segunda-feira, 13 de junho de 2011

Lisboa do meu olhar











































pedido ao santo antónio


Santo António milagreiro
Um pedido te vou fazer
Sendo tu casamenteiro
Concerteza me vais atender


Trás-me um cavaleiro andante
Um pássaro ou um avião
Para sonhar mais adiante
Voltar para o meu chão


É o meu grande amor
E de amores tu sabes bem
Oferece-me por favor
A viagem p'rá terra-mãe
m.c.s.

comemorando

" Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo? "

fernando pessoa

domingo, 12 de junho de 2011

noite de santo antónio

foto tukayana.blogspot



Nesta noite de folia
A Avenida vai ser


Palco de muita alegria
Para o turista poder ver


Já cheira a sardinha assada
E a manjericos também


A marcha foi bem ensaiada
Quem irá ganhar? Não sei quem




Viv'ás Marchas Populares
Mais ao santo da devoção


Viva aos bairros e seus dançares
Viva Lisboa e a tradição




m.c.s.

o sonho de sempre

foto tukayana. blogspot


A tarde passou depressa. Entre ruas e vielas, gente e mais gente. Petiscos e mais petiscos. Casamentos e balões. Cansada e desolada, sentei-me aqui à sombra, não da bananeira porque essa não daria a sombra que preciso para sonhar sóis de verão, beijos, abraços, lágrimas de emoção e paz. A paz que preciso para pensar-te. Imaginar-te. É que tu não és óbvio como dois mais dois serem quatro. É preciso, eu preciso ter as cinco oitavas no lugar. Respirar profundamente e suster a respiração se for caso disso, assim como quando nos dizem: Diga 33. Não sei porque estão sempre com este lugar comum. Eu acho que nunca disse 33. Ou não calhei com gente com voz autoritária, seca e antipática que simplesmente ordena que façamos essa conta de cabeça com os pulmões. Mas lá estou eu a desviar-me do assunto. O que é que queres? Eu não sei dizer-te assim num ápice, sustendo a respiração, de peito cheio de ar, que até quase sufoco, que te gosto... de pensar. Cómoda e descansadamente sentada no banco que mais gosto de te sonhar. De pedra...Cheguei ao fim do dia, escaldando num queimar de sol implacável que não dá com nada senão com a poesia de sol aquecendo, demais, que até parece, quer derreter esta impossibilidade de estares aqui olho no olho, mão na mão a segurar o sonho de sempre. Sim. O sonho de sempre. Tu sabes mesmo qual é. Estou cansada de o dizer. Estou cansada por isso tomei assento aqui, hoje. E não me arrependi. Porque não me parece mal. E a ti?

A tradição


Por entre fetos, jarros e sombras corre a água fresca da fonte brotando do cântaro da estátua de pedra, no jardim da avenida. Da esplanada mesmo em frente, oiço o piano num jazz que quase não se dá por ele, atenta que estou aos trabalhos de última hora. A cidade sorri-me coquete. E olha-me de soslaio. Correspondo, sentindo o prazer do perfume de manjericos. Numa garridice dos balões coloridos, espalhados pela cidade, no fumo das sardinhas a assar. Logo mais a dança sairá à rua depois do ensaio geral. As populares marchas do Santo António. E depois finalmente desfilarão alegremente, vaidosas e belas...Mais um dia. Mais um ano na tradição. É Lisboa no meu coração.

a arte saiu às ruas











fotos tukayana.blogspot
A arte saíu à rua neste sábado solarengo.

melgas, a quantos as obrigam!

fotos tukayana.blospot





Convidaram-me para almoçar sardinhas. Com salada de pimentos. Broa. E pronto. Nada mais. Nenhuma sobremesa. Álcool nem vê-lo. Ali nas Portas de Santo Antão. Desde a rua do Valentino até ao restaurante onde sempre comemos naquele lugar, fomos assediadas pelos empregados da restauração, aos montes, de todos os restaurantes e esplanadas daquelas duas ruas. Do tipo melga. Quando parámos no " nosso " restaurante, o empregado nosso conhecido disse para outro, que depois soubemos, por nos ter confidenciado, que apenas está lá a fazer umas horinhas, só porque são as festas dos Santos, então, o tal disse: estas senhoras são das nossas. Já é costume. E pronto. Deixou-se de mesuras connosco e tratou de se vestir de melga como os colegas das outras esplanadas, que o negócio está tão fraco como podem ver pelas fotos.

sábado, 11 de junho de 2011

tarde de poesia

Poemas foram declamados. A Dulce, uma menina bonita e com vários livros publicados, lendo o poema que escolheu e que pertence a outro membro do Abrigo Poético. A minha mesa que ironicamente se chamava Alegria, tinha 6 pessoas. Uma delas era a Dulce, que gostei muito de conhecer. Uma comunicadora brilhante e dona de muito talento. Outra poetisa que me calhou em sorte chama-se Ana Bárbara que me ofereceu um livro para crianças da sua autoria com uma bonita ilustração.

grupos, poesia e facebook

Ontem, em Tomar. Na estalagem. Almoço que reuniu um grupo do facebook do qual sou membro. Passou-se do virtual ao real, ao vivo e a cores. Gostei disso. Eu afinal ainda sou à moda antiga, pois que prefiro muito mais lidar com as pessoas olho no olho, espiando todas as expressões faciais, todos os gestos, todos os sorrisos, num tête-à tête que é muito mais estimulante e honesto. Conhecer gente, é bom. Materializada. Apenas estavam na sala duas pessoas que conheço mas não me desiludi com ninguém, o que também é bom. Reconheci quase todas as pessoas que estavam presentes, o que continua a ser bom. Já eu, não fui reconhecida por alguns. Mas isso deixou-me feliz, pois que parece que não serei tão fotogénica como tenho a mania de apregoar. Sabem porquê? Isto cá para nós, muito em segredo. Disseram-me que ao vivo e a cores estou melhor que nas fotografias. Houve alguém que até me disse que pareço muito mais nova e fez um gesto assim a percorrer com a mão o ar em frente à minha figura e gaguejou dizendo: muito melhor. Parabéns. Ora eu!!! O que me levou ali, sozinha, pois então!? Fui a Tomar sem companhia, misturar-me com gente que não conheço porque ia acontecer uma Tertúlia Poética, pertenço a esse grupo, era perto de Torres Novas e acho giro estes encontros e dizem-me que na foto do perfil pareço mais velha e...olhem, nem repito. Até porque toda a gente estava acompanhada e não fiz maus juízos. Bem, mas também me gabaram a veia. A artística, porque parece que insistem em me chamar poeta, poetisa, ou lá o que é. Enfim, fora de brincadeiras, porque afinal hoje é daqueles dias que se aplica o ditado: Pouca festa que não há quem dance, ora mesmo a sério, gostei de estar com aquelas pessoas. Há duas semanas convidaram-me para apresentar a tertúlia virtual dos sábados no Abrigo Poético e foi muito giro. Uma introdução do tema que eu escolhi ( o sonho ). Um poema, um primeiro comentário e participação activa durante as duas horas da tertúlia. Recebi outro convite, algo que não posso revelar, raios parta mais esta mania de me pedirem segredo, mas depois vos revelarei o convite, que apesar de considerar um presente envenenado, aceitei. Bom não me alongo porque é mesmo segredo e prometi que não contava. Mas afinal, este foi o bolo comido à tarde e antes de nos separarmos. Também me aconteceu uma muito boa. Vim de boleia para Lisboa, com duas mulheres porreiraças conhecidas ali na hora, mais novas que eu 3 ou 4 anos. Assim como assim, eu até ia apanhar o comboio que costuma passar nos Riachos. Ganhei com o assunto pois de automóvel foi bem mais cómoda e divertida, a viagem, porque elas são mesmo bem apanhadas. De tal modo que domingo vou a um almoço na Casa de Angola, convite que tinha recebido antes, com uma delas. E agora levanta-se uma questão. Como é que eu faço dieta? Não tenho lugar na agenda, e isso preocupa-me.

união para sempre


Há 56 anos, os meus queridos pais foram à Igreja de S. Paulo, em Luanda, unir as suas vidas, entrelaçando-as, até que a morte os separou. E mais uma vez aqui estou para manifestar uma ternura imensa por este dia do calendário afectivo. Queria ter estado lá a assisitir a este acto ( estive mas não vi nada, só senti ) para hoje o poder descrever saudosamente. Pelas fotografias eles estavam lindíssimos, eles eram lindíssimos, e felizes. Felizes, estavam também o avô Carvalho, ( pois a mãe era a sua única filha, à época, depois é que chegaram o Zé e a Manuela ), e o tio Augusto, que não passava de um menino que fora para Angola, menor, com carta de chamada do sô Santos. Onde eles hoje estiverem, estão juntos concerteza sorrindo e dizendo lá para eles que eu não me esqueço deste dia, nesta memória de elefante que tenho para os afectos, e não esqueço mesmo. É um luxo poder saber e lembrar a cada ano, que, foi a 11 de Junho de 1955, em S. Paulo de Loanda, hoje Sambizanga, que a d. celeste e o sô santos se casaram. E a minha família cresceu e foi por eles muita amada.

luto

foto tukayana.blogspot


Luanda é a terra dos meus encantos. É a terra onde nasci. Cresci. E de onde parti. Onde voltei. Onde quero voltar sempre. E um dia ficar...para sempre. Luanda é a terra que habita no meu coração. Rainha. Mãe. A minha sina. O meu destino. A minha estrada. A minha cidade. O meu mundo.

Luanda tem a outra face. De que não falo. Porque não quero. Porque há muito quem fale. É notícia espalhada boca-a-boca. Nos jornais. É nesse silêncio que faço de Luanda, que cabem a indigência, o suborno, a desigualdade, a corrupção, os assaltos à mão armada. O perigo a espreitar. A cobardia. O mundo do crime. E foi um crime que me fez entristecer hoje. E estar hoje aqui a escrever do outro lado de Luanda. Do lado escuro e doente. Neste momento uma família que eu conheço muito bem, de quem sou amiga, está a chorar um menino de 22 anos que morreu porque uma arma disparou uma bala perdida (?) que era para outra pessoa (?). Um assalto. Resistência da vítima, uma arma que dispara e que acerta em alguém que não fazia parte desse triste episódio. Neste momento há uma família que eu prezo muito que está de luto. Porque em Luanda o crime também espreita e às vezes acontece. E não tem rosto. Neste momento, Luanda está de luto porque há filhos seus que sofrem e há outros que são assassinos. Infelismente todos os dias. Luanda será alguma vez uma cidade segura? Já não me lembro de o ter sido. Na década de 50, talvez, quando se deixava roupa nas cordas do quintal, a porta de casa aberta durante a noite e podia-se circular nos muceques mesmo durante a noite. Eu já não sou desse tempo. Sei de ouvir aos meus pais e às pessoas da geração deles. Voltar atrás no tempo não conta para a história, mas retroceder neste particular seria sinal de que Luanda teria crescido e tomado o caminho que todos esperam, para a amarem muito mais. Lamento profundamente o que aconteceu. Corta-me o coração, saber que esta família de quem sou tão próxima, está em sofrimento profundo e que esse menino interrompeu o curso natural da vida tão precocemente. Por isso e porque é a família da qual conheço mais pessoas e são muitos, e com quem privo desde criança até hoje; avós, pais, tios, primos, amigos como família, também o meu coração enluteceu. Estamos juntos.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

o amor

É noite
A lua...
Beija o mar enamorada
Tece a prata, as suas vagas
Espreita a praia
Encoraja os namorados
Serenata de amor
Pisca o olho ao pescador

É noite
Vejo a lua para lá da ponte
Olho a curva do horizonte
E tu não estás
Disseste que chegavas
Quando a lua prateasse a duna
Quando a onda trouxesse a espuma
Numa noite de luar

Vejo a sombra
Que se aproxima
Por entre as trevas que a noite dá
Pedi à lua que te banhasse da sua luz
Como um farol
Como se fosses o próprio sol
Chamo por ti
Fico sem voz


Espero nas fases da lua
Semeio estrelas pela rua
Um dia...numa noite de lua cheia
Tu chegarás
E eu hei-de reconhecer-te.

m.c.s.

surreal

Hoje, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, achei oportuno revelar algo que me deixou estupefacta e chocada, confidenciado por um militar de uma força policial com quem privo.
Qualquer agente da autoridade que tenha uma medalha de mérito para receber, tem de tirar o registo criminal e apresentá-lo ( surreal ) e pagar a dita medalha. Somos um país a brincar...para não chamar um nome bem feio, que está aos pulos na minha boca pronto para sair e se me perguntarem disparo de imediato que isto de papas na língua não é comigo. Engasgo-me nelas. Afinal, o mérito compra-se? Só neste país. Ou será que no resto do mundo também é assim?

quinta-feira, 9 de junho de 2011

para pior já basta assim

Ouvi dizer que serão, pelo menos, seis anos tramados. Daqueles que apetece adjectivar com um palavrão cabeludo. De arrepelar os cabelos todos. Fiz as contas e isto vai parar aos sessenta...e um. Vejo-me já a envelhecer, penando. Carenciada e enrugada. Não consigo deixar de entristecer. Que raio de cubículo mal amanhado é este onde eu vivo, que não zela pelos seus velhos? Ainda falam de África...A troika será responsável pela minha velhice precoce. Não consigo conformar-me. É que não consigo, a sério. Xiça, para pior, já bastava assim...

jejuando



Depois de uma semana lixada, dias de dieta, comendo saladas e pouco mais, descobri que alface, queijo fresco, beterraba e ananás, numa bela e colorida salada ( quem sabe, diz, que devemos comer variado e colorido ), pode ser um pitéu de nos fazer salivar o dia todo, sonhando com o momento, o tal momento. Descobri que não comer é a única forma que existe de se emagrecer e a mais triste opção. Pois que, ali as minhas amigas a comerem umas torradinhas à minha frente e eu a chá de cidreira. Pois que, a gordura das sardinhas pingando para a broa e eu a água, que broa nem vê-la. Pois aquelas cerejas carnudas e vermelhinhas a saltarem das caixas no supermercado e eu levando maçãs verdes. Pois, todo o mundo comendo sobremesas e eu a desfolhar uma revista para nem sequer me lembrar que existe uma coisa que se chama sobremesa. Decididamente não tenho espírito de magricela. Mas uns diazitos neste jejum permitem que o fecho de algumas calças corra melhor, o que me dá muito jeito porque andar de braguilha aberta não me parece muito bem. Não é por nada, mas se existe um fecho é para fechar como o nome indica. Sei que estou mais leve desde o último domingo. Não sei se mais alegre... isso não me quer parecer. Agora viro-me para o fim de semana que está à porta. Não será de dieta. Farei um intervalo. Ele é o Dia de Portugal. Ele é os santos populares, ele é a praia. Pois. Não. Para a semana logo recomeço. E tem de ser a sério. Mas afinal eu sou uma mulher de palavra ou quê?

A SAIA DA CAROLINA

kamba, não fica brava yá? É só uma brincadeira, neste teu dia de aniversário. Espero que dê para festejares aí nas terras de santa cruz. Resto de dia feliz. Kisses.

saudade


Partiste de madrugada
Deixaste-me o perfume
das flores de Maio

As preces à Virgem
E o amor puro e cego

Deixaste-me a saudade
espalhada na vida que ficou
E não se me adormece eternamente
Como tu

Hoje visitaste-me no sonho
da minha saudade sempre presente.
Há dias em que não sei ser orfã.



m.c.s

parabéns kamba diami

Queria fazer-te um poema. Mas não me ocorrem palavras bonitas, cantantes, rimando umas com as outras, entrelaçando-se conforme eu desejar e escolher. E pergunto-me . Porque nao faço eu um poema, chorado, puxado no sentimento, direito ao coração, se eu tenho sempre os versos à mão? Se calhar porque Amizade, rima com Saudade, Coração com Solidão e Flor rima com Dor. Hoje é dia de Magia, rimando com Alegria, Festejar rimando com Abraçar. E Gratidão com o teu enorme Coração. Por isso hoje desconsegui passar para a escrita poemas, versos, inventar palavras e sons, tons e dons. O que eu quero mesmo vir aqui dizer-te, é que nos une uma grande Amizade, que por estares longe me faz saudade, e nessa solidão o meu coração queria oferecer-te uma flor que apague qualquer dor, como que por magia... E que vivas este dia com muita alegria, recebendo abraços e festejando. Grata me sinto por seres minha amiga do coração. Será que consegui? Desconsegui fazer o poema?

O que é importante é o tema - ANIVERSARIO - Parabéns kamba diami. Tenhas um dia feliz e muitos presentes. E futuros. Risonhos. Gargalhados sempre. Como gostas de viver. Beijos no coração yá?!:)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

boa viagem

Hoje eu queria ter um ninho e cuidar das minhas crias. De ti. Hoje eu queria ter asas e voar. Levar-te comigo aconchegado no meu peito e pousar em terra segura. Depois, poderias voar os vôos todos que escolheste.
Boa viagem. Adoro-te e quero tanto que sejas feliz...

terça-feira, 7 de junho de 2011

Katie Melua Angie

um dia...

Se me estás a ouvir
Acena-me.

Saber-te presente
Beija-me a alma

Não precisas dizer nada
Apagarei a luz

P'ra te sentir mais perto
Depois adormecerei

Na paz dos anjos
No vôo dos pássaros

Na luz da lua
E no vento que sopra para sul
Histórias do nosso afecto
Um dia sei que vou acordar

Abraçada pelo teu olhar

E será noite de cacimbo...


m.c.s.

des(encontro )

Tenho almas penadas na vida que escolhi e na que rejeitei também. Na que vivo e suponho que, na que viverei. Cruzaram-me os dias, os anos, muitos anos. São um clã, penando.
De vez em quando, desgarradamente, saem das trevas e dos silêncios que escolheram como eternos. E tal como eu, e outros mortais, saem às ruas, que eu não me nego a percorrer. Eu, que não sou alma penada, pois sou inocente, embora juíza de mim própria.
Como as almas não têm rosto, quando alguma passa por mim tenho alguma dificuldade em lhes perceber a expressão. Como Deus é meu amigo serena-me o espírito e faz-me expectante. E como também é amigo de alminhas destas, porque Deus é amigo de toda a gente, coloca palavras de salvação na voz cavernosa da alma penada.

Hesitante, apavorada, sem pingo de cor, que as almas não têm cor, sobretudo as penadas, desejando ardentemente voar dali para fora nas asas de alguma coruja, levo com a triste e amargurada alma, um pouco gorda, também. Cai-me na sopa. Talvez a providência divina, responsável pelo seu alimento para a subida de uns degrauzitos a caminho de ser melhor e mais leve, lhe tenha dado o empurrão. O tropeção. Tive dificuldade em saber o que fazer. Por segundos que me pareceram horas. Os meus olhos bateram de frente, sem pestanejar ou alterar a expressão. Como se, de gesso me mascarasse. E respondi à saudação. Incrédula, não estava a perceber, nem a acreditar nisto. Porém não parei. bastava uma hesitação minha...e ela, a alma penada movendo-se a duras penas, teria parado, ali mesmo à minha frente. Não parei. Não tive medo. Nem raiva. Nem ódio. Não foi num cruzamento. Cruzes, canhoto, chapéu de côco...mas não parei. Eu ainda estou viva e inocente. E não desejo encontros do outro mundo. O monólogo em que me silenciei até chegar ao meu altar sagrado fez-me entender que há caminhos tortuosos que temos que ultrapassar. Se queremos subir. Depois da subida o que fica? Uma sensação de paz profunda e uma pena imensa de almas que não encontram a Luz. Ontem, enquanto percorria o caminho que me leva à minha rotina solitária, onde só entra quem eu deixo, senti-me uma boa pessoa. Tem dias assim. Não duram. Porque se durassem era um paraíso pasmaceiro. E depois, ser boa pessoa é relativo. Neste caso e comparando-me com o clã de almas penadas que eu conheço e me cruzou a vida, sou uma santa.

certeza





Caminho por mil estradas.

A do ser
do ter
e do parecer...são caminhos.


Nesse acto solitário
nem sempre sei qual a que devo tomar.
Quando te vejo ao longe não hesito.
Dás-me a certeza do rumo certo.

m.c.s.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

pesadelo



De manhã tive um telefonema. Quase madrugada. Tinha ido ao café. Logo às 9 horas. Quando recebi o recado, fiquei assustada. O que seria desta vez? Quem me ligou, liga várias vezes. E houve uma, que daria tudo para não receber a notícia terrível. Liguei eu. Se era para ligar que fosse logo. - Sonhei contigo. Um sonho muito mau...- Nem quero que mo contes ...

E fiquei assim a saber que mesmo que num pesadelo, sou sonho nos sonhos da caçula. Boa! Desde que o sonho não se concretize, é claro.

daqui para ti, parabéns

É uma honra dirigir-me a ti. E uma alegria. E um orgulho.
Se estivesses perto de mim, dava-te um abraço maior do que o Universo. Fá-lo-ia, por mim, pela tua irmã e pelo teu pai. Por ti...
Parabéns tia Manuela. Que este dia seja festejado por longos anos saudavelmente.
Onde a mãe Celeste e o avô Carvalho estiverem, hão-de estar concerteza sorrindo para ti. Eu ofereço-te flores. Rosas brancas. E por cada botão um beijo.

do coração

Às vezes, o dia parece que vai correr mal. Mas chegam palavras que nos dão coragem e nos tornam poderosas. Hoje fiquei mais bonita com as palavras que sei que vêm do coração. Obrigada.

ambição

Tomba a noite
Ergue-se a sombra
No caminho da solidão
Se amanhã fosse verão
Ou domingo
Ou novo dia...


Já não sonho nem deliro
Na insónia em que me deito
Choro a minha nostalgia
Que por artes de magia
Prende a lágrima cansada



Escondida
Perdida
Apaixonada


Toda a noite e eu sozinha
No vazio em que me deito
Nada espero
Nada acho
Tudo quero

Se amanhã fosse verão...
Ou domingo
Ou novo dia

Afogava a ironia
Deste meu pobre destino
E partia num galeão.

m.c.s.

Katie Melua - Closest Thing To Crazy

Ofereço-vos outra das muitas fantásticas músicas desta menina que canta e que encanta.

eterno tema

foto tukayana.blogspotTraz-me a onda vagabunda
Chorando no seu marulhar
Traz-me o barco de papel
Que eu preciso navegar
E oferece-me alegria
Em vez de nostalgia
Para saber festejar
Traz-me búzios, conchas
Estrelas do mar
Traz-me cavalos-marinhos
As rosas sem espinhos
Que na praia te vi plantar
E semeia pelas dunas
Os meus beijos de mel
Para te poder beijar.
O meu desejo maior
É mais que nunca, real
Que me trouxesses
Abraços, sabor a sal
Universal...

E me dissesses
Que não me sais do poema
Que serás eterno tema
Minha rima imortal.

m.c.s

domingo, 5 de junho de 2011

a postos, d.pitanga!

foto tukayana.blogspotA minha princesa felina, perfeitamente pacífica. Logo veremos se não tem que mostrar as garras...por um pedaço de pescado do oceano com espinafres.

onde há fumo há fogo

foto tukayana.blogspot O caminho do túnel, até à luz ao fundo. Rodeado de arte. O alimento da alma... e agora? Como é que fica? Um corpo esfomeado e um espírito faminto?! O meu túnel afunila tanto que não consigo vislumbrar nem a envergonhada chamazinha de um fósforo.

adeus...e oxalá...

Digam adeus e...oxalá...ao ministério da cultura.

diz que é tempo de mudança (?)

Não me peçam contas, que eu, euzinha, estou inocente.

Espelho de mim

Espelho
Nos olhos, a alma
Nos lábios, a alegria
Na pele, o arrepio...
Quem dera tocar-te eu
No profundo dos sentidos
Ser sorriso no limite
Do ilimitado de nós
E nos beijos que te desse
A minha alma se perdesse
No silêncio da voz...

m.c.s.

colírio para os meus olhos

foto tukayana.blogspotUm verdadeiro dia de praia e sol.

quem espera muito aprende quando não desespera

foto tukayana.blogspotMorrer na praia é pior que bater na avó. Foi o que me aconteceu ontem ao fim da tarde. Não sei se sabem que a estação de Cais do Sodré é estação terminal de comboios da linha de Cascais. E que tem ali mesmo ao atravessar da rua, paragens ( terminais também ), de autocarros. Local agradável, com o jardim em frente e o rio a seguir. Mas, um lugar de espera. Por isso, de impaciência. Andar de autocarro ao fim de semana, é mais agradável do que de metro. Ser toupeira tem os seus aliciantes mas também inconvenientes, como, não olhar a cidade. A sua azáfama, o seu nervoso miudinho, a sua alegria de fim de tarde de sábado, as suas gentes. Por isso gosto de andar no 36. E porque fiz algumas compras no Pingo Doce, uma estupidez, tendo o dito mesmo ao pé da minha casa, mas por vezes foge-me o raciocínio lógico, pelas compras que sempre pesam, entendi por bem usar o autocarro que fica bem mais perto de casa, do que o metro. Valia mais ter partido uma perna. Salvo seja. Um tropeção já chegava, que me fizesse ver a asneira. Às vezes é preciso esbarrarmos para depois se fazer luz. É que estive duas horas à espera do 36, com cerca de 20 pessoas que esperavam também. Uma prova de atletismo, de coxos, só pode, parou o trânsito. Ainda se fossem umas estampas, dava para irmos descansando as vistas, mas as estampas já lá iam quando dei por esta prova. Não é que a baixa de Lisboa parou por causa de meia dúzia a multiplicar por mais que muitos que quiseram sair para as ruas fechadas ao trânsito num abuso que não consigo perceber muito bem. E então os mais velhos que eu? Um casal de 80 e tal anos que aproveitaram para contarem a vidinha e ainda lhes sobrou tempo, a ele para me dar 46 anos ( que delícia ) e a ela para me olhar atravessada ( que amor ) porque conversava com o seu marido, mais do que os outros. Quer dizer, ele comigo. Percebi-a muito bem e gostei dos seu jeitinho de me olhar um pouco atravessada. Cinquenta e oito anos de casamento, é muito tempo, muito conhecimento de si e do outro. Mas o que eu gostei mais nela, foi de dizer que ele ao começar o telejornal, da noite, adormece no sofá mas ela, não, não, que quer ver o quem quer ser milionário. Que gosta do Malato, mas quem inventa as perguntas é que é. Há-de ser muito culto e inteligente. Canário!!!!!!! Velhinha ciumenta da minha alma! Até lhe dava um beijo na boca se não me linchassem logo ali, por ser contra-natura ( disseram eles no decorrer da conversa, sim que duas horas deu para que descarregassem todos os ódios de estimação ). Cria da minha alma que danças, mas também encantas no caladinho de uma das tuas ocupações. E eu sorri num desbocado sorriso, gesto, careta e disse: Um deles é meu filho. Os meus parabéns minha senhora, disse ele, que eu acho que ela um pouco mouca nem percebeu o que eu dissera num orgulho daqueles de dizer. Ahn? Ahn? Toma, embrulha e vai buscar. Sentado, estava um homem com muito bom ar, que já no autocarro me disse ter 76 anos e que os médicos lhe provocaram a maior desgraça da sua vida. Destruíram-lhe a visão. Com o devido desconto, tudo ouvi pois que embora se mantivesse discreto enquanto esperámos, na verdade dentro do 36, sentado que foi à minha frente, falou pelos cotovelos da sua vida. Dos filhos e da sua terra, entre a Régua e Lamego. Falou tanto e tanto disse que deixou passar a paragem do Saldanha e quando lhe perguntei onde queria sair e mo disse, já estávamos em frente à Praça de Touros de Campo Pequeno. Antes de sair disse-me que aproveitava e ia fazer uma visita ao filho, proprietário de um restaurante, um daqueles que tem esplanada para a rua, da dita praça de touros. No Saldanha ia encontrar-se com amigas, tinha muitas, para dançarem, como sempre fazem, aos sábado, enquanto a sua mulher dava aulas num conceituado colégio da nossa praça. Ficou-me algo que me disse, que me fez sorrir de prazer de ouvir: Já vivi muito. Deus foi sempre generoso comigo, mais 5, 10 anos e posso partir. Olhe, assisti ao fim da 2ª guerra mundial, vi o homem ir à lua, vi a queda do Muro de Berlim, nascer a democracia em Portugal, os países colonizados tomarem conta do seu destino, conheci a minha mulher, vi os meus filhos nascerem e depois os 4 netos, e tantas outras coisas, minha filha, fui um abençoado. Duas horas de espera na paragem do 36 tornaram o meu fim de tarde diferente. E afinal, apesar de ter ali o metro à mão de semear, a escolha foi a que tinha de ser feita. Nada acontece por acaso.

tarde doce e gulosa

foto tukayana.blogspot


Conhecem os gelados Artisani? Ah,não? Nem sabem o que perdem. Fabrico artesanal, é o que dizem. E há sabores fantásticos que eu provei, porque a senhora, uma tiazorra simpática, mos deu a provar. Escolhi três sabores/ duas bolas, que é algo que ainda não tinha percebido muito bem como se fazia mas hoje ficou esclarecido. Duas bolas pequenas e uma terceira, maior. After eight, o velho sabor que me encanta, côco e um sabor precioso e novo para mim; limão com mangericão. Rsssssssssst? Vão lá e experimentem. E depois contem como é. Só vos digo, o Santini que se cuide. A nova gelataria mesmo em frente ao mar, à praia, a entrar-nos pelos olhos dentro, é mais um atentado à beleza ( convencional ). Por mim, já percebi que sou masoquista. Ser feia e gorda não me preocupa. Pelo menos quando entro numa casa destas e me vejo perante o demo da tentação. Que é que querem? A carne é fraca e os gelados são bons que até chateiam estarem ali numa sedução, tipo provocarem mesmo, a mim, que amo tudo o que me dá prazer...

almoço de praia

foto tukayana.blogspot


Entrei no Mc Donald's. De Cascais. O barulho era verdadeiramente ensurdecedor, como não ouvi noutros meus conhecidos, noutras paragens. As filas imensas tinham gente que reclamava. E ouvia reclamações de quem já tinha sido atendido. Discutia-se pagamentos que foram feitos, pedidos que não foram cumpridos e a educação de uns e outros. O verdadeiro dia do juízo final. As crianças que são o melhor que o mundo tem, não estavam no seu melhor e não fora estar acompanhada de alguém que queria um menu como manda a sapatilha e eu viraria costas porque não estava para ali virada. O meu MC Tasty finalmente chegou o que não me surpreendeu muito, pois os empregados pareciam estar numa qualquer linha de montagem duma qualquer fábrica alemã. E por falar na Alemanha ocorreu-me que o meu menu poderia ter pepinos. Ou não? Pois, não sei. Confiei. Acho que a partir de amanhã os meus almoços e jantares vão ser sempre assim. Baratos e com animação ao vivo e a cores. Da raiva e de educação. Já me estou a entrosar no esquema , para que a crise não me apanhe " com as cuecas na mão ".

sexta-feira, 3 de junho de 2011

porque insisto, porque insisto

Quem és tu viçosa flor? A sombra?


E eu? Quem sou eu que te rega, regador, jardineira, sem maneiras, peneiras, te admira, te olha, te imagina e te reflecte. E te aprende. Te cora na vergonha de toca e foge, apanhada nas curvas que a vida tem?!


Mal-me-quer, bem-me-quer, bem ou mal? Desfolhando as minhas horas, o teu tempo vagabundo, na memória, já cansado, já chorado, já sonhado...


Mal-me-quer quem nada sabe, quem nada quer, quem nada diz, se fosse como eu já quis, bem-me-quer que me quer bem e tu também. E eu também...


Olho a pétala da flor, minha cor, de amor tão branca, cresce livre de amarras, como canto de cigarras, cesce livre minha flor...


Quem és tu? O meu reflexo. Já não sei te mereço. Esse mote que me traz, às vezes dás, afinal, às vezes paz, às vezes luz de real verso, diamante, luar, sol e mar, de tudo amante ...


Quem sou eu que de ti falo, de ti espero, de ti reclamo, de ti me escondo e apenas quero ser tua sina mais do que minha...


Quem sou eu que não sei quem tu és, se te escrevo, te adivinho, te acredito e me repito, me repito, como se tu fosses eu, algo de meu, algo de teu, apenas porque insisto, insisto...

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Katie Melua - Spiders Web

Alguém um dia me disse que Katie Melua pertencia à nova geração de músicos que faz acreditar nesta nova geração.
Sei que tem uma voz fantástica e todas as suas músicas são lindas. Como esta. Por isso, chega para que a oiça.

quem és tu



No silêncio de nós
Oiço-te melodia


Leio-te poesia
Adivinho-te a voz


E quero saber
Quem és tu


Que estás presente
Na minha vontade


No meu sonho


E também na saudade
Do meu sol


E do meu mar


Quem és tu
Que o tempo traz


Se não és a minha luz
Se não és a minha paz...


Quem és tu
Que o tempo traz...



m.c.s

Marcelo Camelo - Três Dias

É Linda, Linda esta música. Oiçam e se chorarem, bem, se chorarem já sei de mais que choraram perante tanta beleza. Eu fui uma delas, na emoção...

se me quiseres encontrar

Se me quiseres encontrar
Procura-me...
Acha-me na tua rima
Dor, serei calor

Fogo, serei a chama
No inverno, a que te ama
Flor, serei jasmim

Sabor, manga madura
Água fresca e pura
Mil beijos, carmim

Se me quiseres encontrar
Procura-me...
Acha-me na tua rima

Serei a mão da tua sina
Para te guiar
Serei teu colo

Terra
O teu solo

Luar
Serei saudade
Serei idade

Meu tempo p'ra te viver
Se me quiseres encontrar

Procura-me...
Acha-me na tua rima
Que não te quero perder.

m.c.s.

uma quinta-feira diferente

Hoje é Quinta-feira da Ascenção. O Dia da Espiga.
É feriado no Ribatejo com algumas excepções. Em Torres Novas e Alcanena é dia de se apanhar a espiga nos campos. Eu não vou. Mas acho piada a quem vai atrás da fartura, do trabalho e da felicidade que simbolizam o raminho que tem de ter obrigatoriamente ramos de oliveira, papoilas, espigas de trigo e malmequeres do campo. Um bom dia da espiga se fôr caso disso.

Alan Jackson - Like Red On A Rose

Apeteceu-me pôr esta música. E ouvi-la no silêncio da noite, de luz baixa, apenas a de um candeeiro. Não sei porquê mas deu-me para aqui. Esta melodia é lindíssima e a letra então...pois! Veio-me à memória alguém de quem li que " Nós sempre estivemos aqui. Simplesmente não era o tempo certo para nos encontrarmos..." Bonito isto não? Li algures, faz tanto tempo que já não sei quando. Se calhar li num dia em que ouvi esta música com atenção também à sua letra. E as lembranças, bem, as lembranças são como as cerejas e de lembrança em lembrança lembrei-me de outra frase que me marcou também e nunca esqueci e com certa inveja lembro sempre. Ah, e não é de revista barata, não. Foi mesmo a sério que li, assim, num particular à parte. Então vá lá, foi assim: Gosto tanto, tanto, tanto de ti, que acho que te amo" Xinamene, se eu fosse a pessoa a quem dissessem uma coisa destas, ia a pé a Santa Ana. Bem, se calhar não, mas a Fátima...

quarta-feira, 1 de junho de 2011

MACHADINHA

botão em flor

Ontem eras a criança mais feliz
Que conheci
O teu rosto, cor da noite
O mais lindo que já vi
Os teus sonhos relativos para mim
Demonstravam a alegria
De um sonho sem ter fim
Os teus braços se estendiam
Procurando o meu consolo
A ternura desse gesto
O teu corpo no meu colo
Me enchia de orgulho
Mas um dia não senti
O calor dos teus bracitos
Nem o beijo...o beijo morno
No meu rosto
E chorei
Chorei de espanto e dor
Por ti criança
Pelas crianças do meu país
Não tiveram o direito de viver
Não puderam nem sequer
Sua terra conhecer
A ambição e o ódio tudo arrasou
E tu criança
Botão em flor
Foste a vítima
Tu que eras só amor

m.c.s 1975

EU VI UM SAPO

Crescer

CRESCER

No meu quarto pequenino
No meu mundinho brilhante
Há uma menina fechada
A sete chaves guardada
Em crescimento felino
Para uma vida gigante

Solta lenta e em segredo
As amarras que a impedem
De ser grande e procurar
A luz que irá apagar
O velho fantasma do medo
Que as trevas também cedem

Da caixinha bem selada
Salta o sonho que há em si
E elegante e singela
Mais feliz que a cinderela
Ao som da velha balada
Dança acordes sem ter fim

No meu mundo cor de rosa
Onde vive a inspiração
Nasce a minha bailarina
Toma forma a minha sina
Cresce a jóia preciosa
Não cabe na minha mão

Quero ser a chama acesa
Luzir como um cristal
Quero cintilar beleza
Mais que mito, ser real

m.c.s. 2000 t.novas
festival de pequenos cantores
Homenageando a Criança

O melhor do mundo - Sic - Dia da Criança

a esperança não morre, a luta deve continuar

Quando o dia 1 de Junho for um dia como outro qualquer, o mundo poderá sorrir.

desejo


Desejo


O dia corre veloz

Como corre

A minha existência

Quero o sol da meia-noite

Quando a noite me abraçar

Quero todo o seu calor

Quando o tempo se esfumar.


m.c.s