domingo, 8 de maio de 2011
flor rosa e rara
Robusto e imponente
Folhas em dezembro,
Flor rosa frágil
Bela e rara
Múcua, fruta
Branca e estranha.
Queria ser um imbondeiro
E morrer de pé...
sábado, 7 de maio de 2011
hoje estou mais viva
Hoje acordei poderosa. E com humildade o digo. E sinto. O meu coração transborda e o meu sorriso palerma queria-o feito ruga, para sempre. Hoje é um verdadeiro sábado de sol e lar. De realidade que queria sonhar para sempre. Hoje estou rica numa conta bancária limitada. Tenho a cor da vida, azul mar e céu, verde da esperança e da natureza mais verdejante neste fim de semana de Maio, e vermelha da paixão, por tudo. Branca da eterna alegria de gostar de viver, de me sentir e de sentir o que acontece à minha volta. Hoje tenho o perfume das flores que enfeitam a minha vida, desde o passado até hoje, num nascimento que brotei para existirem. Hoje estou que nem posso, por estar aqui neste lugar com as pessoas que ocupam o lugar maior dentro de mim. Aquele que nunca deixarão vazio, mesmo na ausência temporária, de mim. Hoje, respiro fundo e beijo uma lágrima que deixo rolar. Hoje estou mais viva que nas vidas que vivo nos outros acordares e agradeço este sopro feito momento de felicidade. a cidade em festa medieval
sexta-feira, 6 de maio de 2011
maio eu, maio tu
foto tukayana.blogspot
No rio, peixes vermelhos, água fresca correndo veloz, aroma, jardim das rosas, castelo, contos de fadas. Estória dentro da história. Eu agradecendo o dia, que a chover, não será em mim. Há dias assim. Tempos serenos, tranquilos e profundamente inspirados a dois pulmões e muitos corações. Sorridentes mesmo na careta, falantes mesmo no silêncio. Tocantes, ainda que na brisa suavisando a pele e afastando o arrepio do tempo frio. Maio flor, Maio mãe. Maio tu, tempo de mim. Para te viver...
melhoras rápidas
foto tukayana.blogspot
Enquanto esperava por ti, que a anestesia passasse, que voltasses ( quase ) ao estado normal, sentei-me aqui na esplanada do hospital, com a outra que faz partes das três da vida irada, e um passarinho veio poisar junto de nós. Consegui, ainda que numa esplanada do bar de um hospital, ainda assim, captar a liberdade e a alegria que a natureza nos dá. Deixa lá que a incapacidade a que estás sujeita, logo, logo passa e voltamos à marcha dos 6 quilómetros diários e a outras actvidades a que nos propomos sempre que possível. As tuas melhoras Ana Maria. Foste corajosa, como é teu apanágio. E vais continuar a ser, claro. Que remédio, não é?! Há pessoas que não têm outra hipótese. Mas ainda bem que assim é. Não fazia sentido que fosse d'outro jeito. Como tu dizes, temos que nos aguentar à bronca...
Enquanto esperava por ti, que a anestesia passasse, que voltasses ( quase ) ao estado normal, sentei-me aqui na esplanada do hospital, com a outra que faz partes das três da vida irada, e um passarinho veio poisar junto de nós. Consegui, ainda que numa esplanada do bar de um hospital, ainda assim, captar a liberdade e a alegria que a natureza nos dá. Deixa lá que a incapacidade a que estás sujeita, logo, logo passa e voltamos à marcha dos 6 quilómetros diários e a outras actvidades a que nos propomos sempre que possível. As tuas melhoras Ana Maria. Foste corajosa, como é teu apanágio. E vais continuar a ser, claro. Que remédio, não é?! Há pessoas que não têm outra hipótese. Mas ainda bem que assim é. Não fazia sentido que fosse d'outro jeito. Como tu dizes, temos que nos aguentar à bronca...
quinta-feira, 5 de maio de 2011
outra pitanguice
Tenho uma amiga que diz com alguma graça que, quando uma mulher vai para velha, tudo lhe acontece. Eu que o diga. Que até uma gata faz pouco de mim. Eu que não me acho nada poucochinha. Não é que acordei com uma gata, de nome Pitanga, em cima do único ombro que tinha à mão de semear? Como um papagaio, no poleiro. Eu que gosto de cantar de galo, sujeita a capacho de uma felina. O que me vale é que a kamba diami anda distraída por terras de santa cruz e outras, a das pampas, e não vai saber disto, pois que se não, não faltaria, dizer-me que esta gata é uma assanhada e ainda bem que não vai à nguimbi, porque viraria pincho num abrir e fechar de olhos.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
o rio que se faz mar
fotos tukayana.blogspot





Este rio bonito, de margens bonitas, que atravessa a cidade, igualmente bonita, é o rio Almonda. Um afluente do rio Tejo. Quando olho a corrente descendo as pequenas represas para se ir encontrar com o Tejo, tenho a ceerteza de que esta água vai tornar-se salgada. Concluo que vivo numa terra que avista o mar. Afinal este rio faz-se mar. Afinal, podia ser a minha praia...
é já amanhã
fotos tukayana.blogspot
hoje eu acordei
Enquanto oiço " âmbar " de Betânia, olho à volta. O sol parece ter-nos brindado. Ocorre-me que estou mal aproveitada, assim, num autocarro, a caminho do trabalho. Fechar-me numa repartição entre quatro paredes, processos e eteceteras...Um dos putos que entrara momentos antes, diz para uma miúda: Carminho, diz depressa, sopa e palhaço, seguidos. Ela ri-se. " Essa nem um puto de seis anos, meu. Julgas que sou retardada ou quê?, Diz tu..." Olho à minha volta. Os cinco do costume já entraram e tomaram assento nos lugares cativos, como sempre. Respondi ao cumprimento matinal aí umas dez vezes, porque há também aqueles passageiros ocasionais, que me conhecem e vice-versa. Sorri. Hoje sou sorriso fácil. Ouvindo Betânia, apetece-me dar largas a um desejo que nunca resolvi por incapacidade, e dar voz que não tenho, cantando até que a voz me doa. Nem a corrida até ao autocarro me cansou e indispôs. Ou desmotivou. Hoje estou mais leve. Assim um " cibinho ", como diria a minha prima Leonor, transmontana de gema. Vesti-me de preto, só para fazer pandã como meu relógio novo, oferta das crias. Muito me segurei para não o usar logo na 2ª feira. Estou mudada. Por aqui se vê. A sede ao pote já lá vai... a seu tempo tudo se faz. Este relógio lembrou-me horas. Atrasos. E não é que saí de casa depois das oito?! Na banga, exibindo o pulso que ninguém viu, e numa berrida daquelas, até à paragem do TUT. Dobrava a esquina, quando vi o meu autocarro aparecer e parar em frente às miúdas que se tornaram amigas quase íntimas. Confesso que pensei que diriam ao motorista que não é o sr. margarido, sabe-se lá porquê, que eu vinha lá, qual rosa mota, pois que olharam para trás e viram-me. Entrei no autocarro e o sr. motorista bem disposto disse-me: Eu esperava pela senhora. Quando aqui cheguei, perguntei: Onde será que anda a senhora do tribunal? E as meninas disseram que vinha lá. " Ai elas disseram? " perguntei e agradeci. " Vem cansada. " Quase morta, respondi. Agora, já bem repousada oiço Lura, Na ri na, e sinto-me praticamente em festa. Vou trabalhar, mas vou feliz. O nosso primeiro ontem à noite descansou-me. Diz que não nos mexem no 13º e 14º. Aliviei. As minhas ricas férias já as tinha mandado para o brejo. Há uma escapadela de 5 dias para me escapar para sul. Há o sul mais a sul para lá mais para o meio do ano que vem, não havia era subsídio. Agora, que ainda a procissão vai no adro só me apetece acompanhar o Zeca Baleiro no Telegrama. " Eu estava triste, tristinho...Mas ontem recebi um telegrama...dizendo, nêgo, sinta-se feliz...por isso hoje acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado, de bater na porta do vizinho, desejar bom dia, de beijar o português da padaria..." Hoje eu acordei...
terça-feira, 3 de maio de 2011
no sabor da corrente
foto tukayana.blogspot
O lugar me espera. Junto ao rio. Na beira-água secular. Os bancos, muitos, à escolha. É só fazer pim-pam-pum e poderei sentar-me de frente para os patos e para os peixinhos que brincam na corrente que algures irá dar ao mar, e de costas direitas, pés paralelos e juntos, olhos nos olhos com o castelo, com os chorões da beira-rio, com o jardim das rosas, onde há mesmo rosas a sério, sonhar. É! Olhos nos olhos, nessa atitude transparente de ser, de seres, me faz pensar-te. Será que ensurdeceste e não me ouves? Ou a minha voz chega feita silêncio a ti, que nem dás por ela? Será que de tanto olhares para longe já não me enxergas? Ou desaprendeste as palavras e desconsegues fazer a interpretação do texto, e a sua pontuação, como antes, na carteira da escola? Me parece que és bom na língua portuguesa. Direi mais, vamos pôr bom nisso... Não. Não digas que é porque estás para lá de indiferente ao meu banco de pedra. Ao prazer que vou sentir se te sentares ao meu lado, de costas direitas, pés paralelos e juntos, e assentes no chão, olhos nos olhos...em mim. Em ti. No sonho de sonhar acordado. Não. Não quero saber. Se isso significar que nem em sonhos me queres ali ao lado. Só para olhar a corrente, na velocidade da água correndo para baixo. Para longe. Ao encontro do mar. Só porque sim. Só...
suspirando aliviada
" O avião já aterrou. Vou..............." Foi uma mensagem assim que recebi, e os meus pulmões passaram a respirar plenamente, num inspira, expira, inspira, expira, agradecendo com o coração a este meu Deus de quem me socorro para me manter tranquila mesmo se respiro a um pulmão apenas. Ser mãe não é apenas receber presentes no dia da mãe. Nem ir comer sushi. Nem andar a pé, quilómetros, desde Campolide até Belém. Nem fazer 200 quilómetros para estar umas horas com a sua cria. Nem receber uma mensagem da outra cria e deixar escapar uma lágrima e sorrir pateticamente. Ser Mãe, é isto, também. Mas mais do que isto é suspender a respiração. É oferecer os seus pulmões para que a sua cria ganhe asas. Voe. Seja feliz. Mas hoje, eu só queria que o seu voo fizesse um intervalo e aterrasse calmamente em terra firme. Aqui à mão de semear. Nem precisei de estar lá. Só precisei de saber que está...Bem-vindo meu príncipe! Beijos no coração.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
afinal é mortal
Bin Laden foi com os cães. Quer dizer, com os peixinhos do mar... Mas o mundo que não relaxe, que eles, os terroristas, são para além disso mesmo, loucos varridos. E vingativos. Os Estados Unidos que se cuidem. E a Europa idem. Isto sou eu, ignorante pessoa, a pensar. Também se sabe que quando um lider morre o grupo vacila. Mas nunca é demais desconfiar. domingo, 1 de maio de 2011
dia especial
na memória, hoje
" O meu pai
formou-se em agronomia. Naquele tempo, acabou o curso com 23 anos. Era muito esperto. Não quis ficar cá. Foi para África. Gostava muito do campo, das plantações e dos animais. Lá ficou. Casou mais tarde com a minha mãe, por procuração. Veja lá que a minha mãe viveu 30 anos em Portugal, foi para Angola e viveu mais 30. Voltaram em 1975. E ninguém diria, mas ainda viveu outros 30, de novo aqui. Foram muito felizes, os dois. Um com o outro e em África..." Estas palavras ouvi-as ainda agora, aqui a um metro de mim, a um homem muito bem falante, com uma dicção perfeita, uma maciez na voz, deslumbrante, e uma segurança de quem conta histórias verdadeiras há muitos anos, sem que seja interrompido. Tem um anel de curso. Pedra vermelha. Não sei o que quer dizer. Qual a sua formação académica. Nunca ligo para cachuchos denunciadores de aprendizagem com sucesso nas faculdades. E denunciadores de vaidade também. De imposição aos outros de uma ridícula forma de estar na vida. Muitos dos anéis que vimos por aí são exibidos por gente que depois de adulta foi estudar e conseguiu, não digo que não, com mérito e sacrifício o seu canudo, mas porque diabo havemos de exibir isso como um troféu? Já me estou a ver a andar de balança em punho só porque é o símbolo da justiça e a mandarem-me ter juízo porque não sou juiz, e não cursei...Estou a caminho de um dia de mãe com a filha, pois ao filho vou vê-lo por um canudo, que está longe. E no autocarro que vem de Castelo Branco e se dirige a Lisboa com paragem em Torres Novas, é que tenho estado a ouvir a conversa desta pessoa bem falante e educada que recorda o pai e a mãe, neste dia especial de afectos. É um homem de mais de setenta anos, e cabelos todos brancos, porte elegante, que viaja sozinho e conversa com o indivíduo que vai no banco de trás, um engravatado com ar de boa pessoa que se inclina para a frente de forma a ouvir com clareza o que o narrador de histórias verdadeiras vai dizendo a quem o narrador chama doutor. Não sei porquê mas lembra-me o meu avô. Pai da minha mãe. O avô Carvalho. Como este senhor, também ele contava histórias fascinantes, de uma Angola profunda, pelas estradas e lugares por onde passou e foi ficando, e outras mais antigas, da sua terra e do tempo da tropa no Ribatejo. " O meu pai vivia nas plantações de bananas. Chegou a ter sete espécies diferentes de bananas. E de tabaco também. E criticava os colegas agrónomos que passavam os dias a despachar no gabinete, no meio dos papéis, não pondo em prática a sua formação. A minha mãe trabalhava no laboratório. Reformou-se em 1975. Ficou com uma reforma 3 vezes menor que a do meu pai. Mas chegava. Ela foi feliz. Amava muito o meu pai. E ele a ela. E ele a ela...viajavam muito. Gostavam do campo. Iam muito para a Suiça. E para a Dinamarca. " fez uma pausa. O outro aproveitou para falar um pouco do que ia fazer a Lisboa. Falaram de ruas, restaurantes, jardins e pracetas que ambos conheciam. O contador de estórias viveu em Benfica. Falou do acontecimeno mais recente. A queda do granizo. E do Colombo. " não gosto muito de centros comerciais. Talvez por ter sido nascido e criado no campo. De vez em quando vou comer um hamburguer com batatas fritas ao Mc Donalds. Ahahahah! aquilo não fará muito bem mas eu gosto, muito de vez em quando. " Uma delícia ouvir este senhor que me faz lembrar o avô Carvalho. Aposto que o avô também seria capaz de se sentar comigo no Mc para um menu à maneira. E a mãe também. Há viagens assim, tão boas, tão deliciosas, que nem sequer liguei o MP4. Quero ouvir tudo o que esta pessoa sábia tem para dizer. Simples no discurso. Calmo no timbre. Sábio. Saudoso no falar das raízes. Dos pais. Da mãe. Hoje dia da mãe. Estou quase chegar a Lisboa. Passàmos há pouco o Campera. Viajaria aqui no meu canto, ouvindo esta voz macia, até ao Algarve, até Sagres. Até aonde não houvesse mais terra para viajar. É nestas alturas que me é dado perceber com mais lucidez que um avô faz muita falta. E uma mãe também. Toda a falta do mundo.
formou-se em agronomia. Naquele tempo, acabou o curso com 23 anos. Era muito esperto. Não quis ficar cá. Foi para África. Gostava muito do campo, das plantações e dos animais. Lá ficou. Casou mais tarde com a minha mãe, por procuração. Veja lá que a minha mãe viveu 30 anos em Portugal, foi para Angola e viveu mais 30. Voltaram em 1975. E ninguém diria, mas ainda viveu outros 30, de novo aqui. Foram muito felizes, os dois. Um com o outro e em África..." Estas palavras ouvi-as ainda agora, aqui a um metro de mim, a um homem muito bem falante, com uma dicção perfeita, uma maciez na voz, deslumbrante, e uma segurança de quem conta histórias verdadeiras há muitos anos, sem que seja interrompido. Tem um anel de curso. Pedra vermelha. Não sei o que quer dizer. Qual a sua formação académica. Nunca ligo para cachuchos denunciadores de aprendizagem com sucesso nas faculdades. E denunciadores de vaidade também. De imposição aos outros de uma ridícula forma de estar na vida. Muitos dos anéis que vimos por aí são exibidos por gente que depois de adulta foi estudar e conseguiu, não digo que não, com mérito e sacrifício o seu canudo, mas porque diabo havemos de exibir isso como um troféu? Já me estou a ver a andar de balança em punho só porque é o símbolo da justiça e a mandarem-me ter juízo porque não sou juiz, e não cursei...Estou a caminho de um dia de mãe com a filha, pois ao filho vou vê-lo por um canudo, que está longe. E no autocarro que vem de Castelo Branco e se dirige a Lisboa com paragem em Torres Novas, é que tenho estado a ouvir a conversa desta pessoa bem falante e educada que recorda o pai e a mãe, neste dia especial de afectos. É um homem de mais de setenta anos, e cabelos todos brancos, porte elegante, que viaja sozinho e conversa com o indivíduo que vai no banco de trás, um engravatado com ar de boa pessoa que se inclina para a frente de forma a ouvir com clareza o que o narrador de histórias verdadeiras vai dizendo a quem o narrador chama doutor. Não sei porquê mas lembra-me o meu avô. Pai da minha mãe. O avô Carvalho. Como este senhor, também ele contava histórias fascinantes, de uma Angola profunda, pelas estradas e lugares por onde passou e foi ficando, e outras mais antigas, da sua terra e do tempo da tropa no Ribatejo. " O meu pai vivia nas plantações de bananas. Chegou a ter sete espécies diferentes de bananas. E de tabaco também. E criticava os colegas agrónomos que passavam os dias a despachar no gabinete, no meio dos papéis, não pondo em prática a sua formação. A minha mãe trabalhava no laboratório. Reformou-se em 1975. Ficou com uma reforma 3 vezes menor que a do meu pai. Mas chegava. Ela foi feliz. Amava muito o meu pai. E ele a ela. E ele a ela...viajavam muito. Gostavam do campo. Iam muito para a Suiça. E para a Dinamarca. " fez uma pausa. O outro aproveitou para falar um pouco do que ia fazer a Lisboa. Falaram de ruas, restaurantes, jardins e pracetas que ambos conheciam. O contador de estórias viveu em Benfica. Falou do acontecimeno mais recente. A queda do granizo. E do Colombo. " não gosto muito de centros comerciais. Talvez por ter sido nascido e criado no campo. De vez em quando vou comer um hamburguer com batatas fritas ao Mc Donalds. Ahahahah! aquilo não fará muito bem mas eu gosto, muito de vez em quando. " Uma delícia ouvir este senhor que me faz lembrar o avô Carvalho. Aposto que o avô também seria capaz de se sentar comigo no Mc para um menu à maneira. E a mãe também. Há viagens assim, tão boas, tão deliciosas, que nem sequer liguei o MP4. Quero ouvir tudo o que esta pessoa sábia tem para dizer. Simples no discurso. Calmo no timbre. Sábio. Saudoso no falar das raízes. Dos pais. Da mãe. Hoje dia da mãe. Estou quase chegar a Lisboa. Passàmos há pouco o Campera. Viajaria aqui no meu canto, ouvindo esta voz macia, até ao Algarve, até Sagres. Até aonde não houvesse mais terra para viajar. É nestas alturas que me é dado perceber com mais lucidez que um avô faz muita falta. E uma mãe também. Toda a falta do mundo.para ti, o meu amor sempre

Hoje, como ontem, e sempre assim será, serás a minha mãe. E eu serei a tua filha. Não imagino outra. Não nos imagino outras. Foste escolhida para me amares e foste só Amor. Cada dia que passa te amo mais. Te conheço melhor. Te compreendo, na perfeição. Te admiro tudo. E tenho uma pena sem fim de não teres envelhecido junto de mim. Tenho tantas saudades tuas Mãe! Às vezes vejo o teu rosto doce num canto das minhas memórias, sinto o teu beijo morno no rosto jovem que já tive e vejo-te as mãos mais lindas e macias que algum dia conheci, estendidas para mim, num colo que não esqueci. Vim aqui falar contigo hoje, para te dizer que o meu maior desejo é seguir-te o exemplo. É uma pretenção minha que sabes, queria ver cumprida. Ajuda-me a ser a Mãe, mulher única e singular, mãe que me pariste numa manhã fria de cacimbo. Aquela que as crias vão sempre desejar ter e que ficará para sempre nos seus corações, como, a singular. A eterna e amada Mãe...como tu.
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