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terça-feira, 10 de abril de 2012

fim de tarde na cidade

foto tukayana.blogspot
Saio no fim do viaduto. E não sigo pela parte de trás da cidade, sim porque as cidades têm avesso, fundos, porta de trás e até caminhos por onde nos obrigam a ir a que nós como josé régio tentamos dizer que não vamos por ali, se bem que a maior parte das vezes vamos às cegas por aqui, por ali  e por acolá indiferentes à porta que se abre. Ou manipulados, mas isso são outros quinhentos.
Tenho uma certa pressa de chegar a casa mas é também dia de euro milhões e mesmo sabendo que nada me sai, continuo a jogar. Tens sorte porque ainda te vai saindo alguma coisita, dizem-me os conformados. Aqueles que gostam do copo meio vazio. Eu que prefiro o copo meio cheio, cheio ou a transbordar de prazer e alegria, insisto no jogo de sorte a ver se ela me bate à porta. Aqui que ninguém nos ouve, até acho que mereço, pela militância fiel.
Então, num siga a marinha que hoje preciso de chegar a casa às cinco e meia ou mesmo numa tolerância  a que me dou, às seis menos um quarto, vou por aí fora, pela avenida, rio abaixo,  bilhete postal da cidade do almonda com o seu castelo de gil pais sobranceiro e embandeirado, sintoma de começar já a espreitar a feira medieval que no mês de maio se fará presente.
Chegada ao quiosque da Fernanda, sou recebida como sempre. Com pompa e circunstância. Não porque sou especial, mas porque a Fernanda é que o é.
- Dona Clara, tá boazinha? E sem me deixar responder, com um sorriso de orelha a orelha, nuns lábios sempre pintados de laranja vivo, fora de moda, mas irrepreensível no seu rosto moreno e bonito, acrescenta - tá cada vez melhor esta senhora. Dou uma gargalhada. Sim, sim, me engana que eu gosto, Fernanda. E ela ri-se, claro. E os meninos estão bons? E eu respondo e percebo porque gosto de parar no quiosque. A Fernanda é discreta, educada e esperta. Como a mãe que deus tem. A velha dona Teresa que dizem era bruxa, alguns, outros dizem que era cartomante e conheço alguém que diz que foi a pessoa que mais lhe adivinhou o futuro. Dizem também que não pedia dinheiro por adivinhar o futuro. Davam o que queriam. Gosto de ir ao quiosque porque a Fernanda é aquela pessoa que a gente gosta de ter pelo caminho para nos levantar a moral, para nos carregar no colo.
Euro milhões nas mãos e ainda olhei para o lado para recolher algumas imagens de luz do rio Almonda. Depois voei para casa. Isto porquê? Não tive hoje um surto de larzite. Nada disso, se bem que nos últimos tempos estou muito mais caseira, não sabendo se é bom se é velhice.
O que me faz ir para casa a toque de caixa não é senão perceber se a minha avaria já é passado. O senhor técnico da PT hoje ligou-me para o telemóvel cheio de simpatia e cuidados, porque ah que tenho de ir a sua casa, ao exterior, evidentemente, e onde é que a senhora mora? Ah, sei onde é. Já que não pode estar em casa vou tocar à campainha de um vizinho seu porque preciso de ter acesso a uma caixinha que fica  no interior do prédio. E não pode estar às 5.30? Pode? Óptimo.
E vai daí, prometi, ficou prometido e não posso falhar até porque o que está em causa é sagradíssimo para mim. O meu telefone fixo para falar com a tia Fernanda, com a Constância, não agora que ela está no outro lado do mundo e tem mais que fazer do que ligar-me, com a  Milú, e com algumas mais, criaturas, de que me abstenho dizer nomes, não por mim, mas por elas, criaturas. A minha net ilimitada. Onde me perco e encontro a qualquer hora do dia ou da noite.
Entrei em casa enquanto desligava o telemóvel pois que teria que responder com algarismos a chamada feita. Por quem? Pela PT que me pergunta de zero a dez quanto dou ao atendimento do técnico que se dirigiu à minha casa.
Senhores, como nós estamos! Ainda não sei se a avaria está resolvida e já eles me estão a pressionar. Os tempos mudaram. Lembrar-me eu do que passei com estes senhores e com o Meo que me tinha sido instalado nos três serviços que eu quis muito ter e depois quis muito não ter.
Claro que apenas tive tempo de perceber que o meu rico telefone que há mais de três semanas se finara, havia ressuscitado quando o dito técnico estava a ligar-me. Olhei o router e uma coisa  me ficou desse tempo. São quatro luzes. A segunda tem de estar fixa para que tudo esteja bem. Liguei o computador. Ele queria saber se estava tudo bem. Sosseguei-o. As luzes do router estavam como era preciso.
E aqui estou desde então. Tenho net, tenho telefone e tenho paciência. E quem espera sempre alcança. Se calhar por isso os serviços da PT melhoraram tanto que se fosse muito maldosa acharia que tanta mesura traz água no bico. Ou não...
De qualquer jeito o meu agradecimento ao técnico da PT e a esta pela prontidão com que resolveram o meu problema. 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

de novo...

Não há nada como ir de férias. Fechar a porta, agarrar nos sacos, descer escadas e partir.
O mais mau é voltar. Já não basta ter de regressar à origem...do problema. E que problemas! Viver isolada incomoda. A Pitanga é uma boa companhia mas nem sempre suficiente. A televisão também, mas há dias que aborrece. Os livros nem sempre me acenam. E o telefone fixo há quase um mês que morreu num silêncio que me convenci que se finara de vez. Não participei logo a avaria porque pensei que o problema não estava na linha uma vez que continuei com internet. Mudarem o aparelho requer uma visita da PT cá a casa. Requer faltar no trabalho para esperar pacientemente que o técnico se disponha a visitar-me. Irrita-me a impotência por depender de outros para uma solução a meu favor. Raramente o tempo desses outros é igual ao meu. Sempre mais longo e descontraído. Indiferente e desvalorizado. Por isso esta casa se encontra sem comunicação para o exterior há mais de três semanas. 
Recebi algumas reclamações. Mas não mandas arranjar o telefone porquê? Como podes estar sem telefone? Deus que me livre e guarde. Quero falar contigo e não posso, por telemóvel fica caro...enfim! Não há pachorra, mas...
Não tanto por mim mas pelos outros já devia estar comunicável. Convêm. Deixa-me menos só. Lá está a solidão às voltas comigo. 
Mas ainda assim, sobra um companheirão. A minha melhor descoberta desde que estou só. O computador. O meu rico e esperto computador. A minha rica internet. Que descoberta de truz, esta!
Eu que fazia vista grossa às tecnologias avançadas demais para a minha rica cabecinha... 
E claro, as férias são o melhor que um trabalhador pode ter. O regresso, o pior. No intervalo, a gente compensa-se. Lá está a internet a piscar os olhinhos e a gente vai. E a gente fica danada quando percebe que não tem o brinquedo preferido em mãos, em horas, à vontadinha.

Pois é. Apanharam-me de costas e à má fila deixaram-me assim, no mato sem cachorro. E estamos nessa. 

O senhor do 16200, mais uns asteriscos e uns algarismos, que a gravação ordena, ufa o que me irrita isso, cheio de mesuras faz perguntas que parece que sou estrangeira, pois questões sobre o router, e outras são
 chinês p'ra mim. Conforme chega, do mesmo jeito termina, como todos os outros, dizendo que há uma avaria no exterior que esperam se resolva em menos de 36 horas. E lá fico eu com cara de couve, desanimada e danada porque pago como se tivesse o serviço e não posso usufruir dele. E não adianta dizerem-me que estive nove dias fora e não usufruía. Mas estava cá o serviço e estava muito bem que é para isso que eu pago.Na verdade o que eu queria era não me desgastar com estas questões. Que paciência de jó é preciso ter para aturar isto...vamos a ver se amanhã não me vou chatear. Afinal, não sou eu que estou sempre a dizer que se quiser até nem me ralo?

sexta-feira, 13 de maio de 2011

blog avariado

Aconteceu qualquer coisa no blog que escapou à minha inteligência, sabedoria, ou apenas à normalidade. Deixei de poder aceder à postagem. As minhas pessoas deixaram de poder comentar. Então não é que ontem através do facebook algumas pessoas se me queixaram que queriam comentar e não o conseguiam? Nem sempre nem nunca é o que me apraz pensar e porque não dizê-lo'! Por vezes este blog parece um imenso deserto silencioso e afinal, bastou uma ameaçazita e logo se me queixam, queixas de porque sim e porque não e tal e queria comentar e não consegui e tal e coisa.

Sei que fiquei sem as publicações do dia 12. Uma alusiva ao 4º livro de crónicas, de Lobo Antunes e outra sobre o dicionário angolano. Paciência. Lá voltarei se fôr capaz. O blog está de regresso e para o que der e vier. Juro que já estava a ficar assim para o aflitito, mas pronto, apesar de ser sexta-feira, 13, e o azar poder rondar-nos a porta, para os católicos, e eu sou, hoje é um dia especial, o de Nª Srª de Fátima, por isso não foi por aí.