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quinta-feira, 19 de julho de 2012

A Pitanga e o calor

foto tukayana.blogspot

domingo, 1 de abril de 2012

a pose da gatona




A Pitanga ainda não se sente em casa, dado que desde Setembro que não vinha para cá. Mas já começa a ocupar espaço. No fundo, no fundo, ela depressa se sente dona e senhora de tudo o que se vê e não vê, numa posse atrevida e folgada que gato que é gato tem e quando é siamês pior. 

quinta-feira, 8 de março de 2012

d. pitanga

foto tukayana.blogspot
Olhei para ela. Enroladinha num novelo. Olhando p'ra mim.
Sabem quando estão a olhar p'ra nós e nós forçamo-nos a olhar? Pois. Acho que foi isso.
Cheguei do funeral. Numa semana fui a dois velórios e a dois funerais. E fiquei doente com isso. Dores de cabeça e inquieta. Voltei de Riachos no fim da tarde.  Encontei lá gente que não via há muitos anos. Todos mais velhos e gordos. Carecas. Cabelos brancos. Colegas reformados e até alguém do meu passado, que se faz de morto e que foi acompanhar o defunto numa atitude cobarde como é seu apanágio. Coisas de gente pequenina. 
Cheguei encalorada, cansada e desencorajada.
Olhei para ela. No sofá em frente de mim. Olhando-me. Sorri-lhe. Em silêncio. E ela levantou as orelhas, empertigou o dorso, ondulou-o, esticou o rabo e veio direita a mim. 
Estive a falar ao telefone e esquecera-me dela. Não foi para menos. Acenaram-me com um presente de aniversário, que é só para Julho, que não vou revelar, mas podem ter a certeza de que é de estalo. 
Olhei para ela e toquei-a de mansinho. Parada em frente de mim, olha-me. Morde-me os pés porque não gosta de meias pretas. Zango-me. Ameaço-a. Sobe para o sofá. Invade-me o colo. E instala-se. Pego na máquina e tiro-lhe uma fotografia. Esta. 
Dona Pitanga, a minha companheira mais devota e presente. Dizem que os animais sentem e pressentem.
Esta gosta de se fazer sentir. E quem pressente que se péla por me apanhar o colo, sou eu.
Afinal hoje quem precisa de colo? Julgava que era eu...  

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

fazer mais como então?

 
f oto tukayana.blogspot
Esta é a gaveta de que tanto falo. A gaveta que a Dona Pitanga abre e desarruma a cada vez que eu durmo fora de casa.
Ontem à noite, mais uma vez dei à chave e deparei-me com esta desarrumação. Vou fazer mais como então?
Ensinar gata a comportar-se como pessoa? Será que ela já não se porta como gente? Cada vez que me ausento, ela faz-me isto. Furiosa, por ficar sozinha. Vingativa. Sonsa...
Haja paciência!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

pitanguisses e suas consequências

foto tukayana.blogspot

Ela está sossegadita. Refestelada junto de mim. Como se não partisse um prato. Nem deitasse latas de tinta abaixo. Nem patinhasse a casa com patinhas brancas.
Na verdade, quando abro a porta de casa ao domingo à noite não penso em nada porque tudo pode ser possível, desde que esteja à mão, quer dizer, à pata da Pitanga. O que eu não imaginava desta vez é que esta gata bisbilhoteira fosse capaz de tombar uma lata de tinta branca que estava de resto e pelos vistos mal fechada, na despensa da casa.
Dei à chave e como sempre ela apareceu de imediato a espreguiçar-se e a afiar as unhas no tapete. Como a luz de fora se apaga rápido a primeira coisa que faço é acender a do hall. Eis senão quando olho em frente e só vejo patas de gata branquinhas pela tijoleira e pela corticite fora.
Ah pois é, D. Pitanga fez mais uma das dela e eu não sei se me zangue, não sei se ria.
A despensa é só tinta branca no chão. O meu hall e o corredor estão todos patinhados e amanhã é que vão ser elas, de joelhos no chão esfregando, esfregando o que uma gata pintou.
Homessa! Para o que eu estava guardada!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

pitanga outonando


D. Pitanga mansinha e quentinha, debaixo das mantas, não permitindo que eu esteja no computador.
Mais uma vez a gaveta da cómoda aberta pela pata desta gatinha e as roupas ( a minha roupa ) espalhada pelo corredor fora, à minha chegada.
Mais um Outono, o terceiro que passa comigo. E mais uma vez chegado o tempo frio, a Pitanguinha, interesseirona que eu sei lá não se tira do meu colo. Mas eu não me importo. E até gosto.

sábado, 22 de outubro de 2011

gatices de dona pitanga







E cheguei ao fim da sessão fotográfica, pois que a modelo reclamou do flash e como é um pouco mais arisca que eu e menos vaidosa também, deu por encerrados os trabalhos.
Ai, como gosto desta gatinha!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

sessão fotográfica de d.pitanga







































Enquanto estou na cozinha, D. Pitanga não se tira de ao pé de mim.
E fica deste jeito nos lugares mais improváveis. Servindo de jarrão, cão polícia, ou dama de companhia. É mais isto.
Ai como eu gosto desta gatinha!

sábado, 15 de outubro de 2011

D. Pitanga e seus dois parentes

D. Pitanga, dona do pedaço, num serão em família, no Ribatejo.






D. Pitanga, ocupando espaço num despudor
que me diverte e enternece.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

a fofa e doce pitanga









Tão fofa a Pitanguinha, não é?
Já lhe passou a assanhadice. Fez as pazes comigo e voltàmos às boas.
Deixou-me um sério aviso. É felina. E eu não me posso esquecer dessa sua condição.

sábado, 10 de setembro de 2011

sopas e descanso






A Pitanguinha apenas quer sopas e descanso.

a ressaca da Pitanga

foto tukayana.blogspotA Pitanga está zangada comigo. Percebo-a. No lugar dela também estaria. Por menos, muito menos, já me tenho zangado. E amuado.
O que fiz à minha Pitanguinha, gatinha do meu coração? Bem, muito bem, mas por vezes é necessário sofrer-se um pouco para depois ficarmos melhores. Foi o caso.
Eu já não suportava a culpa, os dedos apontados, as críticas e as comparações.
Alguém se ofereceu para me levar e a ela à senhora doutora cuja consulta tinha custos muito dentro do aceitável. E eu aceitei sem olhar para trás.
E fomos. A criatura amiga e uma das gatas que tem, eu e a Pitanga.
Coitadinha da minha Pitanga que percebeu que ia pô-la na gateira e logo em casa iniciou um processo de stress que eu nunca tinha visto. Fugiu-me, meteu-se debaixo de um sofá e apenas a apanhei pelo rabo, coisa horrível, pois nao se puxa o rabo a animal algum. A seguir chorou chorou até chegar ao carro e mesmo antes do destino, fex xixi e cocó, tal era o estado de sofrimento. O pivete foi uma coisa horrível de suportar desde Torres Vedras até Santa Cruz.
A consulta, essa correu muito bem. Tomou um comprimido para ser desparasitada e apanhou a primeira dose da vacina. Cortou as unhas das patas dianteiras e a surpresa chegou quando a doutora me disse que era assim mesmo, pois julgava que as patas traseiras também ficariam com as unhas bem aparadinhas mas precisam delas para raspar ( e dar cabo dos meus sofás, cortinados e outros, mas pronto, é o preço que tenho de pagar, podia ser pior ).
Sofri horrores pensando que a veterinária me diria que ela tinha um problema qualquer. Mas não. Está de boa saúde. O pêlo, esse vai cair-lhe mais nestes próximos dias, porque está muito enervada e pode fazer um cocó mais mole e parecer constipada por 2 ou 3 dias.
Esta foi a parte normal do dia.
A seguir e porque uma amiga que tem casa de praia em Santa Cruz, pois, fui longe não fui? para Oeste, mas a senhora é veterinária dos gatos dos meus amigos e por isso fui na boa, ora bem, essa amiga nos convidou para almoçarmos, lá fomos nós.
Ai Pitanga duma figa! Assim que se viu na casa alheia e na presença de uma gata amarela, linda de morrer, mas uma criatura que ela nunca vira na vida, virou uma fera. Assanhava-se atrás da outra e essa não estava nem aí para ela, habituada que está a outros animais. Pela primeira vez se assanhou a mim. E foi uma complicação. No final do dia e separada da outra, claro, tive eu um stress danado para a colocar na gateira. Aprendi que a forma mais fácil e menos traumatizante, é colocá-la de rabo e foi o que fiz. Assim que cheguei ao Olival, a pobre da bicha fugiu-me e à minha cria e nem a comida gourmet que lhe coloquei perto, muito perto do sítio onde estava abrigada a convenceu a fazer pazes comigo.
Foi um dia esgotante, enervante e infindável. Deitei-me cedo porque estava muito cansada. Esperei que o amuo terminasse. De manhã, encontrei-a ao meu lado na cama, de costas para mim. Chamei-a de amor, bebé, linda, fofa e outras baboseiras que ela gosta e nada. Continua zangada. Neste momento encontra-se no sofá vermelho que já adoptou como seu há muito tempo. Não se atiça a mim e até permite que agarre na sua patinha mas nada de muitas confianças.
Afinal, os animais são como as pessoas. Como alguns signos. Ela veio para a minha vida no início de Novembro. Signo escorpião. Pois é. Não são de vinganças mas quem lhas faz, paga-lhas. Tenho gente bem chegada que é escorpião. Será? Que sei eu? Que os gatos são deste jeito já ouvi dizer e já tinha tido situações destas, mas que a Pitanga era capaz de ser tão feroz, numa situação de enervamento e pânico, apenas desconfiava, porque considero sempre todas as hipóteses, mas tinha uma certa esperança que comigo não.
Nunca se pode dizer que desta água não beberei, nem sequer podemos pôr a mão no fogo nem por nós, quanto mais, a vida já me ensinou isso quanto a humanos, mas a gatos...não estava muito preparada para fazer bem e a paga ser esta. Vou dar-lhe um desconto porque foi concerteza o pior dia da sua vida.. E com jeitinho, astúcia e muita paciência ela virá comer na minha mão...
Daqui a um mês haverá outra dose...da vacina, do transporte, da viagem e de companhia da outra felina que é um amor mas que para a minha Pitanga não devia estar nem por umas horas na sua vida.
Ainda há quem me ofereça outros gatos. Deus que me livre. Acabava o sossego na minha vida.
Hoje, sábado, 10 de Setembro de 2011, a Pitanga está de ressaca de um dia lixado. E eu idem!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

sessão fotopitanga




















Aqui está a D. Pitanga reinando, finalmente.
Sim porque ninguém reina ou se torna dona do pedaço se estiver sozinha. E foram oito dias, oito longos dias e noites, sozinha, algures no Olival. Com uma visita dia sim dia não de quem a estima muito, e que já toma conta dela nas minhas faltas mais longas. Mas não é a mesma coisa. Este colinho que gosta tanto! Esta lata para ocupar um espaço superior ao que lhe pertence! Esta posse! Esta marcação de território!
A minha Pitanga já merecia um destaquezito. Uma sessão fotográfica, à maneira.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

pitanguices

Quando não está a dormir, na higiene gatal, a alimentar-se ou com o amoque, perseguindo fantasmas em correrias loucas, ( dizem que os gatos vêm coisas que os humanos não vêm ) a Pitanga está o mais perto de mim, possível. Que às vezes até atrapalha.
Raramente a chamo. Porque não é preciso. Ela instala-se. E eu deixo se não me incomodar muito. No caso aqui, instalou-se em cima do braço direito, com uma posse atrevida e muito do abusada. E se quis continuar a teclar tive que a gramar até que, por ela, abandonou o descanso, para mais uma das loucuras a que se dá, talvez quem sabe para ficar em forma física e não perder a elegância.

a preguiçosa e gatíssima Pitanga

fotos tukayana.blogspot

Já não passo sem a Pitanga. A gatíssima Pitanga.
Troco pessoas, algumas, pela minha linda e preguiçosa gatinha. Falo dela como falo de pessoas. Falo com ela como falo com pessoas e nem que não me responda ( às vezes responde mesmo ), faço como faço com as pessoas. Dependo dela como ela depende de mim. Dou comigo em sofrimento por a deixar sozinha muito tempo. Sonho que me foge e nunca mais a vejo. Se não vem ao meu chamado temo pela sua vida e corro a casa toda à sua procura. Gosto de estar sentada ao computador a olhar para ela dormindo no sofá ao lado. É o caso. E fotografo-a mais do que as fotos que aqui venho postar. Estas foram as poses de uma gata, de nome Pitanga, a gata má linda do mundo e arredores, preguiçosamente descansando ao fim da tarde.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

d. pitanga de férias

foto tukayana.blogspotÓ p'ra ela perdida com tanta preguiça e calor! O dia de hoje foi mau para os animais com pêlo como a minha Pitanguinha. Até para a banheira se vai espojar.
E mal sabe ela que vai viajar na sua odiada caixa...sim porque também vai de férias. Talvez não vá para onde vou, o tempo todo, mas...corta-se-me o coração cada vez que tenho que a meter à força no cativeiro. Não posso preparar o troley à frente dela pois desconfiada que é, vai fugir-me e esconder-se onde eu não consigo chegar-lhe.
E mais, dizem que os gatos são burros...pode até aprender a zurrar mas de burra é que ela não tem nada.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

pitanguices ou falta delas







A Pitanga já se apossou do sofá. Quando cá chegou, foi fazer o reconhecimento por toda a casa, e como sempre, instalou-se no sofá vermelho.
Há dois dias de férias, confesso que ainda não saí senão para umas compras bem perto de casa, por isso posso observar a vida da Pitanga durante o dia. Esta gata dorme que eu sei lá. Anda numa de fazer greve à comida húmida e apenas quer latinhas de atum gourmet que são caras que até doi. Não me passava pela cabeça que os gatos têm uma vida enfadonha e preguiçosa. Estou quase com pena da minha Pitanguinha. Será que se sente prisioneira? Será que eu sou a carcereira da minha Pitanga adorada? Meeeeeedo!!!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

a previsível pitanga



Pouco me importa as considerações que fazem às pessoas que como eu falam com animais. De estimação ou não.
Acho que desde que nasci que falo com animais, pedras, paisagens, terras, estrelas, árvores, mares e sois. E até paredes...falar é importante. Quando se vive sozinho mais importante é, naquela, deixa cá ver se ainda conheço a minha voz...ena pá xinamene, será que ainda sei falar? Ou...está cá alguém que me oiça? aqui entra a Pitanga. Dona Pitanga que me recebe á soleira da porta com o seu porte elegante e o seu cumprimento esticado nas duas patas da frente. Invariavelmente lhe brindo com um - Nananinha quida...tá boa, bebé? Tem saudade da mãe, bebé? E ela olha-me no seu olhão azulão e deixa-se levar para dentro em cima do meu pé esquerdo. Excêntrica? Sim, sim. Queria eu ser logo à noite ao verificar o meu boletim do euromilhões. Isso é que era. Pagava a minha dívida, a tal que todos os portugueses têm, ao estado, e ...bazava, Com a Pitanga, claro. Em grande estilo. Se enlouquei desde que resolvi ter uma gata em casa? Louca ficava eu se entrasse em casa às 5,30 da tarde e nunca mais visse vida junto de mim. Tudo isto para dizer que a minha Maria Pitanguinha dos Santos logo que me vê sentada vem para junto de mim. Há lá alguém que me faça isso...só a Pitanga mesmo. Eu pergunto-lhe: Já papaste bebé? porque a deixara a comer a meia latinha, de pescado de espinafres, da tarde. Assim que lhe falo, dou-lhe o mote para trepar por mim acima. Literalmente. Pôe a pata na minha barriga, depois a outra e enrosca-se no meu colo como um novelo mesclado de lã fofinha, ficando entre mim e o computador. Se lhe digo mais alguma coisa, olho para ela, rio ou lhe sopro para as orelhas, de propósito para lhe ver a reacção, olha-me a um palmo do meu nariz, estende a patinha e recolhe as unhas. Com a almofadinha que a patinha tem, faz-me uma festinha na bochecha. Digam lá se não é um encanto de bichinha? Como gente. Como gente???? A minha gata é uma menina linda e eu adoro-a. Foi o melhor que me aconteceu, tê-la a viver comigo. Podem ver nas fotografias como tenho razão.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

mais uma vez a Pitanga



A Pitanga como mais gosta de estar. No meu colo, quando estou no computador. Não resisti e tirei uma fotografia. Olhem para esta coisa tão fofa...

domingo, 5 de junho de 2011

a postos, d.pitanga!

foto tukayana.blogspotA minha princesa felina, perfeitamente pacífica. Logo veremos se não tem que mostrar as garras...por um pedaço de pescado do oceano com espinafres.