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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

reflexão



Hoje é dia de reflexão.
Na verdade, há dias de reflexão.Qual a postura adequada para que todos saibamos que ali há alguém a reflectir? Silêncio é ponto de honra. Um muro, uma varanda, um patim, um banco, uma pedra.O olhar? Longe. Num pon
to que só a gente vê. Que parece que só a gente vê. 
As mãos tocando-se. Entrelaçando-se dedos. Os pés do mesmo jeito. Encaixados um no outro. A temperatura? Ambiente. Nem calor nem frio. O cacimbo já lá vai, o tempo das chuvas se aproximando…O coração, ao largo. A mente, lúcida. O interesse? O futuro. Mas, ninguém reflecte porque lhe apetece. Ou porque está para ali virado. No mapa, o continente ganha forma. O país também. A bandeira. Escolher. Eis a questão. Ser firme e não lhe escapar a mão. Mas, escolher o quê? Um número. O destino. D’ um povo. Duma nação. Na verdade, há dias de reflexão… Na verdade hoje, o meu número é par.Mas, para além de tudo, AMO-TE ANGOLA!

domingo, 5 de junho de 2011

adeus...e oxalá...

Digam adeus e...oxalá...ao ministério da cultura.

diz que é tempo de mudança (?)

Não me peçam contas, que eu, euzinha, estou inocente.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Votar, eis a questão

Parece que a minha vida às vezes é um marasmo. Mas desenganem-se. Quem quiser um pouquito de animação acompanhe-me. Sempre acontece qualquer coisita que de repente nos deixa numa assim, tipo... surpriiiiiise! Que é como quem diz, com cara de tacho.
Mesmo a caminho das urnas, estrada essa que devia ser feita séria e silenciosamente vão-se tecendo comentários cá muito meus, nossos. Porque fui de companhia, votar, pois então.
Logo à entrada, a lateral do edifício novo da Escola Secundária Maria Lamas, uma mesa com três criaturas da nossa praça. Caras bem conhecidas e algumas com quem me bati de frente, anos a fio.
E observo, ali assim mesmo ao pé de mim a grande e frustrante novidade do dia, que já ia bem a meio.
Quem quis votar com o cartão de cidadão e mudou de morada, lixou-se. Desculpem mas foi o termo mais decente que me ocorreu para vos dizer que deixou de constar das listas e não votou. Mostraram o cartão vermelho, fizeram uma cruz antecipada no dito cidadão, não fosse o mesmo borrar a pintura, fazendo a cruz errada no quadradinho que nos oferecem num sorriso de orelha a orelha.
Cá eu, votei. Ainda tenho BI antigo e não trato do CC enquanto não caducar o meu querido BI. A fotografia é horrorosa mas como se diz vulgarmente, já não estou para agradar a ninguém, ainda lá tenho o estado civil, e ainda assino sete nomes, mas está tudo lindamente. Nos conformes. E siga a marinha.
Votei e votei muito bem. Sem arrependimentos. No único homem que ganhou. Fui uma das 500.000 criaturas que botou uma cruz no último quadradinho.
Eu que não encarneiro assim às primeiras, não faço coro em salvas de palmas e Vivas, enquanto seguia os acontecimentos pela televisão apeteceu-me falar sozinha, bater palmas e dar Vivas ao homem que arrepanhou os tais quinhentos mil votos dos portugueses, não contando com os que votariam se não tivessem sido enganados pelo progresso que finalmente chega também às urnas e apanhou desprevenido quem está habituado a que tudo se faça devagar, devagarinho, a passo de caracol, como a lesma.
Hoje, no meu local de trabalho percebi que num universo de 12 pessoas, três disseram abertamente que tinham votado em Fernando Nobre. Foi uma surpresa para mim. Ou não.
Há quem queira a mudança. Sem vícios. Nem passado.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

venha o diabo e...vote

As eleições estão aí. E por isso vou ficar em torres novas. Para votar.
Há uma amiga que não vejo há muito tempo e com a qual me vou encontrar por via disso.
Ao telefone, falámos um pouco do estado da nação. Que nos toca à séria. E confidenciou-me bem animada: " Eu cá voto no médico. No Nobre. Pelo menos esse passou a vida a fazer bem por esse mundo fora. E já angariei muitos simpatizantes ".
Achei curioso. Apesar de interventiva na sociedade onde se insere, apesar da sua formação académica que a leva a analisar mais pormenorizadamente os comportamentos sociais, raramente falamos em política e nos políticos. Não imaginava esta escolha. Este protesto perante quem já está instalado. Achei piada dizer-lhe que era angolano.
Um português angolano, médico de profissão, durante anos presidente da Ami e candidato a presidente.
Há quem diga que se deixe estar como médico. Como dizem do poeta, que continue escrevendo poemas. Ou que votam em branco para manifestarem assim o seu desagrado para com os já sobejamente conhecidos.
Eu não digo nada. Não por falta de coragem. Porque não quero. Porque não sei.
Domingo os portugueses têm uma tarefa difícil a executar. Cá para mim, venha o diabo e...Vote.
Porque eu, não sei não. Abomino alguns dos candidatos. Não conheço outros. Simpatizo com um em especial. Mas não chega para fazer a cruz no quadradinho.
De qualquer forma achei curiosa a escolha da minha amiga. Gostei de a saber simpatizante de um meu patrício. E a bem da verdade foi por isso que aqui vim escrever hoje. Apenas por isso.
Que do resto, lavo as minhas mãos.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Sim! A Mulher pode.

Dilma Rousseff ganhou as eleições, sendo eleita assim a primeira mulher presidente do Brasil.
Os brasileiros votaram fortemente pela continuidade das políticas económicas e sociais de seu popular presidente, Lula da Silva.
"Ao escolher Rousseff, que não tem nenhuma experiência em cargos eletivos, em vez de José Serra, os eleitores enviaram a mensagem de que preferem dar ao governista Partido dos Trabalhadores mais tempo para ampliar as bem-sucedidas políticas económicas de (Lula) Da Silva, cujo governo aprofundou a estabilidade económica e tirou milhões de brasileiros da pobreza para a classe média baixa".
Dilma Rousseff une-se assim à crescente onda de mulheres democraticamente eleitas na região e no mundo nos últimos cinco anos, entre elas Michelle Bachelet (ex-presidente do Chile), Cristina Kirchner (presidente da Argentina) e Angela Merkel (chanceler alemã).
O povo escolheu e votou. Dilma Rousseff tem pela frente quatro anos para governar.
" Sim, a mulher pode " foi a frase de peso do seu primeiro discurso em jeito de recado a todos.