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sábado, 26 de março de 2011

o meu olhar vaidoso


Gosto de aeroportos. Dos lugares de chegada e de partida. Da envolvência que isso tem. Não tenho capacidade para ver a aura de cada um, mas advinho uma aura brilhante, uma alma leve e feliz, em cada passageiro.
Sinto-me noutra dimensão quando estou num aeroporto. E gosto de estar, e observar tudo à minha volta como se fosse a primeira vez, num prazer que se lhe chamasse côr, seria vermelho, flor, seria rosa, beijo seria na boca, palavra seria concerteza paixão...
Já me cruzei no aeroporto com jogadores de futebol, jornalistas, actores, músicos, cantores.
Não que viaje muito. Na imaginação, demais, mas viajar de mala na mão, rolando por entre escadas rolantes, pequenos almoços, revistas e wcs, quem me dera que fossem muitas, as viagens. Mas nas poucas que já fiz, para além de outras figuras públicas, Sérgio Godinho e Angélico foram dois dos artistas com quem me cruzei.
E também, Adriana Calcanhoto.
Conheço-a há alguns anos, por ter entrado na minha casa e me ter encantado com a sua voz. Todos gostávamos dela.
Continuo a apreciar a sua música como da primeira vez e esperando sempre um novo trabalho. Chegou o trabalho e a cantora.
E a Ângela...Marques, a minha cria primogénita, entrevistou-a. Entrevista que saiu no Diário Econónico de hoje, no Outlook.
Disseram que foi uma boa entrevista. Que estava fixe.
Disse-me a jornalista, mais do que a filha, que tinha gostado de a entrevistar. E que ela, Adriana Calcanhoto, fora uma querida.
A filha mais do que a jornalista disse-me como quem vai ali e já vem ( por acaso até está longe ): - Não te disse? Julguei que sabias...
A entrevista foi no início da semana. A minha cria é assim. Modesta. Humilde. Isenta de vaidade. Essa, foge toda para mim, no que trata às minhas pessoas.
E hoje, sem fazer muitas ondas, mas dizendo-lhe que ia colocar aqui a notícia, resolvi escrever sobre isso numa vaidade maior do que a do uso de batons, perfumes, malas, calçado, dos elogios, poemas e por aí adiante e dizer que estou muito orgulhosa da minha cria e adoro ser mãe dela.
E por isso também gosto de evidenciar os seus predicados.
Princesa, foi só desta vez.

sábado, 28 de agosto de 2010

na Grande Alface nº 152

Revista Time Out Lisboa
Nº 152
Da secção Grande Alface
Editada por: Ângela Marques
Amamos & Odiamos

Amamos
Quando de repente abre uma caixa no supermercado

São 20.40, o primeiro jogo do Benfica na Liga dos Campeões começou há 19 minutos e a mais recente contratação do nosso clube do coração ( vá, ceda, à hora do fecho desta edição, o Sporting ainda está em risco de nem sequer ir passear
à Liga Europa ), Salvio ( o tal que pode ser o novo Di Maria - ou, vá, melhor ainda ) está em campo. Passámos no supermercado para comprar uns bifinhos de peru e uns pacotes de natas e à nossa frente só vemos filas de 326 pessoas que não se podiam estar a borrifar para mais um Benfica. Pior - à nossa frente só há filas com problemas. Códigos de barras que não passam são o prato do dia. E nós de bifinhos de peru nas mãos. De repente, vemos um funcionário a dirigir-se a uma caixa aberta. Fazemos de conta ( fazemos todos, para não parecermos sete cães a um osso ), mas seguimos-lhe os passos como um leão faminto no National Geographic. Quando ele finalmente pára em frente à caixa registadora já nós estamos a baixar-nos à espera do tiro de partida dos 400 metros barreiras. E quando ele começa a frase " pela mesma ordem, façam o favor..." já nós corremos. Naquele momento aquele homem salvou-nos a vida. Pronto, talvez tenhamos de acotovelar alguém. Mas vamos ver o Salvio a chutar à baliza. E isso é tudo o que nos interessa. Se calhar até encomendamos antes uma pizza.

& Odiamos
Pagar dois euros e meio por um Magnum na praia

Dormir na praia é a segunda melhor coisa do mundo ( dormir mesmo, de babar a toalha ). Mas comer um gelado depois de dar um mergulho é seguramente a melhor. Só que o mundo não é perfeito. E os bares e restaurantes de praia muito menos. Nós até percebemos que é giro ter uma carta de gelados com post-its por cima dos preços.
Deve ser divertido colá-los lá e escrever os preços à mão. Mas, amigos, não é giro fazerem-nos pagar dois euros e meio por um Magnum. Mesmo que ele vá ser nosso e só nosso até ao fim. Não tem graça. Porque nós sabemos quanto custa um Magnum. Nós sabemos que o Magnum é um gelado espectacular e, sim, há dias em que pagávamos cinco euros para comer um. Mas é tramado apanharem-nos num momento de tanta fragilidade como é aquele em que temos de passar por entre as toalhas dos outros banhistas apenas de biquini ou calção de banho para nos irem à carteira.
Até porque muitas vezes nem estamos à espera e deixamos a barraca ou a palhota só com a moedinha de dois euros na mão. E fazer todo aquele caminho de volta porque vocês decidiram que além do lucro que têm nas caipirinhas ainda nos vão roubar nos gelados é mau. E faz-nos chamar-vos nomes. Nomes feios. Que preferimos não dizer aqui.

Por Ângela Marques ( a cria mais velha )