Queria fazer-te um poema mas hoje apenas sei rimar amor com dor.
Somar anos de perda. Sem beijos, nem abraços.
Sem ouvir os teus passos.
A tua voz.
Porque hoje, faz tanto tempo, vi-te partir com as quadras rimadas que declamavas.
Com as desgarradas que tão bem cantavas.
Com a alegria que alimentavas no dia a dia.
Com os gestos de bem querer.
Com os sonhos na terra longe sonhados
Com a vontade que tiveste sempre, de viver.
Vi-te partir sem dares nome ao livro das nossas vidas que um dia eu queria ler.
Hoje queria fazer-te um poema mas há palavras que não sei dizer
Versos difíceis de perceber
Páginas que de tanto te invocar desesperei
Nas saudades que te chorei.
Queria fazer-te um poema, mas hoje, o dia oferece-me folhas de outono vazias da tua presença.
Ideias confusas de compreensão
E tristeza no meu coração
Hoje, pai, não é um bom dia para te fazer um poema
Quem sabe, amanhã?
Hoje...hoje não!
m.c.s.
Com as desgarradas que tão bem cantavas.
Com a alegria que alimentavas no dia a dia.
Com os gestos de bem querer.
Com os sonhos na terra longe sonhados
Com a vontade que tiveste sempre, de viver.
Vi-te partir sem dares nome ao livro das nossas vidas que um dia eu queria ler.
Hoje queria fazer-te um poema mas há palavras que não sei dizer
Versos difíceis de perceber
Páginas que de tanto te invocar desesperei
Nas saudades que te chorei.
Queria fazer-te um poema, mas hoje, o dia oferece-me folhas de outono vazias da tua presença.
Ideias confusas de compreensão
E tristeza no meu coração
Hoje, pai, não é um bom dia para te fazer um poema
Quem sabe, amanhã?
Hoje...hoje não!
m.c.s.

