domingo, 18 de julho de 2010

polvo benfiquista

Oh Polvo da minha alma, o encarnado dá-te mais nas vistas não é?
Eu não sou polvo mas também escolho o glorioso para campeão nacional 2010/2011.
E quero vê-lo ganhar jogos, marcar golos e poder gritar: Vivoooooooooó Benfica!
(( obrigada pela imagem, amigo G.M., fartei-me de rir com este polvo com um gosto tão requintado e bateu-me uma vontade forte de a pôr aqui, para divertir os benfiquistas, enervar os portistas e inquietar os sportinguistas ( já aí vêm ? como não gostam de comentar já nos safemos, ah, ah, ah! )).

A Valsinha

Tralho III

Ah pois é! Repeti a dose.
Se alguma das minhas pessoas me dissesse que num mês se espalhara ao comprido na via pública, três vezes, das duas uma. Eu ia dizer que fosse mandar rezar uma missa, ou que fosse ao médico. Porque era demais. É demais. Não há físico que aguente. E o psíquico, então?
O corpinho fica escaqueirado de todo e a mente diz-nos que estamos a ficar velhotes. E o prejuízo que uma queda dá?
Esta hoje fez-me gastar 1 euro, numas chinelas do tipo havaianas, branquinhas, mesmo a emitar as ditas. Andam as criaturas asiáticas a trabalhar que nem mouros, para depois num qualquer Pingo Doce se venderem por um triste euro!
Depois de meter o pé direito num buracão, no meio de um passeio calcetado, andei no ar tipo trapezista e acabei estatelada no meio do chão aos ais e euês, incrédula, nesta inocência de não perceber porque raio caio eu tanto. Costumo fazer o número da valentona, que olha para todos os lados e se levanta sacudindo-se. Hoje não precisava de o fazer. Tive uma mão que me ajudou a levantar. E que se preocupou comigo. E veio o mimo que sobrou de criança ao de cimo e por uma unha negra não me atirei nos braços dessa mão a chorar por esta queda e por todas as outras que dei na vida. Restou-me um pouquinho da dignidade que apregôo muito, e ri-me amareladamente e lá me levantei. A minha sandália branca de cunha de cortiça ( acho que é esse o problema ), rebentou-se e fiquei descalça. Valeu-me uma vez mais a boa vontade da mão protectora, que me deixou sossegadita e foi comprar umas chinelas de meter no dedo ao Pingo Doce.
Nós iamos às compras e de costas ou de barriga teriamos que as fazer, por isso, mudei os meus pés para umas chinelas pindéricas, brancas, que foram escolhidas para fazer " pendant " com o relógio novo, branco, ( ahahahah ) e siga a marinha, bora lá fazer as nossas comprinhas.
Acrescento que não tenho tonturas, nem falta de equilíbrio. Ponho mal os pés no chão, ou ando com a cabeça no ar, que sei eu?! Mas hoje tinha mais do que motivos para os tirar do chão e voar. É que recuperei o meu pulmão. Pena que não fosse um pulmão voador...mas lá chegaremos.

92 anos hoje


UM MUNDO MELHOR PARA TODOS
Foi o que disse Nelson Mandela, hoje, dia em que completa 92 anos.
África está de parabéns, e Nelson Mandela também.

Cabra em chinês

Mandam-me para o endereço electrónico as previsões astrológicas. Porque eu quero.
O meu signo chinês é Cabra.
Hoje perguntavam se queria saber a que signo chinês eu pertencia. Pûs os dados para testar este serviço. Claro que deu Cabra como sempre. Li as suas caractrísticas e...gostei. Aqui estão. Posso falhar em alguns pontos, mas, estão lá. E as pessoas que me conhecem, melhor o poderão dizer.
É ou não? Bruxa!

Nome chinês:
YANG
Número de ordem:
Oitavo
Horas governadas:
1 p.m. - 3 p.m.
Direcção do signo:
Su-Suroeste
Temporada e Mês:
Verão - Julho
Signo ocidental:
Câncer
Elemento fixo:
Fogo
Tronco:
Negativo
É o signo mais feminino do zodíaco chinês. O nativo do ano da Cabra é o bom samaritano do ciclo. É virtuoso, sincero e fácil de deixar-se comover. Quase sempre é aprazível inclusive tímido. No melhor dos casos tem um espírito artístico e criativo; no pior, tende a deixar-se levar pelos sentimentos, é pessimista e fechado. O nativo da Cabra é famoso por sua bondade e compaixão. Sabe perdoar facilmente e é compreensivo frente aos defeitos alheios. Detesta os programas rigorosos, e não suporta nem a excessiva disciplina nem as críticas. Ama aos meninos e aos animais, agrada-lhe a natureza e é muito afeiçoado a sua família. Tende inclusive a sufocar com seus atendimentos maternos ao objecto de seu afecto. Dispõe de um humor variável e lhe é impossível trabalhar sob pressão. Também lhe é muito difícil ser objectivo. O aspecto exterior da Cabra, modesto e calmo, esconde bem sua decisão interior. Quando se sente ameaçado, o nativo sabe reagir com apaixonada firmeza, ainda que deteste combater. Se é arrastado numa discussão, prefere ter mau humor, mais do que dizer na cara o que o transtorna. Seus silêncios e seus mal humores obtêm provavelmente mais de quanto obteria uma cena colérica; e assim termina com frequência por sair-se com a sua. De menino, muito frequentemente uno dos pais ou ambos, o consentia. Os chineses crêem que às pessoas do signo Cabra a sorte lhes sorri porque têm uma índole pura e um bom coração. Dá muito tempo e dinheiro para ajudar aos demais. Quando não sabes a quem recorrer e não tens dinheiro, podes estar seguro que o nativo da Cabra não te negará uma mão. Terá sempre as três coisas mais importantes da vida: comida, refúgio e vestido. Onde vá, encontrará pessoas que o ajudarão. Um nascido deste signo geralmente tem um casal feliz e é amado não unicamente pelo cônjuge senão também pelos parentes adquiridos. Diz-se que um indivíduo da Cabra nascido em inverno terá uma existência difícil porque nesta estação defeituosa a erva e geralmente se trabalham as cabras.

sábado, 17 de julho de 2010

Os Pinto Ferreira - Teledisco para o 1º Single - Violinos no Telhado

descoberta feliz

Não sabia que o Bruno era Pinto de apelido. Conheço-lhe o primeiro e último nome.
Conheço-o há alguns, muitos anos. Entrou na minha vida e da da minha família e ficou no meu coração para sempre.
Fizemos até uma canção, juntos. Eu com a letra e ele com a música. Para um festival. Cantada por uma criança.
Foram bons tempos.
Há tempos viu-o no Átrio Saldanha. Ficámos ambos felizes de nos vermos.
Depois foi a apresentação do CD na banda que formara, apesar do curso de sociologia. A paixão pela música é como a minha paixão por Luanda. Formou os Guys of the Caravan. Comprei o CD. Fez-me uma dedicatória que me comoveu muito. Que tinha saudades minhas...
De vez em quando pergunto por ele. Se sabem dizem e quando não sabem, ficam à espera que dê notícias, ou tentam saber o que anda a fazer e como está.
Há pouco tempo, a ouvir a Antena 3, ouvi uma música em português, que me soou bem ao ouvido. A voz, igual à do Bruno. As características da música fizeram-me pensar que podia ser ele. Disse até à minha colega Mena que parecia muito, muito o Bruno a cantar.
Cá para mim, ele ainda estava na dita banda que formara, em Lisboa. Esqueci.
Ouvi mais algumas vezes a música, sempre na Antena 3 e cada vez que ouvi me lembrei do Bruno.
Hoje disseram-me que o Bruno aparecera na televisão, dando uma entrevista. A propósito de um novo projecto. Lembrei-me e contei das minhas suspeitas. Fazia sentido. Depois lembrei-me da música como por arte de magia e comecei a cantar o refrão.
Consultado o youtube, surpresa das surpresas, sem ser surpresa. Era mesmo o Bruno. É mesmo o Bruno. Que é Pinto.
O grupo chama-se, Os Pinto Ferreira.
Fiquei tão feliz!
Vou gostar do Bruno para sempre. E gosto muito que esteja no caminho que há muito tempo acalentou percorrer. E que tenha sucesso e que se sinta feliz.

Maria Clementina - Vou ser alguém

fragmento

" Há qualquer coisa de longínquo em mim neste momento.
Estou de fato à varanda da vida, mas não é bem desta vida. (...)
Sou todo eu uma vaga saudade, nem do passado, nem do futuro: sou uma saudade do presente, anônima, prolixa e incompreendida ".

fragmento do Livro do desassossego,
de Fernando Pessoa

alegria versus inquietação

Boa Viagem, meus filhos.
Um que vem, outro que vai.
A vida em constante movimento.
Eu no meio, ficando, sentindo...
Lágrimas de ansiedade.
Lágrimas de alegria.
Lágrimas de saudade antecipada.
Inquietação...
Ser mãe é isto e eu não sabia até que chegaram e se instalaram na minha vida num sempre de, e para todo o sempre.
Ando sempre com o Credo na boca.
Deus vos proteja.

cuidado

Recomendação de cria mais velha, prestes a sair de férias:
" Vê lá se não vais para o Tamariz. Andam lá aos tiros e a assaltar. Vai para S. Pedro ou S. Julião. "
Recomendação de mãe galinha:
" Tenham cuidado. Vão devagar. Se der o sono, parem. Levas o casaco de algodão cinzento? E as águas? O que é que precisas da loja? Por amor de Deus telefona, para eu ficar descansada. "

E muito, muito mais...

a nossa gente

Saí a correr da casa grande. Parei junto ao tanque. Da roupa. Que a Lucrécia estreou. Brinquedo novo, dela. Embora não abandonasse as celhas. Para sabonária, de lençóis e toalhas.
Perto do alpendre do carvão, onde as galinhas soltas iam pôr ovos e cacarejarem histericamente, a esteira. Ao lado, brasas. Fogo a cheirar a lenha e carvão. A lata dos chouriços idos de Palmela, transformada em tacho. Cozia o feijão de óleo de palma.
Era a hora que eu gostava. A hora da esteira e do feijão.
A Lucrécia estendia roupa branca, na corda. No canto da boca um cigarro fumado às avessas. De vez em quando cuspia. Por entre os dentes num som de muitos xês. Fazendo mira nas cristas de galo viçosas do canteiro das flores da mãe.
Muito de vez em quando reparava em mim e dizia:
-Sai daqui menina Clarita. Vais-te molhar toda.
Eu continuava impávida, brincando de jogar à semalha, no pé cochinho. Enquanto esperava a Sebastiana que fora na loja do S. Miguel, ao pé da padaria, comprar sabão macaco, para a tia Lucrécia. Se lá não tivessem, ia demorar muito. Tinha de ir na loja encarnada, lá para as bandas da Senado da Câmara, em frente ao bairro indígena. A loja que vendia baleizões de gelo, com palito, com sabor a groselha. Tirado directamente das cuvetes e custava mil e quinhentos.
A Sebastiana andava devagar. Perdia-se em cada esquina para dobrar. Distraia-se com a brincadeira dos outros e nunca mais chegava.
Estava enganada. Ela às vezes surpreende-me. Ei-la. Chegando. Saltitona. Barulhenta. De carrapitos na cabeça, entrelaçados com linha de côr, descalça.
- Clarita vamos jogar à semalha.
De pé cochinho preparo-me para ganhar. Mas ela era barra. Tinha balanço para pular as casas que a macaca tinha.
O feijão continuava fumegante e cheiroso. Cozinhando lentamente como o tempo daquele tempo.
Até pegar, na velha lata feita tacho.
O mundo ali no fundo do quintal era mágico e sabia a proibido. Era um mundo onde eu estava sempre, com licença da Lucrécia, que corria atrás de mim, zangada com as minhas traquinices, praguejando, mas se me apanhava, os olhos lhe sorriam e gargalhava com as coisas que lhe dizia.
-Pxxxxxt, essa menina Clarita!...
O mundo ali da esteira, das celhas e do tanque, roupa branca na corda, secando, e feijão de óleo de palma rapado do tacho, eram uns olhos sorrindo sempre para mim. Como poucos sorriram assim, tão inocentes, depois.
Não sei porque me lembrei da Lucrécia, lavadeira da casa, antes de eu nascer e que ficou. Da casa e da Sebastiana...Talvez porque oiço Paulo Flores cantar que ...são coisas da terra, terra da gente... talvez...
São gente da terra, terra da gente, a nossa gente...

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Quedas de Kalandula




Como já perceberam, são as Quedas de Duque de Bragança, ou melhor Quedas de Kalandula.
Em Malange.
Estas fotos foram tiradas cerca de uma semana atrás.
O meu amigo Edgar foi quem as tirou. Perspectivando um passeio até lá, em Dezembro.
Já estou a sorrir de alegria.
Bora lá kambas!

wagen alt

Não sou assim muito letrada. Nada de cursos superiores. Mas tive pena. Queria ter tido uma profissão que embora receba contestações constantes por parte de algumas pessoas a quem afirmo isto, para mim é a mais nobre que existe. E não há quem me convença que há outras mais nobres. Não há. Mesmo. Ainda fiz o liceu, depois do 5º ano na área de ciências, com aquelas disciplinas horrorosas como química e matemática, tendo em vista o meu sonho, mas um simples e louco amor me distraíu e acorrentou ( que desperdício ) e me virou do avesso e já não estudei nem pensei em cursos nobres. Acabei a dar aulas no Colégio Nossa Senhora de Fátima e depois, ainda achava que ia estudar à noite e dar aulas de dia, mas...não. Depois de começar a ganhar o belo e o bom, e a guerra se instalar já não pensei mais em cursos.
Podia ter feito outros. A minha amiga Manuela que para o ano se vai apanhar com o de sociologia nas mãos, insiste comigo. Já não tenho vida para aturar professores e putos espertalhucos e comprar uma briga com os meus superiores. E depois não tiraria o tal curso, por isso deixo-me ficar deste tamanho que já cresci que chegasse. Mas podia ter feito um daqueles cursos intensivos. De inglês, espanhol ( tão na moda ), ou alemão.
Ora, é aqui que eu quero chegar. Ao alemão.
Viajo num autocarro que parece ter andado na segunda guerra mundial. Raro é o dia que não chego a gritar pelo gregório, ao meu emprego. A sério. Ultimamente então, se não vou quieta e muda, a olhar em frente, é certo e sabido que chego mais para lá do que para cá. E eu não gosto disso. Obrigada a fingir-me de morta para não enjoar...onde já se viu?!
O curioso disto tudo é que o meu autocarro fala alemão, presumi eu quando li, porque não sou burra de todo e tirando uma pelas outras até que cheguei lá. Tocaram para a paragem onde eu saio. Calhou olhar para o retângulo que acende e que devia dizer SAÍDA. E o que é que dizia?
WAGEN ALT.
Sorri muito para mim. Boa! Os alemães a exportarem autocarros a cair de podres, da última guerra e nós conformados. Já não nos basta falar inglês com todos os estrangeiros que nos abordam, ao invés de esperar que eles soletrem um português mal amanhado, e também temos de levar com indicação de paragem numa língua que parece estar sempre de boca cheia de feijões, ou favas...
Assim que pude fui ver o que queria dizer WAGEN ALT. Não era saída de carro, fora do carro, mas, carro usado.
Fiquei intrigada. Nós tocamos para sair e ele diz-nos que é carro usado? Ou para usar? Ou já o usamos? Ou é mesmo - Ponham-se a mexer daqui para fora, ou tunda, yá ?!...

pitanga nos carris

Pssssssssst! Vou falar baixinho para ela não ouvir.
Ela nem sonha, mas eu não resisto e vou contar um segredo.
Ela vai viajar de novo. Comigo. No condomínio fechado. Nos carris durante hora e meia, mais coisa menos coisa.
Para aprender que para a frente é que é Lisboa.
E não sei, não, mas pode ser que fique por lá até meados de Agosto. Belas férias, que a minha Pitanga vai ter se assim fôr. E de mim também que infelismente ainda não tenho férias, mas tive uma benesse da chefe maior e deu-me dada, a segunda-feira, assim numa inexplicação que estou a perceber aos poucos. Acho que por causa do abraço e do beijo e da gargalhada e da conversa que sabe ia saber a pouco tempo se fosse só sábado e domingo.
Vai fazer bem à minha Pitanga esta mudança, outras pessoas, como o ar da praia faz aos putos.
Ela gosta daquela janela virada para o monte e para a rua, e para o rinque onde miúdos e graúdos, jogam todos os dias.
E as crias vão adorar. Já eu...bem, é para o bem dela, por isso, como é com as crias, que seja, em nome de seres felizes.

ordenha

A cabra que vai morrer de velha...
Ordenhando-a, a filha da dona, que está ausente, num sempre de eternidades.
Este leite é para fazer queijo fresco.
Comi-o feito pela mãe. Como-o feito pela filha que por acaso, numa coincidência que não existe nem acredito, é minha amiga.
Não sou chegada ao campo, mas gosto deste campo, desta gente. Desta família que cultiva os laços e o conceito de família que eu tenho e que me faz falta. Que encontro aqui.
Eu que sou bem esquisitinha, ai, que horror, brrrrrrrrr, que nojo, que até se me embrulha o estômago e já tenho o fígado aos saltos, um dia destes vejo-me a apertar a teta da cabra para esguichar leite como este. Já vi campónios começarem por menos...

nascimento

Nasceu há dois dias. No " quintal " da D. Laurinda.

amanhã...

A minha vida tem gente de vário tipo. De várias estações. De sentimentos vários.
De várias distâncias.
Tem gente que deixei de ver para sempre. Outras que passaram 30, 20 anos que não vejo.
Outras ainda, que não vejo há 3 anos. 2 anos, 1 ano de 365 dias.Às vezes menos, às vezes mais...
Também aquelas que vi há 1 mês, duas semanas, 1 dia. Há horas.
Tem gente que nunca mais vou ver. Tem gente que nunca vi. Tem gente que espero ver um dia.
Tem gente de todos os dias...
Tem gente que não vejo há meses.
Mas estou por pouco, para ver. Abraçar. Beijar. Falar.
Ah conversar! Foi do que tive mais saudade. E da gargalhada.
Há dias que têm mais de 24 horas. Há ansiedade que quase estoira no nosso peito e há amores para sempre, que na ausência, são sempre presentes. E crescem na estima, na admiração e no respeito.
Há amores que quem não tem não lhes sente a falta. Mas quem tem não pode passar sem eles, como pulmão para respirar.
Amanhã vou respirar tudo...

Maria Rita - Cria

faz de conta

Faz de conta que sentaste. Ao meu lado.
Agora é sonhar os meus sonhos. Se não quiseres, sonha então os teus. Basta sentir na sombra que fazes, a luz, que permite me sentir menos só sonhando mulembas com baloiços. E homens do saco e sereias do bairro índigena.
Hoje te sinto perto, mais perto que alguma vez estiveste. E gosto.

parabéns atrasados

Toca o meu telefone. Estava a chegar a T. Novas. De boleia com a Cila.
Era de Luanda. O indicativo denuncia o destino. Fico sempre alvoraçada.
O Mário. Meu amigo de há 40 anos. Sabia que não falhava. Só que pode não ser no próprio dia de aniversário que dá sinal de amizade.
- Clara, filha ( é assim que me trata, é mais novo que eu aí uns 3 anos ) queria ter-te dado parabéns antes, no dia 12 mas tive um problema. Mas não me esqueci. Tudo de bom, minha amiga.
Depois disse: Vou passar à mãe.
A minha querida Minda. Que me ensinou a fazer rissóis, pastéis de massa tenra, cachupa, bolo de aniversário. Que me fez aprender crioulo e gostar de mornas a coladeiras. Do Bana e Luís de Morais. Que me aturava as paranóias das doenças, que até um dia sismei que estava com o tétano porque me piquei num pico de rosa, das roseiras do meu avô, lá do quintal e a minha amiga Julieta que tinha uma tia enfermeira como ela hoje é, me disse, a caminho do liceu, que era tão perigoso que a tia dela enfermeira morrera de tétano com uma picada de roseira. Vejam só o que me aturava esta querida amiga, D. Arminda, eu que abria e fechava a boca para ver se os maxilares prendiam, que acho que era sintoma do tétano e ela que me dizia: Não faça isso Clara, vai ficar mesmo com a boca presa de tanto a abrir e fechar. A Julieta é maluca ou quê? Não sabe como a Clara é medrosa com as doenças? Como é que lhe vai dizer uma coisa dessas?
Como é que se esquece uma amiga assim? Que nos rodeia de carinho e nos atura as loucuras?
-Alô querida. como é que está? disse eu.
-Clara, é para lhe dar os parabéns atrasados. Mas eu não me esqueci no dia 12. Tudo, mas tudo de bom. Tenho aqui uma pessoa que lhe quer falar. Veja lá se reconhece a voz. Não se falam desde o tempo colonial.
Isso é que eu acho piada. Quando se referem ao tempo antes da Independência como o tempo colonial. Sinto-me parte da História e isso é bom.
Soube mesmo antes de lhe ouvir a voz. As duas vezes que fui a Luanda quis vê-la. Não consegui. A primeira vez o Mário estava de férias em Lisboa e não pude ir a casa dela. Em Dezembro não deu para ir à sua procura. Eu precisava de estar em Luanda muito mais do que 2 semanas para poder estar com todas as pessoas que queria estar.
Falei. Ela falou. Disse que era a Rosa. D. Rosa, minha vizinha. Que tinha mais 5 anos que eu, mas já era casada, mãe de filhos. Que tratava a minha mãe por tu, e a sogra dela, D. Júlia, por Júlia.
Achava o máximo. Uma nora tratar a sogra, não por mãe, ( jamais trataria a minha sogra por mãe, Deus que me livre ), mas pelo seu nome, sem o dona atrás. Por tu. Quanto mais não fosse, por isto, jamais a poderia esquecer. Era uma mulher bonita e sofrida. Muito sofrida. Eu e a minha mãe, ali ao muro que dividia a sua casa da minha, ficávamos ouvindo os lamentos de um casamento mal casado ( dura até hoje ).
Desde que vim para Portugal que me lembro ano após ano do dia de aniversário dela, 26 de Dezembro.
Fiquei contente. Muito contente de a ouvir, ao fim de 35 anos. Ela também.
Disse que em Dezembro, quando voltasse a Luanda, queria vê-la. Disse que sim, que iamos estar juntas.
Depois de desligar, rebobinei. Passaram à minha frente anos de vizinhança diária. Feliz. Quando, aos sábados, o marido, Henrique, e o irmão, Necas e mais uns quantos, partiam nos jipes para irem para a caça. Da pacaça, do veado. Lá para os lados do Ambriz. Ao domingo ao fim da tarde regressavam carregadíssimos. Estes dois irmãos conheciam a mata como ninguém.
Soube que actualmente têm um barco e sobem e descem o rio Kuanza em viagens de recreio. Estive perto do barco em 2008, na Barra do Kuanza, sem saber que os donos eram estes meus vizinhos de antigamente.
Desta vez, quando voltar, vou fazer de tudo para os procurar e revê-los. São pessoas que estão no meu coração desde o tempo colonial...
Hoje com este telefonema, ganhei o dia.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

rafeiro

Não tenho medo de cães. Mesmo quando me ladram.
A D. Branca é minha vizinha. Do prédio ao lado. Conheço-a há mais de 20 anos atrás de cães e gatos, com latas de comida. Dá-lhes nomes. Trata deles. Leva-os ao veterinário. Protege-os.
Diariamente a encontro sentada no pseudo-jardim em frente aos prédios do pseudo bairro. Na " calhandrice " com outra vizinha. Olhando o Vale de Alvorão, a Serra de Aire e a vida dos outros.
De junto dela, partiu que nem um tiro, direito a mim, um rafeiro seu protegido. Castanho, arruivado. E imaginem, com barbas. Feio que nem trovões. De dente afiado. Parou nas minhas calças de ganga, sorte a minha que as tinha. Ladrando que nem um condenado, a fera não se fez rogada e deitou-me o dente ao gémeo. Senti-lhe os dentes caninos. Sacudi-o, dando-lhe com a carteira. A D. Branca correndo de pau na mão, praguejava com o rafeiro, ameaçando-o com o pau.
- D. Clara ele não faz mal. Só quer brincar.
- Olhe que a brincadeira dele ia-me arrancando um naco.
- Que disparate D. Clara. Ele é tão meiguinho.
Apeteceu-me mordê-la rafeiramente e rosnar-lhe aos ouvidos. Em vez disso:
- Pronto, está bem. Mas meiguices destas dispenso bem.
Segui o meu caminho. Estava quase à porta do prédio.
Não me deu uma veneta, como algumas que já tive. Nem sequer fiquei a pensar no rafeiro e na d. branca, até hoje de manhã.
Saí depois das 8 horas. Má volta, tendo em conta que não há aulas e os autocarros andam certinhos. Desci as escadas apressadamente e ia tropeçando à saída, numa coisa castanha, enrolada, em cima do tapete da entrada.
Advinhem quem esperava por mim ( ? ) à minha porta? Quem?
O rafeiro. Pensei de mim para mim: Olá, estou mesmo feita ao bife com este rafeirão canino.
Mas não. Nem ladrou nem afiou os dentes.
E continuei dizendo para mim: Como é, companheiro? O que é que tu queres?
Como se me entendesse, seguiu-me.
Não o achei tão horroroso. De barbas, pronto, um cão de barbas é um cão desleixado, velho, maltrapilha, mas com uma cor de pêlo que tomara muitos.
Não podia estar com salamaleques porque precisava quase correr, mas ele acompanhou a passada.
Percebi. Percebi que voltara a mim para fazermos as pazes.
Deixei escapar um, vá lá lindo, deixa-me em paz que tenho de ir trabalhar. Abanou o rabo de contente.
Parei. Assim também já era demais. Pazes sim, amigos nem tanto.
-Vá lá amiguito, volta para trás. Vai...fiz sinal com a mão.
O rafeiro, parou, bocejou e deixou-se ficar sentado à beira da estrada.
Eu segui o meu caminho, apressada e intrigada.
Os animais surpreendem-nos, sempre. Ou não...

quarta-feira, 14 de julho de 2010

esperando

Cheguei de mansinho. Quis sentar. Traçar a perna. E colocar o meu queixo entre as mãos.
Olhei à volta. Verde, muito verde. Cheirando a terra molhada e a musgo.
Olhei uma vez ainda. Para todo o lado. Deserto na hora e no lugar. Inspirei o ar da manhã. E depois sentei.
Segurei o olhar em frente. Me pareceu que vinhas lá. Perto. Tão perto que ouvi os passos pesando nas folhas secas dos caminhos. O teu rosto é que não consegui ver. Pode ser que a maresia que vem do sul, feita nevoeiro, tivesse tapado as feições.
Não te chamei, mas esperava que viesses. Alguém me disse que é uma questão de tempo. Não sei mesmo se foi o vento quando soprou na minha orelha.
Desdenhei. Bah! O que é que o tempo tem a ver com o teu querer?
O banco é bonito. Trabalhado. Preparado para nos receber. Como se fosse o banco da pérgola onde me pendurava, na Cidade Alta, esticando os sentidos para a Baía. Acho que naquele tempo, já eu gostava de me sentar nos bancos de pedra e te esperar. Olhando o mar na frente. E os barcos no porto...quem sabe vinhas num deles. Um dia, até me pareceu que tinhas asas e poisavas no farol da Ilha, como um anjo, e me acenavas, de longe.
Olha, já percebi que os sonhos sonhados neste banco desenhado e pintado por artes de magia e de talento, ficam mais coloridos, vais ver só. E verdadeiros. Me vais dar razão. E também é bom sonhar verde musgo, molhado de aroma da terra, castanha, vermelha, barrenta de além mar.
Não te disse ainda que já não gosto de sonhar sozinha meus sonhos futuros, passados presentes, vividos no sonho? Então?!
Já que não me ofereces o teu banco para irmos embora por esse destino fora, que eu acho que não é má vontade, se calhar tens banco pequeno, eu não vou desistir. O meu banco, tem dois lugares. O meu tamanho e outro. Que no caso, é o teu. Cansei de sonhar sozinha. Nos cinzentos desta vida. Te advinho arco-íris, enfeitando os meus sonhos.
Vou-te esperar sentada.

Jardim Zoológico






Presente de aniversário. Visitar o Jardim Zoológico. Pelas minhas contas há 12 anos que não ia lá. Adorei. Ao contrário do que possam pensar, não é um lugar apenas para avós e netos.
E é tão bonito...

Maria Rita - Encontros e despedidas

OCD que me ofereceram aqui representado nesta bonita canção, desta lindíssima e talentosa mulher. Trás com ela uma carga genética preciosa. O talento de sua mãe. Sem que isso seja impedimento para o sucesso, nem vantagem. Apenas constatação.

parabéns para a kanuka

Parabéns João e Paula. Pelo dia especial. Pela Kanuka. Muitas felicidades e muitos anos de vida.
E um abraço do tamanho do Mundo.

D. Pitanga VI


Gata em cima da mesa...de jarrão. Eh! Eh! Eh!
Sukuama! Abusada!
Parece que não parte um prato. Mas...é uma fedorenta porcalhona.
Nas viagens. De Lisboa para T. Novas portou-se ainda pior que para lá. Nos últimos 10 kms, já ninguém aguentava o fedor no carro do F. Borra-se de medo e depois é a primeira a não querer permanecer no lugar do crime.
Ainda que seja uma assoalhada de luxo. Num condomínio privadíssimo.

D. Pitanga V

Felina.

D. Pitanga IV

Rainha do pedaço.

D. Pitanga III

Elegante e descontraída.

D.Pitanga II

Ousada e cusca. Não se vê, mas dava ao rabo satisfeitíssima.

D.Pitanga I

D.Pitanga à janela. Olhando o movimento da rua.

terça-feira, 13 de julho de 2010

presentes de aniversário

Vou contar um pequeno segredo. Só porque me apetece.
Perguntaram-me hoje:
Então Maria Clara, tiveste muitas prendas?
Ainda há quem se preocupe com as prendas que eu recebo...
Não hesitei e disse que sim. Pensando bem, tive sim muitos presentes. E que gostei bastante.
O dicionário mwangolé foi um deles. E uma toalha de mesa com motivos africanos, para os encontros de angolanos. E 2 livros de Mia Couto. Ahn!Ahn! E um colar e respectiva pulseira. E um vale da Fnac. Um relógio da swatch com bracelete branca. Um filme. Um CD da Maria Rita. Uma carteira. Um perfume. Um estojo de cosmética ( rímel, baton, lápis ), uma ida ao Jardim Zoológico com entrada no espetáculo dos golfinhos. Um Mp4. Muitos telefonemas. De Luanda, de S. Paulo, de Madrid, de Tomar, de Ferreira do Zêzere, de Abrantes, de Alcanena, de Loulé, enfim, quem tem os amigos e família dispersos, é assim que acontece.E mensagens, mails, mensagens no facebook. Beijos e abraços. Um mail especial, vindo de Bruxelas. E uma telefonema igualmente especial e também de Bruxelas.
Gosto de presentes. Hei-de gostar sempre. De receber. Fico um pouco sem jeito ao desembrulhar. Perante a expectativa de quem os dá. Com receio de defraudar as tais expectativas. Quando gosto muito todos percebem. Quando fico estupefacta de surpresa, também. Quando excedem as minhas expectativas, fico aparvalhada.
Mas tanto como receber, gosto de comprar presentes e dá-los. Gosto de espiar os movimentos de quem recebe. Perceber-lhes a curiosidade. Advinhar-lhes o prazer. Mostrar-lhes que os conheço. Que gosto deles.
Decididamente, dar e receber presentes é um prazer que não dispenso. Desta vez fui eu que recebi, mas ainda este mês vou oferecer um presente de aniversário.

Dicionário de Mwangolé

KAMBA, é amigo. O meu Kamba é mais amigo que os amigos.
E se vos disser que não capianguei, não cassumbulei este dicionário, foi meu avilo que sem ser de caxexe, me deu embora com ele, a mim cassanda, vão acreditar? Juro, sangue de Cristo.
No tempo do colo-coló com bala, nós ficamos kambas. Depois quando estes deram o gaz e eu também bazei da banda estivemos mesmo afastados um cochito. Chichilei bué. Deu uma queta na amizade de vizinho de bairro, mas meu dikamba não me esqueceu. Fiquei disló bué de taime, 35 anos mas ele desconseguiu de se afastar.
Curto este meu dedra de sempre.
Aquela hora no escutador me deu os parabéns. Depois me enviou dicionário. Está bossanga. Eu estou na baúca mas se esse avilo está a ferver, estou safa.
Lhe dou um kandandu de agradecida pelo presente.
Meu kamba me kangou até hoje. A kitota nos afastou mas nos trouxe de volta.
Kuyo bués a nossa amizade.
Kandando avilo. Estou embora fazer banga, aqui no tal do blogue, com o dicionário das palavras de mwangolé.
Munguêno.

Perceberam alguma coisa?
Este dicionário tem as palavras que não entendem.
Por exemplo: capianguei -roubei;
cassumbulei - roubei, subtrai;
avilo - amigo;
caxexe - às escondidas;
cassanda - mulher branca;
no tempo do colo-coló - no tempo do colonialismo; dos colonialistas ;
com bala - com dinheiro;
deram o gaz - fugiram, partiram;
bazei - saí, fui embora; fugi;
cochito - bocado, um pouco;
chichilei - passei mal, dificuldades;
Deu uma queta; houve um intervalo; uma pausa;
dikamba - amigo, avilo, kamba;
fiquei disló - deslocado de guerra, refugiado;
bué de taime - muito tempo;
desconseguiu - não conseguiu;
dedra - amigo;
escutador - telefone de fio;
bossanga - com dinheiro;
estar na baúca - sem dinheiro;
está a ferver - está com dinheiro;
kandandu - abraço;
kangou - prendeu;
kitota - guerra;
kuyo - gosto.

Se kuiarem bués, pode ser que quando voltar à banda vos compre este livrinho para vos dar de presente yá?

Clarisse.wmv

Chamem-me o que quiserem, que eu não me importo. Mariquinhas, pirosa, ridiculamente romântica, eu sei lá. Eu gosto de choradinhos. De canções de amor, que falem de amores sofridos, canções de dor de corno, em crioulo. Com um português bem sotacado e africanizado. Gosto desta dupla, perfeita. Gosto de palavras como cretcheu. Gosto de cantar esta canção. E gosto de chorar lágrimas de emoção, quando oiço músicas assim. Encarno a personagem na perfeição. Esta música é linda e eu gosto. Obrigada mais uma vez, mano Zé.

Kamba voltando

Obrigada Kamba, por não te esqueceres de mim e do meu aniversário.
Obrigada pelo presente que me enviaste.
Amei o Dicionário de Mwangolé, de José Carlos Teixeira.
Belo presente para quem como eu gosta de estar por dentro do calão da nossa terra, falado pelo nosso povo e por nós todos quando estamos em família.
És assim, um pouco rude mas no fundo tens bom coração.

Kamba disse...
UA BANGA O MIVU menina Clarinha
Tax pensar k se eskeci ki hoje ua banga o mivu????? xée kamba pode si deskecer do aneversário da avila? kaná!Vim memo aki no to kimbo pra te felicetar através ki hoje fizeste anos (esse é o significado k tou te traduzir pk voce num sabe ki ua banga o mivu tou te dizer «hoje fizeste anos»...aprende então, é língua da tua terra voces têm pela mania ki são muito emportante e num falam kimbundo só puto, num pode, as raíz e as origes ficam como?????voce não viste «cabo dju», (caboverdiano), pode ser memo pessoa emportante, fina, bem aparecido mas eles e os filho dele todos falam crioulo, com muinto orgulho....sabe prukê? pruke tenham orgulho das suas origes e raíz....si vossos pais num vos ensinaram voces podem aprender agora, tem até curso, num é bonito voce escutar teus conterraneos falar uma lingua ki voce num entendes nada.....apanhas só do ar memo ki tao te insurtar voce ri a toa, toda boela.....num é só narrar ah pruke sou angolano, sou da nguimbi,sou calú pura,si gostas mesmo então assim bué, aprende então o dialeto da tua terra, kimbundo....logo quando se deres encontro com a familha pra cantar os parabens e soprar nas vela,(xé fala ainda, vas pôr lá 55 (cinkentecinco)vela????tens peito??? cuidado então se pegas fogo nas farrapas....se dverte cum tos avilo se festejam todos junto ki é muito bonito......granda kandando do to kamba ki num te eskece
PALABENS PALABENS

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Ah, pois é!

" Tem um dia lindo, meu amor ". Escreveu assim a minha cria. O meu pulmão.
E esta frase enche-me a alma.
O meu amor mais novo, que está em Bruxelas, e pela segunda vez na vida, não vai estar fisicamente comigo, no dia de hoje. A primeira foi na Secundária, porque estava no Algarve na sua viagem de finalistas. Agora porque está a desenvolver um trabalho.
Para ti também, meu querido, um bom dia.
Ah, pois é!

Maria Bethania - Casinha Branca

Hoje o que queria mesmo de presente maior era que uma pessoa de quem gosto muito me desse notícias. Bastava que me dissesse que está viva. Num dia de Janeiro último mandou-me um abraço maior do que o Universo e depois nunca mais me disse nada que me tranquilizasse.

Bem hajam

Ontem, 11 de Julho 2010.
Junho, em Peniche.

Fevereiro 2010 em França. As crias.


Inverno 2009. Lisboa. A caçula, eu e a cria mais velha



Outubro de 2007. Em Madrid, em frente ao estádio Santiago Bernabéu com a minha amiga do peito, Manuela. A ela devo muito do meu equilíbrio emocional e físico, actual. Sempre tentando erguer-me, dando-me amizade e apoio em horas que foram tão difíceis que nem quero lembrar.




As fotos que hoje aqui deixei marcam algumas épocas. Há um interregno de muitos anos. Foi propositado. Escolhi épocas. Escolhi pessoas. As que determinaram a minha vida, que foram apoios fortes, que amo de paixão e que exercem ou exerceram uma influência positiva no meu percurso e no caminho que quero percorrer.
Bem hajam a todos.
Os que não estão aqui foi porque ou não tenho fotos ou não pedi permissão para as colocar.
A Susete, a Mena Lima, a Arlete, a D. Zita, o Gil, a minha querida Arminda, o João, o Paulo, a minha adorada Lucrécia, a Leninha, o Pedro...
Um abraço de Luz e do tamanho do olhar de Deus.

Para e em Angola

Na Barra do Dande com a Linda No Miradouro da Lua
Rio Dande, na sua Foz

Mercado de Rua perto de Caxito
Clube Náutico, Corimba
Avião sulafricano. Para Luanda

gravidez

Grávida da Ângela. No Sítio da Nazaré.