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terça-feira, 9 de outubro de 2012

constatando hoje

Apetecia-me muito vislumbrar o futuro, mas acordei completamente às escuras.
Se não acendo a luz, nem consigo ver o presente. 
Digo eu, estremunhada e aos apalpões, procurando ligar o interruptor.

domingo, 7 de outubro de 2012

é domingo como podia ser 3ª feira


Já não tenho onde cair morta. Primeiro a crise que me atou de pés e mãos e agora esta queda que me atou o braço ao peito.
Digo eu, constatando a deprimente e carente realidade que me remeteu para a minha reduzida importância.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

medidas XXL versus Anoréticos

Coca-cola
Bilhetes de cinema
Leite de chocolate
e Outros...
a levarem com 23% de IVA.

Medidas XXL com o fim de fazerem de nós anorét
icos.
Hoje já disse as asneiras todas que aprendi na escola deste portugal moribundo. Fiquei a olhar o buraco que cavaram e esqueci as palavras.
Não vejo um, vejo reticências de covas e mais covas. A perder de vista.
Estou cansada de ver tanto sacana!

ESTAMOS FEITOS!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

dia não são dias

Entrei n o TUT. As dores ao fundo das costas, irradiando para as pernas dão cabo de mim. Voltaram com o meu regresso. O autocarro da cidade é uma alternativa para esta incapacidade de andar.
O motorista olha-me quando lhe estico a mão com o euro e trinta. Nem vê o dinheiro. Dispara: - -- Bilhete normal?
Eh láaaaaá! Estou com cara de reformada?! Metade do bilhete?!
Apeteceu-me mandá-lo bugiar, mas não estou para aí virada, até porque não sou mal educada e podia estar a incorrer num grande equívoco. Vamos que a criatura queria saber se eu queria uma série de sete bilhetes? Duvido, mas dou-lhe o benefício da dúvida. Até porque me conforta esta segunda hipótese e deixo as coisas como estão.
Uns minutos mais tarde, entro no meu autocarro de sempre. Fui passada à frente pelos putos da escola, enquanto assinava o bilhete para entrega ao sr. Margarido.
Finalmente, sentei-me. Atrás de mim, desde vai para o c......, p.q.p., f.....,m...., f.d.p., hoje houve de tudo nas primeiras duas frases.
Eh pá, p...., xiça, penico, chapéu de coco, nem sempre nem nunca.
Pûs os fones. Yola Semedo e Paulo Flores cantavam Mar Azul.
Deixei de ouvir estes miúdos malcriados, sem a menor piada e que me estavam a picar os miolos, com tantas baboseiras.
Estive na terra dos " pretos " como oiço tantas vezes e nunca ouvi este palavriado e toda eu era olhos e ouvidos.
Um dia destes, ah pois, um dia destes, não sei de que ano, mas vai haver um dia, faço as imbambas e bazo...
Decididamente, hoje não estou para amar.
O que vale é que dia não são dias...

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

indiferença


A Pitanga instalou-se nesta casa, que só conhecia de ter aqui passado 15 dias, quando fui a Luanda, em Dezembro. Já cá estivera uma vez depois e neste momento tem três semanas de hotel, com todas as mordomias e três pessoas mimando-a.
Eu não tenho estado muito presente e percebi que ela me pôs de castigo. Ou deixei de ser imprescindível, portanto...é mais isso, desconfio.
Acabaram-se os colos que nega, as festas que não lhe interessam e os mimos que pretenda dar. Não me procura. Não quer saber de mim. Mesmo. Ah, e soube que procura as crias com a mesma devoção que me procurava até às férias.
Não sei se chore, não sei se me resigne.
Como hoje estou piegas e de lágrima no olho, vai-se lá saber porquê, só me ocorre dizer:
Também tu Pitanga?????