segunda-feira, 14 de março de 2011
reproduzindo
domingo, 13 de março de 2011
só eu sei

Descia as escadas no fim da tarde
Não voltaria atrás.
Caminhava para a noite de domingo
Só eu sei...
Só eu sei a dor nesse desfazer
Cumprido este tempo, tem de se cumprir o dever
Com as mãos tapo as orelhas
Não quero saber de conselhos
Não me servem idéias ou razões
Eu queria soluções...
Senti rolando, uma lágrima macia
Triste, as escadas, comigo descia
Mais uma noite a vencer
Mais uma despedida
Mais uma estrada a percorrer.
as bagas da gula
Entro sempre que posso e vejo tudo. E compro. Eles, os produtos, estão ali a saltar das prateleira metendo-se-nos pelos olhos dentro numa promessa de vida quase eterna. E eu gosto disso. E vou de espírito aberto porque me interessa confiar.
Em suma, lojas destas, manipulam a minha vontade, como as lojas de perfumes. E eu sei. E deixo.
Como assim é, faço cartões por dá cá aquela soja, burututo, batido, ou chá de gengibre.
E tenho o cartão do Celeiro, acomulando pontos que ao número duzentos, dá um bónus. Doze euros de produtos, o que é um incentivo. Digo eu, que nunca deixei de pertençer à geração à rasca e sou mãe de quem anda enrascado. E cada vez que tenho bónus fico como se me saísse a lotaria que não há meio de sair, mas que um dia sai, disso tem esperança a Ana Maria que semanalmente faz sociedade comigo, devido à minha convicção, aproveitando a boleia nessa sorte que eu acho que vou ter. Se não, veremos um dia, eu a anunciar aqui a taluda.
E tenho o cartão do Celeiro, acomulando pontos que ao número duzentos, dá um bónus. Doze euros de produtos, o que é um incentivo. Digo eu, que nunca deixei de pertençer à geração à rasca e sou mãe de quem anda enrascado. E cada vez que tenho bónus fico como se me saísse a lotaria que não há meio de sair, mas que um dia sai, disso tem esperança a Ana Maria que semanalmente faz sociedade comigo, devido à minha convicção, aproveitando a boleia nessa sorte que eu acho que vou ter. Se não, veremos um dia, eu a anunciar aqui a taluda.
E sou distribuidora Herbalife, outra maravilha em produtos de excelência existentes em mais de sessenta países no mundo e testados pelos melhores médicos e cientistas entre eles o prémio nobel da medicina de 98.Conheço todos os seus produtos e uso-os. E recomendo-os. E se quiserem é só dizerem.
Então, posto isto, e como já sabem, só me faltou pôr um avião a passar com uma faixa dizendo que eu estava no Porto, mais uma vez o digo, que fui ao Porto. Pareço eu que fui a Roma ver o Papa, mas compreendam que cada viagem é um motivo de exaltação minha. Não gosto de parança nem grande rotina. Já basta o que basta.
Mas o que me fez aqui vir escrever não foi a cidade ou o clube que mais dizem que é uma Nação. Não. Foi uma descoberta que fiz. Na área dos produtos naturais.
Bagas de goji. O nome é giro. Sugestivo. Existem no Tibete o que é um cartão de visita e sendo vermelhos ainda mais atraentes se tornam. Parecem jindungos, o que para mim é agradável. Comem-se secos, e a dose aconselhada será uma colher de sobremesa delas, duas vezes ao dia.
Comprei as ditas bagas. No primeiro dia fiz tudo certinho. O sabor é semelhante a alperces secos. Nada mau para quem gosta de frutos secos e passados. Voltei para Torres Novas e pûs-me ao computador. Desloquei as bagas para junto de mim e chamei-lhes um figo. Quer dizer, tremoços, azeitonas, pipocas, jinguba, castanha de cajú, tudo o que se come assim como quem é alarve e precisa de entreter a gula.
No dia seguinte de manhã acordei mais para lá do que para cá. Num enjoo semelhante a gravidez que não tenho. A minha estadia no Porto foi pacífica e depois, as bagas até podem ser afrodisíacas, não o sei, mas que eu saiba ainda não engravidam.
Não tenho dúvidas que as bagas de goji terão propriedades benéficas. Mas têm de ser comidas com conta peso e medida. Ah e dizem que quem toma as bagas gulosas e mágicas tem uma vida mais alegre e sorri muito mais.
Experimentem. Mas um conselhozito, comam por dia só duas colheres delas. Pois terão dissabores se as comerem como se estivessem a comer pipocas e a ver desenhos animados numa qualquer sala de cinema.
antecipadamente
Olho à minha volta.
O amarelo dos malmequeres desperta a minha vontade, num desfolhar pétala a pétala lenta e ansiosamente, mal-me-quer, bem- me-quer...
Sinto a Primavera aproximar-se.
Trazendo o canto da andorinha ao ninho da minha janela.
O aroma dos dias amenos e do pólen, paira já no ar.
Há uma necessidade primária de ver o sol partir mais tarde.
E percorrer os caminhos alegres desse tempo modificado.
Preciso debruçar-me à varanda da esperança e regressar ao melhor de mim. Antecipadamente...
Estendo a passadeira vermelha e espero por ti neste matrimónio em que não faltam flores de laranjeira.
encontros diferentes
Ainda a propósito da minha ida ao Porto, no domingo de Carnaval resolvemos almoçar em Matosinhos. A Amélia conhece os restaurantes onde se come peixe fresco, do mar. Na rua, esperámos vez, enquanto observávamos o assador assando várias espécies de peixe e defumando para cima de nós o cheiro intenso a sardinhas.
Tal como no " Pedro " em Peniche ou no " Toucinho " em Almeirim, na busca de sopa da pedra, cujas listas chegam a fazer alguns desistirem e procurarem um espaço mais rápido e calmo. Não melhor, concerteza.
As sardinhas, enormes e brilhantes faziam crescer água na boca. Que saudades do Verão...de Peniche, porque sardinhas para mim é em Peniche.
Mas bem sabíamos que só podiam ser congeladas e eu esqueci.
Quando finalmente a menina nos chamou e indicou a mesa, para ali nos dirigimos sem hesitar. Tarde e más horas, o estômago e o apetite reclamavam impacientemente.
Junto à nossa mesa, ao fundo da sala, qual mesa para encontros mais íntimos e discretos, não era o nosso caso, uma mesa para dois, onde almoçava um casal, e que era concerteza o caso deles. Comiam sardinhas.
Uma das minhas companhias e porque não tem qualquer tipo de problema em abordar alguém nestas circunstâncias, perguntou-lhes se as ditas sardinhas estavam boas, pois que eram congeladas. Depressa ouvimos uma resposta rápida e gentil. Chegando a insistir na sua prova, empunhando a travessa e dizendo fazer questão. Ele, um homem com bom ar, na casa dos 50 a 60 anos e ela talvez nos 50, mais reservada ou indiferente.
Não provei a sardinha oferecida, mas pedi-as, para meu deleite (?). Sabiam às enguias que se vendem na Murtosa, em barricas, envinagradas e quase secas, como que em conserva, mas comeram-se. No fim da refeição dos dois vizinhos do lado, estes, fizeram questão de nos falarem e se acaso os tivéssemos convidado para sentar, acho que ainda agora estaríamos a discutir quem era mais cidadão do mundo. Quem conhece mais cidades, mais costumes, quem gosta mais do quê.
Um porque até de Marrocos gosta, quanto mais de Lisboa, outra porque tem casa na Foz, um luxo, e adora o Porto embora viva em Lisboa, no Parque da Nações, claro né?, e seja dona de um SPA, ou uma loja de massagens manhosa?
Bem, acabou por ser divertido o estudo feito por nós destas duas espécimes. Não nos deu grande trabalho porque eram óbvios como o são todos os homens que se intitulam cidadãos do mundo. Normalmente não passam de uns provincianos mentais, vaidosos e arrogantes. Está na moda esse chavão, como se isso fosse uma mais valia ao que exibem, normalmente o físico e a abordagem galanteadora. Como se nós, os que os ouvimos fossemos destituídos.
Uma coisa é certa, ao fim de uma semana ainda relembro este episódio, no mínimo diferente e estranho bem como o breve encontro com pessoas desconhecidas e que não fogem do lugar comum.
Ele, o tal cidadão do mundo (?), a fazer lembrar alguém que conheci e perdi de vista no meu mundinho pequenino, e ela, uma mulher fria na postura, mas ansiosa de dar nas vistas, pedindo por favor que gostem dela.
Quem seriam estas pessoas e porque raio nos caíram na travessa de sardinhas?
Há domingos assim, quando três pessoas se juntam para comerem peixe e beberem vinho num qualquer restaurante de Matosinhos em época de pôr a máscara e encarnar uma personagem que pode ser a nossa, no resto do ano.
Repetiria com todo o gosto, no Carnaval ou não.
sábado, 12 de março de 2011
a Natureza em fúria
Olhando as imagens do tremor de terra e consequente tsunami, no Japão, só me ocorre que somos uma agulha num palheiro que de repente pode arder e reduzir-nos a cinzas.
Somos tão arrogantes numa vidinha que achamos tão importante e a Natureza dita a nossa sorte quando quer...
Isto faz-me pensar que digo poucas vezes o quanto gosto de vós, minhas pessoas.
Um abraço de um tamanho sem tamanho, pessoas de quem gosto. Adoro-vos.
Curvo-me perante os seres que perderam a vida e os vivos que sofrem por consequência de tamanha catástrofe no mais profundo respeito e compaixão.
indiferença???
a voz do sangue
foto retirada do googleEsta é uma imagem de Porto Alexandre. Uma localidade junto a Moçâmedes, no Sul de Angola.
O avô Carvalho viveu aqui muitos anos. Trabalhava para uma empresa que construía pontes, fábricas, armazéns e outras obras grandes. Muitas da obras importantes para o desenvolvimento de Angola passaram-lhe pelas mãos.
Anualmente, deslocava-se a Luanda, sempre por altura do Natal ou se acaso precisasse caso de doença, o que aconteceu quando esteve internado na Casa de Saúde de Luanda, perto do Miramar e do cemitério novo ( Alto das Cruzes ).
Chegavam a Luanda notícias de que tinha uma família em terras do Sul.
Eu que lhe escrevia cartas de saudade profunda, nunca ousei questioná-lo. Mas não fui a única. Convivia-se com essa possível realidade de uma forma superficial e confortável. Penas que não se vêm, não se sentem.
Eu não. Tinha uma grande curiosidade. E
propus-lhe uma viagem até Porto Alexandre, nas férias. Para conhecer o sul, poder estar com o homem da minha devoção, o ser que mais admirei na vida e conhecer a tão falada família.
propus-lhe uma viagem até Porto Alexandre, nas férias. Para conhecer o sul, poder estar com o homem da minha devoção, o ser que mais admirei na vida e conhecer a tão falada família.Saltou essa parte e eu fiquei triste e desiludida. Percebi que ainda mantinha de mim a imagem da criança que não vai entender. E havia também a questão rácica, que provavelmente era a causa mais preocupante para ele. Não para mim. Não insisti. Quando voltou a Luanda e me pediu que o levasse a uma papelaria para comprar canetas de ponta de feltro,( marcadores ), tive a certeza de que na sua vida havia crianças em idade escolar como a Paula o era na altura. E não me enganei.
Em Portugal, depois de ter saído de Moçâmedes numa traineira e feito a viagem até ao Algarve nestas circunstâncias, escreveu-me e finalmente pude ler a sua história. Visitei-o em Lisboa onde se encontrava numa pensão que o IARN lhe arranjara. E mais tarde visitei-o em Vilar, a sua terra, na Beira Alta.
Tinha assim dois tios, bem mais novos que eu. Um rapaz e uma menina. Ela era dois anos mais nova que a minha caçula. Mantive algum contacto até que o avô Carvalho morreu. Depois, quando a Manuela, minha tia, casou, falei com ela, algumas vezes ao telefone. Convidou-me para o seu casamento. Mais tarde, soube que saíra de Portugal, para norte. De vez em quando o mano Zé contacta com o irmão da Manuela, nosso tio.
Sempre foi muito estranho este parentesco pois eles têm idade para ser meus sobrinhos, e nunca foi próxima a nossa relação, não por eu não querer, mas porque a vida não permitiu. A distância foi a grande causadora, o facto de eu ter uma família para cuidar que me absorvia completamente, e o avô já não existir como elo de ligação.
Pelo Natal há notícias. O mano Zé faz a ligação entre eles e eu.
Há dias recebi uma notícia. A Manuela estava no facebook. Fiquei feliz. Fiz-lhe o convite para que me adicionasse. Neste momento está no grupo da família. Tia. E eu estou na página dela como sobrinha.
Acho, que ainda vamos a tempo. De sermos família.
Para isso preciso de a conhecer. De lhe reconhecer os traços. De saber como foi ser filha do meu avô Carvalho. De conhecer os netos do avô, seus filhos. Ou não... dizem que a Voz do Sangue faz o resto.
Estou muito feliz e em paz. Olho para cima e adivinho um avô Carvalho mais apaziguado.
Contas feitas. Devia-lhe isso. Devia-me isso.
Assim, eles o queiram...
sexta-feira, 11 de março de 2011
como num diário

Quando era miúda não sabia o que queria fazer quando crescesse. Apenas queria brincar. Muito. Viver o tempo presente, sempre a brincar. E brincava de mãe, de esposa, de cantora, de actriz, de professora.
Na adolescência, fascinavam-me os jornalistas e os médicos. Os primeiros porque faziam reportagens em zona de conflito e guerra, mostrando coragem e profissionalismo, para além de que era o máximo naquele tempo uma mulher ser jornalista, pois quase não existiam e as que existiam eram notáveis e por isso muito conhecidas. E os segundos, porque estive muito doente quando tinha quatro anos e andei na mão do Dr. Costa e Silva e da Drª Rosinda Guimarães, tendo estas duas criaturas sido como que os meus fazedores de milagres, salvando-me de um tifo que na época matava sem dó nem piedade. Que me roubou o andar, o cabelo e os quilos de que precisava para recuperar. Lembro-me que estive mais para lá do que para cá, mas safei-me e a prova disso é que ainda cá ando.
Quando tive de escolher, no liceu, sem hesitar escolhi a área de ciências, a fim de vir a ser médica. Psiquiatra...
A matemática moeu-me os fígados e uma paixão, a mais avassaladora, também. A guerra fez o resto e eu acabei a dar aulas num colégio, sempre com o olhar na medicina, que achava que ainda podia correr atrás quando tudo voltasse ao normal. Corri afinal, a toque de caixa daquele cenário de guerra e vi os meus sonhos serem mortos sem dó nem piedade sem que tivesse tempo sequer de os enterrar, ficando por isso a penar por terras de Angola, a possibilidade, a vontade de estudar até chegar lá, ao que eu sonhara.
Nesse tempo complexo, inseguro e inquieto, li. Muito. Li tudo o que me era dado ler. Escrevi. Pequenos textos, quadras, poemas. Diários.
Conheci Pessoa, Florbela Espanca e outros. E desejei ser como eles. Uma escritora de nome. Depressa afastei esse pensamento. Que nem chegou a ser sonho dada a sua leviandade e atrevimento. Porém ficou-me o desejo de escrever. E ao longo dos tempos, fui solicitada a escrever letras para músicas, para concursos e para peças musicais, representadas em palcos diversos, e fi-lo. E posteriormente, desde há quase quatro anos, escrevo. Muito. Com carácter quase que obrigatório. Aqui diariamente e de outras formas. E sinto-me grata cada vez que um amigo gosta do que escrevo e mo diz. Ou mesmo quando só conhecido ou estranho. Aliás, se for desconhecido chego a sentir uma certa vaidade, perguntando-me até se são generosos, mentirosos, bajuladores ou simplesmente sinceros. E pergunto-me também da capacidade para avaliarem. E desisto, porque não sei tudo. Não sei nada...
O facebook, quanto a mim, é maravilhoso. Através dele encontrei pessoas das quais não sabia há muitos anos. Tenho alguns amigos por lá. Não sou daquelas pessoas que diz que só tem no facebook gente de quem é amigo de facto. Eu não. Aceito os pedidos. Sobretudo de angolanos ou residentes e ex-residentes de Angola. Não é por aí que o gato vai às filhós. Posso bloquear sempre que achar necessário. Já o fiz.
De vez em quando publico poemas, textos e fotos. Ontem tinha o sinal de um comentário e, claro, fui ler. Comentava assim um amigo que não conheço, mas conheço, acerca de um poema que já publiquei aqui no blog, pouco antes de voltar a Luanda a última vez e que se chama Aspiração. E disse assim o meu amigo, ilustre desconhecido:
" Brilhante, Maria Clara! Só ao alcançe dos talentosos! Como é bom assistir à sua chegada e segui-la entoando tão belo cântico de louvor à vida. Parabéns! "
Fiquei tão surpreendida que até chorei.
Os comentários valem o que valem, porém este tocou-me forte. Porque é um poema dedicado à minha Luanda e à minha chegada e porque tocou um angolano que vive cá. E que o fez, ser generoso. E que conseguiu que eu pensasse, por breves segundos, como num dia distante, leviana e atrevidamente que gostava de ter talento para um dia ser escritora...
quinta-feira, 10 de março de 2011
contrapartida
Festival da Canção 2011 - Homens da Luta - reacção inesperada
Obrigada G.M. pelo envio deste vídeo. Está fantástico.
A Amélia de alma doce
E ainda bem. Porque adorei estar aí. Contigo. Convosco...
E quero agradecer-te por tudo o que fizeste. Pela tua disponibilidade. Pelo prazer que te advinhei levando-me aos locais que te são demais conhecidos.
Pela alegria, pela paz, pela vivacidade que senti nestes dias que fui tua convidada.
És uma boa pessoa. Inteligente, experiente, conhecedora do mundo, das pessoas, e sobretudo amiga.
És transmontana e isso diz quase tudo, mas cultivas a carga genética. As raízes. O teu mundo por detrás dos montes.
Uma verdadeira mulher do Norte. Daquele Norte para lá do Marão.
Depois destes dias em que me senti em casa, como em família, vão-me fazer falta as histórias maravilhosas e tão bem contadas, aos serões.
E nunca me esquecerei da noite de carnaval que para nós durou até quase às seis da manhã, num diálogo fabuloso; intenso e íntimo.
Aprendi um pouco contigo nestas pequenas férias.
Voltei para casa mais rica. A tua generosidade foi o que me ficou de uma forma mais marcante.
Obrigada Amélia. És um ser iluminado. És Linda.
Que dívida de gratidão me arranjaste, depois de estar contigo!...
quarta-feira, 9 de março de 2011
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