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quarta-feira, 28 de março de 2012

hoje estou feliz

Aqueles que valorizam as minhas crias, massajam o meu coração e têm a minha eterna gratidão.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

amigo

Ontem fiz um amigo para a vida. E nunca deixarei de falar dele com uma profunda gratidão.
Chama-se airbag.

terça-feira, 19 de abril de 2011

há dias felizes


Foram dias felizes. Alegres, relaxantes e solarengos. Bronzeados e gastronómicos. Acompanhados. Amigos. Conversadores e musicais. Foram dias gargalhados, observadores e sonhadores. Foram dias oferecidos, que eu agradeço do fundo da minha alma. Beijos no coração, Lena, Ana e Isabelinha.

sexta-feira, 18 de março de 2011

mais uma viagem

Ainda faltavam dez minutos para as oito quando saí de casa. Não fora ter deixado o cartão no computador e teria tempo para umas fotos que ando para fazer a partir da minha rua e apanhando o vale do Alvorão. Torres Novas tem a paisagem mais bonita, de todas, a partir da minha rua, o que não faz dela a rua mais bonita. Apenas o ponto de partida para chegar a belas imagens de luz a que não poderão fugir todo o vale a perder de vista para os lados da serra de Aire, nos caminhos, montes e ladeiras até Fátima.
Calmamente cheguei à paragem que tem, nas traseiras a morgue do antigo hospital e na frente a Escola Prática de Polícia. Já lá estavam duas miúdas que apanham o TUT ali. Uma delas a miúda que usa aparelho para corrigir os dentes e que é muito malcriada, a tal que se pegou comigo por causa do chapéu de chuva e a quem me apeteceu dar-lhe dois pares de lambadas bem assentes, tal como um dia lá atrás, na terra que tem o sol mais lindo do meu mundo, as dei à Mulombosa, minha vizinha por me ter chamado uns mimos que não admiti, tinha eu então dezasseis anos, que até lhe saltou o brinco de ouro branco da sua perfeita orelhinha.
O sr. margarido demorava a chegar. Já o TUT passara e apanhara as miúdas e o motorista me questionara sobre a minha ida tendo o meu dedo indicador da mão canhota lhe dito que não, quando finalmente um autocarro estancou a escassos centímetros de mim. Não era o sr. Margarido. O motorista que eu também conheço, embora raramente faça este serviço para Leiria, abriu a porta e disse:
- É para Alcanena?
- Sim.
- Entre. Hoje substituo o Margarido.
Entrei, agradecendo.
- O Margarido disse-me que a senhora que trabalha no tribunal costuma entrar aqui, por isso parei.
Agradeci de novo.
Os motoristas da Rodoviária são uns queridos.
Agarrei neles e coloquei-os na minha lista.
Qual lista?!
Aquela que tem o tamanho da minha gratidão.
Qual lista?!
Aquela que usarei quando me sair o euromilhões.
Enquanto isso, aquela que mora no meu coração.

quinta-feira, 10 de março de 2011

A Amélia de alma doce

Foi o telefonema insistindo, que me convenceu a ir.
E ainda bem. Porque adorei estar aí. Contigo. Convosco...
E quero agradecer-te por tudo o que fizeste. Pela tua disponibilidade. Pelo prazer que te advinhei levando-me aos locais que te são demais conhecidos.
Pela alegria, pela paz, pela vivacidade que senti nestes dias que fui tua convidada.
És uma boa pessoa. Inteligente, experiente, conhecedora do mundo, das pessoas, e sobretudo amiga.
És transmontana e isso diz quase tudo, mas cultivas a carga genética. As raízes. O teu mundo por detrás dos montes.
Uma verdadeira mulher do Norte. Daquele Norte para lá do Marão.
Depois destes dias em que me senti em casa, como em família, vão-me fazer falta as histórias maravilhosas e tão bem contadas, aos serões.
E nunca me esquecerei da noite de carnaval que para nós durou até quase às seis da manhã, num diálogo fabuloso; intenso e íntimo.
Aprendi um pouco contigo nestas pequenas férias.
Voltei para casa mais rica. A tua generosidade foi o que me ficou de uma forma mais marcante.
Obrigada Amélia. És um ser iluminado. És Linda.
Que dívida de gratidão me arranjaste, depois de estar contigo!...

domingo, 16 de janeiro de 2011

agradecendo sempre


Quem não se encanta com um presente?
Eu adoro presentes. E embrulhados deste jeito então...
E quando se desembrulham e a gente percebe que são glosses de várias tonalidades, da Estêe Lauder, é o êxtase.
Sobretudo quando já passou o Natal, não é data de aniversário e vem da mão de uma jovem que não faz aquele pim-pam-pum que a gente bem conhece quando tem mil pessoas a quem oferecer. E ela tem mil ou mais...
Em Luanda falaram-me da Pipoca mais Doce. Filhas de amigas minhas seguem o seu blog com uma devoção entusiasmante. Sem que soubessem que eu a conhecia. Quer dizer, eu conheço a Ana Garcia Martins, que por acaso tem um blog que se chama A Pipoca Mais Doce.
Foi giro perceber mais uma vez que o mundo é uma ervilha e foi um prazer e orgulho dizer que esta menina bonita, simpática, inteligente e generosa me presenteia muitas vezes ao longo do ano com estas coisinhas caras, e boas, só porque sim; porque se lembra da " mamãe " aqui.
Eu sou vaidosa, adoro receber presentes e fico imensamente satisfeita quando desembrulho uma prenda bonita assim, porém mais do que tudo isso, penso que de facto a Leninha tem razão e sou uma pessoa abençoada porque há muita gente que se lembra de mim e me tem afecto. Porque será? Até tenho medo de perguntar...
Não sei se mereço, mas isso é outra história. Quem me conhece não precisa de me desembrulhar nem tirar a fita. Eu sou o que sou e pronto.
Mas para quem não conhece a Ana Garcia Martins, jornalista da Time Out e não só e A Pipoca Mais Doce e seu blog, fiquem a saber que esta menina é um doce.
Obrigada Ana, mais uma vez, pela contribuição para que me sinta mais vaidosa e bonita.
Abraço grande, assim de um tamanho sem tamanho, que é como quem diz, gigantesco que não dá para imaginar.

saudade


Ensinaste-me tudo o que sei sobre a maior ave do mundo. O albatroz.
Ensinaste-me que a liberdade é preciosa. E que o desejo de a obter é sagrado.
Ensinaste-me a gostar do albatroz e da liberdade.
Não cheguei ainda à espiritualidade que me faria ambicionar ser um albatroz noutra vida que acaso venha a ter.
Mas adoraria ver o vôo rasante destes animais, nem que fosse de binóculos, nos mares do Sul...
Respeito muito um animal que é fiel e apenas tem uma parceira, embora voe livremente pelos mares e volte a terra uma vez no ano para acasalar.
Obrigada por me mostrares o mundo para além dos humanos.
Hoje, especialmente hoje, um abraço daqueles, do tamanho do Mundo. Maior...
Um abraço maior do que o Universo.
Podes não compreender, mas agradeço-te muito o que me ensinaste.
Muito, muito obrigada.
Continuas presente.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

amanhecendo em portugal

Os céus ofereceram-me este amanhecer bonito quando vinha em viagem, para torres novas , depois de ter chegado do sítio onde o sol é mais quente e nos aquece até à alma.

domingo, 19 de setembro de 2010

dar

Hoje é uma data importante para mim.
Mas é segredo. Apesar de não me dar bem com segredos, este guardo-o a sete chaves e nem que me torturem eu o revelo. Coisas minhas. Uma questão de escolha.
Há-os que não vale a pena guardar. Nem fazem mossa. E a gente solta-os. Deixa-os livres. Que eu não gosto de correntes. Grossas. Estrangulantes. Comprometedoras e vinculativas.
Mas há-os, eles os segredos, que são mágicos, por não serem divulgáveis. Por não serem exigentes nem trazerem pedidos de confidencialidade.
E este eu quero-o assim, livre e mágico. Quase irreal. Assim como que, virtual.
Mas nem seria eu se não levantasse uma ponta do véu, para dizer que este segredo assenta em acordes musicais.
Oiço a melodia suave que me domina a emoção. E tenho de o comparar à canção.
" Aubrey ", é o som repetido, cantado, mil vezes trauteado, que me faz pensar que vale a pena guardar um segredo numa gaveta do meu coração. Como perfume. Como ilusão. Ou gratidão.
Há sentimentos nossos que nunca devem ser revelados.
Há dias assim. Histórias que começam assim:
Dia 19 de Setembro de um ano qualquer...
Que têm como: Ponto parágrafo, mudar de linha... um abraço maior do que o Universo.
;-))