sábado, 12 de janeiro de 2013

alvorada


Cai a noite e a madrugada
Cai de cansaço
No sono profundo
Caiu a luz que ilumina o mundo
cairam os sonhos na alvorada
Renovo a vontade de prosseguir
Desenho um esboço do meu sorrir
E fantasio o meu acordar
Nasce a manhã que me vem salvar
Entrega-me o corpo e a alma também
E os desejos para cumprir
Dá-me a cor deste frio inverno
Dá-me agasalho e colo de mãe
E um abraço quente e terno
Caiem os fracassos por terra
E a vontade de desistir
Recupero a ambição
Para de novo partir
Nas asas da imaginação
É querer
Poder
E inspiração
É ser a viajante eterna
Dona da terra ao alcance da mão
Quando traço destinos
Na rota do coração
Caem gotas da chuva gelada
E o orvalho marca a flor
Cai por terra a minha dor
Resgato os sonhos na alvorada.


m.c.s.






3 comentários:

António Rocha disse...

Gostei :)

Maria Clara disse...

Obrigada. :)


Jagosto disse...

"Chuva gelada" parece-me demasiado, escusada.
O poema está muito bem.

AJ