Mostrar mensagens com a etiqueta versejando. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta versejando. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
é na noite que cai
É na noite que cai
Que se erguem sombras
Esboços de ti
Desenhos a preto e branco
Esbatidos no tempo...
Somos almas desencontradas
Nas esquinas dos dias
Nos becos da vida
Nos relógios coloridos das estações
Calendários do passado e do presente
Nas manhãs, tardes e noites vividas
No tempo que não vivemos ainda
É na noite que cai
Que se me amanhecem os sonhos
E as marcas que deixam
São claros sinais gritando
Que não desista de ti...
Passeio-me pela escuridão da noite
Num tempo de luz
Caminho na esperança
Que será última, a perder
E espero...que a noite é longa
Espero na ilusão a iluminar-me os dias
Para finalmente te viver.
m.c.s.
domingo, 18 de novembro de 2012
outono em mim
Gélida a tarde deste desencanto
Que trago no olhar cansado
Baço
Cinzento
Desmaiado
Fere-me esta chuva forte
Chorando a minha vontade de ficar-me para aqui
Indiferente
Sopra p' ra longe
As folhas do outono triste
Uiva o vento que arrasta sinais de amargura
E se junta ao temporal
Numa estranha loucura
Leva os restos d' um verão
Que ficou por viver
Desejos perdidos no seu fenecer
Jogados ao chão
Não sei se quero este sentir
Não sei se ainda sei sorrir
Apago a careta rasgada
Pela soma das estéreis madrugadas
E pouco mais sinto que nada
Pouco mais sei sentir
São ténues os sinais do sol
e da sua alegria
Leve é o toque da sua acalmia
Gélida a tarde
O tempo e o futuro incerto
Que se agiganta
Crescendo em mim
Se faz longe
E fatalmente tão perto
Conformado este meu pranto
Gélida é a tarde do meu deserto
Do meu desencanto...
m.c.s.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
chegada
Há na noite que chegou
Boas vindas de alegria
E na espera que findou
Cheiro a maresia
Samba e fantasia
Versos
Passos de dança
Vénias
E gestos de criança
Lanço foguetes p'ró céu
Desenho estrelas cadentes
Luas cheias d'amor
E o dia brilha de côr...
Há no meu respirar
Suspiros
E bençãos de Deus
Sorrisos nos olhos meus
Nos olhos teus...
No momento de t'abraçar
E na paz recuperada
E no olhar que poiso em ti
No beijo e no abraço
Felicidade na chegada...
Há na noite que chegou
Boas-vindas de alegria
O mundo ficou melhor
Hoje és minha poesia
m.c.s.
domingo, 28 de outubro de 2012
Chove nesta rua que não é minha
A minha rua é o melhor destino do mundo.
É o lugar onde Deus me devolve à terra,
me empresta o sol,
me enfeita de estrelas,
me oferece a lua
e me ilumina o caminho a que chama felicidade.
Chove, nesta rua que não é minha...
Tenho tantas saudades da minha rua!
m.c.s.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
nascem açucenas
Nascem açucenas por entre as pedras do caminho
Brotam puras e singelas
Espontâneas
Alegres
Brancas, vermelhas, amarelas
E espalham a cor na manhã clara
Perfumando a caminhada
Nesta fria e grata alvorada
Adivinho a dádiva de mais um momento de magia
No tempo que me saúda sorrateiro
E no nascimento tranquilo deste dia
Brilhante ousado e soalheiro
Pinto-me com a tinta destas flores
Misturo-me intensamente nestes odores
Que timidamente me pincelam de alegria
Quero voltar a olhar as açucenas
Que vão enfeitando as minhas estradas
E suavemente crescem por entre as pedras do caminho
Trepando no arame farpado
Garridamente penduradas
Nos fundos da minha saudade
Indiferentes ao cimento armado
Que se ergue cinzentamente na cidade
Não, não estendas a
mão
Não colhas a flor que desabrocha não tarda
Oferece-me o perfume quando a estação se instalar
No outono do meu desalento
E verás então o seu respirar
E a cor do meu sentimento
Nascem açucenas por entre as pedras do caminho
Desvia as pedras e percorre comigo esse caminho…
m.c.s.
Não colhas a flor que desabrocha não tarda
Oferece-me o perfume quando a estação se instalar
No outono do meu desalento
E verás então o seu respirar
E a cor do meu sentimento
Nascem açucenas por entre as pedras do caminho
Desvia as pedras e percorre comigo esse caminho…
m.c.s.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
pare o tempo
Pare o tempo
Pare tudo
Quero ficar no retrato
Para sempre
Mudo de posição
Desenho um sorriso
Que trago no coração
E ofereço-to
Pare o tempo...
Agarro o sol
É meu princípio
Meu fim
Meu farol
Páro o relógio
O mapa
A estação
Sento-me no dia
Deste tempo eterno
E fico-me quieta
Presa à tua magia
À tua espera
Doce e paciente
Esperança
Pare o tempo
Na bonança
Deixe-me sonhar
Eu, tu, meu amanhã
P'ra sempre aqui
Olhando p'ra longe
Ao encontro de mim
No tempo parado
Que espera por ti
m.c.s.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
sou
Sou o mar das minha emoções
Receptáculo das paixões
Onde me vou abrigar
Inspirar
E partir ao encontro de ti…
Sou um lago espelhado
Refúgio encantado
No desencanto a que sobrevivi
Corre um rio d’águas mansas
Dentro de mim
Não há noite, não há frio
Margens e marés
Não há fim…
Espalham-se sons cantantes
E cristalinos
Violinos
Poemas errantes
Que vão desaguar
Na foz do livro meu
No salgado e imenso mar
No doce encanto do seu marulhar
Onde mora um verso teu...
Para lá da minha pele
Para lá da minha mão
Para lá do pensamento
E da memória
Do tempo…
Para lá da razão
E da narrativa duma história
Sou um mar de sonhos a reinventar
Sou feliz por te sonhar…
m.c.s.
Sou um lago espelhado
Refúgio encantado
No desencanto a que sobrevivi
Corre um rio d’águas mansas
Dentro de mim
Não há noite, não há frio
Margens e marés
Não há fim…
Espalham-se sons cantantes
E cristalinos
Violinos
Poemas errantes
Que vão desaguar
Na foz do livro meu
No salgado e imenso mar
No doce encanto do seu marulhar
Onde mora um verso teu...
Para lá da minha pele
Para lá da minha mão
Para lá do pensamento
E da memória
Do tempo…
Para lá da razão
E da narrativa duma história
Sou um mar de sonhos a reinventar
Sou feliz por te sonhar…
m.c.s.
sábado, 11 de agosto de 2012
incerteza
De onde me chega a voz do desalento
E esta ausência de mim no teu ser?
De que cor pinto o meu lamento
Luto de te perder antes
Muito antes de te ter?
Porque já não espalhas conchas no mar
As suas ondas não me vêm beijar
Nem o sal, as lágrimas temperar?
Porque não reconheço o teu chão
Porto seguro na minha paixão
Praia, caminho
Onde traçaste o meu destino
E a minha alma quer naufragar?
Ai saudade louca
Ai sina triste
Partiu ou não existe
E me deixou esta vida feita de nadas
Ai esperança vã
Esperança pouca
Ainda insiste
Teima, resiste
Neste apelo para um amanhã…
m.c.s.
domingo, 5 de agosto de 2012
partida
Uma e outra
E outra ainda…
Gaivotas poisando no
areal
Na hora que a terra se cala
À espera do ritual
São como orquestra
Tocando de cor a melodia
Voando na fantasia
Deste palco em festa
Que cheira a tarde
E a maresia
E tem o sol de partida
E o barco no horizonte
Na hora que a terra se cala
À espera do ritual
São como orquestra
Tocando de cor a melodia
Voando na fantasia
Deste palco em festa
Que cheira a tarde
E a maresia
E tem o sol de partida
E o barco no horizonte
Anseio beber dessa
fonte…
Quão felizes são as aves junto ao mar!
Tão livres e prontas p’ra voar!
Queria ser gaivota
E livre, na espuma ir poisar
Ensaiar o movimento da onda
Que traz e leva
E não ser preciso sonhar…
m.c.s.Quão felizes são as aves junto ao mar!
Tão livres e prontas p’ra voar!
Queria ser gaivota
E livre, na espuma ir poisar
Ensaiar o movimento da onda
Que traz e leva
E não ser preciso sonhar…
sábado, 4 de agosto de 2012
desejo meu
Dá-me um sorriso e um beijo
Dá-me um gesto
Um olhar
Fortalece o meu desejo
De te abraçar
Dá-me tempo
Dá-me alento
Na manhã
Dá-me o sol do meio-dia
Não sejas esperança vã
De ser a tua alegria
Dá-me a rosa
E a acácia
Que me enfeita o horizonte
Traz-me os poemas e a prosa
Para atravessar a ponte
Dá-me a lua e a estrela
Que o mar e o céu tem
Dá-me a noite de todas
A mais bela
Aquela
Que quero tua também
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
No silêncio da noite
É no silêncio da noite
Que me falam as sombras
E riem
E desenham promessas
E destinos
Perseguem-me os sonhos
E os pintam de prazer
Mais do que simples desejo
De permanecer
Iluminam mistérios
Caminhos
Pedidos
Juras em cruz
E se entregam à paz
E à luz…
É no silêncio da noite
Eco de mim
Que a vontade floresce
A rosa se abre
Nesse jardim
E o amor acontece…
m.c.s.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
grito meu
Onda feroz
Em turbilhão
Voo sem norte
Preso albatroz
Ferido de morte
Sem rumo, sem sorte
Bate na rocha
Cantante e agreste
Grito meu
Coração em fúria
O vento d’ oeste
Enrola na areia
Mansamente
A minha tristeza
A minha amargura
E devolve-a ao mar
Que a recebe
Como o rio na foz
E me transforma
Acalma e ajuda
Onda veloz
Rio na voz
Corre
E desagua no mar
A marulhar
A minha tristeza
A minha amargura
m.c.s.
Em turbilhão
Voo sem norte
Preso albatroz
Ferido de morte
Sem rumo, sem sorte
Bate na rocha
Cantante e agreste
Grito meu
Coração em fúria
O vento d’ oeste
Enrola na areia
Mansamente
A minha tristeza
A minha amargura
E devolve-a ao mar
Que a recebe
Como o rio na foz
E me transforma
Acalma e ajuda
Onda veloz
Rio na voz
Corre
E desagua no mar
A marulhar
A minha tristeza
A minha amargura
m.c.s.
sábado, 28 de julho de 2012
silenciosamente
tukayana.blogspot.com
Do alto da duna
Contemplo a luz
O dia avança
Sobre as águas
Olho a praia
Olho o mar
E o barco ao longe
Cresce o mundo
O horizonte
Cresce a manhã
Cresce-me o sonho
E a ilusão
Liberto o coração
Fico perto
Chego perto
Do silêncio
Do divino
Silenciosamente
Espero por ti...
m.c.s.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Afagos
A mãe afaga a menina
A menina afaga o cão
O cão afaga a menina
E Deus põe a mão
Eu afago a saudade
D’ um tempo de ilusão
Sonho que eu embalei
Balancé da minha canção
Cresceu a menina
Partiu o cão…
Perdeu-se o momento
De inspiração
Volta tempo
Dá-me o tempo
Que voou p’ra longe também
Quero afagar a esperança
Quero-me de novo a criança
No eterno afago de mãe
m.c.s.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
navegar
tukayana.blogspot
Faz-se de silêncios
Muralhas e castelos
Elos
Canções de além mar
Sonhos marcados na areia
Desejos de namorar
Faz-se d’andorinhas
E gaivotas a esvoaçar
Alegremente
No apelo do tempo
Para regressar
É no silêncio do fim de tarde, na praia
Que surgem estórias
Algumas d’ encantar
Príncipes e Princesas
Bobos da corte e piratas
Povo em vénias
Contra a maré, a remar
É no silêncio do fim de tarde, na praia
Que solto amarras
E me prendo no horizonte
Da minha estória
Atravesso a ponte
Mergulho de cabeça na memória
E sou veleiro a navegar
m.c.s.
Vida
O canto das aves
Desperta a minha pele
Os sentidos
E o instinto
O canto das aves
Desperta a vontade de ser
De estar
E de continuar
O canto das aves
Cala-se
E perde-se na noite
Eu adormeço
E perco-me também
Desperta a minha pele
Os sentidos
E o instinto
O canto das aves
Desperta a vontade de ser
De estar
E de continuar
O canto das aves
Cala-se
E perde-se na noite
Eu adormeço
E perco-me também
sexta-feira, 20 de julho de 2012
corda bamba
Cai a tarde
Coloco a máscara
Monto o circo
Rio palhaço
Sou actriz
Subo a corda
Corda bamba
Equilibro-me
Aprendi…
Cai a tarde
Desce a noite
Desmonto o circo
Sou o eco
Do meu dia
Desço a corda
Corda bamba
Luz e trevas
Desce a lágrima
Tiro o lenço
Estendo a mão
No vazio
Cai a máscara
Mais um dia
Resisti…
m.c.s.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
caminhos
Abro portas, fecho
portas.
Sou inverno neste verão
Chove nas minhas esperas
Caminho atrás de quimeras
E dou-me à exaustão
Que fazer do meu abraço
Do meu beijo e do silêncio?
Abro portas. Fecho portas
A todos os meus lamentos
Quero trancar a tristeza
Num lugar longe,
Esquecido
E poder ter a certeza
De que nada está perdido
Fecho portas, abro portas
No luar do céu estrelado
Afasto o vento do mal
Oiço a voz do meu amado
Ondas, kiandas e sal
Nos búzios a marulhar
Esse mar, o meu mar…
Quero a brisa da manhã
E o sol do meio dia
Mais que a promessa vã
Mais que fantasia
Quero a sombra da mulemba
E a acácia se abrindo à cor
Quero kizomba e semba
Quero mais que um rubor
Quero morrer e renascer
P’ra sempre viver no amor…
m.c.s.
Sou inverno neste verão
Chove nas minhas esperas
Caminho atrás de quimeras
E dou-me à exaustão
Que fazer do meu abraço
Do meu beijo e do silêncio?
Abro portas. Fecho portas
A todos os meus lamentos
Quero trancar a tristeza
Num lugar longe,
Esquecido
E poder ter a certeza
De que nada está perdido
Fecho portas, abro portas
No luar do céu estrelado
Afasto o vento do mal
Oiço a voz do meu amado
Ondas, kiandas e sal
Nos búzios a marulhar
Esse mar, o meu mar…
Quero a brisa da manhã
E o sol do meio dia
Mais que a promessa vã
Mais que fantasia
Quero a sombra da mulemba
E a acácia se abrindo à cor
Quero kizomba e semba
Quero mais que um rubor
Quero morrer e renascer
P’ra sempre viver no amor…
m.c.s.
acordar
Há um milagre em cada
manhã
Há uma prece
Um despertar
Uma esperança
No recomeçar…
Há rosas brancas
Gotas de chuva
Perfume
Jasmim,
Há borboletas
Neste jardim…
Há o sabor da fruta madura
Cheiro a café
Sono na esteira
Brinca o petiz
Castelos d’areia,
Há gente na rua
Acreditando
O dia ganhando…
Há sorrisos no rosto feliz
Palavras bonitas
Escritas sem dor
A sorte chegando
Poemas chamando
Os prazeres do amor…
Há um milagre em cada manhã
Há uma promessa
Um amanhã
De sonhos sem fim
Há o universo dizendo que sim
m.c.s.
Há uma prece
Um despertar
Uma esperança
No recomeçar…
Há rosas brancas
Gotas de chuva
Perfume
Jasmim,
Há borboletas
Neste jardim…
Há o sabor da fruta madura
Cheiro a café
Sono na esteira
Brinca o petiz
Castelos d’areia,
Há gente na rua
Acreditando
O dia ganhando…
Há sorrisos no rosto feliz
Palavras bonitas
Escritas sem dor
A sorte chegando
Poemas chamando
Os prazeres do amor…
Há um milagre em cada manhã
Há uma promessa
Um amanhã
De sonhos sem fim
Há o universo dizendo que sim
m.c.s.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
A voz
É quando a noite se cala
E dorme o sono dos justos
Que a voz quente da terra
Me acorda
E me chama
A sonhar passados,
Futuros
Pecados…
Que a voz quente da terra
Inventa
Impõe
Proclama
Leis na madrugada
Que a voz quente da terra
Me envolve
E me oferece
Desejos
Seus medos
Segredos
Que o meu coração aquece
E a alma recebe
Voa e cresce
É quando a noite se cala…
m.c.s.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

.jpg)

.jpg)
.jpg)


.jpg)
.jpg)

.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)

