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segunda-feira, 3 de setembro de 2012
sábado, 1 de setembro de 2012
sexta-feira, 30 de março de 2012
foi assim
Saí de casa já era noite. A cidade cheira bem. As flores espalham o seu perfume adocicado.
Percebe-se a primavera no ar fresco da noite que não chega ao arrepio.
Há grupos de mulheres caminhando apressadas como se fossem apanhar o comboio ali para as bandas dos Riachos ou do Entroncamento. Como se costuma dizer, com o fogo no rabo. São as hormonas aos saltos. A praia no dobrar da esquina deste tempo quente. As gorduras necessitando ser eliminadas. É a vontade de ser bonita, agradar e ser desejada.
Desço a rua. O ginásio da Lena C. está ao rubro. Todas as noites a sala das máquinas tem as portas abertas e da rua podemos ver o andamento destas pessoas que malham sem parar, ajudadas pelo PT.
À minha frente reconheço as traseiras de um homem especial. O andar e a forma de vestir. O tamanho imenso.
Tenho uma amiga à espera no fundo do viaduto. Hesito entre atravessar a rua seguindo o meu caminho ou apressar o passo para lhe chegar e assim cumprimentá-lo. Não posso deixar uma pessoa à minha espera no fundo do viaduto já noite escura. Não que seja perigoso mas é concerteza intrigante para a mentalidade de certas pessoas. Ainda há quem pense que há gente no " ataque ". Pobre da minha amiga. Ocorre-me outra, que brinca com as histórias das violações, nós que trabalhamos todas com o mesmo, e que diz sem o menor pudor que se alguma fosse violada tinha de colaborar...coitada da minha amiga! À minha espera no fim do viaduto numa cidade que a partir das oito da noite não mexe senão à sexta-feira e sábado quando caem cá todos os forasteiros que acham a noite em Torres Novas, fantástica, só porque lá na terra deles não têm discotecas nem uma praça 5 de outubro cheia de bares e de gente a beber copos e a ouvir música nas esplanadas.
Quase sem querer, atravessei a rua. O Luís M. olhou para trás. Como frequentemente acontece quando parece que algo nos obriga a olhar para trás. Sorriu, voltando-se para a estrada e atravessando-a.- Olá! Hoje vais andar sozinha? Então e a Manuela?- Está de férias, mas tenho outra amiga à minha espera.
- Estás em forma?! Cada vez te acho melhor. Quantos quilómetros?
- Sete. Mais ou menos. E aqui para nós que ninguém nos ouve, domingo fui fazer a meia-maratona. - A sério? Isso é muito bom. Quanto tempo demoraste? - Hora e quarenta mais ou menos. O Luís M. é uma boa pessoa. E sábio. E deixa falar o poeta, o cartoonista, o desenhador, o reflexologista.E disse-me que eu estava mais bonita. E eu percebi. Com as letras todas o que os olhos do Luís lêm.- Não te empato mais. Vai lá ter com a tua amiga.
- Sete. Mais ou menos. E aqui para nós que ninguém nos ouve, domingo fui fazer a meia-maratona. - A sério? Isso é muito bom. Quanto tempo demoraste? - Hora e quarenta mais ou menos. O Luís M. é uma boa pessoa. E sábio. E deixa falar o poeta, o cartoonista, o desenhador, o reflexologista.E disse-me que eu estava mais bonita. E eu percebi. Com as letras todas o que os olhos do Luís lêm.- Não te empato mais. Vai lá ter com a tua amiga.
E eu fui. E andei como noutras noites. A cidade já mexe mais qualquer coisita. É do calor que se faz sentir. E do verão na curva do caminho espreitando para todos.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Ah fadista...
Que é uma menina muito bonita elegante e simpática já eu sabia do nosso contacto mais ou menos frequente.
Que era uma mulher com voz e alma de fadista já ouvira dizer mas nunca a tinha visto na função.
Adorei. Ficava a ouvi-la pela noite fora com o mesmo prazer e entusiasmo do primeiro fado cantado.
Esta noite, o Ribatejo cantou e encantou nas vozes de dois ribatejanos acompanhados de guitarristas também eles da lezíria.
Prevejo uma bela carreira para esta menina de voz poderosa, atitude e alma de fadista.
Parabéns Sara!
( As fotos foram autorizadas pela própria Sara )
jantar de natal
foto tukayana.blogspot
Apesar de ter crescido a ouvir guitarras e vozes amadoras cantando fados e desgarradas, apesar de ter ido aos fados com alguma frequência, sobretudo nas tertúlias ribatejanas, não sou uma grande apreciadora. Acho até que há demasiado choradinho, vitimização, dor de corno e machismo. Mas...uma vez no ambiente, sou contagiada pelas guitarras, pela voz, pelos poemas, pela penumbra, pelas velas ardendo nas mesas, pelos rostos dos que como eu escutam e gosto. Gosto muito.
Esta noite o ambiente foi óptimo. Gente que conheço há muitos anos. Com quem trabalho. Quer lado a lado, quer em estreita colaboração. É Natal. Os jantarem sucedem-se. Tenta-se a continuidade das relações à mesa dum restaurante, servindo como pretexto a quadra natalícia. Inscrevi-me tardiamente. Pensei não ir. E agora sei que faria muito mal.
O repasto foi agradável. Não faltou o caldo verde, o prato de bacalhau e o lombo no forno. Sobremesas. Frutos secos, bolo-rei, coscorões e filhós, que no Ribatejo chamam de velhozes, vai-se lá saber porquê. Também o abafadinho e a ginja se fizeram presentes e se deixaram beber.
A noite valeu a pena e a pena que tenho é que não se procure estar sempre como fomos todos capazes de estar neste jantar de Natal. Alegres, bem humorados, disponíveis. Em alta.
O saldo? Positivíssimo. Nos tempos que correm, saldos positivos são um luxo, mas valeu...
Esta noite o ambiente foi óptimo. Gente que conheço há muitos anos. Com quem trabalho. Quer lado a lado, quer em estreita colaboração. É Natal. Os jantarem sucedem-se. Tenta-se a continuidade das relações à mesa dum restaurante, servindo como pretexto a quadra natalícia. Inscrevi-me tardiamente. Pensei não ir. E agora sei que faria muito mal.
O repasto foi agradável. Não faltou o caldo verde, o prato de bacalhau e o lombo no forno. Sobremesas. Frutos secos, bolo-rei, coscorões e filhós, que no Ribatejo chamam de velhozes, vai-se lá saber porquê. Também o abafadinho e a ginja se fizeram presentes e se deixaram beber.
A noite valeu a pena e a pena que tenho é que não se procure estar sempre como fomos todos capazes de estar neste jantar de Natal. Alegres, bem humorados, disponíveis. Em alta.
O saldo? Positivíssimo. Nos tempos que correm, saldos positivos são um luxo, mas valeu...
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