terça-feira, 12 de abril de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
este senhor, não
Vou contar-vos uma pequena(?) história. Previno que pode ser seca, mas se conseguirem suportar as primeiras linhas, já agora leiam até ao fim. Era uma vez duas pessoas que formaram um casal...perfeito (?) durante duas décadas e mais alguns anitos. Para a família, amigos, colegas, conhecidos e até desconhecidos. Para eles, também. Deixaram de ser casal assim num estalar de dedos, tendo um dos elementos do casal, ela, sido apanhada na maior e mais dolorosa surpresa de toda a sua vida. O casal tinha uma amiga muito, muito amiga, sobretudo dela, que tem um sobrinho, que cresceu vendo a harmonia do casal e admirando a personalidade íntegra do elemento masculino. Cresceu e fez-se homem. Continuou a cruzar-se com o casal e sempre tendo a maior consideração por ele. Quando a tia contou que o dito homem abandonara um projecto a dois de uma forma tão cobarde e desonesta, ele o miúdo, incrédulo, chocado, desiludido proferiu estas palavras: " Aquele Senhor, tia? Aquele Senhor, não." Assim estou eu, que votei neste senhor, para as presidenciais. Este senhor? Este senhor, não... dia feliz
domingo, 10 de abril de 2011
salada, fruta e chocolate
Acordei a pensar numa salada. Coisa simples e apetitosa. Que não desse muito trabalho. O tempo chama. Apetece. Depois de uma semana quase que só a líquidos, cheguei ao sábado pronta para uma moamba de galinha e um peixe grelhado com feijão de óleo de palma. E se a intenção foi essa, a prática disse-me que apesar de conseguir fazer líquidos durante cinco dias, há um danado de um apetite para o pecado da gula que só foi morto quando me agonizaram a alma. A alma, essa recuscitou e fez muito bem, que não tenho feitio para viver sem alma, o apetite podia ter ficado agonizante por tempo indeterminado, mas não. Sempre pronto para a asneira e com dentes até às orelhas. Bem dizem a Ana e a Lena que já pouco respeitam as minhas dietas e me acenam com jantares faustosos, e fazem pausas de uma semana e ameaçam recomeçar os convites para favas, bifes do Central, sushi em Santarém, vejam lá que me querem levar para Santarém, e eu já nem me importo, até deixo, lanches em Fátima, jantares na Nazaré, enfim, um cem número de exageros que nós que já não vamos para novas não devemos, mas queremos cometer. Tudo em nome do convívio (?). Ah pois é. Este desgraçado a pagar por toda esta vontade de comer que não sei porque sempre fui assim e que voltas dá a minha vida que não me misturo com quem só come alfaces para lhe seguir os passos. O dia quente, o sol agradável, o MP4 sempre a bombar, hoje mais do que sempre, Paulo Flores a cantar " o que é que fica ", pé no chinelo, atravessei o viaduto recebendo algumas businadelas. Coitados! Porque razão há homens que businam à passagem das mulheres? O que será que passa pela cabeça deles? O que acrescenta, esse gesto? Eu já não tenho idade para businadelas. Sou rápida na resposta, muda e inexpressivamente gestual. Só eu sei o gesto que lhes faço com os dedos, e as palavras, um churrilho que ficam por dizer mas que ecoam na minha mente que até doi. Nem a mãe escapa...Entro no Pingo Doce, procuro um cesto de rodas e inicio a minha contribuição para o consumismo. Um pacote de rúcula, outro de alfaces várias, um de quejo 3 sabores, tomate anão, uma lata de azeitonas, uma embalagem de salmão fumado, atum, delícias do mar, mangas, morangos, meloa, uma tablete de chocolate de culinária, um pacote de natas, tostas, coca-colas zero. O meu almoço está comprado. Vou para a caixa. A fila é grande. Escolho a que tem menos gente. Sempre que isso acontece, há um problema qualquer que me faz arrepender da escolha. Hoje não fugi à regra. À minha frente uma criatua depois de ter comprado meio supermercado, se calhar tem algum familiar grego que a aconselhou a comprar tudo o que a sua vista alcançasse não fosse o bicho papão interferir na sua economia doméstica chegando ao pormenor de racionar as idas ao supermercado, mas dizia eu, depois de um exagero de compras, quis um recibo, o que deixou a menina da loja desnorteada, que já não sabia se sabia escrever, fazer chamadas à caixa central ou desculpar-se perante uma fila nervosa e impaciente. Eu ali mesmo à frente dela, mantive-me tranquila e fui obeservando-a. Cabelo gorduroso e cor de burro quando foge, bochechas gordas, olhos pequeninos e verdes, unhas vermelhas com verniz por remover mas a estalar em cada um dos dedos, e suspirando constantemente. A colega entretanto chegou, ajudou e finalmente um peso saltou das suas costas e eis que me pareceu ter ouvido mal: Xiça, já está!!!! disse ela. Olha se eu começo a atender os utentes que se dirigem ao balcão do tribunal com um xiça, penico, chapéu de coco?! Isso é que era, o livro amarelo sem descanso. A seguir, olhou para mim, sorriu num sorriso apagado pelo aparelho nos dentes que exibia descaradamente e papagueou um bom dia, quase tarde, recomeçando a sua função. E eu que hoje estou em estado de graça, encolhi os ombros, sorri para o meu reflexo e já só queria ir para casa preparar a minha salada e o meu fondue de chocolate e frutas. E se o queria, melhor o fiz. Hoje é domingo e o fim da tarde ainda não me acenou.
rescaldo
Ainda tenho a expressão da paz no rosto. Quis deixar aqui a serenidade que o dia de ontem me deu, num reencontro com o passado longínquo, cheio de emoções, que acabou nesta coisa boa da certeza de que somos o nosso passado ainda que apenas de memória. Na nossa memória e na de outros. Ao meu lado direito a Mena, e o Quim, irmão da Mena. Ao meu lado esquerdo, o Luís e à minha frente, o Américo. Estes dois, irmãos um do outro. Vivem todos em Portugal. Com Mena e o Quim estou de vez em quando. Ela, a minha amiga de infância vive também no Ribatejo, mais lá para a terra dos touros e toureiros e estivemos juntas no fim do verão, aqui perto do Olival Basto, na casa da outra kamba diami, amiga comum a ambas. Com o Luís e o Américo que afinal, foram colegas do Quim na Indutrial, como o mundo é uma ervilha!!!! estive, talvez há 10 anos num encontro de antigos moradores do Largo Camilo Pessanha, da Vila Alice. O Quim lembrando os meu pais, disse: " O sô Santos! Parece que estou a vê-lo de sandálias. E a tua mãe, tinha mesmo cara de santa ...", como eu sei disso. Ela tinha cara de santa e era uma santa. O meu coração aqueceu docemente a este comentário das memórias do Quim sobre os meus progenitores. Depois foi a vez do Américo dizer que nas férias, ainda eu era bebé, ia ajudar o meu pai na loja. O pai era amigo do meu pai e punha-o lá para não andar por aqui e acolá. E ele e os outros miúdos do largo gostavam de arreliar o meu pai e o meu avó Carvalho fazendo interferências no rádio lá de casa onde os dois gostavam de ouvir a Rádio Brazaville, num tempo em que eu era uma amostrinha de gente, que nem m lembro disso. Era no tempo das mulembas, do peixe frito que o Xico, empregado da loja, fritava e no tempo da ginguba a assar no meio da areia, tudo para ser vendido na loja, que eles e os restantes miúdos do bairro iam cassumbular no quintal lá de casa, apanhando o Xico distraído. No tempo em que os pais se divertiam jogando às cartas, lá em casa, e eles faziam das deles, tudo sempre ali na minha casa que dava directamente para o largo, pelas traseiras. No tempo em que o pai Santos preparava o petisco para os adultos e fazia um lanche para os miúdos oferecendo até refrigerantes para todos, e provocando nestes miúdos feitos homens de 60 anos, hoje, a grata lembrança deste tempo bom da minh família, arracando do Luís um " o teu pai era um excelente ser humano " e ao despedir-se de mim num até beve, um dia destes combinamos e vamos estar juntos, e sei que sim, disse-me: Sabes quem é que vai saber que estive aqui contigo neste almoço tão agradável? O Augusto. Vou telefonar-lhe e dizer que aqui estivemos todos. O Augusto é o único tio que tenho, e que adoro, numa devoção misto admiração, misto assim um sentimento que não se explica, e sente-se muito. Também ele fez parte deste cenário de memórias gratas e por ser mais novo, bem mais novo que o meu pai, era amigo destes miúdos, hoje kotas, que se lembram das suas infâncias povoadas de episódios onde a minha família esteve presente de uma forma intensa. Lembrarem os três homens que me marcaram a vida mais profundamente foi a coisa melhor que me podia ter acontecido ontem no encontro de antigos moradores da Vila Alice. Mas também foi bom rever o meus compadres, vizinhos, outros amigos, e também pessoas com quem não tinha intimidade mas que faziam parte do meu quotidiano. Hoje estou de ressaca do dia de ontem mas ao invés de ter amargos de boca sinto a alma a transbordar.
sábado, 9 de abril de 2011
sakidila
Hoje estive num lugar de gente que se cruzou comigo no becos da vida. Nas ruas da inocência dos verdes anos, nos quintais das maçãs da índia cassumbuladas, num consentimento autorizado pelos pais dos nossos vizinhos e amigos.
Hoje estive num lugar que não está às portas de África mas tem uma janela, de onde se vê o passado terno, da cor da amizade, sabor a infância e cheiro a frangipani e flor rosada do imbondeiro.
Hoje estive num lugar onde o som teve o ritmo da dança riscada no salão de outros tempos, sembada agora no resgate do que já vivemos.
Hoje estive num lugar onde as lágrimas se misturaram com sorrisos e as palavras e abraços tiveram o tamanho da nossa saudade. Calma e lúcida saudade.
Hoje, neste lugar vivi o presente, isenta de fantasmas do passado e na leveza das memórias bailando-me no coração.
Hoje gostei deste lugar e gostei de estar com as pessoas com quem me cruzei um dia, feito dias e noites, anos, vinte anos, do outro lado do tempo. Do outro lado da vida.
recordar pode não ser viver, mas ajuda
quinta-feira, 7 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
no autocarro, hoje
- Oh preto, o que é uma expectativa? E o " preto " que não é preto, respondeu: Uma expectativa...uma expectativa, sei lá, puto, eu sei, mas não te sei explicar. Para que servem os livros? Vai ao livro, meu. Está lá tudo. - Ai é? E depois sai no teste e eu escrevo - A resposta está no teste do preto, ele é que sabe. Então e um estereótipo? E o prototipo? - Puto, f*****, estás f*****. Vai ver ao livro c******. Eu sei essa merda toda, só não sei explicar. - Então, diz lá o que é uma expectativa? Eu calo-me a seguir, meu. Só para eu saber uma. - Puto, vamos ver o jogo do Benfica / Porto. Os gajos do Porto querem dar nos c***** do Benfica. Tu ficas na expectativa. Dão ou não dão? É isto f******.
terça-feira, 5 de abril de 2011
paro o tempo se for capaz
segunda-feira, 4 de abril de 2011
a maria carla
Maria Carla, é o nome de uma menina de cinco anos, espertíssima que eu conheci no fim de semana. Bonita, cheinha, de pele amarela e cabelo loiro encarapinhado. Anunciou que ia para o 3º andar, quando nos cruzámos no elevador. E que o seu quarto era o 312. E quis saber qual era o meu. Despachada, simpática e comunicativa, a maria carla conquistou-me de imediato. A mãe entre o encabulada e vaidosa numa coisa assim disfarçada, mas jorrando de todos os poros, tentava calá-la sem o conseguir. Depois voltamos a ver-nos no corredor, quando eu vinha da piscina e ela ia para lá, envergando um robe branco, do hotel, e segurando uma toalha. Disse-lhe: Vais tomar banho? sim, para as piscinas. E ouvi de seguida: E tu, tomaste banho? Assim vestida? Ao jantar veio conversar para a minha mesa. Disse o nome, que estudava em várias escolas e o seu bibe era da cor das chinelas que calçava. Verde alface. Mostrou-me o prato das batatas fritas e castanhas e lombo que fora buscar e mais tarde a gelatina de ananás. Passeou-se pela sala, falou com outras pessoas, sempre mulheres e sentada atrás de mim ouvi-a perguntar à mãe: Mãe, tu disseste que eu sou demais? Obrigada mãe. E eu digo como a mãe. A Maria Carla é demais, mesmo. Diferente, inteligente, espertíssima, educada, viva que eu sei lá. Quis deixar aqui este apontamento, para que não me esqueça do que ela conversou comigo. Nem dos seus caracóis lindos e loiros encarapinhados. Há ali África, só pode...
um tudo nada vaidosa
tento
A mediocridade consentida e arrogante, entristece-me e envergonha-me. Posso ser mediocre mas tento mudar isso. Se não o conseguir, tento outra vez e outra e mais outra...
finalmente
tenham a santa paciência, né?
São campeões, carago. Duplamente, porque tiveram o maior dos orgasmos ao tramarem,( para não ser asneirenta como eles ), o Benfica, hoje.
Como diz um puto que há muitas horas devia estar a ter sonhos, vá lá, azuis e brancos, na sua caminha, é muito bom ganhar ao Benfica, mais importante que o Porto ser campeão. E aquela mulher que foi festejar a derrota do Benfica porque é sportinguista?!...
Não tenho dúvidas, o Porto pode ser o máior, carago, mas nós, somos os Gloriosos, pois que a todo o momento nos dão conta disso. Hoje, mais do que a vitória do Porto, importante, importante, assim como que um climax daqueles singulares, foi lixar o Benfica.
Tenham a santa paciência!!!
sábado, 2 de abril de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
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