segunda-feira, 5 de abril de 2010
Filme Pascal

Fui ao cinema sábado e domingo. Das 2 vezes, à matiné. No sábado, nem me quero lembrar. Tinha prometido a mim própria que não exporia aqui as minhas fraquezas, mas...se falo em filmes, tenho de contar que fui ver um fime pela 3ª vez. Que horror não é? Isto envergonha-me um pouco perante vós, não perante mim, claro. É que eu sei porque fui vê-lo. Fui convidada e a pessoa escolheu o tal que repeti pela 2ª vez e eu francamente não me aborreceu essa escolha. Mas, já não se aguenta. À terceira é de vez.
Isto fez-me lembrar o tempo das favas. Que está a chegar. Come-se uma, duas, três vezes, e pronto, está feita a época. Não chego à quarta porque deito favas pelos olhos, pelos ouvidos, pelas pontas das unhas, nem posso ouvir falar de favas. Assim estou agora com o filme que vi 3 vezes em menos de seis semanas.
Mas ontem salvei a honra do convento, indo ver " O Sonho é Possível ". Estava na minha mira e tê-lo-ia visto no dia anterior, assim a minha companhia quisesse vê-lo. Mas como o que é nosso, de costas ou de barriga, a nós vem parar, vi-o domingo e adorei.
Uma história verdadeira. Que nos amacia a alma e nos faz chorar de ternura.
Vão ver, que vão gostar.
Eu...na falta de mim
Devolve-me as letras
Os textos, as cartas
Que te escrevi
Devolve-me declarações
Que me obrigaram a ti
E as correntes...
Que te prenderam a mim
Devolve-me o cheiro
Mágico, intenso, secular
Da terra barrenta, da minha infância
E kizombas e sembas
Nos movimentos que te quis dançar
Devolve-me os colos e a intenção
De beijos, mais que um milhão
Nas noites frias do Outono,
Dum gelo que não senti
Devolve-me o luar
E todas as fases da lua
Que aprisionei, só p'ra te dar
Devolve-me a onda, no mar
Onde te desnudei
Num namoro, que não agarrei
Devolve-me os sorrisos e toda a alegria
Que te acreditei
De juras que não juraste
Num crédito que te falei
E o abraço...
Ah, mais do que tudo, o que quero
Te peço o meu abraço
Que pediste e sempre dei
Não o perdes nunca mais
Que no céu eu to gravei
Devolve-me o Mundo, o Universo
E a minha alma também
Devolve-me a liberdade
De poder amar alguém
Que tudo te dei por amor
Que assim, eu sou ninguém
Devolve-me a mim, por favor...
Os textos, as cartas
Que te escrevi
Devolve-me declarações
Que me obrigaram a ti
E as correntes...
Que te prenderam a mim
Devolve-me o cheiro
Mágico, intenso, secular
Da terra barrenta, da minha infância
E kizombas e sembas
Nos movimentos que te quis dançar
Devolve-me os colos e a intenção
De beijos, mais que um milhão
Nas noites frias do Outono,
Dum gelo que não senti
Devolve-me o luar
E todas as fases da lua
Que aprisionei, só p'ra te dar
Devolve-me a onda, no mar
Onde te desnudei
Num namoro, que não agarrei
Devolve-me os sorrisos e toda a alegria
Que te acreditei
De juras que não juraste
Num crédito que te falei
E o abraço...
Ah, mais do que tudo, o que quero
Te peço o meu abraço
Que pediste e sempre dei
Não o perdes nunca mais
Que no céu eu to gravei
Devolve-me o Mundo, o Universo
E a minha alma também
Devolve-me a liberdade
De poder amar alguém
Que tudo te dei por amor
Que assim, eu sou ninguém
Devolve-me a mim, por favor...
domingo, 4 de abril de 2010
Tratamento vip...íssmo!

Que é mesmo verdade que os ( alguns ) angolanos, vêm a Lisboa fazer compras, já eu sabia que sim, antes mesmo de ser notícia ( escandalosa ) nos jornais ( alguns ) portugueses. E que escandalizou os ( alguns ) retornados, que acham que eles não merecem, que não têm gosto, que não são honestos, porque têm poder de compra para se instalarem num voo de 7 + 7 horas e num fim de semana prolongado, aqui os temos, enfarpelados em roupas quentes que o frio ainda não nos deixou e lá é tempo das chuvas, dos mosquitos e do calor, também.
Que há-os, que até vêm apenas para passar fins de semana de 2 dias também os há e eu conheço de uns e de outros.
Mas que são ostensivamente bem atendidos nessas lojas caríssimas, de marcas muito boas, existentes na capital, é que não sabia, nem tão pouco constatara tal facto. Este fim de semana, por circunstâncias várias e que, claro, não vêm agora ao caso, eu observei " in loco ", o que aqui estou a afirmar.
Eu entrei nas lojas acompanhada de uma pessoa que foi às compras. E comprou. E saiu muito satisfeita. E pelo meio, o tempo que demora, desde a entrada até à saída, teve sempre tratamento cinco estrelas, vipíssimo, íssimo, íssimo. Despachadíssimos a aliviá-la de outros sacos de outras lojas, com sorrisos exageradamente francos para serem naturais, com tratamento íntimo como se tivessem sido colegas de colégio em Luanda, porque estes empregados, depressa percebem que os clientes são angolanos e estão de passagem e sabem como eu já sei há muito, que os angolanos residentes em Angola, sobretudo, os de Luanda, com poder de compra, compram fora, na Europa, no Brasil, na África do Sul, na Namíbia. Quer dizer, saberão pelo menos, que em Lisboa, compram. Com beijos de despedida e os sacos gentilmente levados até à porta da loja, para só depois serem entregues ao cliente.
Não vi nunca um esgar de enfado, no facis destes profissionais.
A pessoa com quem andei, minha amiga, está habituada a comprar em Lisboa e noutras cidades dos países que mencionei. Para ela, o atendimento é o que deve ser, acha-o natural, e age e reage naturalmente a todos os estímulos.
Para mim, não. Não compro nas marcas caras e boas. Não tenho poder de compra. Muito, de vez em quando, " engano-me " e entro, e compro. Nunca fui atendida deste jeito. Já tenho entrado a acompanhar outras pessoas. Angolanas, a viverem em Portugal, mas que ninguém adivinha. Portuguesas. E nunca vi tantos salamaleques. Vejo bom profissionalismo, alguma simpatia, cuidados, mas...ao ponto de sentir vergonha por estar a assistir ao espectáculo ridículo de gente que se coloca num lugar tão deprimente, como me foi dado ver, desconfiava que sim mas ainda não tivera oportunidade de observar e participar.
A minha amiga diz que eles são simpáticos...eu, eu direi antes, servis, aduladores e cínicos. Mas não terão uma culpa solitária. A culpa imediata é dos que representam as marcas, dos responsáveis pelas lojas, que instruem os seus empregados, nesse sentido, porque sabem que os dólares são muitos, o dinheiro vivo lhes salta para as gavetas e que os angolanos gostam de comprar em Portugal e compram todos os artigos que precisam, para três, seis meses, um ano.
Quando é que Angola terá lojas para todas as bolsas, artigos para todos os gostos e gostos para todas as vaidades? E quando é que os angolanos começam a acreditar que quanto mais aproximados, dos outros países os preços estiverem, mais probabilidades têm das divisas não sairem do país?
Esperemos que essa " volta " também seja dada, como outras o estão a ser...
Ser...palavra
Não quero ser lesma, lenta e minúscula, arrastando-se viscosa e babada. E dependendo do estado da minha vesícula, repugnante.A imagem romântica deste invertebrado, morreu no jardim da minha casa, quando me agrediram o romantismo, e violaram e se apropriaram dele e do meu jardim, estrangeiros armados, de razões, que morreram pouco depois...
Nem rato...de sacristia e dos outros. Cinzento pardo, cor de rato, fuinha, nervoso, qual fitipaldi do volante, que não está onde devia estar quando lhe pousamos o olhar assustado e repugnado.
Nem borboleta esvoaçante, bela, mas frágil e insegura num tempo que corre veloz e perverso a caminho do seu fim e que poisa ao de leve no que inspira. A imaginação. No perfume, no pólen dos campos...
Tão pouco quero ser néctar e pétala, ou chamada de flor e ornamentar salões e festas. Oferta de amantes, filhos, conquistas, favores, obrigações.
Nem companhia de defuntos, ou bouquet de noivas.
Queria ser, talvez, uma palavra. Apenas uma palavra. Que letrados e os outros, todos a lessem.
De letras coloridas alegremente.
Que andasse na boca de cada um e fosse desejada, como beijos.
De boca em boca.
Queria que fosse vermelha, como a terra da grande terra.
Como as acácias dessa terra.
As rosas e as cerejas.
Como sangue que corre nas veias. E o vinho doce, do prazer.
Como o sol do entardecer.
E o fogo que arde e queima dentro de mim.
Eu queria ser talvez uma palavra.
Aquela que os poetas rimam com canção.
De que o coração se alimenta.
Eu queria apenas ser...Paixão!
Nem rato...de sacristia e dos outros. Cinzento pardo, cor de rato, fuinha, nervoso, qual fitipaldi do volante, que não está onde devia estar quando lhe pousamos o olhar assustado e repugnado.
Nem borboleta esvoaçante, bela, mas frágil e insegura num tempo que corre veloz e perverso a caminho do seu fim e que poisa ao de leve no que inspira. A imaginação. No perfume, no pólen dos campos...
Tão pouco quero ser néctar e pétala, ou chamada de flor e ornamentar salões e festas. Oferta de amantes, filhos, conquistas, favores, obrigações.
Nem companhia de defuntos, ou bouquet de noivas.
Queria ser, talvez, uma palavra. Apenas uma palavra. Que letrados e os outros, todos a lessem.
De letras coloridas alegremente.
Que andasse na boca de cada um e fosse desejada, como beijos.
De boca em boca.
Queria que fosse vermelha, como a terra da grande terra.
Como as acácias dessa terra.
As rosas e as cerejas.
Como sangue que corre nas veias. E o vinho doce, do prazer.
Como o sol do entardecer.
E o fogo que arde e queima dentro de mim.
Eu queria ser talvez uma palavra.
Aquela que os poetas rimam com canção.
De que o coração se alimenta.
Eu queria apenas ser...Paixão!
estórias da banda
O carro, muito empoeirado, é mandado parar por um agente de autoridade.
Não sabe que não pode andar com o carro tão sujo? Tem que dar banho na viatura...vou-lhe multar.
Multar, senhor guarda?
Sim, minha senhora, o Código da Estrada diz, que lá tem uma lei que multa-te se não andares com a viatura lavada...
Olhe senhor guarda, não tomo banho há três dias por que faltou a água na cidade há três dias e ninguém me multa. Não me pode multar por causa do carro. Como é que quer que eu lave o carro? Não há água.
Tá bem, prontos, segue a marcha então!...
Junto ao mercado Roque Santeiro, saindo da cidade como quem vai para o Cacuaco.
O condutor percebe que existe uma fila ( bicha ) infindável, por causa de um acidente acabado de acontecer.
Os automóveis à frente do narrador, tentam escapar do pesadelo que é uma fila por via de tamanho impedimento, fazendo inversão de marcha.
Chega o polícia, apita ferozmente, no momento em que o narrador está também a fazê-lo.
Como é, meu senhor? O cavalheiro não sabe que não pode fazer inversão de marcha nesse local da via?
Não. Não existe nenhum sinal que proíba.
Se não existe, já existiu, portantos tá multado.
Numa noite de sábado, com kambas que vieram do outro lado do tempo, da banda, melhor dizendo, ouvindo e rindo das histórias da nossa terra, como sempre fazemos quando escutamos essas estórias, contadas quase sempre na primeira pessoa, o caso, que só dão para rir...mesmo. Como é então? Fazer o quê?...
Não sabe que não pode andar com o carro tão sujo? Tem que dar banho na viatura...vou-lhe multar.
Multar, senhor guarda?
Sim, minha senhora, o Código da Estrada diz, que lá tem uma lei que multa-te se não andares com a viatura lavada...
Olhe senhor guarda, não tomo banho há três dias por que faltou a água na cidade há três dias e ninguém me multa. Não me pode multar por causa do carro. Como é que quer que eu lave o carro? Não há água.
Tá bem, prontos, segue a marcha então!...
Junto ao mercado Roque Santeiro, saindo da cidade como quem vai para o Cacuaco.
O condutor percebe que existe uma fila ( bicha ) infindável, por causa de um acidente acabado de acontecer.
Os automóveis à frente do narrador, tentam escapar do pesadelo que é uma fila por via de tamanho impedimento, fazendo inversão de marcha.
Chega o polícia, apita ferozmente, no momento em que o narrador está também a fazê-lo.
Como é, meu senhor? O cavalheiro não sabe que não pode fazer inversão de marcha nesse local da via?
Não. Não existe nenhum sinal que proíba.
Se não existe, já existiu, portantos tá multado.
Numa noite de sábado, com kambas que vieram do outro lado do tempo, da banda, melhor dizendo, ouvindo e rindo das histórias da nossa terra, como sempre fazemos quando escutamos essas estórias, contadas quase sempre na primeira pessoa, o caso, que só dão para rir...mesmo. Como é então? Fazer o quê?...
Indiferença...quase.

Já não me zango.
Já não vomito impropérios inconsequentes.
Nem escandalizo ou envergonho, nos gestos.
Remeto-me a silêncios. Enfadonhos e tristes. Recorrentes.
E a frases circunstanciais.
E se acaso me distraio ou esqueço, e por uma unha negra, fico à beira do último tresloucado momento desses, que já viraram passado, o meu inimigo subconsciente, sempre em guarda, barra-me a vontade antiga.
E ainda, escandalizado, debita censuras , com as letras todas e quase me humilha, que é um estado espiritual que me mata, sem ser de morte matada, sem ser de morte morrida.
Outras vezes, tem piedade de mim e diz palavras de compreensão para os fins, a justificarem esse meio, que se perdem também pelo caminho, de vez em quando, sem atingirem as metas, que, nas noites da insónia, outra inimiga, como o subconsciente, eu programo, certinho e a bom passo.
Já não me zango. E não sei se faço bem.
Nem é uma vontade de querer.
Não estou para aí virada...
Toc-Toc...

Toc-Toc, Toc-Toc...
Fazem os meus sapatos pretos.
De tira larga, que aperta com um botão, e salto grosso.
Gosto deles. Dão-me um andar seguro...quando vou à fonte, como a Leanor... e não só.
O meu andar para além de seguro é falador. Uma personalidade diferente, que os sapatos têm.
Conferem-me um poder emprestado e ocasional, porque, troco de sapatos, claro.
Ninguém ao ouvir toc-toc, toc-toc, percebe esse compasso de tempo.
E sou observada. Aliás, os meus pés, os meus ricos sapatitos, melhor dizendo. E fico assim reduzida, e bem, a uns pés calçados nuns sapatos pretos, que fazem toc-toc, toc-toc, com toda a propriedade, conferida por um qualquer sapateiro, se calhar, anónimo, introvertido, quem sabe, mudo...
E os olhos gélidos e inquisidores, duma mulher, reclamando por um silêncio que não existe nela, subiram até aos meus olhos divertidos e expectantes. Pareceu-me que os olhos falavam, como os meus sapatos.
Tinham uma acusação militarista. Esses olhares que por vezes se cruzam com o meu, noutras curvas e esquinas e que deixam escapar um adjectivo que bocas várias já têm soltado assim como que a brincar. GENERALA.
E os meus pés que nunca marcharam, a minha mão que nunca fez continência e o meu coração que nunca morreu de amores por um militar, vêem-se assim recebendo nos ombros, umas divisas, de um posto honroso ( ? ) sem sequer eu ter feito a recruta...
Votos...
sábado, 3 de abril de 2010
Muitos Parabéns

Hoje fazes anos.
Ao longo destes que foste conquistando dia a pós dia, vinte e oito anos, observei-te.
Uns dias, uns anos mais do que outros. Nem sempre com muita atenção, ou com o desvelo que uma tia devia ter. Estava absorvida pelo crescimento dos meus próprios rebentos e pela vida familiar que possuia. Se isso serve de desculpas...
Porém, sempre gostando muito de ti e do teu irmão e querendo o melhor para cada um.
Quando tiveste de decidir o que querias ser, quando fosses grande, ou seja, a área onde te sentisses mais confortável para ser mais tarde a tua profissão, eu intervi, por saber que eras apaixonado por aquilo que te estava na alma. Desporto.
O teu pai, meu irmão, que não, que devias escolher um curso onde não tivesses qualquer dificuldade em alcançá-lo, e a matemática, tal e coiso...insisti que devias pensar bem e ele devia apoiar-te. Nunca mais me esqueço desta conversa, tida ali no centro ( tipo jarrões ) da Praça 5 de Outubro, enquanto decorria um espetáculo. Ele já convencido, disse-me:
Ok, então tu achas que deve mesmo ir para desporto?
Então não havia de achar? Eras desportista com grande sucesso desde que te iniciaras. Gostavas de várias modalidades e tinhas prémios, taças e mais taças, lugares de pódio...então não havia de achar? Todo tu, já com 1,80 e tal na altura, respiravas desporto por todos os poros do teu corpo...que matemática, que coisa nenhuma...não podia haver matemática que te metesse medo, achava eu.
E disse ao teu pai que sim, muito convicta.
Ele deu-me a responsabilidade de amadrinhar essa resolução.
Mas a matemática foi mesmo tua inimiga e eu arrependi-me várias vezes de te ter empurrado para um fosso sem fundo.
Como sabes, passados alguns anos voltaste ao estudo. E empenhaste-te e venceste. E hoje estás em Coimbra, em desporto. E és bom aluno, e vais vencer.
O querer tem muita força e eu...eu que pensei vezes sem conta que não devia ter palpitado sobre o teu destino, o teu futuro, sinto um orgulho sem fim de ti, meu querido.
És um trabalhador estudante de mérito, um bom menino e com muita alegria o digo.
Deus te protega sempre e ilumine o teu caminho.
Parabéns Leandro, por tudo e pelo dia de hoje, que é todo teu.
Tem um bom dia de aniversário.
Desfruta-o com alegria e posse...és um vencedor!
Uma Mulher Especial


Há uns dias conheci uma mulher. Mas não é uma mulher qualquer. É a Jacinta Rosa. Um nome estranho e bonito. E todos a tratam por Mimi.
A Mimi fascinou-me. Fiquei apaixonada pela figura, pela delicadeza com que me recebeu, pela simpatia e pela beleza e elegância que possui e que os anos não apagaram.
Tem um brilho, que só encontramos muito raramente, tão raramente, que quando acontece, não queremos disso abrir mão, para que sejamos inundados por essa luz.
Cruzei-me com muita gente, na vida que vivi e vivo, aqui e acolá, de todas as cores, sexo, estrato social, tamanho, idade, e conto pelos dedos da mão, pessoas que me fascinaram assim.
Gosto de me sentir pequena perante a grandiosidade, de gente como a Mimi e humildemente me imaginar tendo esse dom; dos diferentes, dos especiais, e escolhidos.
Ela foi uma escolhida e fez juz à escolha de que a única culpa que tem, é a de deixar que o mundo possa perceber o seu talento. Seria difícil escondê-lo porque esbanja saber e arte por todos os poros.
Foi professora de Desenho, Trabalhos Manuais e Economia Doméstica, em Vila Real de Santo António. Depois partiu para Luanda e aí teve dois colégios, onde foi directora e dava aulas, tendo ainda trabalhado na Chefia do Exército como 1ª oficial.
Quando regressou ao Algarve, em 1975, abriu uma escola, com quarenta crianças em idade pré-escolar. Foi decoradora de casas, quer em Luanda, quer no Algarve, algumas na Quinta do lago e em Vila Moura.
Levou-me a conhecer a sua casa, que decorou também e a observar a sua obra. Quadros e quadros embelezando as paredes e tornando-as vivas e falantes. A óleo quase todos e a pastel também. E mostrou-me o piano onde tocou vezes sem conta. Confidenciou-me que tem andado afastada dele, mas que já pensara recomeçar a tocar. E contou-me como se fosse quase um segredo, que tem um livro de poemas que nunca publicou, por razões que não importam para aqui. E é uma doceira de mão cheia. E faz bonecas em pano, giríssimas e outros trabalhos manuais.
Vi fotografias dela e do marido em dias marcantes, das suas vidas. A sua graciosidade, elegância, beleza e bom gosto deixaram-me completamente rendida. A singularidade desta senhora que dá pelo nome de Mimi, faz dela uma pessoa rara e da qual me senti honrada de conhecer e privar durantes algumas horas.
Sei que não me vou esquecer da Mimi, nunca mais. Porque por de trás desta personagem tão dotada, também está uma mulher simples, sensível e inteligente, que me recebeu, me tratou muito bem e me sorriu desde que cheguei até que me despedi.
Estes são alguns dos quadros que embelezam as paredes da sua casa e que ela muito gentilmente permitiu que os colocasse aqui.
Que Deus a proteja e lhe mantenha a Luz que emana. Que a arte alimente a sua alma e de todos os que tiverem o privilégio que eu tive de poder absorvê-la.
A Mimi, de braço dado com o marido, despediu-se de mim, à noitinha, no jardim junto à palmeira.
Tive a ilusão de estar a viver algo fascinante e irreal e por momentos me senti em África, na terra onde a Mimi viveu e criou o seu filho e outros filhos de outras mães e espalhou o seu talento...
Conheci uma mulher de excepção e não quero perdê-la de mim, porque gostei dela e porque me dá a ilusão de ser uma pessoa melhor...
Parabéns Mimi, por existir!
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Jantar típico
O jantar de Páscoa em Geneve, na casa da minha amiga enfermeira, que vive ali há mais de 28 anos, foi o mais típico possível. Preparou raclette, comida típica, suiça, e tal como o fondue, preparada na hora, ali no electrodoméstico próprio. O queijo adequado, as batatas com pele, os picles, as azeitonas recheadas, o paio, o bacon, as salsichas...o queijo derrete e tomba para cima das batatas. Parece uma coisa simplória e sem sabor. Mas é muito bom. Ou, transforma-se em superlativo absoluto, porque acompanhada de uma amiga especial. Que viveu muitas estórias, comigo, ao meu lado, ou ouvindo-as, nos relatos extensos e monocórdicos que já naquele tempo fazia.
O champanhe que ela abriu numa habilidade de outras garrafas ao longo dos tempos de comemorações da ressurreição de uns e de outros, era tão bom que no fim da refeição, riamos de nada e do que calhava. E ela quando ri muito, faz-me lembrar a Susete, porque soltam ambas as lágrimas que têm penduradas e caiem rápidas, fugindo dos olhos brilhantes e alegres da risada.
A noite de domingo costuma ser de angústia, de partida, despedida e de chegada onde não quero estar, mas a noite de domingo de Páscoa, em Geneve, foi mágica.
Verdadeira celebração da Vida, no reencontro.
Sinais
Estava sentada no interior de um autocarro a caminho do centro de Genéve.
Num dos ouvidos a par com o ouvido da minha amiga, os fones, a escutar música de Angola.
De repente, olho à minha frente e vejo, na parte de trás do banco da frente, escrita ,a minha data de aniversário...estranhamente referindo a família. E um coração com duas asas.
Se quisesse agarrar este coração voador, tinha muito que planar nas asas desta liberdade da família, que estava a sentir pela segunda vez em poucos meses. A primeira foi voando para a minha Luanda, que largara, aos puxões, empurrões e finca pés.
Olhei a minha kamba e de um só fôlego, fotografei. O sinal. Porque era um sinal. Para mim, claro.
Ou para quem o escreveu, de que não tem respeito pelo outro, o que trabalhou na linha de montagem do autocarro. E fez os estofos. E os aplicou. E o motorista que nos transporta a todos os que sentam naquele lugar usurpando a minha data sagrada. E os que olham sentados onde eu estava, antes e depois de eu sentar.
Mas para mim, não. Era só um sinal a que me agarrei. E funcionou. E funciona...
Pitangando

Hoje é um dia diferente. Reclusei-me voluntariamente. Com a Pitanga.
Dou comigo a pensar que nunca passei um dia, dia de claridade, que amanhece e depois anoitece, começa na aurora e vai parar no luar, de vinte quatro horas, acompanhada da minha Pitanga.
E é bom. Na preguiça, eu e ela todo o dia.
Não estou na capital. Fiquei nesta lanzeira de fazer nada e comer pouco, porque a geleira e a despensa estão quase vazias. Não fui às compras.
É bom. Desintoxicar...
Deixar o dia exaltar-se de sol e alegria e de mansinho, nas horas, de um relógio que abandonei na mesinha de cabeceira e que a Pitanga com a pata teimosa e canhota como eu, mil vezes deitou ao chão,ver aparecer os últimos raios de um sol que ganha terreno aos poucos e mostra as garras de felino que nem a minha Pitanga, neste entardecer primavérico.
Dou comigo a pensar que nunca passei um dia, dia de claridade, que amanhece e depois anoitece, começa na aurora e vai parar no luar, de vinte quatro horas, acompanhada da minha Pitanga.
E é bom. Na preguiça, eu e ela todo o dia.
Não estou na capital. Fiquei nesta lanzeira de fazer nada e comer pouco, porque a geleira e a despensa estão quase vazias. Não fui às compras.
É bom. Desintoxicar...
Deixar o dia exaltar-se de sol e alegria e de mansinho, nas horas, de um relógio que abandonei na mesinha de cabeceira e que a Pitanga com a pata teimosa e canhota como eu, mil vezes deitou ao chão,ver aparecer os últimos raios de um sol que ganha terreno aos poucos e mostra as garras de felino que nem a minha Pitanga, neste entardecer primavérico.
É bom. Não esperar, nem ansiar, nem sequer sonhar,apenas... ficar pitangando.
Neste abandono, abandonadas do mundo...
A minha amiga da Suiça
É Páscoa!
Aqui algures entre torres novas e lisboa. Escolhi, numa escolha que não foi só minha.
Há um ano escolhi encontrar-me com uma amiga de outras paragens. Da suiça. De genéve, e com ligações a lausanne. Mas as raízes são de Angola e foi lá que para sempre ficàmos nesta coisa que é amor que nunca morre.
Foram oito dias de constantes descobertas e de intimidade perdida, porque outras vidas fomos viver em separado. E os anos correm e de repente somos outras, mais antigas na dor e na capacidade de voltarmos ao ponto de partida, na amizade. Colegas de liceu, éramos unidas que bastasse para ficarmos juntas em Portugal, depois da partida de luanda. Mas ela insatisfeita e sem correntes ou âncoras, aventureira e solitária, foi viver uma vida que esperava melhor, para as terras frias e livres duma suiça bonita e organizada, como ela é. Não fosse do signo de virgem...
O ano passado, quis que lhe fizesse uma visita. Na Páscoa. E eu fui. E estivemos uma semana vivendo lado a lado, as duas. Como se fôssemos adolescentes ainda e não soubéssemos o que o destino, esse papão, nos reservou depois. Com a mesma surpresa e expectativa no olhar, no falar e no sentir.
Gravei os momentos. Fotografias de uma terra bonita. Que voltarei a ver, para me juntar à minha amiga de sempre, Julieta.
Às vezes, há surpresas da Amizade
Atendi o telefone.
Era uma voz alegre, e sotacando a Luanda. O número, esse era de uma operadora em Portugal.
Chamou-me Clarita. Percebi que me conhecia bem, ou que sabia bem que eu gostava do diminutivo. Não se anunciou. Fez aquilo que eu também gosto de fazer. Prolongar a surpresa.
Procurei na memória o som daquela voz, para não desiludir.Só podia ser de Luanda. Esta alegria genuína,eu a reconheço nos meus patrícios, sem câmara para espreitar e não errar. Às primeiras.
Finalmente, disse quem era. E fiquei numa alegria...
Em Dezembro estive com ele, com a mulher e a filha. Jantámos no Cais de Quatro, ali na Ilha. Foi uma noite magnífica. Mágica, a baía recebendo a luz prateada da lua cheia. O cheiro da noite trouxe-me os cheiros de outros tempos, a tambarinos, goiabas e rosas e os sons dos grilos exaltantes nas noites quentes, como aquela. Há momentos que deviam ser eternos. Há pessoas que nos trazem tempos eternos. E nesses momentos, acreditamos que a felicidade está à espreita, trabalha-se, obtêm-se e pode permanecer. Os gestos deste sentimento inexplicável que tem o valor da amizade, fizeram este telefonema.
São eles que agora estão deste lado da vida. Vieram para um fim de semana prolongado. Para namorarem fora de Luanda. Numa Lisboa namoradeira, dengosa e alcoviteira.
Ele ligou-me. E vou ao seu encontro. Para um abraço de um tamanho sem tamanho. Para estarmos juntos e voltarmos a rir, brincar, conversar, socializar como bons angolanos que somos e quase família, também.
O Filipe é primo dos meus primos e sobrinho da tia Fernanda. É meu amigo. Tem uma mulher linda. E estão em Lisboa, de férias...
Benvindos ...
Era uma voz alegre, e sotacando a Luanda. O número, esse era de uma operadora em Portugal.
Chamou-me Clarita. Percebi que me conhecia bem, ou que sabia bem que eu gostava do diminutivo. Não se anunciou. Fez aquilo que eu também gosto de fazer. Prolongar a surpresa.
Procurei na memória o som daquela voz, para não desiludir.Só podia ser de Luanda. Esta alegria genuína,eu a reconheço nos meus patrícios, sem câmara para espreitar e não errar. Às primeiras.
Finalmente, disse quem era. E fiquei numa alegria...
Em Dezembro estive com ele, com a mulher e a filha. Jantámos no Cais de Quatro, ali na Ilha. Foi uma noite magnífica. Mágica, a baía recebendo a luz prateada da lua cheia. O cheiro da noite trouxe-me os cheiros de outros tempos, a tambarinos, goiabas e rosas e os sons dos grilos exaltantes nas noites quentes, como aquela. Há momentos que deviam ser eternos. Há pessoas que nos trazem tempos eternos. E nesses momentos, acreditamos que a felicidade está à espreita, trabalha-se, obtêm-se e pode permanecer. Os gestos deste sentimento inexplicável que tem o valor da amizade, fizeram este telefonema.
São eles que agora estão deste lado da vida. Vieram para um fim de semana prolongado. Para namorarem fora de Luanda. Numa Lisboa namoradeira, dengosa e alcoviteira.
Ele ligou-me. E vou ao seu encontro. Para um abraço de um tamanho sem tamanho. Para estarmos juntos e voltarmos a rir, brincar, conversar, socializar como bons angolanos que somos e quase família, também.
O Filipe é primo dos meus primos e sobrinho da tia Fernanda. É meu amigo. Tem uma mulher linda. E estão em Lisboa, de férias...
Benvindos ...
Queria saber de ti...
Queria saber de ti
Do poiso, seguro de mim
Das palavras
silêncios que não li
Do som do mar
Batendo na rocha
que transportas no peito
Do gemido que não me arrancaste
E das noites que não vivemos
Queria saber de ti
Na terra onde descansas a culpa
das tardes onde bebes o meu sangue
E das noites onde apagaste o luar
Queria saber de ti
Na escolha
das mãos que me amputaste
das lágrimas que te chorei
das idéias que me calaste
E da esperança, que me matei
Queria saber de ti
para te dizer
que te amei...
Do poiso, seguro de mim
Das palavras
silêncios que não li
Do som do mar
Batendo na rocha
que transportas no peito
Do gemido que não me arrancaste
E das noites que não vivemos
Queria saber de ti
Na terra onde descansas a culpa
das tardes onde bebes o meu sangue
E das noites onde apagaste o luar
Queria saber de ti
Na escolha
das mãos que me amputaste
das lágrimas que te chorei
das idéias que me calaste
E da esperança, que me matei
Queria saber de ti
para te dizer
que te amei...
A Páscoa de antigamente
A tradição já não é o que era. Nem eu...A Quaresma passa por mim, sem que eu dê por ela.
Antigamente, rumava a Trás-os-Montes, na quinta-feira santa e só regressava na segunda-feira, já os dias e o domingo de Páscoa tinham sido vividos com muita alegria e religiosidade.
Nas aldeias, dessas terras abençoadas, de um Portugal esquecido delas, a Páscoa é o apogeu da Ressurreição. Por isso, a Festa. A família. Os afectos.
A missa, e a visita pascal aos lares. O senhor padre que transportava Cristo na Cruz e que o dava a beijar a todos os que o quisessem fazer, levava o verdadeiro sentido da Páscoa.
Depois, a mesa. O cabrito no forno, ou a caldeirada de cabrito à moda de Angola, que a tia Fernanda faz tão bem, de outros tempos vividos, do outro lado do tempo; os folares de carne, com bom presunto e salpicão, os económicos ( bolos secos feitos com aguardente e azeite ), a salada de fruta, o queijo feito lá em casa.
As histórias contadas com humor, histórias da aldeia, e ainda as recorrentes estórias sobre os tempos do Andulo, de Serpa Pinto, de Cabinda e de Luanda, terras por onde o tio Augusto passou e onde deixou um pouco da sua alma pendurada nos imbondeiros da vida.
O brinde com Favaios e as músicas tocadas como gemidos, súplicas, lamentos, saudades, dedilhadas nas cordas das guitarras, de gente que saiu pequena da sua terra lá longe, mais além, mas que não esqueceu de chamar por ela, porque o crescimento, teve a voz e o gesto de pais que partiram mas nunca sairam daquele lugar. " A Queda do Império " do Vitorino, a duas vozes, novas, bonitas, limpas e honestas..." Laranja Luanda, sempre em flor.... "
A Páscoa de antigamente já não é o que era..
Nem eu...
Sexta-feira da paixão

Hoje é sexta-feira santa.
Em tempos idos, a sexta-feira da paixão, era muito triste.
Sob o signo da morte de Jesus Cristo. Para os católicos.
As igrejas, tapavam os santos com panos roxos.
As rádios calavam-se e apenas soava música sacra.
Os miúdos inquietavam-se nas tradições dos adultos.
E não entendiam isso, como um tempo de reflexão.
Como queria eu esses tempos, retornados.
Na Luanda, das minhas recordações de criança...
Chocolate...bem bom!

Afinal, eu tinha razão.
Porque como chocolate. Porque posso fazer dietas, mas de chocolate não prescindo. Porque Adoro chocolate.
E a minha razão, baseou-se sempre no gosto antigo por chocolate e não numa teoria baseada no conhecimento. Uma leviandade a que eu chamava um figo, ou por outra, bombons, tabletes, sombrinhas, ovos, mousses, bolos, cremes, batidos, bebidas.
Hoje, está esclarecida por cientistas. Homens que estudam mais do que os comuns. E sabem mais e transmitem essa constatação científica, à comunicação social.
E dizem que o chocolate ingerido a doses pequenas ( um quadrado por dia ) traz benefícios para a saúde. Chocolate que tenha essencialmente cacau. De preferência, chocolate negro.
O chocolate traz os antioxidantes tão necessários. Faz baixar a tensão arterial e consequentemente evita os males cardiovasculares.
Eu já li sobre isto. Não como chocolate pelos seus benefícios mas porque sou completamente aficionada, desde nenezinha, por esta delícia que a natureza nos traz através do cacau.
Às vezes penso que se me visse numa banheira de chocolate não lavaria o corpo, antes, lavaria a alma e deixar-me-ia ficar nessa consistência cremosa e sensual até chegar à eternidade que o corpo por vezes dá.
Mais doce ficaria concerteza.
Por algum motivo existem as massagens de chocolate. Por algum motivo tantas almas adoram chocolate. Dizem-no, um vício.
Tenho um cacaueiro dentro de mim, e trato dele com todo o meu empenho e carinho.
Pena é que só aconselhem um quadradinho.
Quem consegue obedecer?
Eu cá, não.
Se um dia ficar desempregada, vou bater à porta de profissinais que façam chocolate ou o vendam. Iria sentir-me como peixinho dentro de ...chocolate!
quinta-feira, 1 de abril de 2010
A caminho do Kuanza
Quero seguir esta estrada e sentir debaixo dos pés, o chão seguro e quente do asfalto avisando-me a espaços curtos que o caminho é longo, e pode até ser penoso. Mas nunca saberei se fiz o melhor para mim se não a percorrer.Esta linha direita e cinzenta com margens verdes e agrestes é África! A caminho do Rio Kuanza...
Da Suiça para Angola
Dia das Mentiras
Começa Abril!
Começa mentindo, o povo
Mentindo o Tempo
E a vida.
Hoje igual a ontem.
A verdade doi...
Máquinas são os homens inventando-a
Nuas são as crianças, de riqueza
Tristes são os espíritos
Negando o sonho.
Eu igual a mim
Ontem e hoje
Aqui!
Escrevendo versos de ilusão
Louco é o meu coração
Que ainda acredita
Na primeira mentira deste Abril...
Começa mentindo, o povo
Mentindo o Tempo
E a vida.
Hoje igual a ontem.
A verdade doi...
Máquinas são os homens inventando-a
Nuas são as crianças, de riqueza
Tristes são os espíritos
Negando o sonho.
Eu igual a mim
Ontem e hoje
Aqui!
Escrevendo versos de ilusão
Louco é o meu coração
Que ainda acredita
Na primeira mentira deste Abril...
Jantar do costume
Jantámos três, em vez de duas. Hoje a Carla foi connosco.
A Carla é colega e amiga da Paula.
E não fomos à " Tasca ". Mas antes ao " Galera ". É uma pizzaria, que tem para além de pastas e pizzas, outros pratos agradáveis como puré de batata verde, da mistura da batata com bróculos ( muito bom ) e salmão no forno. E têm sempre pannacota com diversos molhos, que é uma delícia.
Hoje o dia passou devagar, mas a noite, porque estive acompanhada, passou a correr.
Falámos sobre as coincidências e sobre os " avisos " que o Universo nos faz, por vezes de uma forma tão subtil que não os compreendemos.
Há jantares assim, calmos, longos e proveitosos.
A Carla é colega e amiga da Paula.
E não fomos à " Tasca ". Mas antes ao " Galera ". É uma pizzaria, que tem para além de pastas e pizzas, outros pratos agradáveis como puré de batata verde, da mistura da batata com bróculos ( muito bom ) e salmão no forno. E têm sempre pannacota com diversos molhos, que é uma delícia.
Hoje o dia passou devagar, mas a noite, porque estive acompanhada, passou a correr.
Falámos sobre as coincidências e sobre os " avisos " que o Universo nos faz, por vezes de uma forma tão subtil que não os compreendemos.
Há jantares assim, calmos, longos e proveitosos.
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