
Ontem quiseram levar-me ao centro de saúde, para que me tirassem o vidro do pé, enterrado na pele, na carne, eu sei lá. Não quis. Já tinha desinfectado tudo e posto uma pomada. Gosto de conversar com o inimigo. Na esperança de que não seja tão inimigo. Entrei num acordo com o dito. Se fosse rejeitado durante a noite, esquecia as dores e os danos provocados. Se não, ia pôr o meu pé numas mãos quaisquer, e não me responsabilizava. Não foi preciso. Acordei com o pé livre. De dores e do vidro. Já estou pronta para outra, salvo seja!