Mata-se assim essa sede.
Mata-se assim essa dor
Engana-se assim a saudade.
Eu? Eu não. Nem bebo.
Mas engulo lágrimas, mastigo as perdas, vazios, memórias,
sirvo-me nesse banquete de ausências, prazeres experimentados, lembranças, tempos abençoados;
e faço uma comemoração de sentires sem medidas nem idades.
Hoje e sempre vivo e enfrento as minhas saudades.
m.c.s.
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
domingo, 29 de janeiro de 2017
duvidando
Quando alguém te quer convencer que é boa pessoa, desconfia.
Pode estar cheia de más intenções.
m.c.s.
Pode estar cheia de más intenções.
m.c.s.
reflexão
Quem passa pela vida contando moedas, não sabe contar notas.
Trata o dinheiro apenas como moeda. De troca.
Acreditando que serve para tudo comprar. E também sonhos.
Há contas que nunca ficam feitas.
E sonhos que não se deixam vender...
m.c.s.
Trata o dinheiro apenas como moeda. De troca.
Acreditando que serve para tudo comprar. E também sonhos.
Há contas que nunca ficam feitas.
E sonhos que não se deixam vender...
m.c.s.
egoísmo
O egoísmo é feroz.
Selvagem sentir que espreita e ataca em qualquer direcção.
E o seu efeito é atroz.
Constrói vendas para a mente e para o coração.
E deixa crescer o umbigo até à exaustão.
m.c.s.
Selvagem sentir que espreita e ataca em qualquer direcção.
E o seu efeito é atroz.
Constrói vendas para a mente e para o coração.
E deixa crescer o umbigo até à exaustão.
m.c.s.
desilusão
Desilusão não é um sonho que desiste.
Nem uma ilusão abortada.
É mais que isso.
É a confiança ( no outro ) que desfalece, à atitude que vês destruída.
É um caminho que te impedem e fecham, num não que não te dizem.
É a cobardia que não olha nos olhos. E o despudor da falta de palavra. Em obscenos silêncios.
É o objecto em que te transformam, pessoas que não te merecem.
Nem à tua honestidade e lealdade. Dedicação.
É a forma mais triste e poucochinha de te magoarem o coração.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
escolha
O ilusório tem asas para voar.
A vida tem caminhos para percorrer.
Escolhe tu se te queres enganar
Ou com pés no chão, correr.
Escolhe tu como queres viver...
m.c.s.
A vida tem caminhos para percorrer.
Escolhe tu se te queres enganar
Ou com pés no chão, correr.
Escolhe tu como queres viver...
m.c.s.
bênção
Bênção não é - Ser vivente.
Isso é um acaso cósmico. A esmo. Um sinal de Deus.
Bênção é - Estar-me e sentir-me viva.
m.c.s.
presente
Porque o ontem já passou e o amanhã é um projecto, hoje, visitou-me a paz.
É neste intervalo do tempo, que eu, parideira d' almas livres, vejo o meu umbigo crescer e se tornar num mundo grande e generoso. E nasce em mim a vontade de ser feliz.
o tempo
O tempo dá-nos intervalos.
Para descanso. Revitalização. Reflexão.
O que foi ontem já é passado. A chuva deixa recados.
As romãs e os diospiros de hoje, darão lugar aos morangos e às ervilhas, favas e cerejas. Lá mais para diante.
Ai as cerejas! Como é lindo o mês delas!
Quando chegarem no tempo certo, que será Primavera, já se ouvirão suspiros por praia e dias longos. Pelo Verão.
A hora mudará e os relógios acertar-se-ão.
O tempo dá-nos clareza de pensamento. Ajusta-se à mente. À pele e ao olhar.
Já hoje, entre sois e pingos de chuva miúda, vejo o monte iluminado. Como se fora um imenso prado dourado onde as ovelhas brancas das nuvens, poderão pastar.
Lá mais para a tardinha o cavalo branco vindo de nenhures, virá espreitar a cidade. Do alto da sua pose imponente. E caprichada.
E quando o céu se estrelar, mesmo à noitinha, a lua se fará grande e cheia e me sorrirá poderosa e coquete; e me banhará de prata, o serão solitário. E frio.
O tempo dá-nos tudo. Até a esperança de renovação.
Hoje já faz sol. A espaços. A chuva não custa nada. Nós é que lhe ficamos a dever.
m.c.s.
P.S. Foto da alvorada no meu kimbo
não nos zanguemos com o tempo
Ontem esteve sol. Porque me deixei ficar no sofá? Porque não estendi a roupa que haveria de secar? Porque não fui passear à beira-mar ou para o campo? Porque não abri portas e janelas para o astro rei entrar e banhar de luz e calor o meu lar? Porque não me sentei numa esplanada a ler um livro? Porque não caminhei na areia da praia e não parei a meditar?
Porque não fiz uma viagem, curtinha, de carro, autocarro, eléctrico, barco ou comboio e assim usufruir da paisagem? Porque não chamei um(a) amigo(a) para almoçarmos fora? Porque não quebrei a rotina?
Porque deixei passar as horas como se houvesse muitos amanhãs iguais ao ontem que passou, igual a tantos outros, numa inércia que me faz perder mais que ganhar? Porque não me programei para viver o dia como o mais importante da minha vida? O mais abençoado? O mais amigo? O mais proveitoso? O mais milagroso? O mais grato? Perguntas e mais perguntas hoje que já é tarde e enfermam pela inutilidade. Mas não é tarde para respostas e conclusões.
Porque não resgatamos cada dia como se fosse único ou último.
Porque deixamos para amanhã aquilo a que temos direito hoje.
Porque não nos amamos o suficiente. E não acreditamos sermos nós, as pessoas mais importantes da nossa vida. Porque não encaramos a vida como um " clã "; uma tribo; o núcleo mais importante, aonde, se queremos ser felizes com os outros e em harmonia com o universo, temos de começar por descobrir em nós a poção que nos vai energizar para obtermos o tamanho que nos vai permitir caber na nossa vida e na dos que amamos.
A harmonia não nasce debaixo duma pedra. Não nos é trazida pela onda que vem rebentar na areia. Nem quando o sol nasce. Ou quando despertamos a cada manhã. A harmonia somos nós que a procuramos. A trabalhamos. A construímos. Chama-se disponibilidade mental. Aliada à física. Chama-se gratidão. Conhecimento. Tranquilidade. Chama-se trabalho. Contemplação.
Cinco sentidos. Simplicidade. E alegria. Chama-se consciência do ser.
Não nos zanguemos com o tempo. Nada podemos fazer contra. Nada fizemos ou fazemos por ele. Nada fazemos por nós quando viramos costas ao belo. Ao que nos faz bem, é grátis mas nos é caro e desinteressado. Quando recebemos esse presente da natureza e tomamos como uma obrigação, o que é uma doação.
Aceitemos então. A aceitação pode ser o inicio. Do conhecimento. Da mudança. E da paz. Em nós. Num dia chuvoso. Invernoso.
Feliz e abençoado seja o nosso dia, HOJE.
m.c.s.
( foto da minha autoria )
quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
para lá do Marão...
Sou filha d' um transmontano e para além de carregar geneticamente essa condição, Trás-os-Montes absorve-me, mima-me e me chama única, dando-me uma importância que não tenho em mais nenhum lugar de Portugal. Quando lá estou. Trás-os-Montes desperta em mim emoções de família, pele e sangue, liberdade e bravura, honestidade e resiliência, hereditariedade, que me orgulham e engrandecem. Como se tivesse nascido daquele chão, ventre sagrado, genuíno e acarinhado, entre fragas e lameiros. Montes e serras, silêncios cortados pelo silvo do vento e gelo provocado pela
agressividade do mapa. Humildade e franqueza. Generosidade e gratidão.
m.c.s.
m.c.s.
ser
Deixa-me ser egoísta e desfrutar
Apenas do meu respirar...
Do amor que a família me dá
Do domingo e do prazer
Deste nada fazer...
Deixa-me ser egoísta e esquecer
E mais que isso - não lembrar
Receber sem precisar devolver
Não pagar
Nem ficar a dever...
O egoísmo às vezes é um pedido.
Uma ordem.
Um sonho exigido.
Deixa-me ser egoísta e desfrutar
Deixa-me ressuscitar...
m.c.s.
pensamentando-me
Pensamentos são raízes na memória, que nos têm presos ao que vivemos; e trepadeiras que nos permitem sonhar e iniciar novos caminhos.
Pensamentos são companheiros invisíveis e diários. Oportunos e discretos. Quase sempre sensatos.
São revigorizadores da lucidez. E do amor próprio. Da confiança.
Os pensamentos somos nós, com bagagem. Ambicionando. Acreditando. Tomando balanço. Avançando.
E não abrindo mão da nossa identidade.
resgate
Quando parei para me perdoar, caminhei para a libertação.
Quando voltei a me amar, recuperei o meu coração.
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