domingo, 21 de agosto de 2011


A propósito das celebrações religiosas, com o Papa, hoje, em Espanha, estou espantadíssima. E porquê? Porque tenho estado a seguir pela televisão a missa e como é óbvio chegam-me imagens de fiéis assistindo in loco a esta celebração. E o que é que vejo? Imensos jovens de calções, t-shirts de alçinhas e até cai-cais. Mantinha comigo uma imagem de há muitos anos atrás, talvez uns 30, de Fátima, que me revoltou e tornou um pouco céptica a propósito dos propósitos daquele espaço de fé, por parte das autoridades religiosas que impunham leis absurdas para os fiéis que ali buscavam um pouco de paz.
Um episódio, aconteceu comigo, e outro, assisti a ele, passados que foram uns 10 anos, do primeiro.
Torres Novas fica a vinte e tal quilómetros de Fátima. Era muito vulgar ao domingo ir beber café àquela localidade, então uma aldeia. Eu gostava de ir à capelinha pôr uma vela e depois subir a escadaria para a basílica. Gostava daquela tranquilidade que encontrava naquele espaço bonito e de paz.
Um dia, de verão, era eu menina e moça, talvez 25 anos, acompanhada do namorado, no tempo em que os namorados iam a Fátima com as namoradas, entrei no recinto aberto onde cabe um milhão de gente de fé, nos dias especiais de 13 de maio ou 13 de outubro e fui abordada por uma criatura que me impediu de prosseguir a caminhada. Então o que era? Dirigiu-se-me para me indicar um compartimento onde me emprestariam um xaile, lenço, ou echarpe, para que tapasse as costas e os ombros. Estarreci. E perguntei porquê. Percebendo claramente o que estava a acontecer mas sem querer acreditar.
É que eu vestia uma t-shirt preta às risquinhas brancas que atava no pescoço e deixava as omoplatas e parte das costas ao léu.
Foi-me dito sem muitos floreados que era proibido entrar ali vestida daquele jeito. E ou me tapava ou não prosseguia. Achei repressivo e imoral o comportamento dos homens da igreja. Como imoral acho muita coisa que não vem para aqui chamada porque são contas de outros rosários, rezadas muito para além deste exemplo.
Claro está que com 25 anos, uma gaja que se vê nesta situação não aceita as regras do jogo e dá meia volta volver que para rezar não é preciso estar vestida até às orelhas. Hoje, seria bem diferente, ó se seria. Mas eu queria ver quem me arrancava de um espaço público ou me aconselhava um lenço saído sei lá eu bem de onde, ( que nojo, que promíscuo um lenço que conhecia mais ombros que eu conhecia pessoas )!
Uns anos mais tarde, já os meus filhos corriam alegremente no recinto da basílica, vi uma peregrina acompanhada de um cão, com trela, e devidamente açaimado, ser convidada a sair por ser proibido animais no recinto. A rapariga explicou-se dizendo que fizera o percurso do Cartaxo até ali, a pé, cumprindo uma promessa e fizera-se acompanhar do cão, treinado para a defender e por fim, ali estava para agradecer e rezar, cumprida que estava a promessa. Que não tinha onde deixar o animal. A criatura não se comoveu com a história que parecia ter tudo para ser verdadeira e a peregrina teve de se retirar.
Sempre que me falavam dos procedimentos da igreja em Fátima, eu não me poupava em considerações e repeti estas duas histórias vezes sem conta. Como tudo, passa, e também passou e eu já nem vou a Fátima! Estou ali ao dobrar da esquina e nem sequer conheço a basílica nova por dentro, que acho um verdadeiro mamarracho, colocado ali a contrariar a arquitectura bonita da basílica antiga e o seu recinto aberto e arejado muito diferente de Lurdes, onde fui há uns anos atrás e achei feio, tétrico e doentio. Se calhar por ter sido em dia de frio e chuva, mas comparada com Fátima, em comum só os nomes de mulher.
Mas hoje, porque desta festa da igreja com o chefe da dita se trata, muito me admiro e regozijo que as coisas estejam a mudar. Ou serão os espanhóis?

cada um é p'ró que nasce


A equipa de portugal morreu na praia...
E matou a vaidade de milhões de portugueses.
Ia ser bonito pela madrugada fora, foguetagem e animação. Carros e motas em caravana, e businões, incomodando quem não gosta de futebol, nem de fingir ser um grande patriota.
A final viu-se uma equipa vencedora que por acaso não conseguiu trazer o título. Eu pelo menos vi.
Sofri um pouco. Não por Portugal, mas pelos putos. Nunca fico muito infeliz com as derrotas de Portugal. Vai-se lá saber porquê...
Já com o Benfica...
Tem-me apetecido chamar-lhes tudo menos gloriosos.
Vá lá, vá lá, uma vitória contra o Feirense, báaaaaaaaaaaa! Estava a ver que não!
Jesus, Jesus!!!
Mas era da equipa que morreu na praia que falava. Uma equipa de todos nós, gloriosos ou não.
Com o calor que faz, o melhor será, eles e nós, irmos a banhos nas águas salgadas da nossa costa, praias que quando não matam, curam. É preciso é cuidado com os tubarões martelo.
Ora querem lá ver?!!! Uma barbatana assim à minha beira e eu a achar que é de plástico...
Isto faz-me lembrar uma juíza muito bonita e jeitosa, solteira e sem namorado, com quem trabalhei, que se lhe dissessem para não andar tão sozinha e arranjar um namorado, um homem bom, que valesse a pena, ela respondia: Mas aonde é que eles estão? Os homens bons são todos de plástico...
Bem, não sei porque me está a puxar o corpinho para a brincadeira. Ou sei? É que estou aqui, estou na praia e não queria nada dar com um tubarão plástico. Se tiver de ser que seja à séria...
Não sei o que me deu. Deve ser de ter dormido pouco, à espera dum golinho de empate e depois das grandes penalidades a decidirem a sorte dos miúdos. Era mais justo assim.
Será que foi uma questão de falta de fé? Olho as celebrações do papa, em Espanha, ( Jesus, Jesus ), e vejo milhares de jovens cantando e exibindo uma expressão tão feliz que, penso eu de que, não havia equipa de futebol brasileira que lhes metesse medo. Mas pronto, cada um é p'ró que nasce, ou reza...

final, pela madrugada

Falta um minuto para o jogo começar.
Acabei de ouvir o hino de portugal. Gosto de ouvir o hino. Gosto que seja cantado pelos jogadores. Sinto sempre uma coisa quente no estômago, parecida com... emoção?
Sei que vou ficar expectante e nervosa. Como se um dos rapazes, a equipa, todos fossem meus filhos.
Que vença Portugal!

sábado, 20 de agosto de 2011

captando...









































































































Ontem foi o dia da fotografia.
Aqui estão algumas das imagens de luz que eu vou tirando um pouco sem saber ler nem escrever. Só porque me apetece.
São recentes. E em locais muito diferentes.
Um dia quando crescer, quero ter uma máquina boa e fazer um curso de fotografia. Só para perceber as asneiras que cometo e tentar ser mais justa para com os modelitos sejam eles naturezas vivas ou mortas.

Georges Moustaki - Le Meteque

O romantismo é uma escolha do coração que a mente aceita.
Digo eu, que sou voluntariamente romântica.
Um bom som. Um sábado feliz.

amanhecer diferente

foto tukayana.blogspot Seis da manhã. Amanheço com o vento a bater na persiana. A Pitanga agitada, corre do quarto para o corredor, do corredor para o quarto como se fugisse de inimigos. Orelhas espetadas, pêlo eriçado. Abro os olhos a certificar-me do local onde estou. Levei a noite a sonhar que viajava por essa Angola fora. De Luanda para a Namíbia. 2000 quilómetros ou mais. Durante a noite. E que vira nascer o sol para lá do morro. E fazia vento. E chovia torrencialmente. E o jipe sem capota. E eu com frio...
Levanto-me. Vou à sala. Fecho a porta rapidamente para que a Pitanga não entre. Ela sobe para a janela e ainda que digam que os gatos têm sete vidas, p'ra mim são tangas e o seguro morreu de velho. Abro a janela e respiro o ar fresco do dia que há-de chegar na madrugada. O vento sopra forte. As árvores na rua agitam-se e dois cães brincam junto à ribanceira, que vai dar ao vale do alvorão, indiferentes ao tempo. O céu está escuro e carregado. Começa a chover.
Duma janela do prédio em frente, surge uma mulher que não conheço. É intrigante. Vivo aqui há mais de 23 anos e não conheço os vizinhos. Não evito pensar nos vizinhos lá da minha rua. Na minha querida Arminda, na D. Rosa, Necas, Mário, Bety, Júlio, Xico, professora Dina, no povo todo do Largo onde eu cresci, lá da Vila Alice e até na Teresa Mulombosa, a única criatura a quem dei uma bofetão. Que me consolou. Também, quem lhe mandou chamar-me maximbombo do miungo? O quê??? Maximbombo ainda vá que não vá, eu era mesmo grandona, mas do miungo??? Me ensinaram que era palavrão feio, de gente grande que fazia coisas feias ...e eu era mesmo uma miúda entrada na adolescência, a olhar na sombra, mas a fazer vestidos de bonecas com a minha vizinha Fatinha...
Maximbombo...do miungo?! Levou mesmo, mulombosa duma figa.
Não sei se porque estou de férias, se porque sonhei que deslizava pelas picadas do chão barrento e imbondeiros e mulembas seculares nas suas bermas, dou comigo a pensar, a respirar, a sentir e a " ver " o meu kimbo. A culpa foi de um amigo que comigo falou, ontem à noite. E me convidou para ir à Namíbia de carro. Ainda não é para já. Aproveitar e passear pelo Namibe e Lubango, também. Deitei-me a pensar nisso. A pensar no que me disse quando lhe falei das minhas férias. - Vem p'ra cá. Vai ver os vôos. Há preços bons, agora, nos aviões novos ". Sorri divertida. Como se fosse assim num estalar de dedos. Não. Não agora. Ainda não tenho passaporte. Mas perante a hipótese de alguém me dizer - vem p'ra cá - e eu de repente, ir, como já fazem de lá para cá, aos fins de semana, alguns que eu conheço bem, Luanda ficou tão perto, tão perto, tão intimamente colada a mim, num me possuir com avassaladora e dorida paixão, que na madrugada, já lhe respiro, lhe sinto o perfume no cacimbo da manhã, lhe toco com o olhar, lhe falo sotacado, os galos já cantam, e quando amanhecer vai chegar a mim o pregão da quitandeira, a gargalhada do zungueiro, a buzina do candongueiro...
A nguimbi respirando na minha pele escura e seca deste verão chalado...
Bate-me uma saudade tão grande como aquele abraço do tamanho do mundo que eu sempre dou, quando dou.
A Pitanga espreita pelos quadradinhos de vidro transparente da porta da sala. Arranha a porta e mia num choradinho calculista mas convincente, para que a deixe entrar.
O dia amanhece. No monte a nascente, o sol avermelhando o céu negro, surge lindo, puro. Único.
Aqui deste lado, afinal, também nasce o dia. E eu quero vivê-lo. É sábado, estou de férias e amanheci sorrindo, no sonho e no que me é dado ter.
Então, faço umas imagens de luz, ao momento...

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

é o amor

foto tukayana.blogspotQue é como quem diz... Não há condições!

Marcelo Camelo e Mallu Magalhães - Janta


a cidade parte de férias

foto tukayana.blogspotAs cidades e vilas partem de férias. O povo queima os últimos cartuchos antes de começar a apertar o cinto. Quando o verão passar, a crise envergonhada fechar-se-á em casa. Enquanto isso, dá largas ao verão e vai por aí fora.
A cidade do Almonda não foge à sua sina. Sempre teve tradição de dizer adeus e ir viver o verão. Para a Nazaré, Pedrogão, Vieira, S. Pedro de Moel, S. Martinho do Porto, Peniche, Baleal, S. Bernardino, Consolação, Santa Cruz, Figueira da Foz...
Há quem vá para o Algarve. Destinos procurados? Os que gostam da Vieira, vão para a Quarteira e Monte Gordo. Depois há os que gostam da Nazaré e vão para Albufeira e Armação de Pera. E depois há os outros. Os que têm bom gosto e vão para praias que não têm nada a ver com estas. Pois que o Algarve é imenso e tem praias como Santa Luzia, São Rafael, Olhos d' Água, por exemplo.
Mas na verdade, os torrejanos o que querem é meter-se na auto-estrada e pé no chinelo, que se faz uma pressa.
Quem fica? Os que trabalham. Os que não podem fazer férias fora de casa. Os que não gostam de praia. Os que fazem férias lá fora e saem noutras épocas do ano.
A cidade está deserta. À noite, se já era uma pasmaceira, agora só se vêem pessoas,( mulheres ), em grupo, andando velozes como se estivessem a fugir à polícia, que não se vê em lado nenhum, nem à porta da esquadra, porque precisam de ter saúde, e combater os quilos que se instalaram. No centro, na praça 5 de Outubro parece uma movida madrilena, no seu pior, é claro, mas as esplanadas cheias de miudagem que ou não foi ainda de férias ou já regressou, e até o velho café Império tem uma roupagem nova, mas decadente e fora de moda, que essa estava na berra mas nos anos 80. Ausência quase total de luzes e em substituição aquelas bolas de tecto, das discotecas, girando e pintando de cores e desenhos de luz, as paredes. Ocorre-me o Bob's, a primeira discoteca da cidade frequentada por mim como se não houvesse amanhã, nos pirosos anos 80 e como gostavamos de vestir de branco, pois a luz das ditas bolas transfomava a nossa roupa numa coisa linda de morrer, e as pessoas ficavam maravilhosamente atraentes com essa luz nas vestes brancas. Eles, os homens desse tempo que tinham mais ou menos a nossa idade, ficavam irresistíveis envolvidos nessa luz. É claro que quando a luz passasse, eram os de sempre, como sempre. Um tédio!
Tédio, é esta terra de Deus às 11 da noite, fora do centro. Bem sei que os putos de 20 anos e até 30 acham que não. Depois das esplanadas da praça, vão para os bares e discotecas da cidade e tá-se bem.
Mas eu, que ontem jantei com a caçula, uma saladinha, sim, sim, e aguinha sem gás, e que tive que esperar que o rapaz da pizzaria fosse ao Aldi, o supermercado do burgo que eu menos gosto, e é logo ali ao lado, comprar os ingredientes para a dita cuja salada que insistiram que serviam mas que afinal não tinham, milho e substituiram por azeitonas, não tinham alface e foram comprá-la, o tomate estava quente e as delícias do mar sabiam a sabão, o atum não era do melhor e apenas salvou a honra do convento o ananás que era fresco e natural, mas dizia eu que, após jantar resolvemos dar uma volta e passarmos pelo centro, onde nos deparamos com outra cidade, mas que a caminho de casa não nos cruzámos senão com uma figura muito conhecida do burgo que fez questão de parar, cumprimentar e perguntar pelos meninos. E se eu estava mesmo bem. Gostei da forma como pôs a pergunta. Andava a passear o lulú que era lindo e tinha o passeio todo livre para as cachorrices e tempo para o passeio. E foi esta a única pessoa que connosco se cruzou até casa.
Há muitos anos que não passo o mês de Agosto em torres novas. Pensei que ia ser mais difícil. Já passou. Mas não me deixou qualquer saudade. A cidade parte de férias e torna-se entediante. Ou sou eu que ando sem paciência. Amanhã deixo a cidade, como todos os outros. Sem pena. Mal será que não vá para melhor...

d. pitanga de férias

foto tukayana.blogspotÓ p'ra ela perdida com tanta preguiça e calor! O dia de hoje foi mau para os animais com pêlo como a minha Pitanguinha. Até para a banheira se vai espojar.
E mal sabe ela que vai viajar na sua odiada caixa...sim porque também vai de férias. Talvez não vá para onde vou, o tempo todo, mas...corta-se-me o coração cada vez que tenho que a meter à força no cativeiro. Não posso preparar o troley à frente dela pois desconfiada que é, vai fugir-me e esconder-se onde eu não consigo chegar-lhe.
E mais, dizem que os gatos são burros...pode até aprender a zurrar mas de burra é que ela não tem nada.

em tempo de desconto

Às cinco da tarde, bati a porta e záaaaas!!!!!!
Fora o relógio. E o despertador às 7 da manhã.
Fora os saltos altos. Viva o chinelo...
Durante três semanas só vou fazer o que me der na real gana. E mesmo que não faça nada, há-de ser porque eu, quero, posso e mando...em mim.
Viva a minha Liberdade!!!

esperando XI



quinta-feira, 18 de agosto de 2011

sonhar

Já me chamaram cabeça no ar, tonta, sonhadora, romântica, e até já me chamaram outras coisas que não digo aqui, mas eu não me importo. Coitados, não sabem do que falam...perdoar-lhes, não sei não, mas, esqueço. Quem esquece, perdoa, por isso estão perdoados e até estarão os que ainda não chamaram, mas hão-de chamar. O coração ocupado com rancores é um coração sem espaço para os meus sonhos e romantismos e eu prefiro ser tonta a ser rancorosa. Só por isso.
Vale a pena sonhar. E porque é que vale a pena ser do jeito que eu sou? Parece que as coisas veem ter comigo. Deve ser à força de tanto pensar nelas e as desejar. Se não, vejamos:
Dois dias, duas surpresas boas. Uma, foi uma família, de 4 pessoas que veio a Alcanena ver-me, acompanhada de mais duas pessoas. Todos da minha família. A família que mais prezo, que mais amo e respeito. Bem sei que o motivo que os trouxe não foi bom, foi o pior de todos, mas cumprida essa parte, tive-os só para receber um alô, pois trás-os-montes fica atrás do sol posto e a vida deles não é isto. Foi muito bom vê-los. Abençoada tonteira com que fico quando estou com estas pessoas que amo tanto.
Outra, foi hoje, logo pela manhã. Na hora do avião da Taag estar para sair de Lisboa. Um telefonema directamente do avião é um telefonema que me deixa sempre em transe, com a cabeça no ar. E vôo, vôo para Luanda num ápice. E depois de desligar tenho uma manhã muito mais colorida e sonhadora. Abençoado telefonema que me deixa tão feliz por falar com uma kamba do peito e ainda por cima saber umas novidades que me agradaram. Já há vôos Porto/ Luanda e Luanda/Porto. Mas a notícia boa é que são mais baratos. A parte má é que não são diários. Claro né? Mas se calhar vale a pena, dado que tenho comboio no Entroncamento para o Porto. Ainda falta algum tempo até voltar a Luanda, mas como o tempo voa, tal como os meus pensamentos e os sonhos, tenho que me pôr bem nesta possibilidade e perceber se pode ser.
Ora bem, se todos os dias tivesse uma surpresa boa, como estas, a vida não precisava de ser tão estupidamente sonhada. Isto para dizer que, se não andasse tão entediada e a precisar de algo que me anime nem me aperceberia de que afinal o sonho construído, mais tarde, se torna realidade que até parece um sonho.

sofre coração



Não! Não! Não!

Há 3 dias que nem pão nem coca-cola. Nem outros.
Apenas saladas, queijo fresco, maçãs, iogurte natural e líquidos não adocicados ou, e, gaseificados.
E não é que já noto que estou a vazar? Tenho sono, um sono parvo, mas ok, eu tenho espírito de mártir e tudo suporto, só não aceito ver a minha roupinha posta de lado, o cansaço ao subir ao terceiro andar e o desalento perante o espelho.
Por isso, sofre coração, para não sofreres mais tarde.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Tulipa Ruiz - Aqui


curiosidades IV



o mercado

Novo mercado Roque Santeiro

cassussua ou fisalis

foto tukayana.blogspot Fisalis em Portugal. Cassussua em Angola.
Dá-se muito bem na horta do mano Zé.
O Ribatejo tem boa terra.


quem havia de dizer...

foto tukayana.blogspotCana d'açúcar cortada na hora...da horta do mano Zé. No Ribatejo. Ah pois é!!!


de onde veem os quiabos?

fotos tukayana.blogspot



A planta que dá os quiabos. Os quiabos que colhi lá da horta do mano Zé.

antes parecer que ser

Se eu atendo o telefone e alguém me diz que é a doutora tal, não a vejo e já lhe estou a tirar a pinta. E só me rio...
Por acaso agora que penso bem no assunto, escrevi no feminino porque afinal são mais as doutoras que os doutores que foram batizados assim deste jeito meio absurdo de se ser.
E se pensam que é uma muito de vez em quando, desenganem-se. A toda a hora atendo telefonemas destes e o que há mais para aí são doutoras tal e coiso, doutoras coiso e tal, que nunca deixarão de ser uma coisa, a tal que nunca respeitarei.
Curiosamente conheço uma pessoinha que a cada vez que a tratam por doutora se pergunta se aquilo é com ela e olha para os lados à procura da dita. É que isto, ou se nasce...ou se nasce.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

arte em exposição

Em exposição no CCB foto tukayana.blogspot

a volta...a portugal

fotos tukayana.blogspot



















Sem esperar, por ter almoçado quase ali, em frente ao rio percebi que a etapa da volta se estava a fazer. E então, porque não? Umas fotos.

vidas

A dona A....., era cozinheira dum snack-bar, onde em tempos eu almoçava. Fazia umas sopas muito boas e uns mini-pratos apetitosos e a refeição ficava barata. E não valia a pena ir de lancheira para o emprego. Era uma mulher grande, talvez mais alta que eu e o dobro de mim. Morena, bonita e com voz de generala. Gostava de mim e de outra colega que ali íamos e amaciava as palavras que nos dirigia. Saíu quando a patroa faleceu de doença prolongada. E nunca mais a vi. Um dia soube que estava com um problema grave. Um filho que andava na droga e que praticara uns furtos. Depois disso, estive uns anos sem a ver. O filho foi preso e ficou a cumprir pena.
Hoje voltei a falar com ela. A propósito de um documento que viera solicitar, para outro filho. Trazia uma filha ainda adolescente. A míuda comentou o facto de estar tudo bem com o documento e ela disse orgulhosa: Deste não há nada a dizer. Deus me livre.
Ganhei coragem e perguntei-lhe pelo outro.
- Nove anos, minha senhora. Foi um castigo muito grande para quem mexeu no que não devia. E começou a chorar. Impressionou-me ver aquele mulherão com voz excepcionalmente macia, apenas para mim e para a minha colega, ir-se abaixo. Esteve um ano sem o ver. Não podia. Fora operada e correu mal, esteve internada mais de 2 meses. O estabelecimento prisional fica longe e não tem meios para se deslocar. O taxi leva 150 euros; isso é o que ela lhe leva cada vez que lá vai, em comida, tabaco e outras coisinhas que precisa. - Graças a Deus já está limpinho, só fuma tabaco, disse-me ela. E trabalha quando lho dão para trabalhar. Tenho de me conformar. Daqui por mais 4 anos sai e ainda há-de ser um grande homem.
Foi-se embora com as lágrimas correndo cara abaixo e com a esperança de que a vida lhe sorrirá, mais ao seu filho. Convencendo-se que sim, ainda vai ser um grande homem para que se possa sentir uma grande mãe.
O drama da Dona A.... incomodou-me. Já devia estar imune.
No fim de semana vi uma família no metro que me perturbou igualmente. Mãe e dois filhos com menos de 10 anos. Cada um com o seu saco de viagem. E muito compenetrados no seu papel. Os putos mal podiam com o saco. E não evitei de perguntar para o ar, para dentro de mim, e o pai, onde é que está?!!! para ajudar estas pessoas? Porque razão as mulheres andam 9 meses com os filhos no ventre, amamentam-nos, perdem noites e dias a tratá-los e assim será pela vida fora. Sempre elas. Sempre elas. Porquê que não vemos pais? Homens, que fizeram os filhos e alguns que os protegeram até o dia x e depois desapareceram? As mães não fazem isso. Porquê?
Onde está o pai que reivindica direitos iguais e se escandaliza quando é dito que a mãe ama mais e melhor as suas crias? Onde? Até há pouco tempo eu acreditava que pai e mãe era a mesma coisa. Mas não é, e os pais que o são de facto, que me perdoem, sei que os há, mas há coisas tão simples como isto: eu estou a almoçar com uma das crias e está um homem de menos de 40 anos a almoçar sozinho ( vá lá, porque podia estar com uma matrafona ) e toca o telefone, e é, filhota daqui e filhota dacolá e isto e aquilo e aquele outro. E porque raio a filhota não está a disfrutar duma salada com camarões, dum sumo natural e da bela vista do rio Tejo? Não tenho nada com isso mas ultimamente tenho perguntado para que raio é preciso um ser ter pai se ele é ausente, invisível, indiferente ou prepotente, egoísta e outras coisas mais?!
Decididamente, ando a bater mal e questiono-me e aos outros, e questiono os laços. E questiono a vida. Se calhar sou uma chata e não melhoro. Ao contrário da dona A....., sou pessimista. Porque ela espera que o seu menino de 26 anos depois de cumprir a sua pena se torne num grande homem.
Grandes homens?
Aonde estão?!
Grandes pais...
Tenho tantas saudades dos meus. Sô Santos, um pai que nunca me abandonaria, um pai que teve um P tão grande, tão grande que fez com que eu quisesse ser mãe e nunca tivesse medo desse laço indestrutível
.

esperando X

foto tukayana.blogspot


curiosidades III



segunda-feira, 15 de agosto de 2011

curiosidades II

Na casa de banho das senhoras, das salas de cinema do Colombo.

família

foto tukayana.blogspot A família é sagrada.
Neste dia de Nossa Senhora da Assunção, que os transmontanos tanto gostam de comemorar, as famílias se reunem. Há sinos tocando. Procissões se anunciando. Foguetes estoirando.
Mas nem todas as famílias celebram a vida.
Hoje me lembrei do meu pai e da avó Clara e por eles, entristeci.
E porque tenho muita pena que haja famílias que tenham pessoas que não cumprem as regras do amor, da paz, da boa vontade e da compaixão. Nenhuma família merece isso.

Wawé Mwangolé - Música Angolana dos Anos 70 na Língua Tradicional Kimbundo


Maria Gadú e Luís Kiari - Quando Fui Chuva (DVD MultiShow - Ao Vivo)


me tirei de cuidados

Caminhei devagar. Num calma que inventei só para chegar até aqui. Como faço para inventar tranquilidade se pareço um vulcão, a lava, veloz, procurando caminho para cumprir a sua função? Não faço.
Eu sei que tu sabes das minhas esquizofrenias, das minhas taquicardias, dos meus ataques de pânico, só por te imaginar, aí desse lado rindo a bandeiras despregadas da minha pobre e louca alma tentando encontrar uma linguagem no gesto de te dar a mão, e abrir os braços num daqueles abraços do tamanho do mundo inteiro, da existência, que eu nem sei como isso é, mas gostava mesmo de saber só para te dar esse abraço que ninguém nunca que te deu, neste mundo de deus. Eu sei que tu sorris de comiseração, te dás ao luxo de abanar a cabeça altivamente, pelo menos eu te vejo assim, num deixa p'ra lá que ela pode ainda ter remédio e se compensar, se fizer tudo direitinho, quer dizer, se caminhar tranquilamente mesmo que finja um pouco, e se sentar serenamente olhando o mar e o sol adormecendo no colo da água salgada, nesse fim da tarde em que vive, e sonhar outros sois, outros mares, novos poemas, novas palavras, baladas e histórias de amores menos sofridos.
Me enganei? Aposto que estás para aí a procurar assento para me endoidares na luz do sol do meio dia, me provocando para te dar sombra, me sentando do outro lado da loucura...
Caminhei devagar. Para chegar até aqui. Me desviei do que tracei. Esbarrei em ti. E me fiquei, assim. Não sei se fiz bem. Tu saberás. Sabes mais do que eu. Sabes sempre mais do que eu. E mesmo que não me digas, nas entrelinhas eu encontro caminho para as respostas. É que me ofereceram uma coisa que lhe chamam de bússula que uso sempre que estou perdida...
Mas hoje, me tirei de cuidados e mesmo ao acaso, e aos tropeções, caminho segura e devagarinho para chegar até ti e tenho para mim que vou conseguir.

Postais de Luanda - Primeira Parte


o dia da outra cidade

foto do google

Olhar Luanda é desejar estar lá. Falar-lhe enquanto lhe olho feliz. É a cidade que mais sabe de mim, me conhece e me protege. Que me leva ao colo para o passado. E me mergulha nele, mar dos meus segredos e dos meus encantos. Não vivo no passado. Ninguém que seja são pode viver no passado matando o presente. Não sou saudosista. A minha cidade kuia. Hoje. Não tenho saudades da cidade que foi. As saudades que tenho são da minha terra de hoje, aquela onde estive há 7 meses. É essa que quero rever daqui por algum tempo. Mas sou caranguejo. Aquele que guarda tudo. Aquele que tem memória de elefante e que lembra o passado com saudade. E aqui me revejo nas características que as pessoas do meu signo possuem. Por isso, hoje, 15 de Agosto, a cada ano, eu sei, não esqueço, acho que nunca esquecerei que era o dia da cidade de S. Paulo da Assunção de Loanda. O dia feriado. O dia do concurso das montras. O dia em que muitos iam até Porto Quipiri assistir e participar na festa em honra de Nossa Senhora da Assunção, pois que a cidade deixou de ser de s.paulo da assunção, mas os católicos continuam a festar o dia da Senhora.
Então é isso. Nasci numa cidade então portuguesa. Que tinha um dia comemorativo em 15 de Agosto e comemorávamos. E que por isso, por ser dia de festa, não o esqueço. A cidade hoje comemora o seu dia noutro, e bem. Tal como a cidade, eu sou duas, a que fui e a que sou. O dia 15 de Agosto é sempre o mesmo. E eu lembro com saudade outros 15s de Agosto. Que saudades do que se fazia em Luanda e nos arredores, neste dia...

domingo, 14 de agosto de 2011

saudando o mundo

A todos os pedros, josés, joões, e também aos anónimos, que aqui vem, eu desejo um bom domingo. E apreciem esta cantora, autora e compositora maravilhosa em mais um tema muito bonito.

ainda os saldos

Uma vez que o meu rico pé doente não pode assentar totalmente na areia da praia, por causa das dores, renunciei à dita ida e quem sabe " mergulhar " nas águas azuis do mar do estoril. Mas até que nem me importei. Tenho ainda muitos dias de praia para esticar a preguiça, ver as ondas abraçarem a beirinha onde as crianças brincam, os jovens namoram e os entradotes espreitam os biquinis coloridos das miúdas. O sol abrandará e as férias chegarão. Não falta muito...
Enquanto isso, calcei as minhas sandálias altas de salto grosso e o pé ficou confortável. E fui passear para um local que em tempos era a minha terceira casa. O Colombo. Eu sei. Eu sei que há quem diga: que horror! que falta de gosto! que piroseira ir para centros comerciais! com um dia tão bonito! é mesmo à pobre! Consumista...nos tempos que correm e ela a gastar dinheiro à toa! Lisboa nas ruas e ela enfiada num centro comercial...e, e eu com isso? Há mais de dois meses que não ia ao colombo. Fui lá a semana passada ao cinema e depois acabei a comer um gelado de iogurte; uma nova loja que abriu há um mês de nome " iogu ", um novo conceito, um novo sabor, que repeti ontem, já de companhia. É tão bom que acho que todos deviam experimentar. E depois, poderão escolher todos os adicionantes, desde fruta, cereais, molhos, lascas de chocolate de várias espécies, etc, etc, ah, e ainda vos dão um cartãozinho onde colocam um carimbo a cada compra ali feita, e quando o cartão estiver preenchido, têem um gelado de borla. Uáaaaaau! Para lá de bom. Ontem a menina foi tão simpática ( marketing (?) ) que em vez de 2 carimbos, pespegou 4, o que valeu um sorrido de orelha a orelha e uma piscadela de olhos. Mas antes disso, almocei uma saladinha com massa, alface, camarão, atum, salmão fumado, queijo e ananás e para beber um sumo de melão. Como veem, tudo muito saudável. E esta coisa dos cartões, adoro. E não consumo mais, por causa disso. Aproveito isso. Já na Douglas, a Maria, aquela menina muito morena e bonita, e muito mais importante que isso, simpatiquíssima, e que me faz sê-lo também, ( há pessoas assim com o condão de determinarem a nossa conduta ), veio oferecer-me o cartão da loja, " mas ainda não tem o nosso cartão? " e aí foi disto que se fez uma pressa e a compra que a minha companhia fez, valeu logo muitos pontos, este é daqueles que o Celeiro também tem, a cada 200 pontos, o direito a um cheque de 10 euros a abater numa compra, o que p'ra mim é ouro sobre azul, porque compro muito, e só, na Douglas, a perfumaria mais barata da cidade, que tem uns desodorizantes e gel de banho que adoro, para além de presentes de natal baratinhos, embrulhados em saquinhos lindos, com estrelas, anjinhos e outros, a dourado. Não falando dos perfumes e da ajuda preciosa que a Maria dá pois já me resolveu o quebra-cabeças que foi, descobrir um perfume que afinal agora já não comercializam, embora me tivesse ajudado na mesma, com a informação de que só o Corte Inglês o tem, tornando-o um perfume da marca da loja. Porque é que a Douglas o deixou de comercializar? Porque é demasiado caro. Porque será que há pessoas que lhe luzem os olhinhos e o nariz para o que é mais rico e belo? Ora eu, a pirosa que ao sábado vem de torres novas e aterra de cabeça no colombo num programa completamente brega!!!
E ainda não disse tudo. É que a minha companhia andou nos saldos. Eu não. Ainda agarrei numa t- shirt, mas na fila para pagar, por vezes é bom que haja fila, serve para a gente pensar melhor na parvoíce que é embarcar em compras desnecessárias, deu-me uma vineta, e fui deixá-la para alguém a quem faça mais falta. Isto é a crise a trabalhar na minha mente e na minha carteira. Se eu há um ano atrás faria uma destas! Levava e pronto. O que eu vos digo é que as lojas também andam desesperadas. Eu fui testemunha que basta ser-se elegante para se conseguir um guarda-roupa novinho em folha por cerca de 60 euros. Se não, vejamos. Vestidos de algodão, saias, e para lá de muitas t-shirts. E se pensam que era tudo uma mixuruquice, desenganem-se. O modelo parecia uma verdadeira miss, também sei que não é preciso muito, ah e não estou a falar de mim, porque eu, ou emagreço ou tenho que passar a comprar na Elena Miró o que não me agradará nada, até porque é tudo muito mais caro.
A minha tarde prosseguiu com uma sessão de cinema, " Tinhas mesmo que ser tu ", um filmezinho para tarde de sábado, romântico e divertido, daquelas comédias românticas que têm na sala menos de 50 pessoas, casais de mais de 60 anos e mães acompanhadas de filhas e pouco mais, porém um filme em que o galã merecia uma sala mais cheinha, não fosse ele, Matthew Goode. Aqui está uma tarde de sábado agradável, dentro de um centro comercial. O pretexto? Os saldos...

sábado, 13 de agosto de 2011

Tiê - Assinado Eu


que as há, há, oh se há

Passaram 24 horas e ainda estou aflita do pé esquerdo. Dores é o meu nome, mas dispenso-as bem. Sei que sou resistente. Suporto a dor física. E a outra também. Não sou uma má doente. Não contrario os profissionais de saúde. Faço o que mandam, pelo menos na fase aguda da doença. Pari duas criauras, uma de 4,200 quilos e outra de 4,900 e se pensam que é assim num vou ali e já venho, estão bem enganados. Custa p'ra chuchu. Jesus, até dá vontade de subir as paredes. Por isso percebo quem tem dores e se queixa. E tem dificuldade em as suportar. Quanto a mim, mais fácil será queixar-me do tempo, do que de dores. Há 4 anos tive uma crise agudíssima na coluna, foi quando descobri que tinha uma hérnia discal na cervical. Passei o diabo. E também por essa altura, na minha vida, tinha o diabo à solta. Não me queixei a ninguém.
Mas vamos ao que importa. Ontem quando chegava a casa fui atacada por uma coisa. Chamo-lhe assim por não saber o que foi. Algo escuro, voador mas rastejante e que se instalou na sandália dando-me uma ferroadela que vi estrelas, planetas e cometas, e formei as constelações que ainda não existiam. Foi uma dor tão forte que julgava que não suportava. Até casa fui a morder-me toda para não chorar mas os olhos carregaram-se de lágrimas que se soltaram assim que fechei a porta. Depressa me disseram que deveria ir ao hospital. Não fui. Não queria esperar horas na urgência. A vê-los passar. Na triagem, quer-me parecer que sem inchaço, sem enquistamento da zona afectada, sem desmaio, só porque diria que doía p'ra caraças não me passariam para aquela cor que nos dão e que passa à frente de qualquer um. Depois, se não me levarem de ambulância tenho sempre que recorrer aos familiares ou aos amigos para me levarem e trazerem. Deixa de haver taxis a partir das 22 horas.
Eu bem digo que não posso ficar doente e quando o faço acham que são frescuras minhas. Mas não são.
Então, e antes de ir para um jantar que já estava marcado e que ficou em dúvida devido ao acidente da coisa voadora que me atacou à má fila resolvi tentar a minha sorte na farmácia de serviço. Dei-me mal. Dei-me mal porque não entrei de padeola, nem aos berros, histérica, nem sou amiga do peito dos donos da farmácia. Já não há farmacêuticos como no meu tempo. Que horror, o que acabei de dizer! Mas na verdade, hoje, os farmacêuticos, não serão todos, esta, foi de uma indelicadeza e frieza quase repugnantes. Afinal os farmacêuticos estão lá para aviar receitas? Apenas? Ou para esclarecer e ajudar os utentes? Mandou-me ir ao médico. Como lhe dissesse que não iria arranjar um assim do pé p'rá mão, logo se apressou a mandar-me para a urgência. E saí de lá com vontade de morder a dor e morder esta criaturinha, que a mandar é mestra.
Quando descia a avenida pûs-me a jogar ao pim-pam-pum. Vou à Golegã, ao Barrigas, jantar com três criaturinhas muito bonitas, simpáticas e agradáveis ou vou ao hospital, mofar até que se lembrem de mim?
Venceu o jantar na terra dos cavaleiros e cavalos. Com tão boas companhias. E a promessa de que no fim do jantar, se acaso não melhorasse iria sentar-me no banco do hospital do burgo cheia de pena de mim própria. Tomei umas coisas e melhorei um pouquinho.
Parece que há uns insectos para aí que no norte chamam de cabras loucas, ou vacas loucas ou o raio que as partisse e que atacam pés indefesos, provocando dano.
Dormi, acordei num novo dia, e estou quase para dormir de novo e a dor cá está. A minha vidinha, fi-la quase na mesma, mas a disposição não é igual.
Eu bem digo que isto não me anda a correr nada bem. Alguma bruxa me viu...ou pensou em mim. Eu não quero acreditar que as há, mas há, oh se há...

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

pesquisa, por não ter nada que fazer

Santa Clara de Assis.
Padroeira da televisão.
Ontem foi o dia da Santa...

pesquisando por ter pouco que fazer

São João Gualberto, o santo do dia 12 de Julho.
Nasceu em Florença.
Padroeiro dos Florestais.
Este é o santo do meu dia de nascimento.


mensagem de sexta-feira

foto retirada do google


mais um dia 12 de agosto...





Doze de Agosto, uma data que faz parte das minhas memórias afectivas. Recuso perdê-la, da memória. Assinalo-a a cada ano com grande carinho. Enquanto viver, não esquecerei um saudoso dia 12 de Agosto, então domingo, no calendário.

que raça de sonho este!!!

Esta noite tive um sonho esquisito e um pouco perturbador. Teria sido a culpa? Ontem falei da Pitanga com pouco respeito pela sua tão dedicada presença na minha vida.
E vai daí, porque tenho que ter tento na língua, e não ir por aí ofendendo quem me quer tão bem que acho que me adora, levei um belo chapadão, sonhando com a minha princesa do mundo felino, que logo pela manhã me acorda e tenta abrir a gaveta da mesinha de cabeceira onde guardo os óculos e o relógio que o F..... me ofereceu. A correia enorme que dá a volta ao pulso duas vezes atrai-a. Ou a côr. O que sei é que tem paixão pelo dito relógio e é um regabofe quando consegue apanhá-lo a jeito. Afinal a minha Pitanguinha é a razão da minha boa disposição logo pela manhã e não merecia que dissesse que tem dias que até ela atrapalha. Que tem, tem, mas podia ter guardado só para mim.
Porque sonhei com o tribunal onde trabalhei 20 anos é que estou para descobrir. Sobretudo porque sonhei com a sala onde me iniciei como funcionária e não na secretaria, onde depois trabalhei tantos anos. Porque sonhei que ali fui comprar lulas como se fosse um mercado e porque as lulas tinham tinta negra como os chocos ainda mais me intriga. E torna-se um quebra-cabeça porque fui ( no meu sonho ) acompanhada de uma miúda que agora terá 25 anos e que não vejo há uns anos e que... pensando bem, faz anos amanhã, que raio...será que tudo isto tem razão de ser? Os sonhos são tramados. Deixam-nos a pensar. Angustiados. Intrigados. Quer dizer, a mim, deixam.
A D. Pitanga entrou com a pata direita no meu sonho. Empoleirada no meu ombro direito anunciou-se na sala velhinha onde hoje funciona uma unidade de apoio. Quem lá estava logo se apressou a perguntar. Quem é este gatinho? Ai que lindo! E o gatinho lindo, que é gatinha, assanhada que só ela, pulou do poleiro que era o meu ombro e escapou pela porta aberta. Direita ao corredor que vai dar aos gabinetes dos magistrados. E eu a correr atrás dela, ao mesmo tempo que dizia para mim; mas isto não é verdade, eu estou a sonhar...e estava mesmo. E acordei a fazer taquicardia. Não sei se do susto se da corrida. Isto de facto não anda fácil.
Do que este meu eu, quieto e invisível lá bem no fundo de mim se havia de lembrar ?
Que raça de sonho este! Canário! Há noites que não valem a pena. Sonhos que também não. Acordar ao lado de um sonho destes não dá com nada. Vale mais fazer colheres!!!