domingo, 11 de setembro de 2011

fim de férias

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A Praia de Santa Cruz, Torres Vedras, em dia de algum nevoeiro ( 9 de Setembro )

sábado, 10 de setembro de 2011

sopas e descanso






A Pitanguinha apenas quer sopas e descanso.

a ressaca da Pitanga

foto tukayana.blogspotA Pitanga está zangada comigo. Percebo-a. No lugar dela também estaria. Por menos, muito menos, já me tenho zangado. E amuado.
O que fiz à minha Pitanguinha, gatinha do meu coração? Bem, muito bem, mas por vezes é necessário sofrer-se um pouco para depois ficarmos melhores. Foi o caso.
Eu já não suportava a culpa, os dedos apontados, as críticas e as comparações.
Alguém se ofereceu para me levar e a ela à senhora doutora cuja consulta tinha custos muito dentro do aceitável. E eu aceitei sem olhar para trás.
E fomos. A criatura amiga e uma das gatas que tem, eu e a Pitanga.
Coitadinha da minha Pitanga que percebeu que ia pô-la na gateira e logo em casa iniciou um processo de stress que eu nunca tinha visto. Fugiu-me, meteu-se debaixo de um sofá e apenas a apanhei pelo rabo, coisa horrível, pois nao se puxa o rabo a animal algum. A seguir chorou chorou até chegar ao carro e mesmo antes do destino, fex xixi e cocó, tal era o estado de sofrimento. O pivete foi uma coisa horrível de suportar desde Torres Vedras até Santa Cruz.
A consulta, essa correu muito bem. Tomou um comprimido para ser desparasitada e apanhou a primeira dose da vacina. Cortou as unhas das patas dianteiras e a surpresa chegou quando a doutora me disse que era assim mesmo, pois julgava que as patas traseiras também ficariam com as unhas bem aparadinhas mas precisam delas para raspar ( e dar cabo dos meus sofás, cortinados e outros, mas pronto, é o preço que tenho de pagar, podia ser pior ).
Sofri horrores pensando que a veterinária me diria que ela tinha um problema qualquer. Mas não. Está de boa saúde. O pêlo, esse vai cair-lhe mais nestes próximos dias, porque está muito enervada e pode fazer um cocó mais mole e parecer constipada por 2 ou 3 dias.
Esta foi a parte normal do dia.
A seguir e porque uma amiga que tem casa de praia em Santa Cruz, pois, fui longe não fui? para Oeste, mas a senhora é veterinária dos gatos dos meus amigos e por isso fui na boa, ora bem, essa amiga nos convidou para almoçarmos, lá fomos nós.
Ai Pitanga duma figa! Assim que se viu na casa alheia e na presença de uma gata amarela, linda de morrer, mas uma criatura que ela nunca vira na vida, virou uma fera. Assanhava-se atrás da outra e essa não estava nem aí para ela, habituada que está a outros animais. Pela primeira vez se assanhou a mim. E foi uma complicação. No final do dia e separada da outra, claro, tive eu um stress danado para a colocar na gateira. Aprendi que a forma mais fácil e menos traumatizante, é colocá-la de rabo e foi o que fiz. Assim que cheguei ao Olival, a pobre da bicha fugiu-me e à minha cria e nem a comida gourmet que lhe coloquei perto, muito perto do sítio onde estava abrigada a convenceu a fazer pazes comigo.
Foi um dia esgotante, enervante e infindável. Deitei-me cedo porque estava muito cansada. Esperei que o amuo terminasse. De manhã, encontrei-a ao meu lado na cama, de costas para mim. Chamei-a de amor, bebé, linda, fofa e outras baboseiras que ela gosta e nada. Continua zangada. Neste momento encontra-se no sofá vermelho que já adoptou como seu há muito tempo. Não se atiça a mim e até permite que agarre na sua patinha mas nada de muitas confianças.
Afinal, os animais são como as pessoas. Como alguns signos. Ela veio para a minha vida no início de Novembro. Signo escorpião. Pois é. Não são de vinganças mas quem lhas faz, paga-lhas. Tenho gente bem chegada que é escorpião. Será? Que sei eu? Que os gatos são deste jeito já ouvi dizer e já tinha tido situações destas, mas que a Pitanga era capaz de ser tão feroz, numa situação de enervamento e pânico, apenas desconfiava, porque considero sempre todas as hipóteses, mas tinha uma certa esperança que comigo não.
Nunca se pode dizer que desta água não beberei, nem sequer podemos pôr a mão no fogo nem por nós, quanto mais, a vida já me ensinou isso quanto a humanos, mas a gatos...não estava muito preparada para fazer bem e a paga ser esta. Vou dar-lhe um desconto porque foi concerteza o pior dia da sua vida.. E com jeitinho, astúcia e muita paciência ela virá comer na minha mão...
Daqui a um mês haverá outra dose...da vacina, do transporte, da viagem e de companhia da outra felina que é um amor mas que para a minha Pitanga não devia estar nem por umas horas na sua vida.
Ainda há quem me ofereça outros gatos. Deus que me livre. Acabava o sossego na minha vida.
Hoje, sábado, 10 de Setembro de 2011, a Pitanga está de ressaca de um dia lixado. E eu idem!

Anniversary Song by Eva Cassidy

Porque hoje é dia 10, porque é uma data importante, porque o Paulo faz anos, porque nasceu há muitos anos, igualmente num sábado e porque foi uma felicidade a sua chegada a este mundo de Deus e àquela terra de gente boa que é Luanda, porque foi o primeiro primo que tive a alegria de conhecer e pegar ao colo e acompanhar pela vida fora, aqui estou sem deixar passar este dia 10 de Setembro, que sabe-se lá porquê é também um dia de outras datas marcantes na minha vida. Deus sabe o que faz. E se o fez por algum motivo foi. Esta música alguém que também faz parte do dia 10 ma deu a conhecer. Alguém que não afasto da minha vida, como não afasto os dias e não afastarei este que hoje é o dia em que o meu primo Paulo completa mais um ano de vida.
Os meus parabéns e os votos de um dia muito feliz, Paulo. Parabéns também ao tio Augusto e tia Fernanda, pelo filho lindo que criaram e educaram. Kandandu do tamanho do Mundo.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

porque...

foto tukayana.blogspotPorqu' a pele sente a manhã
E a chuva não muda de côr
Porque canta o beija-flor
E amadurece a romã
Porque o futuro me chama
E o passado partiu
Porque beijo quem me ama
O meu coração floriu.
Porque despertei feliz
Recebo abraços que dás
Porque o destino assim quis
Aceito acordos de paz...

m.c.s.

cheira a estevas, pai

foto tukayana.blogspotAinda te chamam os lameiros
E todos os caminhos
De silvas, de ninhos,
Os palheiros
Ainda a água da fonte
Sabe a tua sede
E o sino badalando o tempo
Te quer despertar
Ainda a lua, na ponte
Na varanda, à janela,
Ao luar
Chega, p'ra te encantar
Ainda na noite estrelada
E nos olhos dos antigos
Há um sorriso p'ra ti
Ainda as palavras caladas
Falam do teu cantar
De pasmar e encantar...
Ainda as amoras vermelhas
Da empoeirada estrada
Esperam a tua passagem.
Não. Tu não partiste
Ainda não foste em viagem!

Cheira a estevas, pai...

Ainda o rio e a sua foz
Ainda a terra
E a tua, e a sua voz
Ainda o céu
E noite de bréu
Ainda a memória
Ainda afectos
Contos e lendas
A tua história
Ainda a saudade
E a tua gente
Ainda vivo
Ainda presente.

Cheira a estevas, pai...

m.c.s.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

esperando XII



o longe se fará perto

Lá longe
Muito longe
A guerra saiu à rua e escolheu-me
E sem saber porquê
Eu nada disse ao seu porquê
Como quem foge sem saber de quê
Como quem escolhe sabe-se lá o quê
Como quem não tem escolha
Como quem não vê
Não sente
Não tem amanhã

E parti p'ra longe
Tão longe de mim
Numa fuga sem destino
Sem princípio nem fim

Sou um desencontro onde mora a culpa
Sou a escolha que não tem desculpa
Mas ainda...procuro o caminho de casa
Numa curva da vida
Num canto da memória.

Um dia mudarei a história
E direi que voltei... de vez.
Na paz escolhida caminharei
E o longe, muito longe se fará perto
Qual sonhado oásis, no meu deserto.

parabéns, Beta!

foto tukayana.blogspot Aqui estou eu e a Beta. Faz parte da família e fez anos ontem. Dei-lhe os parabéns atempadamente. Depois lembrei-me que tinhamos fotos juntas. E postei esta.
Embora aqui cheguem atrasados, os meus parabéns minha querida e que a vida te dê tudo de bom, para a viveres, de preferência, connosco por perto.

ele a dar-lhe e a burra mais uma vez a pirar-se



"
Prezada Clara Marques,
este é o seu horóscopo do dia Quarta-feira 7 Setembro:
Câncer,
Você estará muito ativo e com grande disposição, não perceberá os esforços e terá a possibilidade de incrementar a sua renda explorando o tempo livre. Se ainda não encontrou a alma gêmea, você está entre os favoritos, terá uma
ocasião imperdível, mas exigirá extroversão e propensão aos contatos. "

E o meu signo que é sempre do pior que há, o mais mau, o mais desgraçadinho, que há quem diga, que raça de signo tão infeliz, anda saidinho das cascas. Se eu não fosse tão desconfiada e céptica até que acreditava que esta é a fase para amar.
Mas fazer como se nem me apetece ir à luta? Não sei se estou a envelhecer, o que sei é que só me apetece sopas e descanso. Têm sido uns diazinhos tão agradáveis a fazer só o que me apetece...e depois não dizem que dá Deus nozes a quem não tem dentes? Então?! Se tenho dentes...Até já tenho de novo um sorriso radioso, graças à clínica da Sandrinha, em Torres. Por falar em Torres, desta vez, Vedras e não Novas, não acabo as férias sem lá ir, mais propriamente a Santa Cruz. Conhecem a praia de Santa Cruz? Pois, é essa. Não, não vou a banhos. Acho eu. A Pitanga é que me fará lá ir. Não me apetece agora falar disso, até porque adivinho um dia muito complicado.
Mas porque de signos é que falava, um euromilhões é que me parecia bem. E se ele é chorudo! Jesus Maria! Canário! Isso é que era!Ocorre-me aquela criatura de nome Sílvia, que me deitou as cartas de Tarot ( de vez em quando lembro-me dela ) e que me disse que não sabia como nem quando ( pudera ) mas via muita alegria nas minhas finanças.
E eu... adoro acreditar nisso, e dizer que acredito, oh se adoro! Oh se acredito! Essa criaturinha simpática, encontrei-a ali numa tenda manhosa da estação do Oriente, e não sabendo eu o que fazer ao dinheiro ( ainda não havia crise e quem estava em crise era eu, só pode ) assim num apelo de, vamos lá a ver o que é que esta tem para me enganar bem enganadinha que eu preciso muito de ser enganada, é que ainda não bastou, fiz um truz, truz, posso entrar? E foi assim que me vi perante um baralho de cartas, uma mulher de 50 anos a dizer-me coisas que estavam a acontecer, que tinham acontecido e que iam acontecer.
Mas não me disse só coisas boas. Disse-me algo que me deixou triste para sempre e que aconteceu passados que foram apenas uns meses. A sério. Disse tanta coisa que já aconteceu e outras que ainda não, mas que a acontecerem me farão ter medo de voltar às cartas de Tarot.
Será que só a desgraça é que bate certo? Não. Um dia a coisa dá-se e eu e as notas de euros vamos sorrir umas para as outras...enquanto isso, pois, vou lendo o meu signo que me chega por e-mail, completamente de borla e vou divertindo-me com estas tretas sobre as almas gémeas. Porque afinal eu só acredito em almas e já faço muito. Gémeas? Por que raio havia eu de ter essa sorte? E pensando um pouco no assunto, não será uma grande chatice duas pessoas serem iguaizinhas, passadas a papel químico, uma da outra? Ora os químicos já nem existem...
E perguntam-me vocês se algum dia acreditei em almas gémeas. Claro. Só acreditei. E...voltar a acreditar? A minha alma romântica diz que precisa de acreditar nisto e noutras coisas para ser uma alma feliz, mas acreditar só para a mente não se sentir arrependida de algum dia ter confiado no destino. E nos signos por acrés
cimo.
E agora só me resta dizer que : Ele ( o signo ) a dar-lhe e a burra ( quem será ?) mais uma vez a pirar-se...

terça-feira, 6 de setembro de 2011

casa de produtos regionais




Esta é uma loja de produtos regionais de nome Joãozinho Padeiro. Fica em Chaves. E vende folares de carne, tão apreciados em Trás-os-Montes. Pelos transmontanos e pelos que os visitam, e à região.
Nas reuniões de família e amigos, nas festas, e sobretudo na Páscoa não pode faltar o folar de carne.
Cresci a tê-lo à mesa, na Páscoa, a cada ano. Quando a avó Clara esteve em Luanda, fazia-os e eram deliciosos. Talvez por isso, também eu nas festas, aniversários, fazia uma espécie de folar ou bola de carne, rápida mas igualmente deliciosa. A receita vai a seguir:

BOLA DE CARNE
Misturar 4 ovos inteiros, com uma medida de leite ( uma chávena ), uma medida de óleo e 3 medidas de farinha com fermento. Bater bem a massa e num tabuleiro untado com óleo de polvilhado com farinha, deita~se uma parte da massa. Por cima as carnes: Presunto, frango cozinhado ( cozido, estufado ou assado ) salpicão, chouriço, em suma qualquer carne que tenha e queira aproveitar. Por cima da carne a outra parte da massa. Pincelar com gema de ovo e enfeitar com rodelas de chouriço. Vai ao forno até estar cozida.
Esta é a minha bola de carne. A possível. Experimentem e vão gostar. Podem substituir o óleo por azeite mas terão que reduzir a medida para meio. Podem fazer esta massa com fiambre e queijo apenas, ou ainda com salsichas. Como quiserem. O que é preciso é criatividade e arte.
Bom apetite.


À procura do futuro




Mágicos, são os dias da minha infância
Inquietantes, são os dias do meu presente
Incertos, são os dias...

O futuro transporta a magia e a inquietação.
Um tempo maior
Desmembra-se na incerteza dos dias
Às vezes encontra-se
Às vezes perde-se.

O futuro, afinal, não existe.

m.c.s.

no lusco fusco do negócio

foto tukayana.blogspotA Piriquita tem fama. E proveito.
No lusco fusco, a loja de cima, nº 2 já fechara. E esta, a mais antiga, no início da ladeira estava quase vazia.
E se estivéssemos de desejos não sei como seria porque não havia travesseiros.
Nunca pensei que ao fim da tarde os travesseiros esgotassem. Vim de lá de mãos a abanar e um sono súbito que só aliviou hoje de manhã.

recordando outro domingo

foto tukayana.blogspotJá não vinha aqui há alguns anos. A última vez éramos cinco e quatro de nós nadàmos que esbracejamos nesta piscina de água salgada que tem um comprimento enorme. Estava um nevoeiro medonho e o mar bravo. A opção, foi a piscina. E que bela opção. Ontem não tinha quase ninguém e a esplanada do hotel e restaurante estava às moscas. A crise percebe-se também, por aqui.

em tarde de calor



Praia Grande

a praia de Azenhas do Mar

foto tukayana.blogspot Azenhas do Mar

a praia e o mar da Praia das Maçãs

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o lugar e a praia

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A Praia das Maçãs

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

a caminho das praias

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A caminho da Praia das Maçãs, passando por Galamares e Colares.

erva príncipe




Sabes?! Eu gosto de ti...
E pergunta-me lá então
O porquê de te trazer
No meu tonto coração
Sei que não queres saber
Mas sem vergonha te digo
Que p'ra gostar de alguém
A voz tem de se erguer
E cantar versos comigo
A mão tem de afagar
Os meus sonhos de mulher
E deve estar junto a mim
Para o que der e vier
Nada disso de ti tenho
Nem percebes quem eu sou
Então o que é que ganho
Com este sentir que te dou?!
Isto é pouco normal
Não és o que quero p'ra mim
Porque te acho o tal
Ó erva do meu jardim?!


m.c.s. ( brincando e rimando hoje que estou com uma telha desgraçada)

com os corninhos ao sol

foto tukayana.blogspot O insólito acontece...tcharam!
Parece o nome dum filme. Uma comédia romântica talvez. E eu sua protagonista. Mas não. Nem lá perto. Apenas almocei paredes meias com este bicharoco. Ele com os corninhos ao sol, que até parecia a minha Pitanga e eu comendo um ny crispy com direito a batata frita e coca-cola zero. Isto no MC do zoológico. Enquanto esperava que passasse hora e meia para o autocarro que vai para a Pampilhosa da Serra e que neste momento está avariado na segunda circular, comigo dentro. Isto sim, insólito...
Como circular é viver e o contrário de parar é morrer, decidi ir a Torres. Não porque me apeteça mas porque me aconteceu uma coisa chata no norte e tenho de ir ao dentista. Confesso que fiquei um pouco à toa com esta situação porque a logística para o meu dentista é complicada e peço ajuda ao mano Zé sempre que é preciso. Lembrei-me da Sandrinha e liguei-lhe com a ajuda da caçula, que neste momento está a banhos ( boa, minha caçula, já merecias, se há quem mereça, és tu ). Julgava que tinha autocarro às 13,35. Foi esse horário que apareceu na net mas enganei-me e perdi esta coisa enorme que no caso é uma charranca velha que vai aos soluços, 2ª circular fora, parando e andando e brincando comigo que preciso de lá chegar antes do fecho. Nunca tal me sucedeu. Há dias que não se pode sair de casa. Comecei com um telefonema de alguém que eu julgava hibernado. Depois no metro foram só contratempos. A seguir recebi outro telefonema com uma notícia de certa forma inquietante e por fim a menina da venda dos bilhetes disse-me que o autocarro saira 5 minutos antes. Depois ainda, fiquei descalça pois perdi o salto raso, claro, da sandália, desta vez das brancas, porque há uns dias foi dumas pretas compradas este verão nos saldos. Nessa altura tive de comprar cola daquela que cola cientistas ao tecto e descalçar-me em pleno CCB onde tinha ido ver uma exposição e dar uma de sapateira, nas calmas todas que arranjei para o efeito. Diria uma criatura que gosta de me ver bem calçada, que só compro merdas e depois fico apeada. É verdade. O que me custa dar mais de 50 euros por calçado! Não dou. Com esse dinheiro compro 3 pares de sandálias e pelos vistos um tubo de cola que agora me acompanha do tipo animal de estimação. Por falar nisso tenho um amigo que chama aos meus antigos namorados, animais de estimação porque diz que nunca deixei de andar com eles nas gavetinhas que tenho no coração...
Tretas. O único animal de estimação que tenho é a Pitanga e gosta pouco de viajar. Filha de peixe devia saber nadar e diz que quem sai aos seus não degenera, ah, odeio a expressão para ridicularizar esta, que diz que quem sai aos seus é de genebra. Horrível. Provoca-me ânsias e eu conheço uma criatura que diz isto a julgar que tem muita piada. Enfim, isto tudo para dizer que de facto há dias maus, daqueles que tiram o dia para nos moerem a cabeça. Ontem quando via as fotografias que tinha tirado e " assistia " um pouco de televisão com a Pitanga a tiracolo, deu-me um sono tão grande que parecia quebranto. Uma amiga minha que o sabe tirar é que diz como as pessoas ficam quando outras nos puseram olho gordo. Quebradas. Eu tive de me ir deitar tal era o sono, se bem que antes, me lembro de ter pensado que anda para aí muita gente doida, com vidas boas, mas que ainda assim não lhe chegam e também gostavam de viver as dos outros. Eh pá xinamene eu dou-lhes as contas todas que tenho para pagar...é um princípio. Aliviam-me e vivem um pouco da minha invejada vidinha. Diz que o quebranto quando não sai com um sono dormido, custa a sair. Será que todas estas contrariedades são fruto disso? Amiguinhos, se soubessem da minha vidinha que está no segredos dos deuses desistiam de a querer viver, vão por mim que não vos engano. Nem tudo o que luz é ouro. Isso é como aquela roupinha que se compra nos ciganos e nos chineses. A uns assenta-lhes que nem uma luva e parece que compraram nas boas lojas e a outros vê-se que é do mais rasca que existe. Não há nada a fazer, pois ou se nasce...ou se nasce.
E ele há coisas que não divido com ninguém e nem que me torturem ficam a saber tanto quanto eu. A isso chamo os meus domínios, a minha intimidade e essa é sagrada, mesmo que tenha alguns contornos difíceis de ultrapassar. É o meu caminho e só eu o tenho de percorrer.
E agora voltamos para Lisboa porque o autocarro tem uma avaria. Ora eu!!!
Porque tinha tempo de sobra e não me apeteceu ir para o Colombo, até porque andam lá às navalhadas e não me apetece nada ser furada, fui compôr o estômago para o zoológico e não fiz a coisa por menos. Numa de compensar as contrariedades, ora vá menina, saia um hamburguer, antes que se faça tarde.
Como vêm o crocodilo só deu um ar exótico à minha narrativa que pode chamar-se comédia mas de romântica tem muito pouco.
Tivemos que trocar de autocarro no terminal de Sete Rios e voltamos à estrada. Este é muito melhor que o outro, muito mais confortável se bem que tenho uma criatura com mais de 300 anos a querer dormir no meu ombro o que não dá jeito nenhum pois para além de não gostar destas intimidades estou a escrever no computador e ela ameaça a qualquer momento cair-me em cima do dito.
Como esta viatura vai para a Pampilhosa da Serra, tem uma clientela diferente da que estou habituada. Muitos velhos, casais e rapazes de mochila, estes ouvindo música, os outros, dormindo, graças ao santo. O meu parceiro do lado de lá tenta ler o que eu escrevo. Eu páro e ele disfarça. Apetece-me perguntar-lhe se quer fazer uma perninha.
Já estamos perto. Santarém ficou à direita e graças a Deus este autocarro não pára lá. Não é por nada, pois não. Houve um tempo que odiava entrar em Santarém. Ficava má pessoa e tinha ganas de... é melhor deixar para lá. Alegrei-me por não entrar porque está em perigo a minha ida ao dentista e quanto mais tarde chegar mais hipóteses tenho de não ser atendida. É que já me iam fazer um especial favor...
Páro aqui, fazendo figas, canhoto, chapéu de coco, para que tudo corra bem .
Até uma próxima.

renascer na praia

foto tukayana.blogspot Adivinham onde esta estrada nos vais levar? Obrigada, assim também eu. Depois de passar em Sintra, a gente vê indicação de Galamares, Colares, Praia Grande, Praia das Maçãs, Azenhas do Mar...
Pois, eu se fôr a Roma, ai vou ver o Papa, vou. E é claro que, depois de tanta montanha, tanta fraga, tanto castanheiro, tanto rio, tinha de ir desaguar ao mar.
Gosto desta estrada que me leva ao sonho de me sentar junto ao mar a ouvir o seu marulhar, a inspirar a maresia e a sentir a saudade não sei de quê, a doce sensação de que, dê as voltas que dê, é assim, olhando o azul imenso fixando a linha do horizonte que me vejo no sonho de regressar a casa.
Gosto literalmente de passar aqui por este caminho que atravessa Galamares, Colares e me leva às praias. Este caminho cheio de árvores de tronco longo e largo, perfiladinhas e em alguns pontos do seu percurso, tocando-se pela copa, como que fazendo um túnel por onde nós, felizes de nós, temos o privilégio de passar.
Volto a sentir que este lugar faz parte de mim e que aqui já vivi em tempos que não sei se existiram. É um daqueles lugares singulares onde me purifico e me sinto melhor pessoa, menos terrena e mais espiritual.
Almocei um peixinho na Praia das Maçãs. Sem doce de sobremesa. Que bem que me porto, se quero!
Fui dar uma espreitadela a Azenhas do Mar. E não podia deixar de ir dar um alô à Praia Grande. Excepcionalmente, ontem, estas praias radiavam de brilho, num sol lindo e apenas no fim da tarde a Praia Grande tinha aquela nebelina habitual por aqui. Foi bom passar a tarde ouvindo e vendo o mar. Espiar as ondas batendo nas rochas ou beijando a praia onde alguns banhistas aproveitam as tardes de domingo para um descanso e prazer merecidos.
Ainda de férias, não me posso queixar da vida. Brevemente tenho alguém que chega, a compensar outro alguém que partiu de férias. Os dias são agora solarengos e brilhantes. Amenos. Não me saiu o euromilhões mas não me importei. Ainda não emagreci dos quilos que coloquei em trás-os-montes mas lá chegarei, ou não.
Vivo o dia a dia e descobri que é o melhor que a gente faz.
Tenho amigos e tudo está no seu lugar...

Sintra ao fim da tarde

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Sintra, ao fim da tarde

domingo feliz

foto tukayana.blogspotAdivinham que estrada é esta? Onde nos vai levar?
Onde me levou, em domingo solarengo?
Não é que vos interesse muito, mas foi um dia tão agradável que achei por bem tirar umas fotos para mais tarde recordar. E depois, há uns anos que não vinha para aqui. E gosto muito, muito. Quando me perguntaram onde poderiamos ir, fora de Lisboa, de imediato pensei em Sintra.
E não é que me fizeram a vontade? Há uns anos atrás, esta estrada era o início de um passeio em que eu rejubilava, sempre. Gosto de paisagens exuberantes e ao mesmo tempo bucólicas. Gosto de monumentos, castelos, casas coloniais. Gosto de coches. De ruas estreitas e calcetadas. Árvores gigantescas. Trepadeiras nas paredes. Gosto da história e do passado. Do silêncio e dos sons que se percebem ali. Da sua linguagem. Côr e humidade. Gosto do que se respira em Sintra. Viveria nessa vila, sem qualquer sacrifício. É um daqueles lugares onde parece que já vivi. E ao qual pertenço. A que trato por tu ( com o devido respeito ).
Conheci Sintra logo que cheguei a Portugal. Não por ser roteiro de turista. Não tinha onde cair morta, como agora, isto gira gira e volta ao mesmo, mas porque a Julieta foi enfermeira no hospital da linda e romântica vila. Morava num prédio velho quase em frente ao hospital e um dia eu e a kamba Milú ( eu passava uns dias com esta última, em Lisboa ) metemos pés ao caminho e fomos no comboio, deslizando carris fora, numa linha que hoje dizem mais perigosa que a de Cascais, até à amiga de liceu e para sempre, numa aventura do arco da velha pois éramos umas miúdas com 22 anos talvez e não conhecíamos nada de nada desta ervilha. Foi a primeira vez que comi os célebres travesseiros da Piriquita. Que são como os pastéis de Belém. A gente vai com muita sede ao pote e depois, afinal, na Quarteira, numa pastelaria da avenida do calçadão, acho que se chama Beira Mar, ( meu Deus como estou, que esqueço o nome de coisas importantes como uma pastelaria, com tanta facilidade ) fazem uns pastéis de nata tão bons ou melhores que em Belém, mas adiante, porque os travesseiros da Piriquita têm muita fama e nós gostamos mesmo é de os comer em Sintra, pois que no Colombo existe uma pastelaria que os vende e nunca a mim me deu vontade de os saborear. Se calhar não gosto tanto assim deles. Ou alguém que me cruzou a vida, muito brevemente, mas que deixou algumas marcas, de suas iniciais, P.L., tinha razão, quando dizia que devemos comer o que é típico no lugar da sua origem, aí sim é que é autêntico e nos sabe pela vida, como por exemplo, cacussos, ( peixe do rio ) no Panguila ( lugar perto de Luanda onde os cacussos têm fama ). Diabo, porque me fui lembrar agora desta criatura de inciais P.L.? Deve ser por estar em Setembro, porque lhe dava razão, embora contrariasse as suas palavras só para contrariar e arreliar, porque me apeteceu ouvir " Aubrey " enquanto passeava em Sintra, ou simplesmente porque não me esqueço de P.L. e porque em Sintra me apetece dar abraços do tamanho do Mundo ou maiores do que o Universo...
Adiante, que mais do que recordar o passado é urgente viver o presente e de qualquer jeito,
Sintra é um lugar adorável e mágico, onde eu gosto de ir e beijo o coração de quem comigo vai. Porque de automóvel, a pararmos onde nos apetece, sem hora marcada de volta e em boa companhia, é outro descanso.
Obrigada M.M.

domingo, 4 de setembro de 2011

curiosidades III

foto tukayana.blogspotOs espanhóis estão logo ali. Quaisquer 12 quilómetros os separam de nós. Hoje, chegam até Chaves para turisticamente usufruirem da cidade. E tiram fotografias. Aqui. N'outro tempo, do alto destas muralhas a vigilância era constante.
Cá p'ra mim e correndo o risco de ser vaiada, se os antepassados tivessem fechado os olhos e não fossem tão patriotamente valentões, esta ervilha que anda tão mucha, seria Espanha...
Porque não? Assim como assim até tenho uma costela espanhola, por parte das Baltazaras, como chamavam a esse ramo da família.
Então não querem lá ver isto? Descobri que a bisavó a que chamo Torrinha e era espanhola, se chamava Baltazara. Sô Santos sempre a tratou por Maria Torrinha. Depreendo que se chamaria Maria Baltazara Torrinha. Seria? Quando me reformar, vou tirar-me dos meus cuidados e vou investigar por esses registos fora. Sei que há gente que é do Felgar, outra aldeia, ali perto da Gouveia. E de outros lugares mais longínquos. E até soube coisas que me divertiram e que outras cabeças não achariam a mínima graça, como pertencer a uma família de contrabandistas. Sim porque a isso se dedicavam alguns dos elementos; ao contrabando entre Portugal e Espanha. Já desconfiava disso, não por o terem deixado geneticamente, apesar de haver muitos comerciantes entre nós, eu própria gostaria de o ser, mas porque sempre prestei a maior atenção às estórias que o pai contava, sobre o seu pai, avôs e tios. Também soube que a nossa família era abastada, pois matava o porco todos os anos ( sinal exterior de riqueza ), tinham animais para transporte e para o trabalho do campo e as casas que pertenceram à avó Clara e seus irmãos eram casas boas à época, para além de haver uma parte da família muito ricos que eram conhecidos por, Os Senhores. ( deve ser por isso que alguns acham que eu me dou a ares de muito nariz empinado, muito A Senhora ). Esses, estão quase todos no Brasil e fazem parte da família Sendas, família essa de sucesso em terras de Vera Cruz. Ora isso é que me dava jeito, sim senhora. Esses Senhores.
No fundo, no fundo, tudo isto me diverte. É giro saber coisas sobre o sítio e as pessoas de que descendo. Estou a ser muito leviana. Não é só giro, é muito mais do que isso. É fundamental. Extraordinário.
Mas é, sobretudo, fascinante saber que a minha família tem gente virada para as artes. Que lhe corre nas veias essa forma de expressão. Gente que deixou falar a alma e seguiu esse caminho com sucesso. Descobri que há vários cantores e músicos entre primos e filhos de primos. Já tinha gente que desenha, projecta e pinta muito bem, que dança, que representa, que faz disso profissão, sabia que os meus antepassados tinham a tal veia artística, porém não sabia que entre os que não conheço existem tantos artistas. Gostei de saber. Gostei também de saber que gostar de cozinhar e fazê-lo bem não é uma arte só do pai, do mano Zé, minha, é comum a muitos elementos da família, no passado e no presente.
Conclusão a que chego: esta família de que descendo deixou-nos uma herança muito rica. Continuarmos no Ser em vez do Ter.
É uma família que tem Alma e se alimenta dela.
Que bela descoberta eu fiz, nestas férias!
Nos tempos que correm, Ter é que era, dizem alguns.
Não se pode ter tudo e a escolher...Ser, é a escolha.

curiosidades II

foto tukayana.blogspotHá um heliporto na Senhora das Neves, junto ao hotel/spa de alfândega da fé.
Este helicóptero chegou, pilotado por uma senhora/menina ( porque não? ) o que muito espantou os presentes ( homens ).
A minha caçula tem fascínio por aviões e gostava de pilotá-los. Porque não?
Ainda faço parte duma sociedade tão maxista! Mas tenho esperança que as coisas mudem. Mudarão sim, sobretudo quando fôr para " aliviar " trabalho aos homens ( não é uma crítica, é uma constatação ).
Quando vi sair a menina deste helicó
ptero, não fiquei espantada. Nem dei por isso. Foram os homens que me acompanhavam que evidenciaram esse facto e tornaram tudo num acontecimento surpreendente e estranho. Na minha cabeça somos todos iguais. Então, para pessoas iguais as mesmas possibilidades. A influência que esta sociedade e mentalidade maxistas tem em mim também, fez com que eu pensasse quando comentaram o facto de ser uma senhora: Toma e embrulha e vai buscar, seus maxistas duma figa. Limpem-se a este guardanapo e verifiquem se ainda os têm no lugar.
Quem diz a verdade não merece castigo. Juro que pensei nisto e com um certo gozo, que não deveria ter, uma vez que para mim não é anormal que assim seja. E afinal, os homens com quem estava nem sequer são o protótipo do maxista. Faria se fossem...