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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

hoje...hoje não!



Queria fazer-te um poema mas hoje apenas sei rimar amor com dor.
Somar anos de perda. Sem beijos, nem abraços. 
Sem ouvir os teus passos.
A tua voz. 
Porque hoje, faz tanto tempo, vi-te partir com as quadras rimadas que declamavas.
Com as desgarradas que tão bem cantavas.
Com a alegria que alimentavas no dia a dia.
Com os gestos de bem querer.
Com os sonhos na terra longe sonhados
Com a vontade que tiveste sempre, de viver.
Vi-te partir sem dares nome ao livro das nossas vidas que um dia eu queria ler.

Hoje queria fazer-te um poema mas há palavras que não sei dizer
Versos difíceis de perceber
Páginas que de tanto te invocar desesperei
Nas saudades que te chorei.
Queria fazer-te um poema, mas hoje, o dia oferece-me folhas de outono vazias da tua presença.
Ideias confusas de compreensão
E tristeza no meu coração
Hoje, pai, não é um bom dia para te fazer um poema
Quem sabe, amanhã?
Hoje...hoje não!

m.c.s.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

uma questão de amor

Enternece-me um filho ao colo do pai.
Se calhar sou eu que sou à moda antiga. Ou não...
Gosto de ver o menino de seu pai. Ao colo.
Ambos iguais. Ambos amor. Ambos ternura e laços.
Como as alianças que se entrelaçam uma na outra.
Eu tenho dessas. Em ouro. Não são duas. São três.
Uso-as na mão direita. Há muitos anos.
Interrogo-me vezes sem conta, numa incredulidade de pele, de boca, visceral, porque os filhos adultos não são postos no colo. Porquê?
Porque é que amanhã, esse tesouro hoje pequeno e vulnerável, se transforma num fardo pesado que já não cabe no colo paternal?!
Apostava a minha vida, como o sô Santos hoje, me daria um colo daqueles que não há outro igual e me beijaria a tristeza deste dia, dando a sua vida para que eu sorrisse.

num até sempre




DEZ DE OUTUBRO

Há dias que não deviam existir no calendário. Nem na minha memória. Este é um deles.
Há memórias que nunca me deixam. Permanecendo num até sempre...