terça-feira, 15 de junho de 2010

flash mob...ou não

Sábado à tarde, véspera de Santo António, em Lisboa, na Avenida da República, foi recriada a Feira Popular, no espaço onde durante anos foi palco de diversão. A feira morreu e o espaço agonizou num campo de erva alta e destruição.
Cardume Popular é um grupo de estudantes e professores de teatro e cinema que se juntou e nos ofereceu uma hora ou um pouco mais, de representação. Arte da boa. Com muito humor, imaginação e graciosidade. E intenção...
Gostei. Fui lá parar por acaso. Porque acompanhei quem foi trabalhar.
Chamaram-lhe FLASH MOB. Não terá sido bem isso. Flash mob foi o que aconteceu no metro, dentro do mesmo e em várias estações há um ano atrás, quando de repente algumas pessoas que fingiam não se conhecer começavam a despir-se, ficando em boxers, cuecas e sutien, ou collants. A reação das pessoas é imperdível. O conceito foi importado de Inglaterra. Eu estive lá e vi e assisti como se não soubesse o que estava a acontecer.
Aqui, neste acontecimento, quem esteve presente foi levado por alguém. A representação não surgiu de surpresa, nem no acto, de repente. Esperámos que o espetáculo começasse e evoluísse pelo campo fora perante o espectro duma feira desaparecida, abandonada e esquecida.
Foi uma surpresa para mim que fui convidada para o evento.
Adorei. E tirei muitas fotografias. Para registar.

vai correr tudo bem, vais ver.


Entrei na mercearia. De bairro. Daquelas que têm a fruta em caixas, os bolos ao ar e o pão a cheirar, de comer e chorar por mais. Não resisti ao cheiro de pão acabado de fazer. E às cerejas.
Quando ia pagar, entrou a Lainha. A Adelaide, stôra da escola ali mesmo ao lado. Conhecida em toda a escola e toda a cidade. Pelo que já fez pela terra e pelas pessoas.
Conheço a Lainha há várias décadas. E conheço a marido. Há muito mais tempo ainda. O Zé António, angolano da Gabela. Irmão da minha amiga São, que não conseguiu ficar em Portugal e voltou para Angola, na década de 80. Mas a sua Gabela já não era a mesma e ficou em Luanda e não se habituou e regressou a Portugal com a alma sangrando. O Zé António nunca mais voltou à Gabela mas nunca parou de viajar sonhos da cor do café da roça do seu pai.
Perguntei por ele. O coração prega partidas. E o Zé António meu conterrâneo e amigo está a braços com um coração doente. Que vai operar.
Zé, já te desejei tudo de bom, por mail e não só. Hoje que vi a Lainha senti a necessidade de deixar aqui escrito o voto de sucesso nessa intervenção.
Vai correr tudo bem, meu amigo, vais ver...depois falamos.


Mais isso...


" Vai de truz truz truz, vai de traz, traz, traz, és o meu amor, és o meu rapaz..."
O autocarro vai deste jeito. Música, alegre, e de raiz popular. Na rádio Pernes, logo pela manhã.
Ninguém reclama e há quem siga o ritmo com a cabeça.
Os miúdos partiram para férias e exames. Sem se despediram. Nem a miúda da Escola Profissional me disse que... até outro dia, muitos dias, que agora, ou nunca mais nos vemos ou só lá para Setembro.
Não faz mal. A idade justifica o justificável.
O autocarro mudou de jeito, assim, para o popularucho e conservador.
Às cinco e meia, agora que a s.p. já não está a trabalhar comigo e perdi a boleia, volto para casa de autocarro. Outro motorista, outro rádio, mas não melhor. A rádio local continua a ser a preferida dos motoristas da zona e desta feita foi quim barreiros a abrilhantar a viagem.
" A égua da tua mãe, nunca consegui montar, o cavalo do teu pai estava sempre a relinchar..."
Decididamente, hoje devia ser um pouco menos pobre. Voltar para casa, sei lá, de taxi por exemplo.
Ou mesmo, trés riche, de forma a não precisar de trabalhar ao invés de receber a folha do vencimento e perceber que o irs deu um rombo no ordenado que jesus maria, não sei como vou de férias, aquelas que me exigem bastante " cumbu ", ou seja, sete horitas até à terra vermelha de luas e sóis raros, de mulembas e palmeiras , de kizombas e sembas, de amigos, daqueles que são para sempre num amor que não tem fim.
Será que por isto, ou na falta, hoje não suportei as viagens e as músicas popularuchas ultrapassando a vulgaridade e raiando a rosqueirice? Ou será que eu não fui mesmo feita para a " pimbalhada "?
Ou estou num momento mau? Mais isso...

gesto

É servida, Senhora?
Estendendo o braço para mim e abrindo a mão onde tem duas nêsperas.
Não, muito obrigada. Digo sorrindo. Abrandando o passo.
Ao lado, no banco de pedra onde está sentado, dois ramos de nespereira, carregadinhos de nêsperas.
O homem, de cabelo todo branco e barba grande, da mesma cor, encolhe os ombros e olha de novo as nêsperas. Volta ao seu mundo, que não conheço.
Por um instante, um segundo, fiz parte deste mundo delicado e generoso. Puro.
E segui o meu caminho com a imagem do gesto encantado, de um deus que me afagou logo pela manhã.

Ahahah!


Não há nada mais triste que partilharmos a nossa tristeza com a Tristeza e ela se rir de nós.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A voz

Às vezes basta um telefonema. Apenas uma voz.
Nós que até gostamos de vozes. Mais do que do resto da matéria.
Às vezes a voz diz-nos que deve calar-se. Que fique muda.
Para percebermos que a nossa felicidade existe quando as vozes se calam. Ainda que bonitas.
Ainda que num português correctíssimo e bem articulado. Com as palavras certas, os vocábulos escolhidos. O tom adequado.
Às vezes basta que pressintamos ouvir a voz e já somos infelizes.
Uma voz culpada, monocórdica. Antiga e com um não sei quê de arrogante com laivos de insolência. Uma voz grave como grave fica o diálogo. E triste. E decadente.
Hoje a voz deixou-me tristemente triste.
O pior é que esta voz, não tem voz activa.
Mas como não há nada mais triste do que uma voz desactivada, fico sempre irremediavelmente triste e infeliz no desesperado propósito da voz.

Amy Macdonald - This Is The Life

querer


Caminhando pelo atalho, onde passei tantas vezes, apressada, descubro agora a cor da manhã. Não reparava no vermelho sangue da fruta madura por colher. Não reparava no dia avançando veloz para o tempo das amoras. Nem que há muito muito tempo queria caminhar devagar reaprendendo nos esquecimentos das lembranças. Era como se passasse de olhos fixos num nada cheio de vazios, correndo. Afastando os fracassos e a consciência de mim. Com mil mãos tapando-me os sentidos.
Estive perdida em presentes já passados. E traídos.
As coisas simples do caminho que percorro agora, despertam a vontade de avançar abrindo os braços. E recriar braços abertos em abraços. Árvores de copas frondosas, regatos de água fresca, rios de peixes vermelhos, mares de gaivotas brancas e redes de pescadores. E velas. Velas ao vento. Soltas. No mundo. De momentos e de prazeres. Num sempre de todos os dias.
Quero esquecer o caminho que me fez esquecer de mim. Quero reinventar a manhã, o sol e a brisa do mar. Quero apenas viver, quero apenas sentir. Quero só percorrer a linha que me destina e predestina no tempo. Quero viver de vida. Agarrá-la num abraço que eu possa retribuir.

Birras

As birras mais vendidas em Angola. O placard na estrada para Cabo Ledo. A seguir ao controle da polícia. Caricato é mesmo aconselharem o uso de bebidas alcoolicas e simultaneamente os votos de boa viagem. Tambem está bem... pois claro, com moderação, tudo está bem quando termina bem.

Viveiro de plantas

Viveiro de plantas, propriedade de chineses.

Hotel Vitória

Hotel Vitória. Construído aquando da construção do estádio 11 de Novembro, onde se realizaram os jogos do Can 2010. A caminho do Zango, Viana. Fica junto ao referido estádio.

Florence & The Machine - Dog Days Are Over

dueto


Vem sentar-te aqui. Ao pé de mim.
Preciso de companhia. Não quero pensar sozinha.
Nem falar. Nem remoer-me em segredos. Nem sonhar.
Sozinha...
E depois, trago os segredos guardados mas não me cabem nas mãos.
Não gosto de segredos em recantos prisioneiros.
Aprisionados.
Os que me confiaram, já os esqueci.
Atirei-os para a memória e ela quedou-se em silêncios sepulcrais.
Mas os meus...não os quero trancados. Tais como os sonhos.
Quero poder confiar-tos. Ofertar-tos. Dividi-los...
Anda lá. Vem sentar-te ao pé de mim.
Vais ver que dou asas à imaginação num baloiçar sem balanço.
Senta-te ao meu lado. E diz que és todo ouvidos. E paz e coração. E ternura e atenção.
Pergunta pelos segredos que andam tão mal guardados.
Pelos sonhos que ainda hei-se sonhar. Pelos poemas que estou a recriar.
Pelas músicas que hei-de cantar ...
Tenho tanta coisa para te contar...
Preciso que te sentes ao meu lado.
Vá lá. Ainda não é verão. Quando lá chegar já não quero ter segredos, nem sonhos por viver, dos que guardei para mim e te quero oferecer...
Vens sentar-te ao meu lado?
Fico à tua espera, vá lá...

Os noivos de Santo António

domingo, 13 de junho de 2010

Marchas populares 2010


O desfile das marchas populares. De algumas apenas. Pois foram 20 as marchas concorrentes.
Ganhou Alfama.

1ª parte do desfile


Depois de horas à espera que o desfile iniciasse, finalmente os carros com as meninas empunhando os cartazes com o nome dos bairros das marchas concorrentes. O desfile de um grupo de carnaval da Colômbia e outros, antes do tão esperado desfile das ditas marchas. Enquanto isso, o povo na avenida desesperava, subindo e descendo a dita. E quem era o povo? Variadíssimo. Muitos estrangeiros, turistas.
Lisboa é mesmo uma ervilha. Digo eu. No meio de tanto povo estive a um metro do médico que foi perito do tribunal onde trabalho, Dr.Tiago e da sua mulher. Vivem em Torres Novas e não combinamos estar ali juntos. Assim, do nada vi-os. Por isso digo que o povo era variadíssimo.

Lisboa vai aos Santos





Lisboa, na Baixa, ao fim da tarde em vésperas do Santo António. Esperando a noite chegar, as festas e as marchas populares.

Em noite de santos populares







Este espaço não faz parte de nenhum bairro típico como a Mouraria, Alfama, a Bica ou a Graça.
É uma praça, que fica junto à Estação do Rossio, onde existem bares e restaurantes, frequentado maioritariamente por estrangeiros. Foi ali montado um ecran gigante e o jogo da Inglaterra com o Estados Unidos foi visto por centenas de pessoas que comiam sardinhas, bifanas, chouriço assado e bebiam muita cerveja, divertindo-se na noite de Santo António, enquanto as marchas ganhavam corpo, desfilando na Avenida da Liberdade.

Festas de Santo António

Hoje, é dia de Santo António. A festa é em Lisboa. Nos bairros tradicionais. Eu estive lá. Ontem, à noite.
E comi as tradicionais sardinhas. Só três. No pão, que é uma forma de as comer que não estou muito talhada para isso. Não por snobismo mas porque preciso de tirar a pele e comer apenas os lombos, tem de ser de faca e garfo, senão não passam de três. E eu como muitas mais...

Bob Sinclar - World, Hold On

Ao domingo à noite não há o que salve a honra do convento. Mas há tentativas. Muitas. Apesar do corpo fazer finca pé junto dos afetos e a alma se debater com a idéia de voltar para uma semana no Ribatejo. Não há quem se conforme, sobretudo quando se deixa alguém de quem se gosta tudo, doente...

Ouve-se esta música e recua-se no tempo. Férias no Algarve. A música do Verão 2006. A puxar o pé para a dança. Para a noite e seu encanto. A semana, para mim, vai ter apenas quatro dias de trabalho. Vou gozar dois dias de férias. Vou ver o mar...e ficar quatro dias. O mar que é mais azul e mais mar que os outros que conheço, aqui neste mar de todos nós que aqui vivemos. E perante essa idéia, descomprimo deste fim de tarde de domingo. Depois, a Pitanga aguardava-me impaciente e os fantasmas dão lugar ao prazer de gozar da sua companhia e protegê-la. Ouvindo esta música a fazer lembrar, para sempre, férias, já me sinto quase lá, gozando da liberdade de fazer o que me dá liberdade.

Prece ao Santo António


Abraço uma história bonita. Romântica. Faço parte dela. E quero fazer sempre, ainda que eu passe ao esquecimento. Sim. Posso ter mil anos, mil dores, mil esquecimentos, que será sempre presente.
Porque há mil sóis, mil luas e mil paixões, alguém olhou outro alguém e escolheram os dois ser felizes. E foram-no.
Quero escrever esta história, emoldurá-la e oferecê-la...aos que desdenham.
Aos que desacreditam.
Aos que desistem...como eu.
Quero acreditar também que outras histórias se constroem a partir desta. Ainda que não se repitam. Ainda que esta não seja perfeita.
Quero a perfeição imperfeita duma história de amor.
Dessas que já não existem...
Quero escolher ser feliz.

Ditos e Mexericos

A revista Time Out, ( conhecem? se não conhecem, aconselho vivamente ) tem uma rubrica de "Ouvido no Metro " muito curiosa e engraçada. As pessoas dizem as coisas mais estranhas, estapafúrdicas e divertidas que se possa imaginar, quando conversam umas com as outras. No metro então...Gosto de ler. Acho giro porque eu sou " ouvido no metro ", muitas vezes. E à minha volta existe muito " ouvido no metro "... a toda a hora.
E eu sou curiosa. Não me interessa a vida dos outros, gosto de perceber como são e estão os humanos. Por força das circunstâncias, oiço muita bacorada, desabafos, opiniões e curiosidades, no metro e na vida. Com pena minha nem sempre retenho.
Este fim de semana intervim e assisti a isto:

Mana...já estás em Lisboa?
Não, vou a caminho.
Ah!....Era para te convidar para irmos jantar.
Pois, para irmos comer, mas agora à séria.
A mana, ( eu, euzinha ) riu-se.
Pois, à Tasca...

De hoje a um mês faço anos.
Quantos são hoje?
12.
Falta um mês e tu lembras-te?
Todos os anos digo isto, neste dia.
Como é que te lembras?
Ontem foi 11, né? Nunca me esqueço da data de ontem e hoje falta um mês...
Um gesto em silêncio, como que um encolher de ombros.
O meu dia de aniversário é o dia mais importante da minha vida. Devia ter mais do que 24 horas, sei lá...
Rindo-se a outra disse:
Por exemplo, 48 horas. Não, uma semana.
Isso é que era!
A outra: Uma semana sempre a bombar, na festa...

Na Avenida da Liberdade:
Tou-ta dizer, a marcha é da música da Deolinda.
Qual Deolinda?
Aquela cantora nova.
Ah! Não é uma cantora. É um grupo que se chama Deolinda.
Não é nada. É uma gaja que se chama Deolinda, que canta aquelas coisas malucas que ninguém entende...

sábado, 12 de junho de 2010

intenção

De palavra em palavra,
intenção em intenção, me descubro.
E me renasço.
E te quero descobrir e te renascer.
Não. Não é preciso fazer nada.
O tempo pede tempo para a flor florescer.
Estamos no tempo das rosas.
Por colher...
Livres, belas e perfumadas.
Como beijos na sombra do sol do meio dia...

Resvalando

Sabem quando começam a sentir um nervoso miudinho, já não vêem nem ouvem ao redor, se concentram num propósito e do estômago vem uma quentura que parece que vos cega e vos transforma em seres primitivos? Pois se calhar não sabem. Se calhar são mais educados que eu, mais calmos e mais racionais. Mais superiores também. Eu sei. Eu sei que estou crescida mas há momentos que minguo num crescendo selvagem.
Quando numa esplanada estão dois homens, bebendo cerveja pela garrafa.
Uns de muitos, da obra do lado.
Que todos os dias do alto dos andaimes, se esticam num vocabulário obsceno, deitando o barro à parede, prometendo fazer coisas que nem nunca fizeram, não sabem fazer nem quem passa quer que façam. Mas que mereciam que alguém mais ordinário ainda, lhes dissesse: Não fazem nada, pá, é só goela, venham cá abaixo ver o que é que eu vos faço a vocês...e lhes desse uma lição para a vida.
E, indo eu a caminho da minha vida e aproximando-me destas duas criaturas transpiradas e cheirando a esterco, oiço, vejo e quase sinto: eu gosto é das p....das morenas, eu gosto é das p....das morenas. Num relógio de cuco engasgado e fedorento. E obtendo a resposta: Eu também gosto de morenas, f..... , como esta. Eu fazia-lhe...
Jesus Maria!É preciso ter estômago e o meu é delicado. E os meus fígados também e de má raça. Contei até três e segurei-me a tempo. De ouvir uma mulher que veio ao encontro deles, de cerveja na mão, com um facis bastante denunciador de um alcoolismo em crescimento e uma voz enrolada e pastosa que lhe diz: Já estás bêbado, c....., não vês que a morena não é para os teus queixos?
Jesus Maria! Nem os da vuvuzela, de sábado passado me provocaram esta sensação. Que estes exaltaram numa alegria deles, incomodando pelo exagero e falta de civismo, não se metendo directamente com ninguém. Anjos, a bem dizer, ao pé desta escumalha.
Estes merecem um estudo qualquer, superior. E internamento. E cópias, daquelas que as professoras na primária mandam fazer de castigo. Eu sou...eu não sou...
Se soubessem escrever em cadernos com linhas e ler nas entrelinhas.
Continuei o meu percurso como se fosse cega, surda e muda, como me ensinaram. Não reagindo. Nem resvalando...
Não sei o que teria feito e o pior é que fizesse o que fizesse, seria mal feito e eu sei.
E sabe Deus...oh, oh se sabe!...

Contrastes


Sabem quando a rua onde passam está repleta de carrões de luxo e se intrigam?
Que diabo, de onde vêm todos estes ricos? E o que é que estão a fazer na cidade?
Isto é só tesos com capa de endinheirados, que eu sei...
E de repente, faz-se luz. A rua vai ter ao restaurante onde eu e a caçula comemos esta semana.
E gozo divertida, com a barrigada de fome e mau gosto que os pobres novos e também velhos ricos, vão apanhar.
P´ra comer pão molhado em azeite, francesinha a saber a cerveja, bife que mal cabe numa cova de dente e sobremesa trés chique dentro de um copo de licor, não é preciso vir à cidade do Almonda.
Mas se for caso disso há aqui onde se coma melhor, muito melhor. A Tasca por exemplo. Ah pois, mas a rua é estreita e não cabem lá os automóveis de luxo...
E há também todos os restaurantes de beira de estrada onde param os camionistas. Aí come-se bem e paga-se pouco. Mas pronto, quer-se dizer e a poeira que se come, não sei se valerá o gosto para o desgosto de fazerem uma refeição junto do zé povinho.
Vão olhar o quê? Assediar, quem? Botar charme para onde? Pavonearem-se com quem?
Tá bom, ganharam os donos do restaurante, os somíticos... e ganharam também os dos automóveis estacionados junto do restaurante sem nome, que não sei se tem, mas que não vai fazer nome no mundo da restauração, digo eu.
Porque afinal... neste mundo cabem todos os mundos, é só pôr o coração ao largo e ter boa imaginação. Apetite nem é preciso. Não dizem que quando se está bem até se vive do ar? Pois então...

Para a " Suze "

Gostei que me telefonasse. Que perguntasse, como que numa consulta.
Que transformasse a palavra que espera de mim em certeza. E para cumprir.
Que confiasse como filha.
Que viesse pedir colo.
E já seja capaz. Como tantas vezes lhe disse. Dar para receber. D'alma...
E lhe citava os exemplos.
E tocou-me a sua voz dizendo num espírito livre que não evitou a lágrima quando ouviu uma música que eu gosto e ela também.
E se lembrou dos dias e dias, anos, que fomos juntas, no carro, depois do trabalho.
A s.p. cresceu. E eu assisti ao seu crescimento.
Fico feliz. Por ela.
Está pronta para uma nova etapa, profissional, também.
Último conselho. De hoje claro, que estou sempre aqui.
Quando os nervos estiverem prontos para te traírem conta até 10, 20...mas conta. Aplica-te na matemática e não deixes falar o espírito, tá?
Faz o favor de não meteres os pés pelas mãos e entrares com o pé direito na tua nova casa da justiça. Vai correr tudo bem, vais ver!
Força " suzeeeeeeeeee".
Estou aqui deste lado a torcer por ti.

cerveja N'Gola

Quem se lembra da cerveja N'Gola?
Voltou e está em grande.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Você não entende nada / Cotidiano - Chico e Caetano

Ilha VI

Ilha V

A entrada para a praia da Floresta.

Ilha IV

Praia da Floresta do lado direito.