quarta-feira, 9 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
segunda-feira, 7 de março de 2011
infância em festa
domingo, 6 de março de 2011
indiferente
Não sentei. Apenas gravei a imagem de luz.
Um banco com história. Outro...
Não sei, mas parece um sinal. Será um convite ao descanso?
Ou será uma piada, em época de carnaval, à estória que crio na memória futura, sempre que me sento no banco de pedra?
Porquê? Porque a história verdadeira, passada, provada no monumento que os olhos vêem e a lembrança não alcança, culpa dos séculos que já lá vão, quantas estórias como a minha, não encerra?...
Ocorre-me uma expressão da minha querida prima Leonor, outra transmontana de gema, como esta, que me tem levado aos locais mais bonitos e pitorescos do Porto, Matosinhos, Gaia e Leça da Palmeira.
Bô! Que mais faz?
Na verdade, o banco está lá. Se é um sinal, não sei. E também não ouvi contar alguma piada.
Só não quis sentar. Passei quase indiferente. Não fosse a máquina fotográfica suplicar uma ou outra imagem, e hoje, domingo de carnaval, faria vista grossa, nariz empinado e do alto de uma arrogância que o momento exige, passaria não estando nem ali...
Um banco demasiado grande. Apesar do sol, do tempo ameno e do mar a um minuto, ainda não é primavera. E tu, bem tu, insistes em não me acompanhares nesta jornada. Por isso prefiro observar o mar, o calçadão de Matosinhos, o povo nortenho em dia de lazer e festa de exagero.
Um dia destes, quando me doerem as cruzes ou simplesmente me cansar de fingir, e não tiver escapatória, ou me sento...ou me sento, e sonho sozinha um sonho à minha medida, não me fazendo rogada.
Enquanto isso, vou captando imagens. E escapando por entre os pingos da chuva, que hoje também nos brindou, mas não incomodou.
almoço de carnaval
Almocei aqui, trazida pela mão de uma transmontana a viver no Porto há muitos anos, qual tripeira pura.
Vim aqui em domingo de carnaval e não me pregaram a partida.
Estou a Norte e aqui continuarei.
sábado, 5 de março de 2011
fantasia
sexta-feira, 4 de março de 2011
não

A Morte é a Lei da Vida.
Que chavão! Que frase batida! Insuportável razão.
Não ameniza. Não apaga. Nem cura.
Não a quero ouvir. Não quero ouvir nada, que tenha voz e som.
Quero apenas ouvir-me e perceber o que acontece.
Aprender a lidar com isto.
Suavizar a dureza que encerra esta verdade, fazendo um pedido àqueles que me rodeiam, de quem eu gosto e que gostam de mim.
A ti meu amigo, pessoa que dá pela minha existência.
A ti, pessoa que me é próxima, que entrelaça laços comigo.
A ti que diariamente me fazes companhia mais horas que a família.
A ti que eu procuro para alimentar a alma de beleza, poesia e sonho.
A ti, simplesmente a ti...
Não morram, por favor.
quinta-feira, 3 de março de 2011
pim pam pum
José Couceiro disse:
" Não cheguei ontem ao futebol e a arbitragem teve influência "
Por estas e por outras é que não sei se gosto mais da vitória do Benfica ou da derrota do Sporting.
É que gosto de os ver como cães a roer ferro, o que é que querem?!!!
quarta-feira, 2 de março de 2011
a notícia que ninguém gosta de saber
Hoje é quarta-feira.
As minhas quartas-feiras à noite, que podiam ser à terça ou à quinta, nunca mais serão como antes.
Como a última...
Tocou o telefone na secretária. A Mena atendeu.
- Clara, é para ti.
Estranhei que logo pela manhã me quisessem falar para o serviço. Uma cria está a Norte. Outra na capital. A caçula está aqui pertinho e o mano Zé também. E o telemóvel não tocou.
Uma vez, há três anos e tal, tocou o telefone do serviço e eu atendi. E era a minha caçula. A chorar e a dizer - Mana, o Paulo está a morrer. E eu senti o coração a disparar, um calor no estômago e um gelo no corpo, o chão a faltar-me nos pés e a cabeça à roda. E um vómito.
E nunca mais esqueci nem voltei a ter uma boa relação com o telefone fixo. O do tribunal ou mesmo o de casa.
Estiquei o braço e olhei para o visor. Era a caçula. Senti o coração a bater mais rápido. O estômago quente.
- Mana? Sabes quem morreu?
Não respondi logo. Respirei fundo mas a vista toldou-se na mesma. Tive medo. Muito medo.
Ela prosseguiu. - Não vais acreditar.
- Quem? perguntei apavorada, dando uma volta pelas pessoas que a caçula sabe que me poderia provocar dano, a fatalidade de partirem para sempre. E continuei assustada.
- Nem consigo acreditar.
- Quem, Paula?
O momento era assustador e era preciso torná-lo mais breve. Acabar com a minha angústia.
- O sr. Vítor. O sr. Vítor da " Tasca ". Ainda ontem lá estive e disse-lhe que iamos lá hoje. Estive a falar com ele ontem à noite e hoje...como é que pode ser?
A caçula estava em estado de choque. E eu...
Vi diante de mim o rosto do sr. Vítor. O lugar onde o encontro sempre às quartas-feiras, que pode ser qualquer dia da semana menos ao domingo, porque o seu restaurante encerra aos domingos. As palavras, o sorriso, o cuidado que tem connosco, as brincadeiras que faz ao meu perfume, o enlevo perante as fotografias dos netos, as perguntas sobre a minha viagem a Angola, sobre as melhoras do Paulo,...sobre tudo ou qualquer coisa.
E fiquei num enjôo, transformado em vómito, que conheço bem de outras circunstâncias mas com as mesmas notícias.
O sr. Vítor partiu de repente. Pela noite alta. Sem avisar. Deixando todos estupefactos, assustados, tristes.
Hoje era dia de jantar na sua casa.
Partiu uma boa pessoa. Que me é próxima. De quem eu gosto.
Só me ocorre dizer que o sr. Vítor faz-me falta. E partiu cedo demais.
Hoje empobreci mais um pouco...
terça-feira, 1 de março de 2011
o dia que não existe
Foi num dia 29 de Fevereiro que confiei no destino e ajudei a que fosse traçado.
Antes tivesse prestado atenção aos sinais do Universo.
Como é que se confia num dia que apenas existe de quatro em quatro anos?
Burra! Mil vezes jerica!...
Agora...tarde piaste. Mas uma coisa aprendi. Em dias manhosos como esse que por acaso não existe este ano, temos de nos fazer de mortos, sob pena de cavarmos a nossa própria sepultura.
Antes tivesse prestado atenção aos sinais do Universo.
Como é que se confia num dia que apenas existe de quatro em quatro anos?
Burra! Mil vezes jerica!...
Agora...tarde piaste. Mas uma coisa aprendi. Em dias manhosos como esse que por acaso não existe este ano, temos de nos fazer de mortos, sob pena de cavarmos a nossa própria sepultura.
Linda Martini | ''Sempre que o amor me quiser'' | (música de Lena D´Água)
Bela versão desta música linda de Lena d'Água.
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