardes, dos passivos, dos medrosos, dos egoístas e indiferentes. Daqueles que censuram os que alguma coisa fazem pela mudança,
pela reposição da verdade e da justiça. Pela igualdade de direitos. Nem que seja numa fila do autocarro, dos correios ou do cinema. Pelo respeito que o outro nos merece.
Pelo respeito que me mereço enquanto racional.
Nas causas insignificantes " desgastei-me ". Catalogaram-me. Agrediram-me e chamaram-me agressora.
Não desisti. Não recuei. Não recuo nem desisto.
Que importa se me tratam por arrogante, atrevida, mal disposta, acutilante, cáustica, confusionista?
Algo muda com atitude. Sem ela não sabemos quem morde quem. Se o cão que mordeu o homem ou o homem que mordeu o cão. Se é preciso morder alguém.
À laia de brincadeira, aviso, ou muito a sério, eu direi que não desisto e se for preciso mordo também.
O mundo será uma merda global se em cada local não se limparem e desinfectarem os sanitários.
m.c.s.
que falta de compaixão é esta?
A fotografia de Aylan Kurdi tem corrido mundo. As estações televisivas, os jornais, as redes sociais divulgam-na.
Eu não a divulguei. Não sou capaz. Por ele, o menino que com a sua família, fugia do pesadelo em que as suas vidas se transformara. Por mim. Que me confesso fraca.
Incapaz de o fazer.
Também porque pari dois bebés. Tive-os à vez no meu ventre ao longo de nove meses. Dei-lhes a luz dos dias e da vida e assumi tudo fazer por eles. Morrer ou matar inclusive. Se outra alternativa não houvesse.
Senti-me impotente, revoltada, triste com a minha espécie. Pouco importa o que sinto, eu sei. Importa o que se faz às vidas que merecem viver como eu e fogem do espectro da morte, ameaçadas que são as suas, por outras vidas.
Aylan Kurdi foi, assim que bati com os olhos na sua morte tão indigna, o " meu " menino. E cresceu-me a indignação no rosto, na mente, na razão e no ventre. Na alma.
Que tempos tão ruins, que mundo tão desigual, injusto e perverso, insisto, caindo no lugar comum. Afinal o lugar comum hoje é a fuga de homens. A quem já rotularam, estigmatizaram, de refugiados. Que não o querem ser. Que não querem a Europa. Que não querem perder a raiz.
Daqui deste lado surgem ajudas. E críticas às ajudas. Detendo-se no poucochinho que cada um tem dentro de si. Fazem-se comparações. Chamam à fala e à insensibilidade os sem-abrigo. As famílias vivendo miseravelmente. O desemprego. O rendimento mínimo. A miséria deste país. Indigna. Encoberta. Desprezada.
Daqui deste lado chama-se a política. O aproveitamento. Acusam-se atitudes do passado. Para com os filhos do país.
Esquecem ou lembram que há quarenta anos foram também refugiados.
E do que aconteceu à época.
Daqui deste lado querem discussão. Semeiam discórdia. Lançam dúvidas, doses dissimuladas de veneno. E com o peito cheio de ar não tratam o assunto pelo nome. Chamam os seus refugiados. Porque lhes dá jeito 40 anos depois. E tal como nesse tempo repudiam a entrada de refugiados que tal como os outros fogem à morte.
Eu e a minha família fugimos à morte. Fomos refugiados. Os meus pais foram retornados. Embora não esqueça essa condição o meu olhar foi de perdão. A vida não correu sempre mal. Não sou menos dona desta terra que os outros que cá nasceram e já cá estavam. Que nunca saíram dela.
A Aylan Kurdi acolhi-o como " meu " menino. No meu coração. E choro-lhe a vida interrompida. Mas não quero chorar mais. Por outros. E sinto-me uma fera à ideia de braços cruzados para outros Aylan Kurdi à porta das fronteiras da europa.
Que importa se não nos são próximos, portugueses, europeus?
Que filha da putice é esta de gente comodamente instalada no sofá com um portátil nas mãos, navegando pelo facebook, que por um lado exibe a fotografia do menino e por
outro não quer no seu país refugiados não europeus e não qualificados?
Que medo é este Deus meu, que já vi e o reconheço, quatro décadas depois? Que falta de compaixão é esta?
Acordem, cresçam, façam-se Gente. E mereçam-se.
Eu estou a tentar...
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
saudade
... e são as noites; as estrelas;
e é o verão, o mar; e a madrugada;
o amor, a escorrer-me da pele, das mãos e da alma desencantada.
...e parece foi ontem, foi anteontem; parece foi há uma eternidade;
o sol raiava, a estação mudava, a onda se espraiava.
E a lua, a terra iluminava.
...e eu...eu a amar a vida de novo com a alegria da criança.
Na magia, no feitiço de (ir)real momento.
No voo da ave livre.
E com a força da natureza e da raiz que me prende ao chão e aos elementos.
Amanhã, sim, amanhã, invento mil olhares para recriar o futuro.
Mas hoje, só hoje, não mais que hoje, deixo a saudade inundar-me o corpo, a sombra e a memória.
Olho para trás. Chamo a poesia e o meu sentir. O arrepio.
Acolho a paixão.
E cresce-me a vontade permitida de despertar de novo o coração.
Para me ( re)viver ( outra vez ), na criança que o desencanto matou.
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
no esquecimento
Não morres apenas quando te perdes das memórias.
Mas se outros perdem a memória de ti.
Digo eu, que morro de medo de morar no esquecimento das memórias.
De viver morrendo de esquecimento.
m.c.s.
Mas se outros perdem a memória de ti.
Digo eu, que morro de medo de morar no esquecimento das memórias.
De viver morrendo de esquecimento.
m.c.s.
des (inspiração )
Seca
gasta
pouca
esta fonte onde bebi
amor que tanto dei
e sofri
e em lágrimas me banhei
derramei...
Hoje
quando o dia amanhece negro
chamo o arco íris que a memória desenhou
E pinto
e canto
e minto
no quadro-mundo
desta falsa ilusão
pobre coração
de sentir tão profundo
desmaiado
e derrotado
nos cinzentos avivados em mim
Seca
gasta
pouca
esta fonte no seu fim...
m.c.s.
gasta
pouca
esta fonte onde bebi
amor que tanto dei
e sofri
e em lágrimas me banhei
derramei...
Hoje
quando o dia amanhece negro
chamo o arco íris que a memória desenhou
E pinto
e canto
e minto
no quadro-mundo
desta falsa ilusão
pobre coração
de sentir tão profundo
desmaiado
e derrotado
nos cinzentos avivados em mim
Seca
gasta
pouca
esta fonte no seu fim...
m.c.s.
terça-feira, 1 de setembro de 2015
ainda eu
Ainda brilho nas estrelas mortas
Na memória do firmamento
Ainda respiro,
Cinza e fumo, poeira
Partículas à deriva
Na arte que me ensinou, o pensamento
E viro páginas em branco, vazias
E escrevo a ouro e prata
E todos os metais do mundo
Diário do meu lamento
Marca, tatuagem, futuros
Na sombra, paredes, muros
Gritos, do meu eu mais profundo...
Ainda brilho nas estrelas mortas
Na explosão dos meus festins
Ainda ardo no fogo das horas
Ainda sonhos de carmim
E beijos, suspiros,
Salvas, foguetes
Clarões de luz,
Constelações
Mitologia, lira, canções...
Ainda a poesia
Ainda a fantasia
Entre um tempo morto e outro que nasceu
Ainda eu...
m.c.s.
Na memória do firmamento
Ainda respiro,
Cinza e fumo, poeira
Partículas à deriva
Na arte que me ensinou, o pensamento
E viro páginas em branco, vazias
E escrevo a ouro e prata
E todos os metais do mundo
Diário do meu lamento
Marca, tatuagem, futuros
Na sombra, paredes, muros
Gritos, do meu eu mais profundo...
Ainda brilho nas estrelas mortas
Na explosão dos meus festins
Ainda ardo no fogo das horas
Ainda sonhos de carmim
E beijos, suspiros,
Salvas, foguetes
Clarões de luz,
Constelações
Mitologia, lira, canções...
Ainda a poesia
Ainda a fantasia
Entre um tempo morto e outro que nasceu
Ainda eu...
m.c.s.
pedido
Não me peças os teus vazios.
Erros e mentiras.
Minhas entranhas.
Auroras inventadas.
Sonâmbulas.
Ideias esventradas
Vidas estranhas...
Não me peças pesadelos. Convertidos.
Pântanos transformados em rios.
Demónios, fantasmas e sentires
falsamente exorcizados...
Não me peças massagens, abraços e beijos no ego
nem silêncios e cumplicidades. Sorrisos cobardes.
Não me peças clichés. Vulgaridades...
Não me peças milagres.
O meu lugar (in)comum é o amor.
Onde sonho o mar e expulso a dor.
Onde me sento a amar
o que foste e hás-de ser em poemas de te dar.
Não me peças nada se não me vês.
Se não o sentes. Nem o és.
Não me peças gestos, palavras e castrações.
Não me peças silêncios às emoções.
O meu lugar (in)comum se chama alma.
Leve,
pura,
calma.
Não me peças ( mais ) nadas...
m.c.s.
Erros e mentiras.
Minhas entranhas.
Auroras inventadas.
Sonâmbulas.
Ideias esventradas
Vidas estranhas...
Não me peças pesadelos. Convertidos.
Pântanos transformados em rios.
Demónios, fantasmas e sentires
falsamente exorcizados...
Não me peças massagens, abraços e beijos no ego
nem silêncios e cumplicidades. Sorrisos cobardes.
Não me peças clichés. Vulgaridades...
Não me peças milagres.
O meu lugar (in)comum é o amor.
Onde sonho o mar e expulso a dor.
Onde me sento a amar
o que foste e hás-de ser em poemas de te dar.
Não me peças nada se não me vês.
Se não o sentes. Nem o és.
Não me peças gestos, palavras e castrações.
Não me peças silêncios às emoções.
O meu lugar (in)comum se chama alma.
Leve,
pura,
calma.
Não me peças ( mais ) nadas...
m.c.s.
ontem
Ela, a madrinha, chamou-me Clarita. Num carinho que sempre me enterneceu. A sua mais velha, Clarinha e as pombas, a do meio Clarance, como sempre me haviam tratado, num misto de ternura e troça; e a mais nova, a minha companheira de tantas brincadeiras, tantas confidências, tantas vidas vividas numa só, olhou-me doridamente e abraçou-me. Abraçámo-nos...
Os amigos, pessoas que se amam há uma vida inteira, que partilharam tanto bem querer não deviam encontrar-se para despedidas para sempre. Partidas eternas...
Mulheres da minha vida, elas são responsáveis por parte daquilo que sou. Aprendi e ganhei mundo com todas. Vivi-lhes dias lindos e longos. Noites estreladas. Regras.
Limites. Beleza. Descobertas. Sabedoria. Magia. Futuros.
E fui uma criança feliz junto delas. E uma adolescente abençoada. E tinha vinte anos quando me despedi entre lágrimas e acenos. Esperanças de voltar.
Passaram quarenta anos e nunca mais tínhamos conseguido estar as cinco juntas ao mesmo tempo. A espaços a mais velha, a mais nova e a madrinha. Também a do meio e a mais velha juntas. A mais nova sozinha. Foi preciso a morte tocar esta família para nos reunirmos.
Ontem, não fora ser tão dolorosa e cruel a partida de alguém e teria sido um dia muito feliz para mim. Acredito que para elas também.
Por umas horas voltei a casa. Às minhas pessoas. Ao lugar do amor que nunca morre. Ao lugar do afecto, do respeito e da verdade. Àquele lugar eterno tão precioso. O da
Amizade. Em dose quádrupla. E ouvi chamarem-me Clarita, Clarance, Clarinha e as Pombas e demos um abraço sofrido e maior do que o Mundo. Para lá de cinco céus.
Há uma ternura profunda quando se ouve - é a minha afilhada.
É a minha amiga de infância.
Há um carinho desmedido quando sabemos ser a afilhada, a amiga de infância.
Mas foi preciso a morte passar perto para celebrarmos a vida que já vivemos juntas e a riqueza que isso é.
A maldita roubou-nos a cena. Mas não nos roubou o amor que sentimos. Nem os laços que criàmos.
Não fora ela e ontem teria sido um dia de reencontros tão feliz...
m.c.s.
seres presentes
Há seres quase velhos, de tão sábios e anos acumulados. Que são meninos.
Têm uma varinha de condão e tocam almas. E fazem dos momentos tempos eternos.
E pincelam-te sorrisos no rosto. E ternura no olhar.
E beliscam-te os sentimentos.
E sem qualquer razão que não a de serem meninos, conquistam-te o coração.
Para afagos na alma. Na emoção.
Breves presentes.
Há seres quase quase, mas nunca amanhã...
Tal como os meninos, têm muito para dar.
E acreditam em bicos de pés, cordas, escadas, pontes e asas, para lá chegar. Mas não para envelhecer e parar.
Há seres que são meninos. Eternos. E levam-te à magia desse mundo de brincar. De sonhar...
Há seres que transportam o menino e moram na minha nobre verdade.
Na minha doce e triste saudade. Numa curva da memória.
No malmequer que desfolhei...
Na minha mais breve e louca história.
Mulher/ menina que também me sei. A escassos tempos.
Surreais momentos. De encantamento...
m.c.s.
m.c.s.
forma de dizer
Não sou poliglota
Nem dona de mil linguajares
Não sou artista, professora
Nem contorcionista
Ou doutora
Na arte de bem falar
Não me importo com o sotaque
Nem forma gramatical
Não me importo com a voz
Palavras de ocasião
Não me importo com os erros
Pago-os se os tiver que dar...
Não tenho língua materna
Nem outra de precisão
Minha língua é afiada
Pronta e bifurcada
Recorrente e sempre " à mão "
Minha língua é dialecto
Com que falo, coração..
m.c.s.
Nem dona de mil linguajares
Não sou artista, professora
Nem contorcionista
Ou doutora
Na arte de bem falar
Não me importo com o sotaque
Nem forma gramatical
Não me importo com a voz
Palavras de ocasião
Não me importo com os erros
Pago-os se os tiver que dar...
Não tenho língua materna
Nem outra de precisão
Minha língua é afiada
Pronta e bifurcada
Recorrente e sempre " à mão "
Minha língua é dialecto
Com que falo, coração..
m.c.s.
sábado, 22 de agosto de 2015
talvez
Dias há em que não tenho chão. Onde cair morta.
E me reanime...
Talvez o dia ainda me acene.
Talvez amanhã eu seja eco. E rocha. E punho. E rejeite os limites. Que me sufocam o crescimento.
Nessa saia justa a rebentar pelas costuras.
Talvez amanhã, seja diferente. Eu faça diferente...
Talvez eu acredite e solte as rédeas. E abandone portos (in)seguros. E parta.
Para fora de mim.
Esse lugar onde não há muros, fronteiras ou barreiras para a minha expressão.
Para o meu desfecho. E conclusão.
Para deixar explodir o coração. E ser asa e voar.
Ser inteira. Caminho e luz. Para me achar.
Talvez...
m.c.s.
E me reanime...
Talvez o dia ainda me acene.
Talvez amanhã eu seja eco. E rocha. E punho. E rejeite os limites. Que me sufocam o crescimento.
Nessa saia justa a rebentar pelas costuras.
Talvez amanhã, seja diferente. Eu faça diferente...
Talvez eu acredite e solte as rédeas. E abandone portos (in)seguros. E parta.
Para fora de mim.
Esse lugar onde não há muros, fronteiras ou barreiras para a minha expressão.
Para o meu desfecho. E conclusão.
Para deixar explodir o coração. E ser asa e voar.
Ser inteira. Caminho e luz. Para me achar.
Talvez...
m.c.s.
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
de novo o sonho
" ...aquele que voa tem de poisar em algum lugar..."
Poisa e pára enquanto pare o sonho.
Uma vez parido é deixá-lo evoluir livremente.
Voar...
Até os albatrozes voltam uma vez no ano ao lugar de onde partiram. Para acasalar ( criar de novo o sonho ).
m.c.s.
Poisa e pára enquanto pare o sonho.
Uma vez parido é deixá-lo evoluir livremente.
Voar...
Até os albatrozes voltam uma vez no ano ao lugar de onde partiram. Para acasalar ( criar de novo o sonho ).
m.c.s.
exorcisismo
Há uma cor marfim na minha tristeza.
Uma fragrância de frangipani na minha saudade.
Brisa fria e branca nesta falsa paz...
Porque há um silêncio negro e teimoso. Dominante.
Um sorriso desdenhoso. Obsceno e perigoso.
Rindo-se de mim.
E uma interjeição. Denegrindo-me a emoção.
Há até moribunda tranquilidade.
E viva desilusão.
Destruindo-me a inspiração.
Na esquizofrenia enganosa d' um verão louco a despedir-se envergonhado, há cobardia e desamor.
E intermináveis gestos. De negação. Por tactear. A vida...
Contas de somar dias, para diminuir o desencontro do coração. Nas contas por ajustar.
Há em mim uma criança meio perdida. Na mudança. Na vontade de chorar.
Há este frio, este vazio de não ficar. De não partir.
De não amar. De não saber esse lugar.
Do tempo, o meu sonho matar...
Há no fim, essa certeza.
Há uma cor marfim na minha tristeza...
m.c.s.
Uma fragrância de frangipani na minha saudade.
Brisa fria e branca nesta falsa paz...
Porque há um silêncio negro e teimoso. Dominante.
Um sorriso desdenhoso. Obsceno e perigoso.
Rindo-se de mim.
E uma interjeição. Denegrindo-me a emoção.
Há até moribunda tranquilidade.
E viva desilusão.
Destruindo-me a inspiração.
Na esquizofrenia enganosa d' um verão louco a despedir-se envergonhado, há cobardia e desamor.
E intermináveis gestos. De negação. Por tactear. A vida...
Contas de somar dias, para diminuir o desencontro do coração. Nas contas por ajustar.
Há em mim uma criança meio perdida. Na mudança. Na vontade de chorar.
Há este frio, este vazio de não ficar. De não partir.
De não amar. De não saber esse lugar.
Do tempo, o meu sonho matar...
Há no fim, essa certeza.
Há uma cor marfim na minha tristeza...
m.c.s.
cativeiro
( foto do google )
Guardo beijos que não dei
Pele e língua, ávida boca
Quase louca
Toque quente, desejei...
Terra e céu, horizonte
Estrela rei, no poente
Depois do mar e do monte, desenhei...
Guardo sons e acordes, arrepio
Melodia qu' ensaiei e não dancei
Mágico passo a pés juntos
Estreito laço
Soltas as mãos, olhar cerrado, corpo amado
Eu e tu, união, ilusão...
Tu e eu
Fui só eu que enlacei...
Guardo os versos e os poemas
Palavras soltas, foram tantas
No eco d' outras
Foram puras, foram santas
Foi só cor
Como livre e colorido
Cego e louco
Quase tudo, por tão pouco
Foi meu sofrido amor
Guardo sonhos, adiados, que sonhei
Inspirados
Nesses beijos que não tive
Que não dei...
m.c.s.
Guardo beijos que não dei
Pele e língua, ávida boca
Quase louca
Toque quente, desejei...
Terra e céu, horizonte
Estrela rei, no poente
Depois do mar e do monte, desenhei...
Guardo sons e acordes, arrepio
Melodia qu' ensaiei e não dancei
Mágico passo a pés juntos
Estreito laço
Soltas as mãos, olhar cerrado, corpo amado
Eu e tu, união, ilusão...
Tu e eu
Fui só eu que enlacei...
Guardo os versos e os poemas
Palavras soltas, foram tantas
No eco d' outras
Foram puras, foram santas
Foi só cor
Como livre e colorido
Cego e louco
Quase tudo, por tão pouco
Foi meu sofrido amor
Guardo sonhos, adiados, que sonhei
Inspirados
Nesses beijos que não tive
Que não dei...
m.c.s.
ser Benfiquista
Acho, sou benfiquista desde que o vermelho me conquistou, provando-me ser a cor mais linda e vital do universo. Ela é o sangue e a paixão. A bandeira. O verão. O fogo
e as queimadas. O vulcão. As acácias e as rosas do amor. O rubor. O batom. Os morangos, as maçãs e as cerejas. O pôr do sol. Ela é exuberância. Alegria. Intensidade. Atracção. Conquista. Coração.
Nasci com certeza predestinada a ser benfiquista. E apesar de ser oito ou oitenta nos meus sentires fui sempre amornando esta fatalidade. Embalando-a mas não exagerando. Para exageros estavam lá o pai e o tio. Alguns vizinhos e os " loucos ".
Mas, olhando-me alma vermelha, sei que ser benfiquista de alma e coração pode ser a meio da semana, assim,
- Vamos ao estádio domingo? Vamos pois. Então vou passar lá para comprar os bilhetes. Boa, disse eu de sorriso de orelha a orelha. E de repente me adociquei e me vesti de vermelho antevendo um estádio ao rubro. As bandeiras esvoaçando, a águia no seu percurso circular, o rectângulo do jogo, a claque e seus cânticos e a emoção de esticar o cachecol, cinquenta e muitos mil adeptos esticando-o, enquanto entoam brilhante e estrondosamente o hino ( ali todos dão a voz e a emoção ) . Sem medos nem preconceitos, os homens vermelhos não se importam de ser " papoilas saltitantes ". Têm nisso o velho e glorioso benfiquismo.
E assim chega um domingo ameno de verão.A época começando. E preparo o cachecol. O coração. O sorriso. Para a festa e mais o que der e vier. E vou. Almoçar perto dali.
No famoso centro comercial, são às centenas passeando as camisolas e os cachecóis. Enganando a ansiedade. O risoto de frutos do mar sabe-me pela vida. O filme que vejo a seguir, Lugares Escuros, com Charlize Theron ( que é brilhante, como aliás sempre o é ), também. Os M&Ms devorados esquizofrenicamente em vez das pipocas, idem. E assim cumprido calendário de entrada ao prato principal lá vou eu para o estádio. Sem pressas nem excessivo convencimento. O mundo vermelho está a postos. As bifanas, as waffles, as sandes de presunto, os cachorros e até o prego. Paro, paramos,na imperial. Depois nos hambúrgueres. Deixamo-nos ficar a comer e a observar o desfile
vermelho a caminho não sei de onde pois faltam quase duas horas para o início do jogo. O Mourinho é que era, meu! Oiço a um puto. Sorrio à ideia. Já cá esteve. E nem por isso nos valeu. Imagino aquele rectângulo demasiado pequeno para JJ constantemente pulando a " cerca " e sendo advertido pelo bandeirinha. Coloco o Vitória nesse lugar. Tem de ser. O passado morreu e o futuro é hoje, digo-me friamente. Damos uma volta à loja depois de comermos e termos bebido outra imperial. Epá maria clara já bebeste? Diz-me ela sorrindo entre o gozo e a censura. Eu nem gosto de cerveja, por isso bebo rápido. Faria se gostasses, diz. Não mesmo. Só acompanhando comida. O que gosto mesmo é de panaché. Vai subir-te à cabeça mais rápido. Diz. Enganas-te. Já desceu aos pés. Gargalhada. Encaminhamo-nos para o sector 5. Desta vez apanhamos lugares e fila, fixes. O estádio ainda está deserto. Ficamo-nos a observar todas as dinâmicas enquanto tiramos selfies e eu resolvo experimentar mandar fotos através do telemóvel. Consegui numa vitória de sinal feliz. Finalmente o jogo começa. E começam os nervos. De todos. À minha volta. A cria é contida. Mas sei que sofre. Mais que eu. Quando me abraça e pulamos abraçadas ao primeiro golo, na segunda parte. Ao intervalo disse-lhe - se é para sofrer e dar-me uma coisinha má deixo de vir apesar de não ser atitude de benfiquista mas tenho uma pressão no peito e não estou para isto. Mudo de ideias. Depois dos golos ( 4 ) que me fazem cantar, rir, pular e esvoaçar o cachecol, abraçar a cria e sorrir para os parceiros do lado da frente e de trás. Um estádio inteiro, mais eu, cantamos - O Campeão voltou . Assim fácil. Depois do Ola John ter saído ( nem devia ter entrado ). O jogo virou com os putos Nelson Semedo e Vítor Andrade. Ainda bem que virou. Tinha uma dolorosa dor nas costas. Estava farta d' uma criatura que chamava gordo ao Vitória e o mandava ir para casa. E d' um puto ( não mais de 10 anos ) atrás de mim, que sabia mais de futebol que eu havia de saber toda a vida que ainda tenho para viver e já vivi, juntas. Quando o jogo terminou o olhar aguou-se e relaxei. Relaxámos. O caminho para o metro e a viagem foram rápidos. Enlatados que nem sardinha em molho de tomate, num ambiente alegre e comemorativo com algumas piadas à mistura.
Afinal acabámos em primeiro, neste jogo primeiro deste novo e surpreendente ( ? ) campeonato. Ganhámos. E bem. Estou contente. Sou benfiquista. E como sou...acho que orgulhosa, respeitosa e ansiosa quanto baste.
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
há a imortalidade ( â memória de Adalberto Gourgel )
foto de Adalberto Gourgel
Há um apagão de estrelas
Na minha alma cansada
À falta de luz que me desnorteia,
Âncora desta cegueira
Ceifada da minha e doutras estradas
Há um farol apagado em noite de breu
Chuva chorada pelo céu
E kalema inventada nas águas paradas
Do rio que me banhou na vez primeira, que nele entrei
Há até um gato preto atravessando a estrada
Uma coruja na torre da igreja
E uma hiena chorando comigo.
Aquela que outrora se ria, à porta de mim
Espreitando a fraqueza
Medindo-me o fim
Há um cheiro a terra molhada...
São lágrimas de dor e perda maior
Nos filhos do amor, da terra mãe
Há a lembrança
No canto do traço, da luz e da cor
No tempo,
No espaço ilimitado de quem faz história
Há uma tribo inteira tocada pela dor
Há uma chuva de estrelas
Nas almas em pranto
Recebendo esse traço, essa cor, esse amor...
Há um homem partindo, terreiro finado
Guerreiro de luz por todos falado
E o além acolhendo-o na sua glória
Há um acrescento de imortalidade na minha memória...
m.c.s.
Há um apagão de estrelas
Na minha alma cansada
À falta de luz que me desnorteia,
Âncora desta cegueira
Ceifada da minha e doutras estradas
Há um farol apagado em noite de breu
Chuva chorada pelo céu
E kalema inventada nas águas paradas
Do rio que me banhou na vez primeira, que nele entrei
Há até um gato preto atravessando a estrada
Uma coruja na torre da igreja
E uma hiena chorando comigo.
Aquela que outrora se ria, à porta de mim
Espreitando a fraqueza
Medindo-me o fim
Há um cheiro a terra molhada...
São lágrimas de dor e perda maior
Nos filhos do amor, da terra mãe
Há a lembrança
No canto do traço, da luz e da cor
No tempo,
No espaço ilimitado de quem faz história
Há uma tribo inteira tocada pela dor
Há uma chuva de estrelas
Nas almas em pranto
Recebendo esse traço, essa cor, esse amor...
Há um homem partindo, terreiro finado
Guerreiro de luz por todos falado
E o além acolhendo-o na sua glória
Há um acrescento de imortalidade na minha memória...
m.c.s.
( partiu a 2 de Agosto último )
o amor não morre
...e de repente o céu se ilumina.
A terra exala o perfume do éden.
Os pássaros voam em círculos.
A kianda emerge das águas.
O vento canta melodias de embalar.
O velho sorri.
A criança espanta-se.
O coração taquicarda-se. E o mundo pára.
O passado foi ontem e o futuro não existe. Só a memória. Do que sou. Do que transporto em mim. Do que abraço e sinto.
...e de repente, tão de repente que não tenho tempo de me recompor, desperta em mim adormecido amor.
m.c.s.
A terra exala o perfume do éden.
Os pássaros voam em círculos.
A kianda emerge das águas.
O vento canta melodias de embalar.
O velho sorri.
A criança espanta-se.
O coração taquicarda-se. E o mundo pára.
O passado foi ontem e o futuro não existe. Só a memória. Do que sou. Do que transporto em mim. Do que abraço e sinto.
...e de repente, tão de repente que não tenho tempo de me recompor, desperta em mim adormecido amor.
m.c.s.
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
domingo, 2 de agosto de 2015
A propósito de extravagâncias e obscenidades
Lendo a indignação de uma amiga virtual a propósito do evento que fará uma cidade ser impedida de passar por uma rua da invicta por esta ser fechada ao trânsito, tenho uma coisinha para dizer, já que na sexta-feira, ouvindo a notícia em sede de telejornal ( não percebo como o casamento d' um empresário, mesmo se é o grande empresário do futebol e tem no seu palmarés como agente, jogadores como RC7 ou treinadores como Mourinho ) ocorreu-me que isto é de facto uma aldeia com meia dúzia de seres poderosos ( cretinos ) que manipulam os mais fracos e desfavorecidos. E manipuláveis. Cara alegre, capacho para botas sujas.
Isto é não mais que um circo montado em que os palhaços são o povo e eles os ursos domesticados.
Só um conselho à navegação residente ou em visita, no Porto. Livrem-se de irem para a Foz. Correm o risco de gramar com um desfile de vaidades ofensivas, obscenas e ridículas.
Polícias e seguranças histéricos. Jornalistas atrevidos e paparazzis loucos. E no limite, serem detidos para reconhecimento de identidade.
O que o dinheiro faz! Porque será que não fico indiferente a notícias destas, medidas destas e até opiniões favoráveis a estes procedimentos?
É que parafraseando Jesus Cristo direi que " O meu reino não é deste mundo ", ou será que devo lembrar Saramago que disse " O meu mundo não é deste reino "?!
quinta-feira, 30 de julho de 2015
amar
Amar antes de mais nada
Amar depois de tudo
Amar só por amar
Amar até ao absurdo
É desse amor assim
Que quero morrer um dia
Ser princípio e fim
Na ilimitada lonjura
Mais que na fantasia
Amar até à loucura
Amar na maior ousadia
Mais, muito mais, melhor
Que o próprio amor, que diz
Que é louco e eterno feliz
Quem morre de tanta alegria
m.c.s.
Amar depois de tudo
Amar só por amar
Amar até ao absurdo
É desse amor assim
Que quero morrer um dia
Ser princípio e fim
Na ilimitada lonjura
Mais que na fantasia
Amar até à loucura
Amar na maior ousadia
Mais, muito mais, melhor
Que o próprio amor, que diz
Que é louco e eterno feliz
Quem morre de tanta alegria
m.c.s.
sábado, 25 de julho de 2015
domingo, 12 de julho de 2015
sexta-feira, 26 de junho de 2015
solidões
As cidades são solidões dos nossos desencantamentos.
As memórias são os cantos da nossa solidão.
Nós somos o solitário. Que de memória percorre os cantos e desencantos das cidades.
m.c.s.
As memórias são os cantos da nossa solidão.
Nós somos o solitário. Que de memória percorre os cantos e desencantos das cidades.
m.c.s.
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