segunda-feira, 11 de julho de 2011
quis festa, suou-me a testa
foto tukayana.blogspot
Ontem fiz a viagem de comboio mais estranha dos últimos tempos. No comboio especial das 11,08 horas. Especial porquê? Porque Tomar iria receber cerca de 500 mil pessoas e algumas seriam de Lisboa e de todas as outras terras que aproveitariam o comboio para se deslocarem a essa terra bonita e toda em festa como me foi dado ver, sentir e viver. Acordei em cima da hora e por muito que corresse, cheguei passados 2 minutos do comboio das 9,56, sair. Podre da vida fiquei, mas não esmoreci que não sou pessoa disso. Quer dizer, sou, mas arrebito no minuto a seguir. Aproveitei o tempo que afinal me faltava, para ir ao Vasco da Gama comprar pilhas. À entrada do Continente, mostrei um saco com um presente comprado por mim, para mim, oferecido pelos meus colegas e a senhora, após ter olhado, disse: Pode entrar. - Não posso não. - Não? - Trago latinhas de comida de gato compradas noutro local. - Ah. E não é que me lembrei do dia em que fui ao Rock in Rio e que quase fui de cana, Jesus Maria, xinamene, porque apitei mesmo em frente à menina da caixa e logo veio um segurança que por acaso era caboverdiano e me levou a mim e à caçula para um cubículo privado. Há episódios traumatizantes e humilhantes. Olha se eu fosse de me deixar impressionar por estas cenas andava toda atrofiadinha. Tudo por causa dumas pilhas, tudo por causa da minha mania das fotografias de trazer por casa, tudo por minha causa que não me organizo e mantive as tais pilhas tal qual as comprei no Colombo no dia anterior, e porque mudei de saco o recibo lá ficou perdido. Enfim, safei-me de boa com a minha lábia, dando música ao puto e com a caçula ajudando, claro está. Mas foi muito mau. Aqueles pares de olhos das filas ali à volta, trazendo escrito nas pupilas a palavra Gatuna, com as letras todas. E não é gatuna da minha terra nos tempos de hoje, ( não sei o que é pior, venha o diabo e escolha ), que tomam de assalto homens de cabelos brancos com idade para terem juízo e com família. Não, não é dessas. Daquelas de caçumbular nos supermercados. Que vergonha !!!!
Bem, mas depois de resolvida a questão, entrei no hipermercado e deparei-me logo com uma cena esquisitíssima. Permitam-me que seja preconceituosa, mas não fui capaz de ser de outro jeito. É que dei comigo a perguntar o que é que um homem faz num corredor cheio de pensos higiénicos e todos os afins, olhando como se precisasse muito. Ele era evax, marca continente, é, e outras. E ele ali grudado como se não houvesse nada mais interessante. Ou seria que estava ali para o engate? Naquela de escolhe não escolhe e agora que marca levo? a minha filha não me disse qual a marca, se tem ablas, se não tem, se é da noite se é dos diários. Enfim, no mínimo estranho e eu não sou de reparar nessas coisas como anormais. Depois de estar aviada fui tomar o pequeno almoço e num instante chegaram as 11 horas. Enquanto esperava pelo comboio especial e a senhora anunciava que as três últimas carruagens se destinavam aos passageiros que sairiam em Tomar percebi que há gente que nunca anda de comboio, coitados... ou...felizardos, e que se comportam de um jeito assustador. E há-os também que encaram uma saída para Tomar como um piquenicão em que desde a sandoxa, à cerveja, aos rissóis, bolo de chocolate, amendoins e outros, assim que entram no comboio desatam a abrir os sacos do farnel e aqui vai disto que é uma pressa. Quando o comboio chegou, atropelaram-se, na ânsia do melhor lugar. À janela. Virados no sentido da ida porque enjoam viajando de costas. Puxando do jornal da Caras ou da Vip assim que se sentaram, bem como do farnel. E quando passaram em Vila Franca? Como burro a olhar para um palácio, completamente deslumbrados com o Tejo ali para norte como se não tivessem o Tejo ao pé de casa. Ao meu lado a chinesa mãe e a chinesa filha jogavam às cartas, comiam entrecosto e uma saladinha com alface, milho e cenoura. As velhas da frente iam contando as desgraças uma à outra e cheias de esperança que a estação de Tomar aparecesse ao dobrar da esquina. E eu com os fones postos e escrevendo no caderno que anda sempre comigo tentei distrair-me desta viagem tão estranha. É difícil. Quando mais adiante e viradas para nós temos ainda uma mulher limando as unhas, outra comendo bolachas de baunilha barulhentamente e outra ainda, meeeeeeedo, com os olhos postos em nós cerca de 2 horas de viagem. Canário!!!! Bom, mas cheguei ao destino e permaneci ali no dito destino por muitas horas. Adorei a festa. Adorei as ruas enfeitadas. Os tabuleiros. As pessoas que conheci e aquelas com quem estive. E adorei os panachês que bebi. Bem, desde 6ª feira que a minha vida foi uma curtição. Hoje doem-me os gémeos de tanta andar, mas doem-me tanto que pareço uma aleijadinha. Mas isso não me desencoraja, pois que...vou ver os Deolinda. A Tomar...
Bem, mas depois de resolvida a questão, entrei no hipermercado e deparei-me logo com uma cena esquisitíssima. Permitam-me que seja preconceituosa, mas não fui capaz de ser de outro jeito. É que dei comigo a perguntar o que é que um homem faz num corredor cheio de pensos higiénicos e todos os afins, olhando como se precisasse muito. Ele era evax, marca continente, é, e outras. E ele ali grudado como se não houvesse nada mais interessante. Ou seria que estava ali para o engate? Naquela de escolhe não escolhe e agora que marca levo? a minha filha não me disse qual a marca, se tem ablas, se não tem, se é da noite se é dos diários. Enfim, no mínimo estranho e eu não sou de reparar nessas coisas como anormais. Depois de estar aviada fui tomar o pequeno almoço e num instante chegaram as 11 horas. Enquanto esperava pelo comboio especial e a senhora anunciava que as três últimas carruagens se destinavam aos passageiros que sairiam em Tomar percebi que há gente que nunca anda de comboio, coitados... ou...felizardos, e que se comportam de um jeito assustador. E há-os também que encaram uma saída para Tomar como um piquenicão em que desde a sandoxa, à cerveja, aos rissóis, bolo de chocolate, amendoins e outros, assim que entram no comboio desatam a abrir os sacos do farnel e aqui vai disto que é uma pressa. Quando o comboio chegou, atropelaram-se, na ânsia do melhor lugar. À janela. Virados no sentido da ida porque enjoam viajando de costas. Puxando do jornal da Caras ou da Vip assim que se sentaram, bem como do farnel. E quando passaram em Vila Franca? Como burro a olhar para um palácio, completamente deslumbrados com o Tejo ali para norte como se não tivessem o Tejo ao pé de casa. Ao meu lado a chinesa mãe e a chinesa filha jogavam às cartas, comiam entrecosto e uma saladinha com alface, milho e cenoura. As velhas da frente iam contando as desgraças uma à outra e cheias de esperança que a estação de Tomar aparecesse ao dobrar da esquina. E eu com os fones postos e escrevendo no caderno que anda sempre comigo tentei distrair-me desta viagem tão estranha. É difícil. Quando mais adiante e viradas para nós temos ainda uma mulher limando as unhas, outra comendo bolachas de baunilha barulhentamente e outra ainda, meeeeeeedo, com os olhos postos em nós cerca de 2 horas de viagem. Canário!!!! Bom, mas cheguei ao destino e permaneci ali no dito destino por muitas horas. Adorei a festa. Adorei as ruas enfeitadas. Os tabuleiros. As pessoas que conheci e aquelas com quem estive. E adorei os panachês que bebi. Bem, desde 6ª feira que a minha vida foi uma curtição. Hoje doem-me os gémeos de tanta andar, mas doem-me tanto que pareço uma aleijadinha. Mas isso não me desencoraja, pois que...vou ver os Deolinda. A Tomar...
sábado, 9 de julho de 2011
uma cidade em festa
foto do google
Este fim de semana, esperam-se 500 mil pessoas em Tomar, para a Festa dos Tabuleiros que se realiza de 4 em 4 anos nessa cidade, aqui tão ao dobrar da esquina, também no Ribatejo.
Este ano, lá estarei. Para ver o cortejo dos Tabuleiros, que se realizará a partir das 16 horas, amanhã.
Venha também. Ver as ruas enfeitadas de flores de papel. E o lindo cortejo pela cidade. Venha viver o Belo e a Vida. A alegria. O querer duma cidade bonita, onde os habitantes se orgulham de ali pertencerem. Eu vou.
Este fim de semana, esperam-se 500 mil pessoas em Tomar, para a Festa dos Tabuleiros que se realiza de 4 em 4 anos nessa cidade, aqui tão ao dobrar da esquina, também no Ribatejo.Este ano, lá estarei. Para ver o cortejo dos Tabuleiros, que se realizará a partir das 16 horas, amanhã.
Venha também. Ver as ruas enfeitadas de flores de papel. E o lindo cortejo pela cidade. Venha viver o Belo e a Vida. A alegria. O querer duma cidade bonita, onde os habitantes se orgulham de ali pertencerem. Eu vou.
"Clementine" Luisa Sobral
Esta música é lindissima e Luísa Sobral disse esta noite aqui em Torres novas que é a música que mais gosta de cantar. Eu adorei ouvi-la.
nas festas do almonda
foto tukayana.blogspot
Belo concerto o desta noite na cidade do Almonda. O povo esteve bem. A Luísa Sobral, também. A menina dos sete ofícios, canta que encanta, toca que encanta ainda mais. Canta em inglês mas quando canta em português, rejubilam as almas ansiosas. A Luísa arrasou. Foi brilhante e eu adorei.
Parabéns, miúda. És Grande. E daqui por algum tempo, pouco, todos ouvirão falar de ti como Única.
Parabéns, miúda. És Grande. E daqui por algum tempo, pouco, todos ouvirão falar de ti como Única.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
quinta-feira, 7 de julho de 2011
a pitangueira
foto tukayana. blogspot
Isto é uma pitangueira. Dito assim não tem nada de mais. O surpreendente é descobrir uma pitangueira na cidade do Almonda, ao fim de 36 anos a viver aqui. E pior, esta pitangueira pertence a um quintal, pertíssimo do infantário que os meus filhos frequentaram e perto duma casa onde vivi uns anos. Jamais me ocorreria tal. Ah estava a esquecer-me. Não fui eu que a descobri. Eu só confirmei. Foi a minha amiga manuela que há tempos me disse que achava que podia ser. Ela que nunca pôs um pé em África. Mas já viu pitangas pela minha mão. Ontem fomos ambas buscar a Teresinha ao infantário e eis que me deparei com uma pitangueira com uma meia dúzia de pitangas no chão e outra meia dúzia na árvore. E não é que fiz o gostinho ao dedo e rapinei uma pitanga com a ajuda da minha amiga e comi-a que me soube tão bem...parecia eu que estava em Luanda, aiuê, xiamiê!
à lupa
Não usei óculos desde sempre. Houve um tempo, no liceu, que quase todas as colegas os usavam. De massa, pretos. Algumas, poucas, castanhos, naquela de serem estilosas.Nessa altura também queria. Para a banga. Para o ar de intelectual. Que, ou se nasce...ou se nasce. Por isso mandaram-me crescer e ter juízo e foi o que fiz. Cresci. Mas aos 18 anos fiz uma visitinha ao oftalmologista no hospital maria pia. Consulta arranjada pelo Hêrnani, caboverdiano amigo de casa, da D. Arminda, que era admnistrativo nesse hospital. Só ali havia os aparelhos necessários à descoberta do meu mal. Insuficiência de convergência. Achei pomposo o palavrão. Não era um problema qualquer. Era um músculo preguiçoso que trabalhando mais lentamente que o normal provocava uma insuficiência de convergência nos olhos. Isto é, estive a uma unha negra de ficar com os olhos a olhar para os cantos de fora. Muito tratamento, exercícios nas máquinas que o hospital possuía, em casa, lendo com um olho tapado, fazendo aproximar o dedo indicador dos olhos mas tentando sempre ver apenas um, o que é quase impossível e na verdade, melhorei. Não fiquei com os olhos tortos, porém havia quem dissesse que quando fico em fúria ou em pânico, os olhitos, coitaditos, têem uma certa tendência a assustar-se e parece que dão um ar da sua graça. Nunca vi pois não me enfureço nem me amedronto ao espelho ( por enquanto ). Aos 38 anos, portanto, 28 anos depois, voltei a visitar o doutor dos olhos, porque em férias, esticada nas areias da praia, lendo, percebi que tinha que puxar para longe a leitura, se queria ficar informada. Sina lida. Óculos para ver ao perto. E assim foi. Esse tira-pôe, tira-pôe é irritante e eu andava farta disso. Há cerca de 10 anos, numa visita mais demorada, o senhor achou por bem pôr-me a lentes progressivas a tempo inteiro. Não me valeu nada espernear. Nem dizer que não concordava porque ainda via ao longe. Assim como assim, eu já deixara de cumprimentar gente que conhecia por não perceber quem eram e outras situações constrangedoras que se sucediam a toda a hora. E pronto, resignei-me, embora muito contrariada, numa de voluntária à força. Assim que coloquei os ditos óculos maravilha, fiz uma descoberta tão ridícula, mas tão ridícula, que já serviu para muitas gargalhadas. Descobri que tinha pêlos nos braços, ainda. É que eu achava que os meus braços estavam pelados. E foi uma grata surpresa. Não é por nada, mas porque percebi que a minha incapacidade passaria a ficar sanada graças aos ditos óculos de lentes progressivas. Toda esta conversa fiada para dizer que observei os meus braços à luz do sol e percebi que os seus pêlos estão loiros. Do sol. Ver mal é mau. Dá até sumiço a coisas nossas, de sempre. Mas ter pêlos loiros...Anda aqui uma criatura a apaparicar o sol, a fazer-lhe versos, textos, fotografias, a beber-lhe todos os raiozinhos e ele, traidor, descolora-nos os pêlos. O Sol é um filho da mãe.
anarquia
Nada pior que estar a uma semana de pôr o pé no chinelo, e ir por aí fora ao deus dará que se faz tarde e temos pressa. E ninguém ter mão em nós. Fazer só o que nos dá na real gana. Por alguns dias e noites...pois é. Daqui a uma semana estou na conta. Sem horas para acordar nem deitar. Sem compromissos nem controle. Sem rei nem roque. Ah pois é! Numa perfeita anarquia. Mas enquanto é e não é, nada pior que apenas estar à espera do momento. Aquele que me fará dar o grito de ipiranga. O que me conforma, é, que o tempo passa tão a fugir que daqui a nada já fui e voltei...há outros pequenos mundos que eu gosto
foto tukayana.blogspot
Há pessoas que nos convidam para ir para o campo. Não para colher flores ou apanhar borboletas. Mas para apanhar oregãos. E só nos ocorre uma pergunta. Para que raio queremos oregãos se nem fazemos caracóis?! Mas depois a evidência ilumina-nos a mente. Oregãos casa com saladas, pizzas, pastas, carne, peixe, azeite, chá. E estão ali à mão de semear. É só colhê-los com uma tesoura. É entrarmos nos campos entre o Bom Amor e a Quinta da Rainha e eles estão por ali aos montes, misturados com outras plantas e flores do campo. No meio do canto dos melros, pousados nos ramos das oliveiras, ou dos pinheiros mansos, junto das marcelas amarelas que emprestam um colorido bonito à paisagem. É. Já tinha saudade de respirar o ar puro dali, de ver a cidade ao longe, imponente, de ver as galinhas carecas passeando-se pelos quintais, aqui e ali, e de me cruzar nas estradas estreitas de terra batida com os ciclistas que ao fim da tarde se passeiam pelos campos como eu. Afinal há outros pequenos mundos de que eu gosto.
Eu que não sou campónia nem campestre, percebi que tudo isto também me faz falta. E por isso fui para o campo ao fim da tarde e gostei.
Eu que não sou campónia nem campestre, percebi que tudo isto também me faz falta. E por isso fui para o campo ao fim da tarde e gostei.
felicito a amiga
foto tukayana.blogspot
Quero dar os parabéns a uma amiga. Não porque fez anos. Não, porque é minha amiga. Mas porque é uma mulher com 50 anos que terminou agora o seu curso e com notas brilhantes. Casada, com dois filhos adultos e um terceiro na fase da adopção, a viver com ela e o resto da família há 3 anos, com uma profissão de vários anos, com muitas ocupações e que decidiu que iria fazer faculdade quando a sua filha se matriculou em psicologia. Escolheu sociologia. Na mesma terra e na mesma faculdade onde a filha estava. No último ano mudou-se de armas e bagagens para a cidade onde estudava e completou este ano o curso de sociologia. Agora regressou a t. novas e à sua casa. Tinha muitas saudades dela e da sua família. Vimo-nos pouco neste último ano. Estou a tirar a desforra. Já tinha saudades de estar em família com gente que me estima. Tinha saudades de jantar no terraço com eles. Ir pelos campos fora. Ver o sol a pôr-se nos limites da sua casa. Conversar com gente inteligente e franca e que fala a minha língua. Que fala como eu, ri do mesmo que eu e silencia quando deve haver silêncio. Em suma, a minha amiga está de parabéns porque conquistou mais um pedaço de mundo e rasgou caminhos com a sua fé, o seu querer e a sua capacidade. Com a sua teimosia. Voltou mais rica. Não de ter, mas de ser. Continua a mesma pessoa de sempre. A sua casa continua a mesma casa que nos abriga e a sua família também. Eu estou mais feliz porque ter colo e respeito de amigos é tudo o que preciso para me sentir feliz. Parece que agora, ao fim de tanto tempo, em torres novas, tudo voltou a estar nos seus lugares. E eu fiquei menos só. Parabéns Manuela e obrigada.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
era brincadeira de dia das mentiras
Quem foi que acreditou nisto? Afinal o dia 1 de Abril não é o dia das mentiras?
domingo, 3 de julho de 2011
para ti
parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns, parabéns,
descomplicar-me
Chove na rua. O vento sopra frio e sem delicadeza. A bungavília do jardim cora rosada à sua passagem. Aquecem mil verões na minha pele. Sonho dias de cor e luz. Chega até mim o pregão da quitandeira gritando que é laranjeeeeeeeê, vindo com o vento sul. Debruço-me na janela que dá para o mar, lá adiante. Aonde o limite do horizonte é a ilha. Do Cabo. É domingo. Não um domingo qualquer. É Julho e eu parei em Janeiro. Aqui um gelo de inverno que não dá pela minha ausência, não sente a minha falta, não precisa das minhas palavras nem responde aos meus anseios. Ali, aonde o meu sonho sonha na cor do amor maior e eterno, perfuma-me a flor de acácia, delicia-me a estória do mato, da hiena chorona, da cacimba de s. domingos, do bangão lá do muceque, do rio que beija o mar, da sombra da mulemba. Ali, vive-me a vila alice, descansa-me os bancos de pedra dos sonhos que hão-de vir...ali, onde os braços são tenazes que me apertam, e me libertam da outra vida de mim, parei num miradouro qualquer, de um Janeiro diferente. De sol e muito calor. De alegria, banho de mar, sol das minhas madrugadas, pena dos meus poemas, penhora da minha fé. Ali, num domingo que cheira a terra molhada, parei e me deixei no mais profundo de mim.
A chuva cai, o vento sopra, a bungavília cora e eu me debruço na janela. Ia jurar que algo me saudou. Pressenti o vôo do albatroz rasante às ondas do azul verde mar, no sul que trago em mim. Hoje vou usar os binóculos do tempo que parou em janeiro e não te vou sonhar. Vou ver-te. Contemplar-te e sentir-te. E vou descomplicar-me.sábado, 2 de julho de 2011
entre a realidade e a ficção
E agora, antes que se faça tarde, vou-me embora para Lisboa, que é coisa boa. A agenda está preenchidíssima, com um convite para almoçar numa pizzaria afamada junto ao rio Tejo, assim mesmo escancaradíssima a olhar o rio, lá para as bandas de santa apolónia, não digo o nome de propósito, ainda ia dar de caras com vocês por lá e eu quero o rio e a minha companhia, só para mim...yá. E depois rumo à Expo para o lançamento de um livro da Paulinha Lourenço. Depois ...logo se verá. Fico talvez, livre de compromissos. Afinal como sou todos os dias, à excepção do emprego diário. Ainda não sei se me saiu o euromilhões, mas não é agora que vou saber, pois estou cheia de pressa. Um bom sábado para todos. Ah...não me esqueci de ti. Pisco-te o olho animadinha. Palavras mais para quê? Eu sei que estás aí. E tu sabes que eu, sou tão leal, tão leal que posso afirmar futuros com a mesma convicção como se fossem passados. Só não sou bruxa ( tenho pena ) e não sei se te viro costas ou se te espero sentada...agora, desconfio que vou bazar mesmo, pois estou com pressa e não é hora de sonhos improváveis.
hoje a leninha faz anos

Para a minha amiga e conterrânea Maria Helena ( maria luanda ) aqui vai o meu desejo de que o dia de hoje, este sábado, a parecer tropical, como na nossa querida terra, se torne no dia mais especial que já viveu este ano. Junto da família linda que tem. E que aproveite tudo, tudo o que Deus lhe deu e dá, diariamente. Eu sei minha querida que és um ser de Luz. Superior. Mas descontrai um pouco, descansa, diverte-te e sopra as velas dos anos que já viveste com o desejo forte de viveres e soprares muitas mais. Tu mereces andar por cá muito tempo, tanto que a gente perde de vista. E eu que preciso de ti sempre," inzigo " mesmo isso nos meus votos de aniversário. E sempre com muita banga. És Grande, Leninha! Parabéns. E como sei que gostas de me ouvir dizer: pois então aqui está...Sukuama! Que discurso tão mixuruca, o meu. Beijinhos, todos. Kandandu daqueles. Maior que o Universo, quer-se dizer...do tamanho do olhar de Deus, yá? Adoro-te. Obrigada por seres minha amiga.
na rota das festas
sexta-feira, 1 de julho de 2011
aconteceu
Alguém, adulto. Com duas crianças. Uma menina com 12 anos e um rapaz com 8. Em frente a eles, do outro lado do balcão a funcionária. A utente pede um RC. Para trabalhar com cartões de crédito. - A profissão a desempenhar? - Comercial. - Perdão?! Qual é a profissão? - Comercial. Enquanto isso, o rapazinho de 8 anos trepa pelo balcão acima e vitorioso consegue sentar-se nele a dar a dar com as pernas, na lateral do balcão. A miúda agarra na esferográfica que está atada a um cordel, para utilização do público e desata a escrevinhar em tudo o que apanha, incluindo na mão e braço. A mãe indiferente sorri patetamente tentando descobrir qual a profissão a desempenhar. A funcionária diz-lhe: Então?!!!! Não pode estar sentado no balcão. A mãe responde. - Ele é assim. É um macaco. A funcionária diz: Macaco ou não, tem de sair de cima do balcão. A mãe novamente sorri e arranca-o do lugar. Ele corre para a rua. A irmã ri e boceja espreguiçando-se. A adulta, mãe destas criaturas, finalmente encontra a palavra - promotora de ........ e diz à funcionária com a maior cara de pau: A propósito, a senhora já tem o cartão ( de crédito de uma instituição bancária )? A funcionária que já viu de tudo não queria acreditar. - Estou no meu local de trabalho, minha senhora. Naquele tom, sobretudo quando disse - minha senhora - idêntico ao que os políticos do antigamente logo após o 25 de Abril, dirigiam às jornalistas, que queriam dizer tudo menos que elas eram senhoras. A criatura lá sorriu de novo e sendo que a funcionária acha grotesco, estúpido passar a mão à frente da cara num daaaaaa... foi mesmo isto que lhe apeteceu fazer. Funcionário público sofre...
pecando por gula
Recebi um convite. Para ir ao jardim das rosas. Disse que sim. Para ver o Tochas. E comer por lá numa daquelas barracas de comes e bebes. Não sou muito disso. Festas popularuchas não são a minha praia. Sobretudo onde mais de metade dos que lá estão, como eu, são pessoas que conheço. Mas pronto. Já que fico em Torres Novas hoje, vou. A companhia é a melhor e por isso vale a pena. Tudo combinado, é só ficar à espera da hora. Estava eu muito sossegadita, a pensar que nunca mais tenho uma aberta para fazer dieta, já me apetecia, pois deito comida por todos os poros, pois que é só lancharadas, jantaradas e almoçaradas, por isto e por aquilo, quando recebo uma mensagem. Uma mensagem, vejam bem. Que dizia: A ......, trouxe-me de Coimbra, umas queijadas...até te vais passar... . Respondi, claro. - Boa! - mas não é nada boa nem bom. É muito mau. Assustador. O pecado já não disfarça. Escandalosamente me acena. Devo ser educada ou mandá-lo dar uma volta ao bilhar grande? Ai caçula, caçula...que podes comer um mundo e o outro porque és uma top model, já eu... afinal, porque temos nós este prazer sublime pela gastronomia? Nunca passámos fome, porquê então?É hoje a festa
É isso! Torres Novas está em festa. A partir desta noite e até 10 de Julho as festas da cidade que se chamam agora, do Almonda. Faz sentido. Homenagem ao rio. No Jardim das Rosas a animação será uma realidade. Não vou perder o Tochas, hoje, nem a Luísa Sobral para a semana. Nos outros dias...o que fôr, soará.Venham a Torres Novas, gente! A animação promete.
a previsível pitanga
Acho que desde que nasci que falo com animais, pedras, paisagens, terras, estrelas, árvores, mares e sois. E até paredes...falar é importante. Quando se vive sozinho mais importante é, naquela, deixa cá ver se ainda conheço a minha voz...ena pá xinamene, será que ainda sei falar? Ou...está cá alguém que me oiça? aqui entra a Pitanga. Dona Pitanga que me recebe á soleira da porta com o seu porte elegante e o seu cumprimento esticado nas duas patas da frente. Invariavelmente lhe brindo com um - Nananinha quida...tá boa, bebé? Tem saudade da mãe, bebé? E ela olha-me no seu olhão azulão e deixa-se levar para dentro em cima do meu pé esquerdo. Excêntrica? Sim, sim. Queria eu ser logo à noite ao verificar o meu boletim do euromilhões. Isso é que era. Pagava a minha dívida, a tal que todos os portugueses têm, ao estado, e ...bazava, Com a Pitanga, claro. Em grande estilo. Se enlouquei desde que resolvi ter uma gata em casa? Louca ficava eu se entrasse em casa às 5,30 da tarde e nunca mais visse vida junto de mim. Tudo isto para dizer que a minha Maria Pitanguinha dos Santos logo que me vê sentada vem para junto de mim. Há lá alguém que me faça isso...só a Pitanga mesmo. Eu pergunto-lhe: Já papaste bebé? porque a deixara a comer a meia latinha, de pescado de espinafres, da tarde. Assim que lhe falo, dou-lhe o mote para trepar por mim acima. Literalmente. Pôe a pata na minha barriga, depois a outra e enrosca-se no meu colo como um novelo mesclado de lã fofinha, ficando entre mim e o computador. Se lhe digo mais alguma coisa, olho para ela, rio ou lhe sopro para as orelhas, de propósito para lhe ver a reacção, olha-me a um palmo do meu nariz, estende a patinha e recolhe as unhas. Com a almofadinha que a patinha tem, faz-me uma festinha na bochecha. Digam lá se não é um encanto de bichinha? Como gente. Como gente???? A minha gata é uma menina linda e eu adoro-a. Foi o melhor que me aconteceu, tê-la a viver comigo. Podem ver nas fotografias como tenho razão.
assinalando com saudade
foto do googleEstamos no nosso mês. Teu e meu. Estamos no primeiro dia do nosso mês. O teu dia. Estamos no signo de Caranguejo. O nosso signo. Estamos ligados desde sempre e para sempre. E venham as vidas que vierem eu sei que vou te amar sempre e que tu me vais amar a cada vida que viveres. E que vamos encontrar-nos. Mas, nesta vida que ambos vivemos juntos, tantos anos, tenho tantas saudades tuas...
Hoje é dia de aniversário.
E eu te daria os parabéns se estivesses aqui. Comigo. Gostavas de fazer anos. E de comemoração. Gostavas de viver e ver viver. Gostavas de rir. Como eu. Tenho-te na memória. O teu rosto. O teu olhar doce. As mãos com a aliança e o anel de pedra preta. Os pés entrelaçados e balançando, balançando, num prazer distraído e virando característica, que herdei. As mãos entrelaçadas sobre o ventre quando repousavas. Que herdei. E as tuas feições também herdadas por mim. O espirro e a gargalhada. Hoje farias 86 anos. Mais 30 que eu, que não tardam dias e farei mais um. Gostava de saber como és tu aos 86 anos. Bonito como sempre foste. Honesto e alegre. Amigo e leal. Fadista e poeta de quadras soltas. Pai fantástico. Sim. Acredito que serias ainda assim. Para todo o sempre assim. Uma alma do bem, não muda. E eu que herdei tanto de ti, quando é que serei como tu? Fazes-me tanta falta meu pai...
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