Amar é - tornar presente o destino.
m.c.s.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
voando
Já fui ao céu e voltei...
Nas asas de um falcão
Sempre que a terra foi pequena
Para a minha emoção...
m.c.s.
Nas asas de um falcão
Sempre que a terra foi pequena
Para a minha emoção...
m.c.s.
sábado, 12 de dezembro de 2015
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
pedaços de vida
Às vezes assim...
Singela flor abrindo ao sol
Duma primavera por sonhar
Perfume e cor
De que se há-de enfeitar
Às vezes nem assim
Apenas pedra,
grão de areia
Restolho...
Umas vezes tédio,
desencanto
Outras riso,
em vez de pranto
E sempre raiz
Presa ao chão
Placenta
Semeando pedaços de vida
De amor e emoção
m.c.s.
"...ainda fazes pastéis de massa tenra? "
A gente vive o presente. Uns dias, alegremente. Outros em níveis de (sub) consciência menos leve que pesada.. Deixando-se, porém, passar por todos eles. Vendo-os alvorarem-se. Sombrearem-se. Desfilarem-se. Substituírem-se.
Já só quer ser feliz. Sem muitos floreados. Nem grandes orquestrações, bailados e sapateados. Maquilhagens. Insónias e reumáticos.
Já só quer viver. E diz que sim. Que não faz contas com e ao que já passou. Arrecadando os dias com xis marcados. Os anos áureos. A juventude. Os filhos pequenos.
Pais. Irmãos. O local de trabalho. Antigos colegas. Outras terras. Outras gentes à volta. Um tempo que dá tanto que pensar, que se perdeu na existência. Do abandono e desapego. Na sobrevivência. Nas portas que se bateram. Nas escolhas que se fizeram. Nas estradas percorridas. Desviadas. No olhar n' um horizonte a perder de vista.
Que se perdeu inevitavelmente.
E de repente,
- Sempre boa cozinheira. Ainda fazes pastéis de massa tenra?
E a gente que até se esquece que já abriu portas vezes sem conta, estendeu passadeiras e toalhas, ligou luzes, fez festas, chamou convidados; família, ofereceu alegria, brindes, rolhas de champanhe estoirando, pastéis de massa tenra ...
Sim, ainda faço pastéis de massa tenra. Poucos. E poucas são as vezes. Os pedidos. As vontades. Os prazeres.
Um dos filhos já não come carne. O outro, quando os quer comer vai à Frutalmeidas da avenida de Roma, onde eu também gosto de os saborear, sem remorsos. Nem lembranças, que elas atrapalham o palato. E o momento. A preguiça. E devolvem os fantasmas. D' outras eras, outras terras. Outras guerras.
E de repente,
- Sempre boa cozinheira. Ainda fazes pastéis de massa tenra?
Ainda. Por mim, não. Mas se alguém os quiser, fá-los-ei. Não perdi a mão. Só perdi o hábito. Como perdi os dias, as festas, pessoas, a juventude, os objectivos e as solicitações. O elogio. A garra. De ser útil. A pressa e a capacidade de me dividir em muitas. E agradar.
Como me perdi do tempo e das pessoas. Duma vida que já não é a minha.
Mas...ainda faço pastéis de massa tenra. Estendo a massa, coloco o recheio e acredito que deliciarão, quem os comer.
o rapaz do acordeão
O som do acordeão entrou no espaço, quebrando silêncios nossos. Olhares embaraçosos. Ou vagos. Enfado. Sono e cansaço.
A estação ficou lá atrás.
O rapaz, o acordeão, o cão e a rapariga. A trupe. Invadindo a carruagem. O meu sossego. Os meus tímpanos. O meu direito.
A rapariga, à frente, estende a cesta onde eu iria colocar uma moeda. Se tivesse moedas. Se gostasse do som do acordeão tocando - jimgle bells, jimgle bells...
Se não me deprimisse a presença do cão.
Se o rapaz não tivesse parado junto à minha tranquilidade, perturbando-a. E não ficasse o tempo necessário para se tornar desagradavelmente eterno.
O metro parou à chegada de nova estação. Com ela, o fim da viagem.
E o rapaz, o acordeão, o cão e a rapariga foram pedir para outra, de muitas, onde tocarão músicas de Natal, arranhando as notas. Num misto de aprendizes de músicos, num misto de prestadores de serviços. Nas leis da sobrevivência.
Apesar de não dar para esse peditório percebo a moeda de troca; e acho-a justa. Já o cão empoleirado no ombro do dono - o rapaz do acordeão - é a imagem da injustiça.
E manipulação. Posse e repressão. Oportunismo. Da sociedade...
domingo, 6 de dezembro de 2015
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
o tempo das acácias
Em rubro,
florescem as acácias
Rua minha,
bairro meu
Florida a vida
que ali se deu.
Em rubro,
florescem as acácias
Saudade pura
A cidade perdura
No futuro
que se perdeu
Florescem acácias,
Rubras...
Memória minha
Lágrima rainha
Coração cedeu
Neste tempo
que me floresceu...
m.c.s.
florescem as acácias
Rua minha,
bairro meu
Florida a vida
que ali se deu.
Em rubro,
florescem as acácias
Saudade pura
A cidade perdura
No futuro
que se perdeu
Florescem acácias,
Rubras...
Memória minha
Lágrima rainha
Coração cedeu
Neste tempo
que me floresceu...
m.c.s.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
silenciando-me
A sós comigo compreendo a dimensão do silêncio em cada uma de mim.
Muitas em que me inspiro e acredito. Que se cala.
E me permito não quebrar o princípio dessa união de ideias,
que dizem à mente porque se silencia o coração.
m.c.s.
Muitas em que me inspiro e acredito. Que se cala.
E me permito não quebrar o princípio dessa união de ideias,
que dizem à mente porque se silencia o coração.
m.c.s.
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
amar
Não tenho medo de Amar.
O Amor não dói.
O que dói é o vazio que Amor não ocupa,
por medo de se entregar.
m.c.s.
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
a Amizade é um caminho
Essa coisa a que se chama Amizade não é mais que uma empatia com o outro.
Porque a simetria existe, reconhecemo-la. E queremo-la viva. Continuada. Espelhada.
Então alimentamo-la. Como a flor, regamo-la. Acarinhamos. Esperamos que desabroche e, nos, se, alegre.
Não precisa estar sempre presente. Precisamos antes, dela cuidar com mais atenção, na distância. Dando contudo tempo e espaço para se alicerçar. Se cimentar. Para respirar.
Presente ou ausente da forma mais simples, buscando em nós aquilo que somos ou tentamos ter de forma pura e honesta. Usando respeito e protecção. Amor e admiração.
Partilha.
E porque Amizade é o inverso de cobrança, nunca por necessidade.
Afinal essa coisa a que chamam amizade é uma planta. Mais que uma flor. É trepadeira florindo aqui e acolá ao longo dos tempos. Agarrada ao chão, se eleva e envolve.
Se expande em busca de espaço para ( se ) enfeitar e brilhar. Viver-se. E é parede, muro, varanda. Caminho. Viagem.
Sim, essa coisa a que chamam Amizade mais que uma auto-estrada, é um caminho...
entre beijos
Nasce virgem, a manhã
Serena e soalheira - perfeita...
Sem voz nem cheiro
Nem futuro, nem passado,
Nem nada...
Como se apenas hoje se inventasse
na madrugada
Nascem sonhos e vontades
Rosas por entre os espinhos
Anjos adormecem saudades
E asas ganham caminhos...
E nasce em mim o desejo
De mergulhar neste dia
Mesmo que dure só um beijo
Pouco mais que uma fantasia
Nasce do chão a flor
Insano ensejo cresce em mim
De feliz parir o amor
Num parto voluntário e sem dor
Entre beijos de carmim
Nasce virgem a manhã...
m.c.s.
Serena e soalheira - perfeita...
Sem voz nem cheiro
Nem futuro, nem passado,
Nem nada...
Como se apenas hoje se inventasse
na madrugada
Nascem sonhos e vontades
Rosas por entre os espinhos
Anjos adormecem saudades
E asas ganham caminhos...
E nasce em mim o desejo
De mergulhar neste dia
Mesmo que dure só um beijo
Pouco mais que uma fantasia
Nasce do chão a flor
Insano ensejo cresce em mim
De feliz parir o amor
Num parto voluntário e sem dor
Entre beijos de carmim
Nasce virgem a manhã...
m.c.s.
amar o amor
Nunca de mim alguém disse,
que me amava eternamente
Nem que fosse sem pensar
Nem que fosse sem o sentir
Nem que fosse por me amar,
nesse instante somente...
Um dia, a sorrir
Quero ouvir a confissão
d' um amor de verdade
Que me tatue o coração
e me apague a saudade
desse momento tão belo
Sonhado enquanto espero
enquanto choro
enquanto rio e suspiro
e me adormeço e desperto
nesse apelo singelo
Nunca de mim alguém dirá
Que não amo nem amarei
Nem que seja p' ra lembrar
Nem que seja p'ra esquecer
Porque sabe como eu sei
Que o meu ser só quer amar
E dar sentido ao meu viver.
m.c.s.
que me amava eternamente
Nem que fosse sem pensar
Nem que fosse sem o sentir
Nem que fosse por me amar,
nesse instante somente...
Um dia, a sorrir
Quero ouvir a confissão
d' um amor de verdade
Que me tatue o coração
e me apague a saudade
desse momento tão belo
Sonhado enquanto espero
enquanto choro
enquanto rio e suspiro
e me adormeço e desperto
nesse apelo singelo
Nunca de mim alguém dirá
Que não amo nem amarei
Nem que seja p' ra lembrar
Nem que seja p'ra esquecer
Porque sabe como eu sei
Que o meu ser só quer amar
E dar sentido ao meu viver.
m.c.s.
para os gastos
Se cada coração que bate, amar, nem que seja uma vez na vida, o Mundo far-se-à de Amor.
Digo eu que tenho fé. Mas questiono.
O que foi feito do tanto que eu já amei?
Onde está essa sementeira?
Dá para os gastos ( caseiros ) e pouco mais. Responde a pessimista que há em mim.
m.c.s.
pés de barro
Não me mintas, por favor.
Depois da mentira não há verdade em que eu acredite.
Não me mintas, por favor.
Ela tem perna curta e eu sou um bom detector de mentiras.
Tenho a intuição a meu favor.
E o " faro " próprio da verdade que abracei. Ao longo dos anos.
Quando finjo que acredito, já estou a desprezar-te, pessoa duvidosa, mentirosa. Falsa. Traidora.
Não me mintas, por favor.
Se o fizeres, nunca terei admiração por ti, mesmo se o mundo se curvar a teus pés.
Serás um anjo com pés de barro.
m.c.s.
dádiva
O que me dá, o sábado?
O sonho embrulhado de saudade.
O sonho alcançando futuros.
O sonho respirando a lucidez. Do presente.
Porque amo o sábado?
Porque me oferece, ser, uma sonhadora do tempo.
m.c.s.
O sonho embrulhado de saudade.
O sonho alcançando futuros.
O sonho respirando a lucidez. Do presente.
Porque amo o sábado?
Porque me oferece, ser, uma sonhadora do tempo.
m.c.s.
o perdão
Perguntam-me como sou capaz de perdoar.
O perdão é nobre. Próprio de patamares elevados.
Mas também preguiça para parar no tempo. Marcá-lo e aprisioná-lo.
Pode ser ambição. Não estar como o outro, amarrada ao mesmo sentimento pequeno. Não ficar no lugar comum.
Pode ser esperança. De me soltar da raiva, ressentimento e correntes.
Pode ser libertação. O perdão não mais é que libertação.
Se consigo ser livre sou capaz de me perdoar e ao outro dar o perdão.
Perguntam-me como sou capaz de perdoar.
Preguiça? Ambição, esperança, libertação?!
Acrescento o egoísmo. Se não o fizer sou a pior lesada.
Quero-me de bem comigo. Apaziguada.
Tal qual me sinto neste momento. Livre.
O perdão é nobre. Próprio de patamares elevados.
Mas também preguiça para parar no tempo. Marcá-lo e aprisioná-lo.
Pode ser ambição. Não estar como o outro, amarrada ao mesmo sentimento pequeno. Não ficar no lugar comum.
Pode ser esperança. De me soltar da raiva, ressentimento e correntes.
Pode ser libertação. O perdão não mais é que libertação.
Se consigo ser livre sou capaz de me perdoar e ao outro dar o perdão.
Perguntam-me como sou capaz de perdoar.
Preguiça? Ambição, esperança, libertação?!
Acrescento o egoísmo. Se não o fizer sou a pior lesada.
Quero-me de bem comigo. Apaziguada.
Tal qual me sinto neste momento. Livre.
ser-te
Antes ser-te que ter-te,
meu amor que não confesso
se te amo
ou se te quero...
Que ter-te é coisa louca
De somenos
De ideia pouca
Não é desejo
Nem é pedido
Tão pouco, sentir profundo
Ser-te é o milagre
De quem ama, de verdade
De quem se entrega
como se fora,
como se desse,
o próprio mundo.
m.c.s.
meu amor que não confesso
se te amo
ou se te quero...
Que ter-te é coisa louca
De somenos
De ideia pouca
Não é desejo
Nem é pedido
Tão pouco, sentir profundo
Ser-te é o milagre
De quem ama, de verdade
De quem se entrega
como se fora,
como se desse,
o próprio mundo.
m.c.s.
solitariamente
Quando a solidão converte o só em solitário, é difícil dividir silêncios.
Digo eu, que encontro a paz entre os meus eus; e sei que vale ouro.
m.c.s.
Digo eu, que encontro a paz entre os meus eus; e sei que vale ouro.
m.c.s.
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
pensamentando-me à sexta-feira
Chutar para canto, a indiferença, é passar a bola para o esquecimento.
Onde o fair play sai a ganhar.
m.c.s.
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
esperança
Todas as manhãs espreguiço a alma
ao som do mar a marulhar
neste rio acima do meu navegar
E todas as noites olho a curva do caminho
Por onde hás-de chegar
Desfaço a ruga
Estico a pele
Preparo o sorriso
E os beijos de mel
E abro os braços para te abraçar
Hoje
a chuva trouxe um recado
tão desejado!
No meu sonho, acordado
...que não entristeça
Um dia
Não sabe qual
talvez aconteça...
Nesse amanhã
as minhas mãos serão o sol
e a alegria,
os pés, estrada
E te alcançarei então
Pura emoção,
numa qualquer alvorada.
m.c.s.
ao som do mar a marulhar
neste rio acima do meu navegar
E todas as noites olho a curva do caminho
Por onde hás-de chegar
Desfaço a ruga
Estico a pele
Preparo o sorriso
E os beijos de mel
E abro os braços para te abraçar
Hoje
a chuva trouxe um recado
tão desejado!
No meu sonho, acordado
...que não entristeça
Um dia
Não sabe qual
talvez aconteça...
Nesse amanhã
as minhas mãos serão o sol
e a alegria,
os pés, estrada
E te alcançarei então
Pura emoção,
numa qualquer alvorada.
m.c.s.
músculo
Remar contra a maré pode ser cansativo. Mas cria músculo. Fortalecendo o coração.
Digo eu, que às vezes faço taquicardia.
m.c.s.
Digo eu, que às vezes faço taquicardia.
m.c.s.
o Ser
Ser quem sou
é ter esperança,
nessas ondas
que me vêm beijar as mãos,
nesse azul,
ilusão...
Leve e doce,
abraço forte
a paixão
de te esperar,
Como se restinga fosse,
À beira-mar,
coração...
m.c.s.
é ter esperança,
nessas ondas
que me vêm beijar as mãos,
nesse azul,
ilusão...
Leve e doce,
abraço forte
a paixão
de te esperar,
Como se restinga fosse,
À beira-mar,
coração...
m.c.s.
porque navegar é preciso
Desbloquear sentimentos pode significar - Abrir canais,
que poderá querer dizer -
Pôr o coração ao largo, Deixar fluir,
Siga a marinha,
O que poderá parecer - A jeito de,
O que for será.
Enquanto isso soltam-se as amarras e navega-se ao sabor das ondas, porque navegar é preciso...
Digo eu enquanto me dirijo para casa em noite de sábado, cansadíssima desse hipotético zarpar e enjoada com as calemas da vida.
por um instante
Hoje eu quero ser
Eco de qualquer manhã
Sonhadora, de pés no chão
Guerreira na minha paz
Cor, flor, lilás.
E nas contas com a solidão
Sem precisar de razão
Amar-te...
Foras tu minha oração.
Hoje eu quero ser
Asa livre, presa ao cais
Canto com lágrimas,
risos e ais
Em total descontentamento
Inquieta e contente
Nessa estranha esquizofrenia
Tranquila e expectante
Profunda mas à flor da pele,
Louca
De tudo ser num dia -
Mulher, menina e amante
céu, água, diamante
Que ao teu mundo se daria
Em troca da suprema alegria
De ser livre de te amar
Ainda que por um instante...
m.c.s.
Eco de qualquer manhã
Sonhadora, de pés no chão
Guerreira na minha paz
Cor, flor, lilás.
E nas contas com a solidão
Sem precisar de razão
Amar-te...
Foras tu minha oração.
Hoje eu quero ser
Asa livre, presa ao cais
Canto com lágrimas,
risos e ais
Em total descontentamento
Inquieta e contente
Nessa estranha esquizofrenia
Tranquila e expectante
Profunda mas à flor da pele,
Louca
De tudo ser num dia -
Mulher, menina e amante
céu, água, diamante
Que ao teu mundo se daria
Em troca da suprema alegria
De ser livre de te amar
Ainda que por um instante...
m.c.s.
render o amor
Se pertencemos uns aos outros, no sentimento maior, é porque Deus investiu em nós.
Então, só temos de acreditar, amar - e fazer render esse Amor.
m.c.s.
Então, só temos de acreditar, amar - e fazer render esse Amor.
m.c.s.
sou eu a acreditar-me
Apetece-me acreditar ...
Que não há apenas desencontros.
Nem becos sem saídas.
Portas fechadas.
Janelas por abrir.
Corações trancados.
Asas quebradas.
Olhos cerrados.
Amores infelizes.
Histórias com estória.
Vazios, ocupantes da memória.
Cruzes e riscos.
Borrachas e mata-borrão.
Pontos finais.
Apetece-me acreditar haver gente que ama (de)mais;
sendo pouco,
muito pouco, quase nada, para amar,
se o amor não for apaixonado, louco, mais que louco,
poderoso, essencial, arrebatador, ilimitado, vital,
absurdamente imortal.
Apetece-me acreditar...em mim.
m.c.s.
Que não há apenas desencontros.
Nem becos sem saídas.
Portas fechadas.
Janelas por abrir.
Corações trancados.
Asas quebradas.
Olhos cerrados.
Amores infelizes.
Histórias com estória.
Vazios, ocupantes da memória.
Cruzes e riscos.
Borrachas e mata-borrão.
Pontos finais.
Apetece-me acreditar haver gente que ama (de)mais;
sendo pouco,
muito pouco, quase nada, para amar,
se o amor não for apaixonado, louco, mais que louco,
poderoso, essencial, arrebatador, ilimitado, vital,
absurdamente imortal.
Apetece-me acreditar...em mim.
m.c.s.
amor Presente
O amor não (me) morre nunca.
Hoje?!
Ah, hoje...tenho a certeza...
- não morre...nunca.
O meu amor,
se acaso morrer,
( e dúvida houver, )
será amanhã.
Hoje?! Hoje não.
m.c.s.
Hoje?!
Ah, hoje...tenho a certeza...
- não morre...nunca.
O meu amor,
se acaso morrer,
( e dúvida houver, )
será amanhã.
Hoje?! Hoje não.
m.c.s.
Respect
Ah, só para que não digam que sou desnaturada...
É que não fosse o meu clube, fossem outros por aí e embandeiravam em arco.
Na Europa, Liga de campeões, uma Vitória sem mão de jesus, nem rezas e manhas e outras artimanhas, que isto não é jogo de bairro, quer dizer, lá da rua. Isto passa as fronteiras desta santa e insignificante ervilha. Vai mais adiante...
Ah, esqueci de dizer que não fico indiferente, mas não ando para comer adeptos de outros clubes numa fatia de pão só porque o meu mostrou com o Atlético e com o Galatasaray que não são jogos a feijões. Mostrou sim, quem é que merece ( até agora ) estar a jogar fora de portas. Com os grandes.
Porque o Benfica, deixem-se de merdas, o Benfica, esse " f.d.p." cantado e insultado em todos os estádios ressabiados do país, o Benfica é o bicampeão.
Não foi por acaso que Luisão, o capitão apontou para uma faixa que dizia - Respect.
Querem mais ou isto chega?
Então ficamos assim. E respect, yeah?!
m.c.s.
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Benfica,
futebol,
liga dos campeões
brincando com o fogo
Não fumo. Mas tenho fogo.
Que às vezes arde
e não se sente.
Outras,
queima de tão " caliente ".
m.c.s.
Que às vezes arde
e não se sente.
Outras,
queima de tão " caliente ".
m.c.s.
dádiva
É na tarde que cai, que me cala fundo, o silêncio que se ergue na noite.
Envolve a terra com o seu manto de luz e palavras por dizer.
Não são precisos gestos. Nem olhares. Ou ecos.
Acendem-se as estrelas. Ligam-se os planetas. Dançam as constelações. Ao som do divino.
A voz do anoitecer diz tudo d' um poente festivo.
Um barco no horizonte, um voo de albatroz, cânticos da kianda, lá longe. Do outro lado do mar. Do outro lado do tempo.
Onde a festa multicor do sol fecundando a terra gera a noite e o luar. Que se prateia dando brilho e magia ao dia que se vai.
É na tarde que cai que contemplo em exaltação o milagre da vida.
Levanto as mãos ao céu e agradeço de alma e coração tudo o que o Deus me deu.
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