Gosto muito. E não me canso de ouvir este tema.
quinta-feira, 25 de março de 2010
quarta-feira, 24 de março de 2010
Noite diferente
Porque hoje é 4ª feira, fui caçular...ou melhor, fui tascar com a caçula.
E já regressei.
O papo foi bom.
Sem combinar, sem querer, sem ser por mal, fizemos ambas, algo que não se faz, nunca.
Ouvir a conversa da mesa por detrás de mim.
Eu sei que é feio. Mas fazer o quê? A conversa da mesa vizinha era muito interessante. Dois homens e duas mulheres. Daquela gente que não aparece muito por aqui. Não eram de cá, pelo que percebi. Muito pouco de actores sociais. Na deles, nitidamente.
Acho que nunca o disse neste espaço, mas vou dizê-lo agora. O que me atrai nas pessoas não é o aspecto físico. Nunca foi.
Há algo que me atrai muito. A voz.
A dicção. A colocação da voz. O tom. As palavras...os temas. A gargalhada.
Hoje, por detrás de mim, havia gente que me atraiu.
Falava-se bem, vozes bonitas, pausadas, os ditongos pronunciados.
O tema, muito interessante. Sobre as energias. Sobre religião, o sobrenatural, o divino.
Sem preconceitos. Sem constrangimentos. Das relações interpessoais. Da condição feminina e masculina.
Tive vontade de intervir. Mas não.
O sucesso do nosso jantar, meu e da minha irmã caçula, dependeu muito destas pessoas.
Ambas pensámos o mesmo.
É um prazer, é uma dádiva, ouvirmos pessoas esclarecidas, inteligentes, descontraídas, conversarem simplesmente.
Hoje precisava de uma noite assim. Que me dissesse que não remo contra a maré.
Que algures, há gente que pensa como eu sobre isto, esta coisa que é a vida. E que pôe as mesmas questões e tem as mesmas angústias e inquietações, e espera como eu...
O Alfredo, o empregado, filho da Lurdes, a angolana que viveu na minha avenida, em Luanda e que conheço desde sempre, depois de me ter servido carapaus de escabeche, com batatas e miga, trouxe-me, uma travessa com petingas, que estavam uma delícia.
À saída contou-me que a noite passada, quando chegou a casa, a Lourdes estava deitada no sofá e ele deitou-se ao lado dela. Falaram da vida dele. Das miúdas. Miúdas e mais miúdas a darem-lhe cabo da cabeça. E a mãe Lourdes, disse-lhe que era o diabo. Ele, inquiriu-a: O diabo, mãe?
Sim, Alfredo, o diabo. O diabo anda de saias...
A sala de refeições rejubilou. A mesa por detrás de mim continuou animadamente.
E foi assim que terminou o nosso jantar. Diferente. Divertido.
E já regressei.
O papo foi bom.
Sem combinar, sem querer, sem ser por mal, fizemos ambas, algo que não se faz, nunca.
Ouvir a conversa da mesa por detrás de mim.
Eu sei que é feio. Mas fazer o quê? A conversa da mesa vizinha era muito interessante. Dois homens e duas mulheres. Daquela gente que não aparece muito por aqui. Não eram de cá, pelo que percebi. Muito pouco de actores sociais. Na deles, nitidamente.
Acho que nunca o disse neste espaço, mas vou dizê-lo agora. O que me atrai nas pessoas não é o aspecto físico. Nunca foi.
Há algo que me atrai muito. A voz.
A dicção. A colocação da voz. O tom. As palavras...os temas. A gargalhada.
Hoje, por detrás de mim, havia gente que me atraiu.
Falava-se bem, vozes bonitas, pausadas, os ditongos pronunciados.
O tema, muito interessante. Sobre as energias. Sobre religião, o sobrenatural, o divino.
Sem preconceitos. Sem constrangimentos. Das relações interpessoais. Da condição feminina e masculina.
Tive vontade de intervir. Mas não.
O sucesso do nosso jantar, meu e da minha irmã caçula, dependeu muito destas pessoas.
Ambas pensámos o mesmo.
É um prazer, é uma dádiva, ouvirmos pessoas esclarecidas, inteligentes, descontraídas, conversarem simplesmente.
Hoje precisava de uma noite assim. Que me dissesse que não remo contra a maré.
Que algures, há gente que pensa como eu sobre isto, esta coisa que é a vida. E que pôe as mesmas questões e tem as mesmas angústias e inquietações, e espera como eu...
O Alfredo, o empregado, filho da Lurdes, a angolana que viveu na minha avenida, em Luanda e que conheço desde sempre, depois de me ter servido carapaus de escabeche, com batatas e miga, trouxe-me, uma travessa com petingas, que estavam uma delícia.
À saída contou-me que a noite passada, quando chegou a casa, a Lourdes estava deitada no sofá e ele deitou-se ao lado dela. Falaram da vida dele. Das miúdas. Miúdas e mais miúdas a darem-lhe cabo da cabeça. E a mãe Lourdes, disse-lhe que era o diabo. Ele, inquiriu-a: O diabo, mãe?
Sim, Alfredo, o diabo. O diabo anda de saias...
A sala de refeições rejubilou. A mesa por detrás de mim continuou animadamente.
E foi assim que terminou o nosso jantar. Diferente. Divertido.
Mar, que foste meu
Mar, que foste meu
Azul verde nas tardes
E nas noites, negro,
Cor de breu
Devolve-me às tuas águas
Cobre-me de estrelas cadentes
Que iluminam as marés
Quero sentir de novo
Na pele, o arrepio
E na voz, o meu pedido
Eco de outros anseios
E nos olhos, a dança das luas iluminadas
Cheias... neste entardecer cinzento
Quero agarrar o momento
O sonho...
Nas redes dele banhar-me
E embalá-lo
Num abraço tão sentido
E tão profundo
P'ra sempre perpetuado...
Nas ondas das tuas praias
No toque do teu sal
Nos mares do meu mundo
Mar, que foste meu
Devolve-me às lembranças
Das tardes sensuais
Das noites que já vivi
De desejos tão iguais
De afagos e promessas
Que eu não prometi
Da loucura de poetas
Dos versos que não escrevi
Mar, que foste meu...
Azul verde nas tardes
E nas noites, negro,
Cor de breu
Devolve-me às tuas águas
Cobre-me de estrelas cadentes
Que iluminam as marés
Quero sentir de novo
Na pele, o arrepio
E na voz, o meu pedido
Eco de outros anseios
E nos olhos, a dança das luas iluminadas
Cheias... neste entardecer cinzento
Quero agarrar o momento
O sonho...
Nas redes dele banhar-me
E embalá-lo
Num abraço tão sentido
E tão profundo
P'ra sempre perpetuado...
Nas ondas das tuas praias
No toque do teu sal
Nos mares do meu mundo
Mar, que foste meu
Devolve-me às lembranças
Das tardes sensuais
Das noites que já vivi
De desejos tão iguais
De afagos e promessas
Que eu não prometi
Da loucura de poetas
Dos versos que não escrevi
Mar, que foste meu...
Santa Ignorância
Estive com um requerimento nas mãos que dizia assim:
" Com forme sositado venho com com provativo dos donatives entregar ãos bomberos "
O que pretendia o requerimento dizer, vou eu traduzir.
" Conforme solicitado, venho aos autos nº , juntar os comprovativos dos donativos entregues aos bombeiros..."
Um requerimento, que a chegar-me às mãos num dia normal, de sol, me arrancaria uma gargalhada inconsequente. Hoje, não.
Esta pessoa tem cerca de 35 anos e não parece indigente.
Enquanto houver gente incapacitada para escrever um requerimento, usando da pretenção que quiser, este país continuará ignorante e pequenino. Mediocre.
Onde estão os mestres?
Provavelmente, junto de outros que não sabem que o plural de filhós, é filhós e não filhoses, e IP é Itenerário Principal, comungando da mesma ignorância e incompetência para formarem pessoas.
" Com forme sositado venho com com provativo dos donatives entregar ãos bomberos "
O que pretendia o requerimento dizer, vou eu traduzir.
" Conforme solicitado, venho aos autos nº , juntar os comprovativos dos donativos entregues aos bombeiros..."
Um requerimento, que a chegar-me às mãos num dia normal, de sol, me arrancaria uma gargalhada inconsequente. Hoje, não.
Esta pessoa tem cerca de 35 anos e não parece indigente.
Enquanto houver gente incapacitada para escrever um requerimento, usando da pretenção que quiser, este país continuará ignorante e pequenino. Mediocre.
Onde estão os mestres?
Provavelmente, junto de outros que não sabem que o plural de filhós, é filhós e não filhoses, e IP é Itenerário Principal, comungando da mesma ignorância e incompetência para formarem pessoas.
Nostalgia

Nostalgia...
Palavra bonita, da língua portuguesa.
Com uma carga forte e pesada. Por vezes...
Rima com Poesia...
E com dia, alegria, mentia, lia, voltaria, saberia, magia, cria, salvaria, sabedoria, mudaria, beijaria, via, maria, mia, abraçaria, corria, sofria, apaixonaria, traía, deprimia, melancolia...e com ia.
Ia de olhos fechados e braços abertos ao encontro de mim. Perdida que tenho estado.
Hoje, como diz a canção, não moro em mim.
Hoje tenho nostalgia...
Chamei o 112
Ontem chamei o 112.
Uma pessoa que conheço e que frequentemente vem ao meu local de trabalho, desmaiou.
Depois, quando abriu os olhos, tremia em espasmos que poderiam fazer-nos pensar ser epilepsia.
Do 112, quiseram saber pormenores. E deram orientações. Nunca ligara para o 112.
A doente, essa, quando cheguei ao parque onde estava deitada de lado, como os homens do 112 aconselharam, provocou em mim uma sensação de desconforto, inquietação e compaixão.
Pouco mais que uma menina, dela apenas sei o essencial para com ela privar.
Ali, especulava-se já sem pudor, sobre as causas do desmaio...
Finalmente chegou a ambulância.
Não houve ninguém disponível para a acompanhar. Ninguém. Nem eu. Tenho a minha colega doente e não podia abandonar a minha secção.
A nossa superior hierárquica chegou-se à frente e foi com ela.
Deprimi, por perceber que a vida desta mulher ainda menina, que vive em Portugal mas que nasceu e cresceu em França foi posta a nu.
Quis protegê-la como se fosse minha pessoa. Do diz que disse de pessoas que deram um passo atrás quando foi preciso chegarem-se à frente.
E fiquei a deprimir o resto do dia...
Uma pessoa que conheço e que frequentemente vem ao meu local de trabalho, desmaiou.
Depois, quando abriu os olhos, tremia em espasmos que poderiam fazer-nos pensar ser epilepsia.
Do 112, quiseram saber pormenores. E deram orientações. Nunca ligara para o 112.
A doente, essa, quando cheguei ao parque onde estava deitada de lado, como os homens do 112 aconselharam, provocou em mim uma sensação de desconforto, inquietação e compaixão.
Pouco mais que uma menina, dela apenas sei o essencial para com ela privar.
Ali, especulava-se já sem pudor, sobre as causas do desmaio...
Finalmente chegou a ambulância.
Não houve ninguém disponível para a acompanhar. Ninguém. Nem eu. Tenho a minha colega doente e não podia abandonar a minha secção.
A nossa superior hierárquica chegou-se à frente e foi com ela.
Deprimi, por perceber que a vida desta mulher ainda menina, que vive em Portugal mas que nasceu e cresceu em França foi posta a nu.
Quis protegê-la como se fosse minha pessoa. Do diz que disse de pessoas que deram um passo atrás quando foi preciso chegarem-se à frente.
E fiquei a deprimir o resto do dia...
Desabafo
Alguém a quem quero bem, ontem disse-me , olhando para o nada em que está a sua vida:
Já me sinto viúva e ele ainda não partiu.
Deprimiu-me esta constactação. Nada que eu já não soubesse. Estou por dentro do que tem passado. E tem passado o diabo.
Mas custa ver uma pessoa a quem a gente quer bem, em sofrimento, há tanto tempo.
A morte anunciada é como arrancarem o coração aos poucos, muito poucos...
Para partir não devia ser preciso perder-se a dignidade. Abandonar-se o corpo antes, e deixar um vazio profundo nas pessoas que estão ao redor...
Já me sinto viúva e ele ainda não partiu.
Deprimiu-me esta constactação. Nada que eu já não soubesse. Estou por dentro do que tem passado. E tem passado o diabo.
Mas custa ver uma pessoa a quem a gente quer bem, em sofrimento, há tanto tempo.
A morte anunciada é como arrancarem o coração aos poucos, muito poucos...
Para partir não devia ser preciso perder-se a dignidade. Abandonar-se o corpo antes, e deixar um vazio profundo nas pessoas que estão ao redor...
terça-feira, 23 de março de 2010
Curiosidades
Os putos, pseudo-amigos, hoje vinham calmos e relaxados.
E ao cruzarem-se comigo, todos, os cinco, mudaram o facis para assumirem uma atitude surpreendida e divertida.
O mais pequeno, ao passar por mim chegou a mostrar os dentes e encarou-me, olhos nos olhos, segurando a vontade de rir alto.
E porquê?
Porque, isto sou eu a achar, eu ia com os fones nas orelhas.
E eles não estão habituados a verem pessoas da minha idade nestes propósitos.
Enfrento a surpresa, em Lisboa, sim, em Lisboa, quando ando no metro ou de autocarro.
De vez em quando, muito de vez em quando, aparece, gente da minha idade que me olha com ar de reprovação, e com esses não estou nem aí, mas com putos, é outra loiça...
Muito gostava eu de saber o que foi pelas mentes pequeninas, e com tanto ainda para verem, destes meninos, que diariamente se cruzam comigo e ao que parece só hoje deram por mim...
E ao cruzarem-se comigo, todos, os cinco, mudaram o facis para assumirem uma atitude surpreendida e divertida.
O mais pequeno, ao passar por mim chegou a mostrar os dentes e encarou-me, olhos nos olhos, segurando a vontade de rir alto.
E porquê?
Porque, isto sou eu a achar, eu ia com os fones nas orelhas.
E eles não estão habituados a verem pessoas da minha idade nestes propósitos.
Enfrento a surpresa, em Lisboa, sim, em Lisboa, quando ando no metro ou de autocarro.
De vez em quando, muito de vez em quando, aparece, gente da minha idade que me olha com ar de reprovação, e com esses não estou nem aí, mas com putos, é outra loiça...
Muito gostava eu de saber o que foi pelas mentes pequeninas, e com tanto ainda para verem, destes meninos, que diariamente se cruzam comigo e ao que parece só hoje deram por mim...
segunda-feira, 22 de março de 2010
Dom
No teatro da Mala Posta, ontem, comemorando o dia mundial da poesia, a tarde e noite foram emotivas, e de uma beleza sem tamanho.
Uma peça teatral, uma exposição homenageando D. Dinis, o Rei Trovador, e um Entardecer Poético.
Durante cerca de duas horas ouviu-se poesia e música. De piano.
Os poemas brilhantemente escolhidos, foram ditos e muito bem, pelos actores André Gago, Joana Brandão, João D'Ávila, José Fanha, Luís Lucas, Manuel Coelho e Mário Maximo.
Na sala gritou-se " Bravo " sempre que os poemas nos tocavam e conjuntamente com os aplausos, tornaram este entardecer, bastante emotivo.
De ir às lágrimas.
Há génios da poesia.
Uma peça teatral, uma exposição homenageando D. Dinis, o Rei Trovador, e um Entardecer Poético.
Durante cerca de duas horas ouviu-se poesia e música. De piano.
Os poemas brilhantemente escolhidos, foram ditos e muito bem, pelos actores André Gago, Joana Brandão, João D'Ávila, José Fanha, Luís Lucas, Manuel Coelho e Mário Maximo.
Na sala gritou-se " Bravo " sempre que os poemas nos tocavam e conjuntamente com os aplausos, tornaram este entardecer, bastante emotivo.
De ir às lágrimas.
Há génios da poesia.
Há poemas tão lindos que se partisse ontem, queria ir abraçada aos gestos, aos sons e às rimas que me fazem ser feliz, a momentos raros como este.
E iria sorrindo e sonhando com uma eternidade que me desse o talento, de fazer rir e chorar de comoção os seres tocados pelo meu dom.
Vermelho e branco
Os minorcas que se cruzam comigo de manhã, hoje, vestiam camisolas do Benfica.
Vermelho e branco.
E cada um levava uma bola de futebol, nas mãos.
E nas mochilas...ah nas mochilas, hoje decerto os livros deram lugar aos sonhos.
De um dia serem jogadores de futebol. Do Benfica...
Vermelho e branco.
E cada um levava uma bola de futebol, nas mãos.
E nas mochilas...ah nas mochilas, hoje decerto os livros deram lugar aos sonhos.
De um dia serem jogadores de futebol. Do Benfica...
Narcisista
Estão a ver estas flores?
Sou eu, uma flor...
Sabem que flores são estas? Narcisos.
Eu, uma narcisista.
A triste conclusão a que cheguei, nesta manhã sonolenta de 2ª feira.
Eu juro que queria ser boa pessoa.
Que todos os que me conhecem e não conhecem pudessem dizer:
Tão boa pessoa!
E pudessem contar bondosos feitos, a meu respeito, como dar a outra face para a tal bofetada, mesmo que de luva branca, mas ser piedosa, humilde, sensata, em suma, boa pessoa...
Mas não sou. Sou antes uma narcisista com um umbigo do tamanho do... mundo não, mas de uma cidade, de interior, mas cidade...
Se não, vejamos: Cheguei a casa, depois de uma viagem de hora e meia, noite fora. Tratar da Pitanga e não tratar , de mim também, e à uma da manhã, depois de cinco minutos de televisão, só para descontrair, deveria ter apagado a luz do candeeiro e dormir o sono dos justos até de manhã. Mas não.
O que é que eu fiz? Vim direitinha ao blog. Na tentativa de escrever sobre o meu fim de tarde, que foi simplesmente mágico e emotivo.
Vi que tinha comentários e fui lê-los.
No último post tinha uma novidade. Alguém que não conheço, escrevera que adorara o blog.
E dera-me os parabéns.
Isso acontece com frequência, mas das minhas pessoas, aquelas que têm um olhar bondoso, porque são todas boas pessoas...
Com um sorriso de orelha a orelha, resolvi tentar perceber porque alguém que não me conhece, tece assim comentários ao meu blog. E vai daí, comecei por reler do último para trás, os posts, e ouvir as músicas que aqui publiquei. Com um olhar crítico, quiçá exigente, para me penetenciar da vaidade que sentira...
Não tive tempo para ler todos os posts. Nem consegui avaliar -me.
Às 5,36 horas da manhã, sem sono, e sem vontade de desligar o computador, resolvi parar. O relógio tocaria dali a 1,30 horas.
Eu juro que gostava de ser boa pessoa, mas não sou capaz.
E hoje, além de ser narcisista, sou uma zumbi perdida de sono e de cansaço.
Mas como sou narcisista, ainda vou escrever mais um pouco...
Sou eu, uma flor...Sabem que flores são estas? Narcisos.
Eu, uma narcisista.
A triste conclusão a que cheguei, nesta manhã sonolenta de 2ª feira.
Eu juro que queria ser boa pessoa.
Que todos os que me conhecem e não conhecem pudessem dizer:
Tão boa pessoa!
E pudessem contar bondosos feitos, a meu respeito, como dar a outra face para a tal bofetada, mesmo que de luva branca, mas ser piedosa, humilde, sensata, em suma, boa pessoa...
Mas não sou. Sou antes uma narcisista com um umbigo do tamanho do... mundo não, mas de uma cidade, de interior, mas cidade...
Se não, vejamos: Cheguei a casa, depois de uma viagem de hora e meia, noite fora. Tratar da Pitanga e não tratar , de mim também, e à uma da manhã, depois de cinco minutos de televisão, só para descontrair, deveria ter apagado a luz do candeeiro e dormir o sono dos justos até de manhã. Mas não.
O que é que eu fiz? Vim direitinha ao blog. Na tentativa de escrever sobre o meu fim de tarde, que foi simplesmente mágico e emotivo.
Vi que tinha comentários e fui lê-los.
No último post tinha uma novidade. Alguém que não conheço, escrevera que adorara o blog.
E dera-me os parabéns.
Isso acontece com frequência, mas das minhas pessoas, aquelas que têm um olhar bondoso, porque são todas boas pessoas...
Com um sorriso de orelha a orelha, resolvi tentar perceber porque alguém que não me conhece, tece assim comentários ao meu blog. E vai daí, comecei por reler do último para trás, os posts, e ouvir as músicas que aqui publiquei. Com um olhar crítico, quiçá exigente, para me penetenciar da vaidade que sentira...
Não tive tempo para ler todos os posts. Nem consegui avaliar -me.
Às 5,36 horas da manhã, sem sono, e sem vontade de desligar o computador, resolvi parar. O relógio tocaria dali a 1,30 horas.
Eu juro que gostava de ser boa pessoa, mas não sou capaz.
E hoje, além de ser narcisista, sou uma zumbi perdida de sono e de cansaço.
Mas como sou narcisista, ainda vou escrever mais um pouco...
Há males que vêm por bem...
Há males que vêm por bem.
Eu sou fiel. Juro que sim.
Há anos que oiço a RFM. Religiosamente.
Há umas semanas que o rádio da minha colega, secretária com secretária, calou a RFM e a Comercial. Apenas nos oferece Rádios Locais ( ufa! ) e a Antena 3.
A Antena 3, estava catalogada por mim como sendo a estação do Rap... mas vá pronto, até gosto de algumas músicas desse estilo, e sempre valia mais a pena ter a rádio ligada a estar em silêncio.
E passei a ouvir Antena 3. E não é que gosto?
Gosto dos animadores de rádio, sobretudo, da manhã, das rubricas de humor, dos conselhos do psicólogo e da música.
A música foi uma agradável surpresa. Até já ouvi o " Save me " que nunca ouvira, nem na RFM.
Pois então...agora estou com um problema. Ser fiel, ou permanecer nesta descoberta tão curiosa e interessante que foi a Antena 3?
Tenho rezado a todos os santinhos para que a RFM continue muda, para que os remorsos não batam. Mas não sei, não.
Eu sou fiel, uma fiel domesticada, que vai ficar muito triste por ter abandonado a sua rádio de sempre, dos bons e maus momentos. Bem sei que não fiz nenhuma jura, mas ser fiel a mim mesma é uma forma de estar na vida...mesmo quando se trata de uma estação de rádio cujo emissor está deste jeito...
Eu sou fiel. Juro que sim.
Há anos que oiço a RFM. Religiosamente.
Há umas semanas que o rádio da minha colega, secretária com secretária, calou a RFM e a Comercial. Apenas nos oferece Rádios Locais ( ufa! ) e a Antena 3.
A Antena 3, estava catalogada por mim como sendo a estação do Rap... mas vá pronto, até gosto de algumas músicas desse estilo, e sempre valia mais a pena ter a rádio ligada a estar em silêncio.
E passei a ouvir Antena 3. E não é que gosto?
Gosto dos animadores de rádio, sobretudo, da manhã, das rubricas de humor, dos conselhos do psicólogo e da música.
A música foi uma agradável surpresa. Até já ouvi o " Save me " que nunca ouvira, nem na RFM.
Pois então...agora estou com um problema. Ser fiel, ou permanecer nesta descoberta tão curiosa e interessante que foi a Antena 3?
Tenho rezado a todos os santinhos para que a RFM continue muda, para que os remorsos não batam. Mas não sei, não.
Eu sou fiel, uma fiel domesticada, que vai ficar muito triste por ter abandonado a sua rádio de sempre, dos bons e maus momentos. Bem sei que não fiz nenhuma jura, mas ser fiel a mim mesma é uma forma de estar na vida...mesmo quando se trata de uma estação de rádio cujo emissor está deste jeito...
ADRIANA CALCANHOTTO_ METADE
Esta música é tão linda que me faz chegar às lágrimas.
E trite...
E eu perco as palavras...
domingo, 21 de março de 2010
Dia de Poesia
Hoje é o Dia Mundial da Poesia.
Eu já hoje fiz um poema e publiquei-o aqui.
Eu não sou poetiza.
Falo com alguns poetas, leio-os e oiço-os.
Emociono-me com a poesia.
Escolhi um poema de Fernando Pessoa, para assim homenagear o poeta e lembrar o dia de hoje.
Ofereço-te... A ti... Que me tocaste a alma...
Só tu
De todas as que me abraçaram
Já não me lembro, nem sei...
Foram tantas as que me amaram
Foram tantas as que eu amei.
Mas tu, rude contraste,
Tu que jamais me abraçaste
Tu que jamais me beijaste
Só tu nesta alma ficaste
De todas as que eu amei...
Eu já hoje fiz um poema e publiquei-o aqui.
Eu não sou poetiza.
Falo com alguns poetas, leio-os e oiço-os.
Emociono-me com a poesia.
Escolhi um poema de Fernando Pessoa, para assim homenagear o poeta e lembrar o dia de hoje.
Ofereço-te... A ti... Que me tocaste a alma...
Só tu
De todas as que me abraçaram
Já não me lembro, nem sei...
Foram tantas as que me amaram
Foram tantas as que eu amei.
Mas tu, rude contraste,
Tu que jamais me abraçaste
Tu que jamais me beijaste
Só tu nesta alma ficaste
De todas as que eu amei...
Não me cabe um feijão...

Yes! Vai buscar!
3 a 0. Não acredito...Somos GRANDES!
O Benfica deu TRÊS na pá...
Filha da minha alma...estamos felizes, que eu sei lá.
Benfiquistas deste planeta e arredores, festejem, que isto é o climax...
Apetece-me dizer como os putos que se cruzam comigo.
O Porto? Aquele que não conseguiu marcar um golito que fosse ao Benfica?
Já nem me lembro dele. É um clube?
Ai a vingança! Que se serve fria...
3 a 0. Não acredito...Somos GRANDES!
O Benfica deu TRÊS na pá...
Filha da minha alma...estamos felizes, que eu sei lá.
Benfiquistas deste planeta e arredores, festejem, que isto é o climax...
Apetece-me dizer como os putos que se cruzam comigo.
O Porto? Aquele que não conseguiu marcar um golito que fosse ao Benfica?
Já nem me lembro dele. É um clube?
Ai a vingança! Que se serve fria...
Não sou masoquista
Só para dizer que troco o jogo do Benfica-Porto, pelo teatro.
Deus que me livre sofrer horrores em frente à televisão.
Eu até nem sou masoquista...
Deus que me livre sofrer horrores em frente à televisão.
Eu até nem sou masoquista...
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