terça-feira, 19 de julho de 2016

eia a minha angústia

A verdade, verdadinha, com alguma pena o digo, é que eu não pertenço aqui. 
Não é por mal. Não é por ingratidão. Não é para ser diferente.
Eu estou cá. Vou continuar cá. Estou em casa aqui. Mas...eu não pertenço aqui. 
A minha placenta ficou no outro continente. A alma, pendurada num qualquer imbondeiro de tantos que a minha áfrica tem. Na raiz.
Basta ver uma reportagem sobre Moçambique. Que a televisão mostra. 
Basta ver o povo autêntico. A paisagem. Ouvir o sotaque. E a música - que me baixa a minha africanidade sem dó nem piedade. 
E fico à flor da pele. Cheia de saudades. 
Eu não pertenço aqui. Mas, pertencerei lá?!
Eis a minha angústia, perturbando-me o descanso equilibrado desta noite de Verão, na Europa!

m.c.s.

paradoxalmente

És o cúmulo do meu contra-senso. 
És o meu maior paradoxo.
Ou será que és apenas e simplesmente o amor?
É que não preciso de ti. Mas fazes-me falta!

m.c.s.

nem tudo o que parece, é

Quem observar a sua sombra perceberá que não é o que de si se diz, mas o que de si se faz.

m.c.s.

domingo, 17 de julho de 2016

o perdão

O Perdão rima com mata-borrão;
mas mais que isso - é como uma esponja com sabão.
O Perdão, afinal, é um banho no coração...

m.c.s.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

a energia a favor

Nas primeiras horas do dia, não me incomodem sons externos e intrusos. 
Não calo a melodia que me foi embalando o sono e me chega do radiozito da cabeceira, mas não ligo a televisão. É como se não existisse. Nem ela. Nem o mundo e a comunicação.
Acende-se em mim o desejo de silêncio. Do dia a começar...
Oiço-me voz da consciência. Do descanso de noite dormida e sonhada. 
Da casa, que embora solitariamente sabe a lar. 
Sou eu e eu. Várias de mim. Em acordo.
Sou eu e os meus rituais. 
Sou eu e as minhas coisas.
Os cactos recentes. Na sala. 
As almofadas tombadas, no tapete do quarto. 
Os óculos dentro da gaveta.
A luz do sol entrando pelas frestas.
A sobrevivente brisa da madrugada. 
Dona Gata seguindo-me, para onde vá. 
Nas primeiras horas do dia sou mais lúcida. Mais inteira. E feliz.
Há a energia a meu favor. E a vontade de me erguer. Reaprender.
Continuar. Inspirar.
O dia a viver. Sem perder nem vencer... 

m.c.s.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

dádiva

Como o rio que vai corrente fora, até desaguar, eu dou-me ao mar, sem dele nada esperar.
A minha dádiva me basta...

m.c.s.

auto-conhecimento

Quando saio para o mundo, a volta maior que dou é ao interior de mim.
Não somo viagens. Não acrescento nada à estatística. Dos caminhantes.
Somo conhecimento e emoções. Mundo. 
E cresço...
Eis o encanto das saídas. 

Angariar endurance para a melhor compreensão de mim e dos outros.

mc.s.

fortaleza

Quando a vida corre bem, 
o sorriso e a leveza que se tem, 
são a nossa mais valia. 
A nossa grande riqueza. 
Se a vida nos nega, essa porta que já se abrira, 
encarar e não desistir, não fugir, 
é a nossa fortaleza.

m.c.s.

caminhar

Não é verdade que estar esquecida significa - estar perdida.
Perder-me é caminhar. 
Para me encontrar.

m.c.s.

vagabunda de mim

Vagabunda duma vida pequenina e apertada, quase sempre correndo atrás das sombras das horas, sobretudo daquelas que se escondem e moram além de mim, dias há que me aconchego nessa solidão de estar comigo. Apenas. 
E aí encontro motivos para ficar. E me metamorfosear. 
Para mais uma decisão. Não. Chamar-lhe-ei antes, inspiração. Para voar...

m.c.s.

de sim com a vida

A pessoa bem resolvida é transparente e feliz.
De sorriso fácil. Os sentidos à flor da pele.
E a alma no andar de cima.
De decisões seguras. E fé na vida, no universo e no outro.
A palavra que escolhe é Sim. 
E optimismo é uma forma de estar. A paz uma constante.
E amanhã um objectivo. O passado tem contas feitas. 
O preconceito é desprezado. E a igualdade, luta pessoal. 
O semelhante é respeitado. Compreendido. Apoiado.
O olhar bate de frente. E palavra chama-se jura.
Justiça em primeiro lugar. 
Basta-se e não reclama. Dos ganhos que a vida tira. 
Nem do que não foi mas podia ter sido. 
Não inveja. Nem fala da vida alheia. 
Aceita as suas falhas. Corrige com inteligência.
Aprendeu a perdoar.
Coloca-se no lugar do outro.
Não é perfeita. Contorna a sua fragilidade. 
Não chora pelos cantos. Arredonda-os. 
Gosto de pessoas resolvidas.
Porque gosto de pessoas felizes. 
Acrescentam felicidade àqueles que a procuram. Como eu...

m.c.s.

certeza

Não importa para onde vamos. O importante é, se queremos ir...

m.c.s.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

terça-feira, 28 de junho de 2016

dar vida

Se o medo te domina, 
te deixa só, 
perdida e desvalida, 
mas alguém te oferece uma saída, 
a força dum mundo inteiro te abraça e está contigo.
Isso dá-te (a) vida!


m.c.s.

pensamento do dia

Se a vida não te trouxer
O que dela tu mereces
Não desistas de bem viver
Mesmo que no nada tropeces...

m.c.s.

vida

Viver não é ganhar
Correr não é fugir
Tropeçar não é cair
Parar não é ignorar
Nem desistir...


m.c.s.

escolhas

foto tukayana.blogspot.com
As pontes são caminhos.
São vontades,
etapas
p' ra percorrer.
São passos, 
necessidades
escolhas
São viagens p' ra viver...


m.c.s.

às vezes, nem sempre...

Nem sempre a vida são flores
Nem sempre o mundo é beleza
Nem sempre o acordar tem encanto
Nem sempre o sol é perfeito
Às vezes a vida tem dores
E doí na sua crueza
Às vezes é feita no pranto
Que reina sem estar eleito

Nem sempre o dia acontece
No nascer da inspiração
Às vezes muito padece 
Nas razões do coração...

m.c.s.

terça-feira, 21 de junho de 2016

eu consigo!

A força vem da alma.
Habituada a erguer castelos na areia. 
A afastar tempestades.
A vencer cavalos de batalha.
Saudades...
A subir, ao cume da montanha, 
nas asas do tempo
na teimosia da paz.
Na vontade sagaz...
A força vem do jeito. 
Está na mente.
Está no peito. 
Na coragem
e se chama coração.
A força é a minha salvação.
Imperioso é, não desistir da viagem...
Eu...eu consigo!

m.c.s.

à flor da pele

Desde que a tatuagem floresceu na pele dos jovens, percebi finalmente o porquê do termo - À flor da pele.

m.c.s.

presente

Ontem já passou. Não podemos voltar atrás. 
A chuva vem amanhã. 
O dia certo para sermos felizes é Hoje.
Porque Hoje é o dia mais importante das nossas vidas.
Presente...de Deus.

m.c.s.

a língua do povo

Não percebo, não me convence, não morro de amores por os ditos e mexericos deste povo. 
Tanto idolatram até à loucura como odeiam até à outra face da mesma loucura.
A loucura está sempre presente quando se trata do que se espera do outro. Já cada um, pouco faz para a vitória da sua própria vida. E como se desculpa sempre dos seus próprios erros e fracassos encontrando culpados em terceiros...
Serei eu que estou errada? Sem qualquer segunda intenção ou qualquer espécie de arrogância me questiono. 
Já li tanto por aqui sobre a selecção nacional e Cristiano Ronaldo e eu nem sou fã de Ronaldo nem da selecção, que só me apetece dizer a estas criaturas que expelem tanto ódio para com pessoas de quem exigiram picos gigantes de alegria e orgulho, 
- Eh pá vão dar banho ao cão, meu! E sejam coerentes e inteligentes. Onde é que leram que eram favas contadas?
Os jogos do Europeu são jogados por equipas a sério. Não é ali o clube do bairro, boa? Dahhhhhhhh...
Bora lá olhar para dentro de casa?!

sabor a verão

Beijos na boca
Abraços
E amassos...
Tem toque
perfume
sabor
de verão
Faz estreitar os laços
E cócegas no coração.

m.c.s.

solidões

Quando duas solidões se encontram deixam de ser solitárias para serem solidárias. 
Digo eu, só,  a ser optimista.

m.c.s

o pensamento d' hoje

Se a vida é um risco que a gente gosta de correr, 
vamos arriscar nos caminhos que nos fazem viver...

m.c.s

domingo, 19 de junho de 2016

ao domingo...

Ao domingo o sino chama 
a lembrar o santo dia
Que Alegria! 
É no domingo que se engalana
Aquele que muito ama
a vida e sua energia...

m.c.s.

de mão beijada

Os sonhos não se dão.
Os pensamentos não se emprestam.
Os poemas não se devolvem.
E as histórias não se vendem. A minha história...
Talvez por isso, ainda não a tenha entregue de mão beijada.

m.c.s.

terça-feira, 14 de junho de 2016

ausências

foto do google

As ausências doem infinitamente mais que a distância. 
Por isso vou. No pensamento.
Por isso o sonho. De as fazer presentes.
Por isso encurto-as. 
Por isso tento...

m.c.s.

conselho a Santo António

Diz que és casamenteiro
Santo António de Lisboa 
Não queiras ser o primeiro
A acabares com a vida boa
De quem se quer enforcar
À tua responsabilidade
Abre o olho; não os deixes casar
Pois juízo não tem idade...
E se depois te culparem
E à vida, se não correr bem
Deixa-os as mãos sujarem
E gritarem pela mãe
Para o que der e vier
Que a tua bênção te peça
Santo António, quem quiser
Mas mais pedidos?! Esqueça...

m.c.s.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

dádiva

A vida dá-nos tempo. E o tempo dá-nos tudo.
Dá-nos até pessoas que nos dão eternidades.

m.c.s.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

alentejo

Alentejo sábado passado.

flor

Que importa a flor do jacarandá,
lilaz e perfumada,
se encontro no prado, papoilas,
vermelhas, viciantes e sedutoras?!
No jardim bucólico não cresce a flor do campo.
Nem se alegra, espontânea e livre.
Não se colhe nem se prende.
Não se arranca da raiz...
Que importa o tempo e a espera,
se a vida nasce e segue a cores,
na tela de pintor e nos versos de poeta?!
Quero ser flor.
E ser pintura.
E ser poema.
Não importa a cor.
Simplesmente flor...

m.c.s. ( foto do meu olhar )

domingo, 22 de maio de 2016

ser feliz

Ser feliz é querer
Não se perde nem se encontra
Não se compra

Ser feliz é deixar nascer
Deixar florir
É ir...
m.c.s.

salvação

Só o amor faz o coração bater
Só esse impulso nos faz caminhar...

Quisera eu, 
Ter asas e poder viver
Entre o céu, a terra e o mar

E voar...

Num segundo morrer no teu ser
E noutro ressuscitar
Nesse momento ser-te o prazer
E no outro a mim regressar

Só o amor nos faz entender
Só esse querer nos faz acreditar...

m.c.s.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

amar é

Amar é voltar atrás porque tu estás lá;
quando os cépticos dizem que para a frente é que é o caminho.

Amar é estares em todos os caminhos...

m.c.s.

sábado, 14 de maio de 2016

vagabundeando-me

Sentada num banco de pedra - aquele, do tempo do uauê, meu amigo e confidente, parceiro de castelos no ar, na areia e onde calhar, suspiros de além mar, sonhos mais atrevidos; 
Aquele, minha fantasia tomando forma de lugar dileto no pensamento vagabundo que se recolhe quando é de se resguardar; que se expõe quando é de se atrever;
Sentada nesse banco que me escolheu, lugar recatado de mim, os pensamentos atropelam o silêncio dos deuses e parece querem falar coisas que eu não sei dizer, não são de dizer ou confessar, nem a boca sabe guardar. E calar... 
Anarquista das ideias desconsigo dar ordem no impulso de os travar. Ou na escolha de os deixar soltar.
Espectadora de mim mesma, nem bem nem mal, assim-assim dos dias entediantes, mal dormidos, mal vividos, assisto no banco escolhido, que me escolheu, acolheu e acolhe, à chuva das ideias, palavras, frases e poemas, toda uma gramática procurando se expressar, bailarinos gestos de mim, anseios aos gritos, que hei-de abraçar. 
Tudo isto, entre aspas a embelezar, vírgulas a encaminhar, reticências exageradas, exclamações sorridentes, nenhumas interrogações e na voz que a alma tem, enquanto se vagabundeia entre pensamentos insolentes; 
Tudo isso - porque, sentada num banco de pedra, o coração se amolece, se aquieta, se fortalece e se junta aos pensamentos libertinos, à voz confessa, mal esperando para se libertar; e com as letras todas que o vocabulário tem, dizer que se reconhece, mais que nesse diz que disse, chamado recatado pudor, no exaltado, intrépido e vagabundo amor...

m.c.s.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

superstição

O azar não existe.
Constrói-o aquele que desconstrói a sorte.

m.c.s.

recomeços

Recomeços são laços que deixámos desatados no tempo. 
Mas não esquecidos. 
São secreta esperança sem hora certa. Para a sua ressurreição.
Para voltar a enlaçá-los, no coração.
Recomeços?! São feitos de fé no amor...

m.c.s.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

( des )Encontros

Destinos cruzados
Num minuto se tanto...
Rostos sorrindo 
Outros em pranto
Gente partindo
Gente chegando
Gente sonhando...
Encontros cruzados
Destinos adiados...

m.c.s.

na ponte vasco da gama

Pontes são braços que abraçam a vontade de descobrir, seguir e realizar...
m.c.s.

viajando

O importante da viagem não é chegar.
É partir.
Deixar o sonho andar...

m.c.s.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

amar

Quanta beleza existe
No olhar da mulher que ama...
Acende-se a luz nessa chama
E apaga tudo o que é triste

Quanta entrega ela faz
quando sorri docemente
oferece-se pura semente
ao amado, carente de paz

Quanta alegria, ao tocar
a alma que sorri feliz,
no silêncio com que diz
Que o amor é para amar...

m.c.s.

sábado, 7 de maio de 2016

hoje chamei-me duchesse

Eu pecadora me confesso...
Foi o 2.º pecado desta semana. 
Uma boa média. 
Hoje foi em nome do encontro, da família e do bem estar. 
Do relax e das recordações. 
Da chuva na rua. 
Em nome do aconchego. 
A escolha é óbvia. Já quando andava no liceu, eu e a minha amiga Suzette, descíamos as escadas a correr; e em ânsias e taquicardias, tentávamos a meta, ou seja, a cantina onde a dona São vendia os bolos num tabuleiro de madeira, gigante, antes que as outras lá chegassem primeiro, para garantirmos o duchesse. Na falta, o russo, na falta a torta; e ou, os rissóis de camarão. 
Hoje chamei-me, chamei-o duchesse. 
Eu pecadora me confesso...mas não me arrependo. 
Porque é tão bom pecar, como que chegar ao céu, por uma coisa doce! Sobretudo quando lutamos contra um dia meio amargo...

m.c.s.

e eu fui...

...disseram-me que me levavam. À terra dos doutores, dos poetas e dos estudantes que queriam ser doutores. Das serenatas e do Mondego. Da boa e da má vida.
...disseram que me levavam. A ver a minha mãe. Que jazia numa cama de hospital, na terra da morte, também.
Tantos sustos já nos dera. Tanta taquicardia me fizera, já tantas tinham sido as vezes, de camas de hospitais, de médicos e enfermeiras, de sinas lidas a futuros pouco optimistas...
Já tanta alegria a findar-se, tanto sorriso em caretas, tanto olhar perdido, no silêncio da sua resignação...
E eu. E nós. E ela, ali internada, numa cama de hospital duma terra longe, a norte, mais perto da dela, uma terra que eu gostava...
... disseram-me que me levavam. A ver a minha mãe. 
Era o dia dela. No calendário. Era O Dia da Mãe. Domingo, 7 de Maio.
E eu fui. Era a minha mãe. Era a sua filha. Era ela muito doente. Aquele dia era nosso e todos os outros também. Mas aquele... era o dia dela e de todas as mães...
Ela era tão jovem. Tão jovem eu era! 
Tinha apenas 32 anos. E pânico de a perder. E entre angústia e dor, vi-a pela última vez. 
Depois, dois dias depois, partiu para esse eterno sempre onde se encontra e onde a hei-de encontrar...

m.c.s.

silenciosamente poetando

Tenho em mim o virgem silêncio das palavras por dizer. 
Com ele farei um poema. A declamar.
Entre sons e tons de voz calada. 
De alma exaltada, 
numa primeira vez...

m.c.s.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

entrega

Onde estão as cerejas que hei-de comer?
Onde está o tempo que se há-de dar
ao tempo de cor e grato viver?
Onde me aquieto dessa dor de esperar
enquanto me anseio em desusado prazer?!
Ainda (a)guardo o sabor doce das cerejas, 
que de memória,
a boca ávida deseja...
e se entrega
às promessas do tempo e da glória.

m.c.s.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

pensamentando-me

Acordei num desejo absurdo de ser-me eterna. 
E de te ser - um instante - que toque a eternidade.

m.c.s.

já a formiga tem catarro

No metro da linha azul. Eu. E algumas dezenas na carruagem. Fazendo o percurso para o Terreiro do Paço, em dia de Mãe.
À volta, mães e filhas ( mais que muitas). Estas, adolescentes. Invariavelmente entediadas. Outras, mais crescidas e igualmente enfadadas. As mães, imperturbáveis.
Ao meu lado, uma rapariga grávida. À minha frente mãe e filha. Mãe jovem. 
Filha de tenra idade. Não mais de três anos.
Acabada de me sentar, ouvi,
- Chama-se Vitória? Olhando a pequenita e com a mão acariciando a barriga ( como as grávidas fazem instintivamente ). A minha bebé vai chamar-se Vitória.
A outra - Que giro! Não há muitas. Na escola é a única. Quando nasce?
- Em Agosto, disse a futura mamã.
A outra - Vai ser Leão.
- O pai também é. Eu sou Virgem.
A outra - O pai da Vi também é. Eu sou Escorpião.
- Eu sou Sporting! diz a pequena Vitória.

m.c.s.
P.S. Fiquei a pensar na pequena Vitória. No Sporting e em premonições. Quis bater com os nós dos dedos na madeira mas o metro é todo em aço. Então agarrei-me à ideia de que nem tudo é perfeito. Não estava na linha verde. Mas na azul, o que por si só não constitui perigo. E depois a linha que mais gosto é a que me leva para o aeroporto. E me traz de volta a casa. A vermelha. Bem como a amarela, o que nem por isso me desespera)

chove

Chove a manhã triste e abortada
Neste chove não molha que não me dá nada
Não fora o sol inventado - bóia de salvação
E choveria a jorros no meu coração...

m.c.s.

terça-feira, 3 de maio de 2016

caminhando

Caminho-te estrada de mil mundos, passeando os olhos no pormenor. 
Caminho-te caminhos abertos à imagem de luz.
Ao som. E ao prazer. 
À descoberta. Ao saber...
Caminho-te becos calados, ruelas estreitas, colinas, tradição.
Céu e rio, primavera. 
Caminho-te com disfarçada paixão.
Caminho-te coração...

m.c.s.