Na hora que o dia pára e os primeiros candeeiros espalham a luz, a minha sombra escondida no tempo e na alma, salta silenciosamente para a rua e se passeia por estes cantos e recantos de magestosa harmonia e beleza sem igual.
Luanda escurece lá fora e se ilumina dentro de mim.
Queria inventar um banco de jardim. Feito todo de pedra. Como estas paredes de uma fortaleza sem fim. Colocá-lo aqui onde o tempo não passou e a vida corre devagar. E inventar os meus sonhos por sonhar, olhando o mar. E o farol da Ilha. E a Samba...
E sonhar-te. Aqui, neste lugar. Ao meu lado, olhando a minha cidade, o nosso mar.
Um dia, eu sei, um dia isso vai ser um sonho verdadeiro e serei feliz.
Vou esperar sentada e enquanto espero, vou ter Luanda no olhar e no coração também.
Sem comentários:
Enviar um comentário