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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

que susto!!!

Levei um susto. A pivot da televisão, estava ali à minha frente no telejornal a falar de uma dieta de nome detox, escolhida por famosos, sobretudo no mundo da moda. A ingestão só e apenas, de líquidos, durante alguns dias.
Mas não foi isso que eu percebi. E sim, que seria a ingestão de líquidos, frutos e legumes.
Eh pá! Há uma semana que é o que tenho feito. Vou no 8º dia da minha dieta que ninguém aconselhou mas que decidi fazer.
Batidos de leite de soja e frutos, água com limão, chá verde, iogurte com fruta, barras de cereais, saladas e água. Se bem que, por duas vezes comi fora, por duas vezes pequei. Asneirei que ferveu cá dentro, pois o organismo estava a habituar-se a comidinhas mais maneirinhas. A primeira foi domingo, uma lasanha de vegetais, mas como é que uma criatura vai ver o mar, tem o mar ali de frente, é convidada para se deliciar com as vistas e depois pede uma simples salada igual às que tem feito em casa? Não. Claro que não. E pede uma lasanha. O bom senso pede que ao menos seja de vegetais. E sim. Venha uma lasanha de vegetais. E para beber? Pergunta o empregado simpaticamente. Não há hesitações. Água. Canário! Eu a acompanhar uma lasanha com água...mas foi certo e sabido que assim aconteceu. E não me custou nada. Sobremesas? Nem vê-las. De lá até hoje, nem um pensamento pecaminoso. É que o espelho tem-me devolvido sorrisos e eu gosto da simpatia do espelho.
Mas hoje...de novo pecando. Na mesma onda. Deve ter sido por ter falado de italianos. É que os meus pecados têm a ver com essa agradável cozinha, espalhada por tudo o que é rua, largo ou esplanada. E pronto, fui convidada para uma pizza ali na esplanada das pizzas, na avenida da Liberdade e aceitei. E comi uma fatia de pizza e uma calzone, tipo rissol gigante, tão bom mas tão bom que me consolei. Para beber? Limonada. Ahn, ahn, estou a portar-me tão bem que até eu desconfio. Depois disso e até este momento, uma sumo de laranja e água, muita água. E ananás.
Então? Isto é a dieta de nome detox? Não, claro que não. Isto é alguma dieta que se veja? Não, mas é uma tentativa conseguida. Foi preciso ir pesquisar no google para perceber que as dietas detox são dietas líquidas, por isso e apesar do susto, já me safei.
Do que não me safo é de alguns dos pestiscos com que me vão tentar durante alguns dias e a partir de amanhã à noite. Em nome dos afectos, eu peco. Mas é mesmo só, em nome dos afectos.
Desta vez é a sério. Estou farta de me chamar velha, gorda e feia.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

jejuando



Depois de uma semana lixada, dias de dieta, comendo saladas e pouco mais, descobri que alface, queijo fresco, beterraba e ananás, numa bela e colorida salada ( quem sabe, diz, que devemos comer variado e colorido ), pode ser um pitéu de nos fazer salivar o dia todo, sonhando com o momento, o tal momento. Descobri que não comer é a única forma que existe de se emagrecer e a mais triste opção. Pois que, ali as minhas amigas a comerem umas torradinhas à minha frente e eu a chá de cidreira. Pois que, a gordura das sardinhas pingando para a broa e eu a água, que broa nem vê-la. Pois aquelas cerejas carnudas e vermelhinhas a saltarem das caixas no supermercado e eu levando maçãs verdes. Pois, todo o mundo comendo sobremesas e eu a desfolhar uma revista para nem sequer me lembrar que existe uma coisa que se chama sobremesa. Decididamente não tenho espírito de magricela. Mas uns diazitos neste jejum permitem que o fecho de algumas calças corra melhor, o que me dá muito jeito porque andar de braguilha aberta não me parece muito bem. Não é por nada, mas se existe um fecho é para fechar como o nome indica. Sei que estou mais leve desde o último domingo. Não sei se mais alegre... isso não me quer parecer. Agora viro-me para o fim de semana que está à porta. Não será de dieta. Farei um intervalo. Ele é o Dia de Portugal. Ele é os santos populares, ele é a praia. Pois. Não. Para a semana logo recomeço. E tem de ser a sério. Mas afinal eu sou uma mulher de palavra ou quê?

sábado, 18 de dezembro de 2010

a dieta

Durante uma semana fiz uma dieta rigorosa. Não fiquei quezilenta, histérica, triste ou carente.Moveu-me um desejo forte de me sentir:
1º- Mais magra. Ou melhor, menos insuflada.
2º- Mais ágil. Ou melhor, menos pé de chumbo.
3º- Mais saudável. Ou melhor, menos hipocondríaca.
4º- Mais tcharam. Ou melhor, menos nem carne nem peixe.
E por aí adiante, que honestamente não me faltariam motivos e incentivos para emagrecer.
Eu sei que os gordos são mais divertidos, mas eu gosto mais de me divertir do que divertir.
Também sei que dão nas vistas, devido ao espaço que ocupam. Mas eu gosto mais de dar nas vistas por outras razões.
E sei ainda que os gordos podem comer de tudo. Apesar de eu ter uma boca santa e portanto não ser biqueira, gosto mais de outras coisas que não são compatíveis com gordura, como por exemplo, pensavam o quê? De andar, correr, saltar, dançar, olhar para mim e gostar. Coisa que já gostei mais, a bem da verdade.
Mas...ao fim desta semana que correu de uma forma tranquila e sem babar por um chocolate, uma coca-cola, uma empada de galinha, um pãozinho com manteiga, uma fatia de queijo ou mesmo uma sopa de feijão, um bife, ou uns jaquinzinhos com arroz de tomate, estou que nem posso.
Não passei fome. Nem tão pouco pensei por um segundo desistir. E nem com aquelas vozes malignas tentando-me, a minha gula deu sinal de vida.
Hibernando sem hora para acordar permitiu assim que um certo volume fosse diminuindo, que até eu, céptica, acreditei que não era o espelho a passar-me a mão pelo pêlo, traiçoeiro.
Fiz dieta mas não me pesei. Nem usei a fita métrica à volta dos meus volumes. Não tinha que provar nada a criatura alguma. Nem a qualquer nutricionista.
A roupa estava lá de lado. À espera de melhores dias. E eles chegaram. Ainda à pouco organizando os trapinhos de verão que tenho de pôr na mala para levar para o verão da minha terra, experimentei três corsários que não vesti este verão porque parecia uma lontra dentro deles e...eis senão quando, até os olhos me sorriram ao espelho. Na muche!
E para acabar com o resto, as crias disseram-me uma coisa que me deixou a babar, embora não concorde muito com isso.
Que estou bem assim e não preciso de emagrecer mais.
Eu acho que são olhos benevolentes que gostam desta mãe, assim, menos espaçosa e roliça.É que estou a milhas de ser uma top-model. Bem que gostava, mas isso, já lá vai se é que algum dia foi.
Portanto, dei-me bem nesta semana e quando dei por finda a dieta a que me propus tive pena de terminar com o bem-estar em que andei se calhar porque pouco mais que beberiquei que até o meu fígado ou vesícula ou ambos se esqueceram de mim e não escoucinharam nem uma vez. Porém, continuo bebendo os meus batidos, comendo maçãs verdes e ananás, queijo fresco, sopas e saladas e mais não digo pois se alguém quiser fazer o que eu fiz que me pergunte por contas que eu lhe conto um conto. Como me conheço, vamos a ver até quando caminharei devagar e a passo certo. Arrisco um palpite.
Quer dizer, uma intuição muito muito forte de que não direi não a:
Quitaba, paracuca, doce de côco, quitetas, coca-cola nacional, cocopina, caipirinhas, castanha de cajú, cocada, mangas, maçãs da índia, sape-sape, maboques, mufete, moamba, canjica, banana assada, marisco, mandioca, mousse de maracujá, escondidinho, cachupa...
Afinal, vou deitar tudo a perder daqui a uma semana? Não. Sei por experiência própria que o meu pequeno almoço em Luanda é sempre um batido dos meus, que levo na bagagem. Depois venha o diabo e escolha o que posso comer, mas nunca pançadas de comida. Vou provando de tudo, aqui e acolá.
Há muita casa para visitar e não tenho feitio para me negar mas este ano vou segurar-me, palavra de maria clara das dores. Depois vos direi.