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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Please

Alguém me sabe dizer o que é que faço para que os textos e os poemas sejam publicados com os espaços normais? Os meus textos de há um tempo a esta parte aparecem sem parágrafos. Eu sou uma mulher de parágrafos. E porque é que aparecem assim? Porque se os fizer, fico com um espaço de linha superior ao normal. E quanto aos poemas, de um verso para outro há um parágrafo medonho, que até se perde a vontade de ler. Eu, é. Esteticamente é horrível. Às vezes, o caso de ontem, consegui o feito de os publicar direitinhos, sem crise. Mas foi um acontecimento que não sei repetir. Ajudem-me por favor, pessoas que percebem o que me está a acontecer. Vão ficar no meu coração para sempre. ;*)

terça-feira, 17 de maio de 2011

enganando o tempo


De hoje a um mês faço anos. Gosto de fazer aniversário. E de festejar. Gosto de soprar velas. E gosto de receber prendas. Adoro receber prendas. Embrulhos bonitos. Desfazer o laço. Advinhar o que está dentro. Lembrei-me que não tenho este livro, o último livro de crónicas de António Lobo Antunes. E não sei, quer dizer...sei lá, caso alguém me queira dar um presente e não saiba o quê, pois pode sempre dar-me a lua, o sol, o mar, jesus maria, o mar é que era, ou então um bilhete para viajar para Luanda, que eu aceito, já tive duas criaturas queridas, queridas, que fizeram isso, bem sei que a história não acontece duas vezes, mas, não vá o diabo tecê-las...bem, não se assustem, não me estou a pôr a jeito de bilhete algum, pois sei que a vida custa a todos e eu não encabeço a lista de ofertas de ninguém, mas indo ao que interessa, repito, se alguém quiser ser generoso e num rasgo surpreendente de simpatia e amizade enfrentar um escaparate de uma qualquer livraria, não recuse o piscar de olhos deste livrinho de um dos meus escritores preferidos. Lembre-se, a clara, a maria clara, a maria das dores, a das dores, a maria, a clarinha, a clarita, a maria clara das dores, enfim, como quiserem chamar-me, pois que sou isto tudo, para várias pessoas, pois então, lembre-se que eu estou peladinha para ter este livro na minha posse e caso não me seja oferecido, passarei fome, mas comprá-lo-ei. Pronto, já pedinchei. Não é por nada, mas o ano passado houve alguém que me ofereceu um livro de Mia Couto, o outro dos preferidos, porque leu aqui uma coisa deste tipo. Este ano, não quero que faça o mesmo ok? No fundo, no fundo, estou a "reinar", porque sei que os livros estão caros. E ainda aqui ando a escrevinhar, porque não consigo dormir. Passei o dia numa esquizofrenia louca, tentando não pensar, fotografando, andando no meio dos anónimos desta Lisboa gostosa e em festa. Saí de casa preparada para ir para a praia e acabei andando a pé pela baixa da cidade, pois não tive paciência para ir de Lisboa para o Estoril estorricar-me ao sol. Passei a noite a escrever, publicar fotografias, comentar no facebook, deixar mensagens no mural de algumas pessoas, bisbilhotar blogs que gosto, comentar, e o sono não vem. Há uma mãe que não me sai do pensamento...

sexta-feira, 4 de março de 2011

não


A Morte é a Lei da Vida.
Que chavão! Que frase batida! Insuportável razão.
Não ameniza. Não apaga. Nem cura.
Não a quero ouvir. Não quero ouvir nada, que tenha voz e som.
Quero apenas ouvir-me e perceber o que acontece.
Aprender a lidar com isto.
Suavizar a dureza que encerra esta verdade, fazendo um pedido àqueles que me rodeiam, de quem eu gosto e que gostam de mim.
A ti meu amigo, pessoa que dá pela minha existência.
A ti, pessoa que me é próxima, que entrelaça laços comigo.
A ti que diariamente me fazes companhia mais horas que a família.
A ti que eu procuro para alimentar a alma de beleza, poesia e sonho.
A ti, simplesmente a ti...
Não morram, por favor.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

carta ao pai natal

Vou mandar uma carta ao Pai Natal.
Porque acredito nele.
Coisa simples. Que não exige esforço nem caminhadas pelas lojas.
Apenas renovação de votos. De casamento com a vida.
Um recasamento portanto.
Pai Natal pôe-me no sapatinho o mesmo que puseste o ano passado.
Amores que mantive. Amizades que cultivei. Viagens que fiz. Obstáculos que saltei. Saúde sem sustos. Trabalho que tive. Sonhos que sonhei.
E é tudo. Coisa pouca não?
Ah e só mais uma coisinha sem grande importância.
Ordenados que ganhei...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

mukanda

Vou escrever uma carta.
Há muito tempo que o não faço. Passou de moda. E não tem havido necessidade.
Mas dadas as circunstâncias, achei imprescindível.
Mas a quem?
Logicamente que, ao Pai Natal. Estamos em Dezembro. O nascimento do Menino Jesus está à porta. A cegonha do nosso tempo chega sem darmos por isso.
Gosto de presentes. E de desejos realizados. Quem não pede não ouve Deus.
Mas dei comigo a coçar a cabeça apreensiva.
O Pai Natal deve andar muito atarefado. A atender todos os que precisam mais do que de lembranças e mimos.
Aqueles que perderam a esperança nos governantes e vêm a carteira emagrecer. E precisam de cabazes de natal, a renda de casa paga, as proprinas dos filhos, um casaco quentinho, o ordenado a tempo e horas.

Por isso esqueci o Pai Natal.
E porque não quero desistir da carta, até porque a acho imprescindível, decidi ir ao Pai em vez de andar pelos filhos. Directamente ou melhor dire(i)tamente para Deus porque o momento é solene e apreensivo.
Mentira, é mesmo de muita kagunfa.
Então é assim a minha mukanda:

Mô kamba N'Ganazambi

Me dá só um cochito das tuas atenções.
Juro sangue de cristo não vou mesmo querer outros mambos.
Estou 'mbora a te muximar porque sei que já me entregaram.
Antão, vou direita nos assuntos que me fizeram te andar a te encontrar.
Kumbu não é preciso. Deixa. Não vou querer mesmo.
Vou-te contar senão parece vou rebentar.
Me promete vais-me fazer a vontade, Kamba.
Então vamo lá, já sabes o probelema que estamo com ele mesmo é que tenho bué de miufa de sapar até chegar no Quatro, na asa do pássaro bué grande que vai riscar o céu. Andam a dizer que volta atrás. Fiquei paiada agora nessa hora que está quase é que avião vai avariar?
Esse mujimbo que tá sair toda a hora na rádio e televisão me deixou com as kinamas fracas.
Desconsigo de ter calma.
É por isso que eu quis Te escrever esta mukanda.
N'Ganazambiêeeeeee me protege então.
Me faz voar bué mas sem miufa. Como no sonho...e tocar o céu com as palmas da mão, mas voltar no kimbo para pancar mufete, moamba, cacusso, manga. P'ra desbundar na noite e sunguilar com mós kambas. Lhes dar kandandus do tamanho da nguimbi...
Me dá só esse presente N'Ganazambieeeeeeê!

Vou-te agradecer na Sant'Ana e na Muxima yá?!