quarta-feira, 18 de maio de 2011
e o resto são cantigas
Afinal, de que clube sou eu? Do Porto? Do Braga?Do Benfica. E o resto são cantigas. Eu até vou jantar fora, porque não estou para futebóis. Que ganhe o melhor. Eles são portugueses, que se entendam... Mas já agora, que o melhor seja o Braga. Só porque o Porto já tem muitas taças. Sem ressentimentos, juro.
Encosta A Tua Cabecinha
eu já fui assim
É. Eu já fui assim. Bonitinha. Rsrsrsrsrsrsrs. Com este ar de sonsa. Talvez a tentar, tentar o fotógrafo. Rsrsrsrsrsrsrs. Cândida e pura menina de 14, 15 anos. Arriscavam dar-me 17, 18 e isso divertia-me. Podia avançar com 16 para parecer mais velha sem que fosse excessivamente velha. Foi a maior surpresa do dia de ontem. Encontrar esta fotografia no facebook no album de uma amiga daquele e deste tempo. Estava eu a pronunciar-me sobre uma foto de meninas assim com este ar de sonsas e oferecidas ao mesmo tempo, quando leio a seguir uma pergunta. " E já viste a tua foto? " Eu nem fora àquele casamento lá da Vila Alice como poderia estar a ver-me? Mas de repente percebi que era um album, porque nestas coisas do facebook sou tão lerda que até doi, e fui clicando cheia de meeeeeedo. Que fotografia ela teria ali colocado? Eis senão quando, surge esta menina com o ar mais angelical do mundo e um nadinha triste para quem era feliz; devia andar na fase das paranóias com doenças, como aquela de que estava com o tétano só porque me espetei num pico de rosa, e tanto abria o maxilar e fechava que fiquei quase presa dos queixos e aí passei a despedir-me da família porque ia desta para melhor. Curiosamente a pessoa que mais me aturou essa tara foi precisamente aquela que colocou a foto no seu album. A Teresa. Minha amiga e comadre. Pois é. Fiquei feliz por me reconhecer na pessoa que também era, há muitos muitos anos. Não tinha esta fotografia comigo. É de passe, tirada no fotógrafo. Era um martírio. Odiava que me corrigissem a posição. Ainda hoje detesto isso. E me agarrassem no queixo e mo pusessem para cima. E me mandassem sorrir. Odeio gente estranha a tocar-me, dando ordens. Mas adorei ficar com a fotografia. Adorei que a Teresa a tivesse conservado. O facebook é fantástico. Tem mais a unir que a desunir. Obrigada Teresa. Ah, estou parecidíssima como o sô Santos. Tal e qual. Venha o primeiro dizer que não... maus fígados
terça-feira, 17 de maio de 2011
recebi a mensagem
" Olá, hoje é o dia do aniversário do teu avô; ele faria hoje 100 anos... "Estamos a falar do avô Carvalho. Da carrinha azul. Das idas ao cemitério ao domingo de manhã, à campa da avó. E aos correios. À caixa postal. E à praia da Chicala. Ao clube dos caçadores, ao tiro aos pratos, ali ao lado do cinema Miramar. Da ida às salinas, à feira popular. Estamos a falar de rosas, mangueiras, pitangueiras, morangueiros, goiabeiras, romanzeiras, cágados, peixes no tanque. Sipaios. Domingos. Noites quentes e de trovoada sentados no patim da casa. Transistor de oferta. Sapatos, nota de 1000. Chocolates. Xuingas. Estórias. Cantigas. Estamos a falar de pontes, fábricas, pavilhões. Locala, Moçâmedes, Porto Alexandre. Deserto e welwitschia. Natais. Cartas. Casa de Saúde de Luanda. Marcadores. Estamos a falar de elegância, génio, bondade. Honestidade e bom senso. Estamos a falar de mim, da mãe Celeste, da avó Rosalina. Da Manuela e do Zé. De família e compromisso. Da aldeia de Vilar. Estamos a falar de um grande homem. De um auto-didata, um visionário. Do meu herói. Do meu avô. Que hoje faria 100 anos.
te espartilharia e ficaria
enganando o tempo
De hoje a um mês faço anos. Gosto de fazer aniversário. E de festejar. Gosto de soprar velas. E gosto de receber prendas. Adoro receber prendas. Embrulhos bonitos. Desfazer o laço. Advinhar o que está dentro. Lembrei-me que não tenho este livro, o último livro de crónicas de António Lobo Antunes. E não sei, quer dizer...sei lá, caso alguém me queira dar um presente e não saiba o quê, pois pode sempre dar-me a lua, o sol, o mar, jesus maria, o mar é que era, ou então um bilhete para viajar para Luanda, que eu aceito, já tive duas criaturas queridas, queridas, que fizeram isso, bem sei que a história não acontece duas vezes, mas, não vá o diabo tecê-las...bem, não se assustem, não me estou a pôr a jeito de bilhete algum, pois sei que a vida custa a todos e eu não encabeço a lista de ofertas de ninguém, mas indo ao que interessa, repito, se alguém quiser ser generoso e num rasgo surpreendente de simpatia e amizade enfrentar um escaparate de uma qualquer livraria, não recuse o piscar de olhos deste livrinho de um dos meus escritores preferidos. Lembre-se, a clara, a maria clara, a maria das dores, a das dores, a maria, a clarinha, a clarita, a maria clara das dores, enfim, como quiserem chamar-me, pois que sou isto tudo, para várias pessoas, pois então, lembre-se que eu estou peladinha para ter este livro na minha posse e caso não me seja oferecido, passarei fome, mas comprá-lo-ei. Pronto, já pedinchei. Não é por nada, mas o ano passado houve alguém que me ofereceu um livro de Mia Couto, o outro dos preferidos, porque leu aqui uma coisa deste tipo. Este ano, não quero que faça o mesmo ok? No fundo, no fundo, estou a "reinar", porque sei que os livros estão caros. E ainda aqui ando a escrevinhar, porque não consigo dormir. Passei o dia numa esquizofrenia louca, tentando não pensar, fotografando, andando no meio dos anónimos desta Lisboa gostosa e em festa. Saí de casa preparada para ir para a praia e acabei andando a pé pela baixa da cidade, pois não tive paciência para ir de Lisboa para o Estoril estorricar-me ao sol. Passei a noite a escrever, publicar fotografias, comentar no facebook, deixar mensagens no mural de algumas pessoas, bisbilhotar blogs que gosto, comentar, e o sono não vem. Há uma mãe que não me sai do pensamento...
segunda-feira, 16 de maio de 2011
parabéns a quem me deu a notícia
a avenida de cara lavada
que eu vou...
Outra voz, da amizade
voz da amizade
voz do coração
voz do coração
domingo, 15 de maio de 2011
pitanguisses/clarisses
Depois de passar a área de serviço de Aveiras, dei em ficar ansiosa, roí unhas, dedos, e até dei comigo com um tique antigo, acho que o único que tenho. Só quando estou para lá de nervosa ele surge, embirrante. Faço deslizar uma unha sobre outra pela parte de dentro. Eu sei que faz impressão, pois faz. Até a mim faz, por isso vale a pena andar tranquila. Hoje foi uma movida, unhas, dedos e coração apertadinho. E se isto for um sinal? E se lá chego e a Pitanga não está à porta à minha espera? E se está esticadinha? E...bem, parecia dia de resultado de exame que o médico vai anunciar e mil e uma doenças das quais conheço a gravidade estão praticamente instaladas, que até já lhes sinto os sintomas.
