terça-feira, 13 de dezembro de 2011

hoje




13.12.11




Uma data curiosa a de hoje

digo eu...



Diz que Portugal é a nação mais antiga da Europa.
Será por isso que há tanta falta de memória dos tempos idos?

m.c.s.

a figura do natal

foto tukayana.blogspotIsto não é o espírito do Natal. É mesmo o Pai Natal comprado numa qualquer loja de chineses, afiando os bigodes plasticamente a cada vez que subo as escadas. Inevitavelmente não desvio o olhar. Mais, até me apetece deitar-lhe a língua de fora. E dizer-lhe meia dúzia de palavras impróprias, como eu lhes chamava quando era adolescente e ia confessar-me ao padre Luís da Igreja de S. Paulo, em Luanda. Para dourar a pílula e parecer mais anjinha que era de facto...
Mas os meus vizinhos do 1º direito, os únicos que ainda acreditam no pai natal, podiam aparecer à porta e eu ficaria com cara de tacho, daqueles aonde se vão cozer as couves e o bacalhau da consoada e lá ia o gato às filhós.
De forma que sigo o meu caminho um pouco desalentada e pensativa, pois que nem ali no prédio o natal já é o que era, quando todas as portas, incluindo a minha tinham um motivo alusivo à época.
Um dia destes páro e toco à porta do pai natal. Não à lamira dum presente mas para felicitar os vizinhos pela esperança que depositam no presente e no futuro. Eles que não têm meninos pequenos. É preciso uma boa dose de coragem à mistura com ingenuidade. Ou uma boa conta bancária...
Pode ser que me contaminem no sonho de acreditar neste natal, igual a outros, despreocupados e felizes que estão no passado sem esperança de repetição, e ainda me convençam a ir à missa do galo.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

esperando XIV

foto tukayana.blogspot

cascais ao entardecer


da Graça até à Baixa

foto tukayana.blogspot

recolhendo imagens

foto tukayana.blogspotA Sé

estrela da companhia

Adoro atum. A Pitanga também. Adoro gambas, a Pitanga também.
Tenho sempre atum em casa. Para mim. E para a Pitanga. Sem gambas para mim. Com gambas para ela.
Adoro tostas de atum, queijo e maionese. A Pitanga não. Ela é mais, estas latinhas gourmet da whiskas. Que me custam os olhos da cara num mimo de que já me arrependi e que me parece me vai ficar caríssimo.

Preparei tudo para fazer uma bela e delicoosa tosta de atum, de pão integral ( para não ser tudo mau ) com tudo o que a tosta pede. Abri o frigorífico. Tirei a lata que estava aberta. Com uma espátula de madeira comecei a espalhar o atum. Descobri uma gamba. E disse meia dúzia de impropérios. E depois, para não chorar, ri. Gargalhei tanto que a Pitanga olhava-me incrédula, não sei se por o seu pitéu estar numa fatia de pão ou se porque eu lhe parecia transtornada.
E por falar nisso, será que isto é um caso de polícia? Melhor, de médico?
Agora é que é caso para dizer que se não fosse uma comédia, era uma grande tragédia. Eu, a estrela da companhia.
E saia de cena quem não é de cena!
Meeeeeedo!

domingo, 11 de dezembro de 2011

divagações XIV


Devo ter no lugar do coração uma rocha.
Dura e resistente.
Já me arrancaram o coração pela boca tantas vezes, e ainda assim, bate como antes.

m.c.s.

Manuel d'Oliveira e Yami - Aroma a mar

sonho, minha praia

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Sonho cerrando o olhar
Cheio desse solitário mar
Azul do céu, imensidão
Aroma memória presente
Marulhar da minha solidão
Onda beijando-me a mão
Maresia, estrela cadente
Na areia brilhante e quente
Concha, segredo, coração
Sonho antigo, condão
Esperança que a guardei
Barco de papel, porão
Cor, arco-íris, garrida
Palavra que soletrei
Na alma que embalei
No banco da escola vivida
Sonho, anseio, futuro
Curto, limitado, desperto,
Chorado, desfeito, inseguro
Livro fechado e deserto,
Sonho terra distante
Destino, desejo, amante
Grão d' areia a dançar
Semba, feitiço, kianda
Saudade de kandando dar
Domingo, minha praia, Luanda...

m.c.s.

sábado, 10 de dezembro de 2011

The Piano - Amazing Short - Animation by Aidan Gibbons, Music by Yann Ti...

Um bom sábado para todos.

naturalmente...

Dei comigo reflectindo. Sem esforço. Naturalmente, como que respirando. Há despropósitos que não fazem parte dos códigos com que me vou regendo, também naturalmente. Não me ocorrem. Como se não os conhecesse. Como se a minha educação até hoje não o permitisse. Na minha vida não é assim. Porque não é.
Descartados, fora de questão, dizê-los. Fazê-los. Senti-los. Naturalmente...
Dei comigo reflectindo. Enquanto espero que o sol reflicta a sua luz neste meu dia frio e chuvoso de outono.
Calar não significa cinismo, cobardia ou indiferença. Falta de transparência. E tudo dizer não significa sinceridade, coragem e transparência.
Naturalmente...
Fazendo a filtragem e chegada a este tempo de vida que tenho, e à minha condição pouco me importa o que pensem, o que saibam ou o que digam de mim.
Este foi um lugar que conquistei sem medalhas de mérito de batalhas ganhas. Fui vivendo, foi acontecendo, naturalmente. Mas cheguei aqui, a este lugar de tranquilidade e desvalorização do que pode incomodar. E é aqui que quero permanecer.
É a conquista obtida no tempo que a vida, experimentando-nos, graciando-nos ou subtraindo-nos, nos dá.
E é uma coisa tão boa e tão livre, que nesta tarde chuvosa e fria de dezembro, me apetece brindar a mim e aos meus 56 anos de existência umas vezes bela outras sombria, que me deixa reflectir sobre o desprendimento das coisas banais e menores.
A natureza e o universo são extraordinários.
Fazem milagres. Naturalmente...

parabéns Lurdes

Parabéns Lurdes. Minha cunhada, companheira do mano Zé há 30 anos feitos ontem, de papel passado nos conformes. Mãe dos meus sobrinhos. Mulher que conheço há tantos anos que já lhes perdi a conta. Parabéns pelo teu aniversário. Pelo que és, minha cunhada preferida. ;)
Um dia feliz reinando de rainha. E longos anos de vida sempre desse jeito. Ultrapassando.
Ah, e afinal o que é que é o jantar?
Té logo família.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Boss AC - Sexta Feira (Emprego Bom Já) videoletra

oferta tailandesa

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lisboa

foto tukayana.blogspot

anoitecer

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amanhecer

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como é mesmo o nome dele?

Acordei cedíssimo. Não de insónia. Porque me deitei cedo. E o organismo (?) habituou-se a 6 horas de sono, mais coisa menos coisa. Não tenho paciência para fazer ronha na cama.
A minha relação com a dona pitanga de madrugada não é das melhores. Ela espia os meus movimentos e numa posse escandalosa, apodera-se da minha manhã como se fosse a estrela da companhia. Habituei-a mal. De pequenino é que se torce o pepino, mas ela é mais um osso duro de roer que não se deixa torcer. Como tudo o que me rodeia, aliás. Não sei que voltas dou mas bato sempre a portas difíceis. Eu sou difícil. Serei? Dizem que sim. Que melhorei com a vida. Não sei se foi bom. Não vejo benefícios nenhuns nisso.
Como estava dizendo, dona pitanga assim que me apanha de olhos abertos é o que se queira. E quer azucrinar-me o juízo pondo-me a mais de mil. É rapar com a patinha para se meter debaixo da roupa da cama, é querer sair de lá porque deve abafar, é fazer salto ao eixo sendo que o eixo sou eu. É enrolar-se mesmo ao pé da minha cara com o focinho apoiado no meu braço esquerdo que está já em posição de prevenção, não vá o diabo tecê-las e arranhar-me a cara, os olhos, eu sei lá. Prevenir vale mais que remediar. Como não sou pessoa de dormir neste desassossego, uma vez acordada, para sempre acordada.
E depois é uma roda-viva até às 8 horas, sim porque posso acordar a meio da noite e não mais dormir, ou então às sete e meia que vai dar no mesmo. Gira gira e às oito é que estou a sair. Que nem um foguete. Hoje não foi diferente.
Na garagem procurei o autocarro. O nevoeiro impedia-me de ver quem estava dentro. Os vidros embaciados e um motorista de cabelos todos brancos fez-me duvidar. Mas sim. O patrão da lancha, que não é senão o encarregado da garagem, que anda sempre inchado que nem um perú furioso, viu-me atarantada e perguntou: Diga lá senhora, procura que camioneta?
- A do sr. margarido.
- É esta.
Olhei e vi as catatuas no primeiro banco. Estava na minha camioneta. O sr. margarido é que não. Nas férias faz outro percurso. Não sei se os miúdos estão de férias pois que o autocarro ia cheio deles. Até a Andreia do chapéu de chuva e o irmão lá iam. Sentados no meu lugar. Fiquei rodeada pelos putos reguilas dos fosca-ses. Não ouvi uma única vez um palavrão. Iam entretidos com histórias dum puto da escola. Contando uns aos outros as avarias desse puto. E rindo das habilidades do dito. A páginas tantas um disse:
- Meu. Mas ele é um triste.
-Yá. Nunca ri.
- Mas canta.
- Um dia destes o meu primo disse-me que andava lá no conservatório um puto autista, que era da minha escola. Vi logo que era ele.
- No conservatório meu?
- Yá.
O autocarro parou em frente à escola. Foram saindo.
- Como é mesmo o nome dele?
- Rafael.
Sairam.
Mudei-me para o meu lugar. Fiquei a pensar na conversa dos putos.
O Rafael não é um triste, não. Fê-los rir à gargalhada com as histórias que se fazem à volta dele. Das quais é protagonista diariamente. É um puto diferente. Com comportamentos divertidos e sem filtros.
Num instante estava a entrar em Alcanena. O nevoeiro intenso impediu-me de ver a paisagem. O trânsito pela estrada secundária foi muito maior. Quem vai de Torres Novas para Alcanena foge ao pagamento na A23. Enfrentei mais um dia de trabalho. Numa repartição a meio gás. Muita gente de férias.
Um dia sem história. Não fosse uma senhora de nome Clara lá ir e no mesmo lugar estarmos assim três mulheres de nome Clara. Ela, eu e uma colega minha. Curioso foi que a utente disse ter uma filha que nasceu a 10 de Novembro. Giro isto. As tais coincidências da vida...
O fim de semana está aí e eu estou aqui para ficar. No Ribatejo.

parabéns Paulo

Porque hoje é o teu dia, porque te dou sempre os parabéns. Porque és o meu cunhado preferido. Porque és muito especial. Porque és um herói. Porque te adoro. Porque sim, aqui estou, meu querido.
Muitos parabéns. Uma vida longa. Progressos e sucessos na tua saúde. Alegrias.
E um sorriso sempre.
Um abraço de um tamanho sem tamanho.

luz

foto tukayana.blogspotÉ p'ra ti esta imagem de luz.
Tive tantas saudades tuas, meu príncipe!
Tenho tantas saudades...

recolhendo imagem de luz

foto tukayana.blogspot Em Lisboa pode não ser natal ( não há ruas enfeitadas ) mas no centro comercial já é. A praça principal do Colombo já tem a simpática e gigantesca árvore de natal do costume.
É proibido tirar fotografias, mas eu nunca disse que não transgrido. Sim, sim. E sem remorsos nem fingimentos. Há transgressões que não me pesam culpas e tirar fotos no Colombo é uma delas.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

que dia!!!

foto tukayana.blogspotLisboa pela manhã. Um frio de rachar. Vestida até às orelhas. Cachecol de lã. O frio entrando nos ouvidos. O nariz pingando. A confidência - Falta aqui um gorro, um chapéu, uma boina. Qualquer coisa. Tanta coisa dessa lá em casa e a gente aqui tão desconsoladinha. O dia mais frio deste outono.
Estrangeiros, daqui do lado, nuestros hermanos disparando para o cais das colunas, para o marquês de pombal, para os eléctricos, para o nevoeiro cerrado. Para mais tarde recordarem.
Rua Augusta. Entrada no outlet que tem 3 semanas de existência. O mau feitio da empregada morena e alta, dura pelo menos há uma semana. O multibanco não está activo e é preciso uma corridinha ao multibanco mais próximo.
Na pastelaria da esquina, uma empada de galinha. A rua Augusta parece uma manhã de sábado. Antes do almoço, pouca gente, a enganar quem por lá anda. Como que a acenar afirmativamente à pergunta: Isto está mesmo mau?
Subindo o Chiado, uma visita ao Bazaar, da Ana Pipoca. Depois à Blanco que tem coisas giras. Promoções. Na compra da 2ª unidade, 50% de desconto. Aliciante. Há quem caia. Eu sou uma delas. Quem vai comigo, também. Que nem umas patinhas. Ou não. Também somos filhos de Deus.
Subimos à Estrela. Rua Saraiva de Carvalho. À porta, o 3º elemento, esperando por nós. Gosto muito deste grupo que formamos de vez em quando. Falta o 4º elemento. A esse pensamento, de repente uma nuvem cinzenta. Há uma coisa que se chama saudade e que é todos os dias. Não há dia sim dia não.
A sala estava tão cheia como nunca a vira antes. A velha e já gasta observação:
E estamos em crise! Contra nós falamos que também lá fomos. Sushi é um vício e hoje triplicado.
Terceira fase - Ida ao Colombo. Tem de ser. Não há volta a dar. Tratamos o espaço por tu. Cada loja, de cor. Tudo no mesmo espaço. Contado o tempo, convertido em fins de semana, percebemos que estamos quase lá. Nas festas. E já decidimos que pelo menos este ano há presentes. E vamo-nos a eles. Não são só os outros.
Da parte da tarde Lisboa parece outra. Frenética. Apressada. Lotada. Endinheirada. Louca. Numa demência de que não nos excluímos.
Os pés começaram a doer. As costas também. A cada compra uma espera. Numa loja, porque não dizê-lo? Na springfield sentei-me. Sabia que não era um banco mas sentei-me. Já não aguentava mais. Dali por 5 minutos a empregada. A senhora desculpe mas é proibido sentar-se aí. Levantei-me e fui para fora, para um banco. Nem me apeteceu mandá-la dar uma volta ao bilhar grande. Com tanta gente na loja e a criatura preocupada com o meu poiso...ok. Cumpriu aquilo para que está programada. Daqui por 3, ou 6 meses outra estará no seu lugar aplicando aquilo que lhe ensinam que o cliente não pode fazer. Já a loja estará às moscas porque é daquelas que nem é muito cara nem muito acessível.
Eram 5 da tarde e eu já imprópria para consumo.
Ainda andei nisto até às oito. Hora de regresso a Torres Novas.
Estou que nem posso com uma gata pelo rabo. O que me valeu quando cheguei foi a Pitanga esperando à porta, para aliviar o meu stress criando outro. Roupa no hall. Gavetas abertas. Latas de comida deitadas abaixo. Um alvoroço.
Para dia da justiça, muito injusto este dia de compras.
Nem uma coisinha para mim. Muito me apeteceu mas contive-me. E afinal, fiz bem. Nem sempre nem nunca.

rio abaixo

foto tukayana.blogspotVou ali e volto já.
Um bom dia de feriado. Hoje é dia de Nossa Senhora da Conceição e também dia da Justiça.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

vertigem

Tenho acordado vertiginosamente mortal.
Eu que sonho adormecer tonta de ti eternamente...

alguma vez tem de ser

Ontem fiquei cheia de vontade de conhecer São Petersburgo!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

vejo uma luz ao fundo...no horizonte

foto tukayana.blogspot

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

outonando hoje

anoitecendo amanhecendo


fotos tukayana.blogspot

contemplação

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domingo, 4 de dezembro de 2011

quando o sol se pôe

foto tukayana.blogspot

gaivotas em terra...

foto tukayana.blogspot

o mar...

foto tukayana.blogspotHoje fui ver o mar...
Já estava com saudades!

Desabafos e outros bafos...

foto tukayana.blogspot



Aka, xiça, penico, caraca...
Se quero continuar a sentir-me uma boa pessoa neste domingo sombrio de Dezembro, não posso ter a televisão ligada na missa dominical.
Senhores, juro por sangue de cristo que o senhor prior me tirou do sério com retóricas num poderzinho de quem fala de barriga cheia lá do alto do altar, seu pedestal.

Não posso continuar a ouvir a criatura, nem sermões, nem conselhos, nem crítica aos mais desfavorecidos.
Então o sr. padre não sabe que este Natal é o pior de todos para quem tem menos de 40 anos? Para quem é mãe e pai dessas pessoas? E avô e avó?
Bater mais no ceguinho, senhor padre é um pecado tão mortal como o praticado e a praticar por aqueles senhores lá do desgoverno em que nos deixaram e deixam todos os dias quando os jornais e as televisões nos dão conta do recado que nos mandam sem nos olharem nos olhos e na folhinha de ordenado, e nos transportes públicos, e na restauração e nos supermercados e na farmácia e no presente e no futuro...
Quer mais senhor padre? Acha que o povo não sabe bem quem são os culpados disto? Ah, somos nós que somos uns desgovernados?! Isto é mesmo à português. Bate-me que eu gosto, que quanto mais me bates mais gosto de ti.
Vamos ver quem vai comer bacalhau na seia de Natal, perú, e outras iguarias e beber champanhe no fim do ano a bordo de um iate, duma qualquer estância de neve ou no calor dos trópicos gozando umas férias de abade...
Tenha a santa paciência senhor padre!
Por amor da santa, que se não sabe o que dizer não invente. Olhe, dê esmolas. Lá da caixa das esmolas. Porque quem mais pôe nessas caixas é o pobre. Devolva-as.
Vou mas é desligar a televisão e vou ver o mar. Esse ainda não cobra portagem. Por agora...

divagações XIV

foto do google




Um amigo não precisa ter o meu tamanho.
Basta caber no meu coração.

m.c.s. 04.12.2011

rio abaixo

foto tukayana.blogspot


Hei-de ir ver o mar...

Os olhos querem o azul
Os braços, a onda
Os pés , a espuma
O coração...
Ah, o meu coração quer a imensidão...
E a alma, a libertação, a navegar até ao infinito mar da minha paixão

Hei-de ir ver o mar...

m.c.s.

nevralgias, manias e outras fantasias



Como as coisas são...
Uma criatura sente-se doente, assume todos os ares de vítima da doença e age em conformidade. Como se sente mal fica em casa e como quer companhia vai para o computador. Quer dizer, abraça o dito, coloca-o ao colo, para se sentir mais aconchegadita e entra no facebook. ( será mesmo verdade que quem não tem vida é que tem facebook? São bocas que oiço e não sei porquê acho que são-me destinadas, porque todos os dias lá vou e com muito gosto )
E o que descobre? Que as amigas com quem mais fala no chat estão doentes. Mas estão lá. ( outras que também não têm vida? Mentira. Uma delas tem sete vidas como os gatos apesar de os odiar, embora me diga sempre a propósito da Pitanga que gatos só dos outros )
Solidariedade? Ou o mundo desta faixa etária está a prescrever?
Uma, que diz que está que nem pode andar com dores, insurge-se contra mim porque eu ainda não fui ao médico. Nessa falta minha, coloca-se no papel do doutor e encontra um nome para a minha doença que já esqueci, deus que me livre ficar a matutar nisso, diz que o nome tem a haver com labirintos, faz sentido pois tem a haver sobretudo com o ouvido interno. Com o líquido do ouvido médio que nos pôe a cabeça à toa. Diz ela. Assusta-me, ainda que eu lhe diga: é pá minha, eu sou hipocondríaca, ah e tal e coiso que o meu filho também é, como se para uma criatura com este problema, companhia fosse solução. O que é que eu faço com um hipocondríaco? O que fazem comigo. Não me ligam nenhuma.
Adianta-me o nome do medicamento, como se eu fosse comprá-lo. Insiste pelo tratamento, pela visita ao médico e eu não tenho outro remédio senão desabafar dizendo-lhe que odeio, que tenho medo deles. Que a gente começa por uma auscultação e não sabe onde acabará. Volta a insistir, desta vez aconselhando-me o " meu " médico. Tenho que lhe dizer que o dispensei há 4 anos quando fui dispensada pelo " falecido ". Uma questão de deslealdade que não quero e também não posso contar em nome de mais de 20 anos entrando naquele consultório, mas bati com a porta para nunca mais. E fiquei com esse ódio de estimação.
Continua chovendo no molhado; porque precisas de ser tratada, porque tens mesmo de ir ao médico. Digo que eles, os médicos são um vício. Uma vez no médico, para sempre nele. Ela ri e concorda. E diz uma coisa fantástica, que a faz esquecer as doenças, partindo para a saúde.
- O meu ortopedista bem que não me importava que fosse. E começa a descrever o senhor, que diga-se de passagem achei um exagero pois já não há criaturas dessas . Muito alto, magro, moreno o ano todo, grisalho e olhos verdes. Os olhos verdes, é a única coisa que não está nas minhas fantasias, quer dizer, ortopedista também, mas pronto, está nas dela que é o que importa, que pode estar doente mas não se sente imprópria para consumo. Na mente.
A conversa a partir daqui não se pode contar. Não por mim, mas por ela.
Ainda não a tinha largado de mão já estava a falar com outra amiga doente. Sozinha numa cama de hotel ali para os lados daquele continente que encaixa com África. E sem poder de lá sair, ligada que estava ao banheiro né?
E lá desatamos nós a falar de vómitos, intestinos, diarreias, vesículas, intoxicações, bolachas de água e sal, água de coco, caldos, como verdadeiras mulheres da bata branca. Sobretudo eu a fazer o papel da outra anterior e pelos sintomas diagnosticando uma intoxicação alimentar que foi canja, trigo limpo farinha amparo.
Uma coisa boa no meio disto tudo, barriga mais lisa, um incentivo para uma boa dieta que a deixará nos trinques.
Resumindo e concluindo, ontem à noite algures no mundo eu e mais duas, tivemos um serão de truz como verdadeiras catatuas desanimadas e prescritas enquanto o mundo gozava um sábado à noite. Ora eu!...
As melhoras, minhas kambas!

sábado, 3 de dezembro de 2011

compra nº 1

foto tukayana.blogspotEsta foi a minha primeira compra na loja Bazaar. O primeiro presente de Natal. Para quem o merece. Comprado na loja da Ana Pipoca. Ah, pois, eu não fiz publicidade à loja, mas ainda estou em tempo.
Bazzar é uma loja fofinha, cheia de coisas lindas e fofinhas, e com donas igualmente lindas e fofinhas. Uma dela é a Ana, afilhada de casamento da cria, amiga e colega de profissão. A dona do blog A Pipoca mais Doce, o blog mais lido de Portugal.
Hoje subi o Chiado, curvei na primeira rua à direita, como quem vai para o largo do Carmo, e do lado esquerdo, pertinho do largo, entrei no número 25, Calçada do Sacramento, onde está a loja Bazzar.

Tem roupa; vestidos, blusas, casacos, malas, sapatos, galochas, botas, acessórios e mais umas coisinhas lindas, como por exemplo peças em louça.
Os preços? Uma agradável surpresa. Pois se eu comprei um presente e tudo!...
E a simpatia da Ana? Perfeita. Como sempre, linda. Ofereceu um cafezinho e tudo. Prática da casa.
Gostei. Gostei muito da loja. E de rever a Ana.
E desejo-lhe o maior sucesso para este espaço que fica num lugar privilegiado de Lisboa.
Vão lá dar uma espreitadela. Tenho a certeza de que as meninas vão adorar e os namorados, amigos coloridos, irmãos, maridos e outros, ali irão encontrar um presente lindo para a menina má linda das suas vidas.

fotografando escadas

foto tukayana.blogspotDe quatro dias que prometiam, dois deles passei-os na cama. Ao terceiro dia, levantei-me e falando com a criatura que do outro lado do espelho parecia desenterrada, disse: Se não vais a bem vais a mal. Há muito caminho para percorrer, muita escada para subir, muito encontrão para levar e dar, e eis que por artes mágicas me vi a caminho do Chiado...

para...lisboa...

foto tukayana.blogspotDepois de quase virar uma estátua de gelo ( quem me mandou ir de corpinho bem feito como se fosse um dia frio de verão? ), enquanto esperava 15 longos e gelados minutos, lá chegou o dito cujo comboio, que pára em todas e mais umas quantas, numa pachorrice de me " enervar " o sistema nervoso, como inventou a Cátia da Casa dos Segredos. A Cátia, senhores, a Cátia Ganhou, como diria o mwangolé se fosse também um jogador do concurso.
O comboio parou e eu avancei para ele. Mas há coisas que só faço se não tiver quem faça por mim. Carregar em botões. Campainhas. Não fui talhada para tal. Quando mete mãos a habilidade foge de mim a sete pés. E o instinto não é coisa natural. Toco? Abres? Não abres? Abriu e eu entrei dando de caras com o pica, meu velho conhecido destas andanças das viagens de comboio a partir de Riachos. Umas vezes para Oriente outras para...pois é.
O pânico instalou-se quando quis dizer o nome da estação e não se fazia luz, e assustada fiquei num, por amor da santa, que o pica é que teve de dizer que, senão ia para o Oriente ia para Santa Apolónia, uma vez que eu lhe dissera:
- Era um bilhete para...Lisboa. E aqui já eu tivera uma dolorosa branca que me fez subir um calor à cabeça e um frio que me arrepiou o dedo grande e dormente do pé daquela perna que sofe de " aziática " ( no dicionário da Cátia mas que apenas quer dizer ciática ) duma hérnia antiga na lombar ( que por acaso (?) me tem aborrecido ).
O pica olhava-me num misto d'olhos de carneiro mal morto e sorriso de pavão. Foi constrangedor e mais do que tudo assustador.
Canário! Às 8 e pouco dum sábado solarengo mas frio de regelar os ossos todinhos do corpo, depois de dois dias fechada em casa tendo como companhia o computador, o skype e o facebook, o telefone, a televisão e a preciosa e imprescindível Pitanga, depois de passar os ditos dias lutando para vencer uma kamueca que se me deu de ver tudo à roda ( tipo bêbeda (?), já tive isto ) e sintoma puxando sintoma ( se não me acautelasse ainda estava lá agora, de molho, sentindo-me a mais desgraçadinha das criaturas ), já dava comigo a chorar baba e ranho, depois de jantar no mano Zé um jantarinho de alto risco, apesar das minhas entranhas estarem desgraçadinhas de todo, aqui estou eu meio esclerosada num pânico que nem quando o homem disse - santa apolónia , eu respirei aliviada. Pelo contrário. E apelei aos Coldplay cantando ao meu ouvido don't panic, pois o futuro a Deus pertence.
O Ribatejo fica para trás. Como gosto de ver a lezíria nas minhas costas...que bela que é a lezíria...
E também gosto de ir com o Tejo na minha esquerda. E chegar a Lisboa...
Dou comigo a pensar que sou mortal. E que alguém hipocondríaco uma vez, para sempre hipocondríaco. Não consigo esquecer que me esqueci do nome da estação...
Bem, a minha cabeça também serve pra ir ao cabeleireiro e um dia destes nesta loucura que temo, ainda apareço loira.
Só que continue a saber para que serve o comboio! É que isso de ficar a ver passar os comboios e perder a viagem, dá comigo em doida, mas isso pode acontecer aos melhores, não?
Não?!!!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

divagações XIII



Vamos brincar de faz de conta?
Eu sou princesa. Anafadinha, mas uma princesa. E tu um príncipe. Não precisas de ter coroa à séria, basta de louros, e o cavalo pode ser alado.
Vamos brincar de faz de conta?
Um príncipe quando encontra uma princesa, ou é ao contrário? Não importa, a ordem é arbitrária, faz mais como, então?
O que eu quero mesmo neste faz de conta, não é brincar ao toque e foge, porque vou ficar a perder, balzaquiana que estou, me canso demais e uma princesa tem de estar no seu melhor; nem à minha mãe dá licença, quantos passos, dois de caranguejo, um de gigante, três de caranguejo...
O que eu quero mesmo é uma declaração. De amor. Nunca que me fizeram essa tal de declaração. Já assinei algumas. De cruz. Mas dessas de amor verdadeiro juro sangue de cristo, juro que não.
Dessas de ouvir sinos tocando no meu ouvido, levitar leve que nem paloma e desenhar corações atravessados por setas de cupido, nunca que me brindaram num faz de conta que é verdade. Nunquinha mesmo. E não me queria acabar sem te ouvir uma declaração de amor. Tu sabes. Eu sei que tu sabes fazer de conta. Eu sei que tu sabes falar de amor.
Descomplica as idéias. A barreira. O caminho. Descomplica-te...
Me faz então uma declaração de amor. Começa por uma ponta qualquer.
Eu sei que se eu quero, eu tenho o mar, o sol e o luar, mas não é a mesma coisa. Escrito na tua declaração, tem valor legal no meu coração.
Faz-me uma declaração de amor...uma coisa eu tenho certa, terás uma igual que ta vou devolver.
É que mesmo a brincar de faz de conta, Amor com Amor de paga.

Luanda hoje II!






















salif keita & cesaria evora . yamore.

pensando nisso


O verdadeiro inimigo é aquele que a gente teme.
Não o que a gente vence.

penhora



Começa Dezembro.
Acaba um feriado nacional. Importante.
Ou não?!

Maio, Julho e Dezembro, são os meses do calendário que mais me inspiram. O primeiro porque é o mês das flores. Ensinaram-me isso de pequenina. E de pequenino é que se torce o pepino. E eu gostei de flores até à primeira perda, precisamente em Maio.
É o mês de Maria. Também me ensinaram isso na catequese. E fiquei católica de pequenina.
Julho porque lembra cacimbo. É cacimbo. E mês do meu nascimento. Do começo de mim. Também me ensinaram a amar esse dia do nascimento e eu aprendi na perfeição, numa de aluna de quadro de honra, até hoje.
Dezembro! Ensinaram-me que é o mês do Natal. O mês das férias. Das prendas. Da árvore de Natal e do presépio. Da família e da união. Dos feriados.
Último mês do ano. Do final que se renova.
Do final que se renova...
Dou comigo no início de Dezembro, num feriado que se acabará no calendário. Que já se acabou na memória. Não sei se tenho pena que acabe no calendário. Não sei se lamente quem o matou. No calendário e na memória.
Sei que estou no início de Dezembro querendo que o ano de 2012 chegue rápido. Desejando futuros. Mais felizes.
Sei que não conto pelos dedos os dias que me separam do Natal. Sei que me sinto indiferente às datas.
Não sei o que é o espírito natalício. Não me fica bem perguntar se alguém sabe, mas que tenho vontade de o fazer tenho.
Pode ter-se espírito natalício se nos roubam a alegria? E o presente? E o futuro? Que família resiste a dias maus e sem perspectivas?
Começa Dezembro e a carga psicológica que carregamos nesta época acresce num peso que o povo não aguenta.
Será que em vez de acabarem com o feriado da Restauração da Independência ( eles lá sabem, pensando bem faz sentido, o que vale é que até tenho uma costela espanhola, olé olé!!! ) porque não acabam com o Natal? Assim como assim nem todos são católicos, nem todos são cristãos. Nem todos têm religião. E depois, a igreja não abriu mão de dois feriados? Há-os mais importantes uns que outros? Isto está a fazer lembrar-me a bula paga noutros tempos na semana da Páscoa. É que parece que são outros quinhentos mas não são, o negócio é parecido.
Escandalizados? Não fiquem. É que portugueses, todos somos...uns mais que outros, mas somos.
Não nos ensinaram que o natal é todos os dias?
E Restauração da Independência da pátria será que convêm ensinar? Faz sentido? Até me me apetece dizer que agora tarde piaste...
Independentes! O que é isso? Acorrentam-nos na vida e a vida, e as penhoras vão acabar-nos com os dias livres, com a mente sã. Com o corpo são. Não há Natal que resista...
Começa Dezembro. O que vale é que à velocidade que as 24 horas dos dias correm, depressa estaremos no novo ano. No arruinado e triste ano de 2012.
Que o bom senso não permita que se gastem fortunas em foguetórios porque nada temos para festejar. E depois, com tantos iluminados ainda o país pega fogo como no estádio da Luz. Afinal faz sentido, pois os benfiquistas não são 8 milhões e mais alguns, não daclarados? Praticamente todo o país ardendo, num à beira-mar afundado.