terça-feira, 25 de janeiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
nem sempre nem nunca
De repente oiço o Zé Coimbra. Afinal estava a ouvir a RFM...E fiquei subitamente, bem disposta.
Mexeram no rádio da minha colega Mena. Que fica ali mesmo ao pé de mim e dela. E deixou de estar sintonizado na Antena 3.
Gostei de ouvir a voz do locutor das manhãs da RFM, Café da Manhã, que já não ouvia há muito tempo. Houve uma época que para além de outras coisas que fazia, também ouvia esta rádio. E gostava, como aliás tudo o que fazia na época. Depois curei-me.
Quer dizer, no que respeita à Rádio, o aparelho da Mena não apanha a estação em causa e não " tivemos outro remédio " senão passarmos a ouvir a Antena 3. Para além de uma amiga da cria fazer uma parte das manhãs com Diogo Beja, gosto do que lá tratam e gosto da música. E todos os dias oiço o Bruno dos Pinto Ferreira, em Elogio da Estupidez. Já me fidelizei e por isso vou continuar a ouvir mais do mesmo porém hoje foi bom voltar a ouvir a RFM do Zé Coimbra e da Carla Rocha. Como quando mudamos de casa e passamos pela rua da outra onde vivemos antes...bate uma saudadezinha.
À tarde, voltei a ouvir a Antena 3 e tudo voltou a ser como antes.
monstro das bolachas
2º - Abrir o pacote antes do jantar.
3º - Levá-las para junto do computador e da televisão.
4º - Chamar-lhes um figo.
5º - Deitar abaixo num ápice um pacote inteirinho destas bolachinhas lindas e saborosas.
Vindo de alguém que nunca ligou a bolachas. Que até nem gosta muito porque normalmente são crocantes e odeia aquele krkrkrkrkrkr entre dentes...
É quase um delito comum.
Sendo que não é novidade. Em três dias é a segunda vez que são sacrificados num abrir e fechar de olhos, dois pacotinhos destas e outras deliciosas bolachas. Estas do Intermarché, as outras do Continente; é o que se apanha, que a rapariga já nem é esquisita.
Chama-se a isto devorar compulsivamente, tipo o monstro das bolachas?
Ou não é senão carências ou quê?!
O que vem a ser isto afinal?
Estou a ficar preocupada. Para além do espaço que elas vão acomular naqueles sítios onde não é nada preciso, do açúcar, da despesa...
Eu que até nem me sentava a comer bolachas desenfreada e esquisofrenicamente.
Serão saudades? Ausências? Frustrações? Ou gulodice pura?
Eh pá, xinamene, acontece-me cada uma! Para o que eu estava guardada...
Estarei a ficar gagá?????
Meeeeeeeeeeeeedo!!!!!!!!!
Votar, eis a questão
Parece que a minha vida às vezes é um marasmo. Mas desenganem-se. Quem quiser um pouquito de animação acompanhe-me. Sempre acontece qualquer coisita que de repente nos deixa numa assim, tipo... surpriiiiiise! Que é como quem diz, com cara de tacho.Mesmo a caminho das urnas, estrada essa que devia ser feita séria e silenciosamente vão-se tecendo comentários cá muito meus, nossos. Porque fui de companhia, votar, pois então.
Logo à entrada, a lateral do edifício novo da Escola Secundária Maria Lamas, uma mesa com três criaturas da nossa praça. Caras bem conhecidas e algumas com quem me bati de frente, anos a fio.
E observo, ali assim mesmo ao pé de mim a grande e frustrante novidade do dia, que já ia bem a meio.
Quem quis votar com o cartão de cidadão e mudou de morada, lixou-se. Desculpem mas foi o termo mais decente que me ocorreu para vos dizer que deixou de constar das listas e não votou. Mostraram o cartão vermelho, fizeram uma cruz antecipada no dito cidadão, não fosse o mesmo borrar a pintura, fazendo a cruz errada no quadradinho que nos oferecem num sorriso de orelha a orelha.
Cá eu, votei. Ainda tenho BI antigo e não trato do CC enquanto não caducar o meu querido BI. A fotografia é horrorosa mas como se diz vulgarmente, já não estou para agradar a ninguém, ainda lá tenho o estado civil, e ainda assino sete nomes, mas está tudo lindamente. Nos conformes. E siga a marinha.
Votei e votei muito bem. Sem arrependimentos. No único homem que ganhou. Fui uma das 500.000 criaturas que botou uma cruz no último quadradinho.
Eu que não encarneiro assim às primeiras, não faço coro em salvas de palmas e Vivas, enquanto seguia os acontecimentos pela televisão apeteceu-me falar sozinha, bater palmas e dar Vivas ao homem que arrepanhou os tais quinhentos mil votos dos portugueses, não contando com os que votariam se não tivessem sido enganados pelo progresso que finalmente chega também às urnas e apanhou desprevenido quem está habituado a que tudo se faça devagar, devagarinho, a passo de caracol, como a lesma.
Hoje, no meu local de trabalho percebi que num universo de 12 pessoas, três disseram abertamente que tinham votado em Fernando Nobre. Foi uma surpresa para mim. Ou não.
Há quem queira a mudança. Sem vícios. Nem passado.
inevitavelmente
azul, azul, mar azul, tia Lígia sofredora, azul, azul, mar azul, nem o semba lhe consola...
Nana nina ...nana nina..."
Desliguei o Mp4. Desci do autocarro e regelei. Não se pode andar na rua.
Azul, mar azul...de Yola Semedo e Paulo Flores.
Ainda há um mês estava de partida para o mar azul e quente da minha terra...
Que saudades!
Vou fazer como então?
domingo, 23 de janeiro de 2011
?????????????????????????????????????????????
Aqui está o coração da cidade. Como o Rossio. Ou a Mutamba.
É a Praça 5 de Outubro, em Torres Novas.
Entristeci. Ontem.
E num monólogo desanimado disse-me que não volto a passar um fim de semana aqui na cidade. A menos que se justifique. E francamente, não se justifica...mais cruz menos cruz, que mais faz?!
Chamem-me o que quiseram, mas atrás de mim virá quem bem falará.
Apenas saí de casa a meio da tarde. Para encontrar uma amiga a quem devia um abraço daqueles do tamanho do mundo. E ouvir uma vozita de quatro anos chamar-me tia Clara com ar envergonhado de quem já não via esta tia há muito tempo.
Pelo caminho percebi o fantasma em que se mascarou esta cidade tão bonita. Senti-lhe o frio gélido duma terra solitária que foi perdendo a juventude e a alegria de outros tempos. Já nem os jovens retornam ao fim de semana, não trocando as cidades grandes , por este lugar onde nasceram e viveram até ao 12º ano. E os que se penitenciando, chegam, procuram outras paragens ao invés de passearem nestas ruas, ou se encontrarem com os amigos nos bares da cidade. Porque os há. E muitos. E até se dizia que estavam sempre cheios nas noites de 6ª feira e sábados. Com gente de Alcanena, Entroncamento, Golegã, Barquinha e por aí fora.
Por todo o caminho que percorri desde a minha casa, perto do Estádio, até ao rio, à Avenida marginal, não me cruzei senão com uns indigentes que por ali se passeiam mesmo durante a semana e que conheço de gingeira por força da minha profissão. Apenas junto à farmácia Nicolau, em frente ao tribunal uma senhora mais velha que eu, de ar respeitável, embrulhada num xaile escuro, muito triste, cabisbaixa e cinzenta, ergueu o rosto e me saudou num boa tarde menina que me chegou como se fosse um golo de chá quente que aquece a alma em dia de tempestade.
O supermercado solmira e a farmácia tinham as suas portas abertas mas ninguém lá dentro. Alguns miúdos andavam de skate no átrio do tribunal. E só...
Quando toquei a campainha da cabeleireira onde a minha amiga se encontrava, doia-me a alma, pesavam-me os ombros e os olhos choravam num desalento que não quero ter.
Apenas queria estalar os dedos e estar a léguas deste cenário triste. Circulei por toda a cidade depois e o cenário era idêntico.
Não quero ver morrer esta terra. Não quero deprimir e adoecer perante um declínio tão chocante.
Não quero esta terra moribunda, que foi palco de alegria, hospitalidade, cultura, lazer, arte e muita juventude, num tempo que não é passado na História.
Não quero estar presente assistindo ao funeral duma cidade tão bonita e moderna, perto do mar, perto do campo, perto do centro, perto da capital. Perto de tudo...
Sou culpada? Também. Porque não só não intervenho como o fazia antes, como não cativo os meus a voltarem nem que seja ao fim de semana.
As universidades formaram os nossos jovens mas não lhes mostraram o caminho de volta. Nem nós. Partiram para Lisboa, Porto, Coimbra, Faro, Évora, Aveiro ou Covilhã e Vila Real e dali voaram mais alto ou simplesmente se deixaram ficar nas cidades que lhes deram emprego e melhores perspectivas.
Quantas cidades estarão como Torres Novas?
Este fim de semana supunha ser um tempo de reflexão, que acabava hoje com o voto.
Eu voto. Mais do que uma cruz, eu apelo ao voto nas cidades que agonizam.
E tenho um desejo grande, um desesperado anseio de ver estas terras que chamam de província ressuscitarem da indiferença a que as votaram.
E por último pergunto, onde estão os culpados?!
Onde estão os verdadeiros carrascos desta cidade e outras que têm tudo para fazer as suas populações felizes e simplesmente as abandonaram...Onde estão os verdadeiros culpados?
Nas urnas?????
sábado, 22 de janeiro de 2011
tentativa
É sábado. Só por isso vale a pena. Sonhar. Procuro as ferramentas. Que rasguem o caminho que me deixe no lugar onde me sento e penso em ti.
E suba ladeiras e desça montanhas e rebole na grama, e pedale picadas, e descanse na sombra, e vôe na gaivota, e espere o comboio, e salte regatos, e embarque na jangada, e corte a onda, e veja o sol se pôr, a lua chegar e escreva Sul...e tu estejas à minha espera.
Hoje sei que não estás.
Não sei se te escondes de mim num jogo de cabra-cega que eu não sei jogar. E sonhar. Ou sei?! Ou se não existes e és fruto de um qualquer momento de sonho da minha louca imaginação.
Eu olho e sinto-te a presença. Ausente, bem sei, que isto é real. Advinho-te os contornos. Ofusca-me a tua cor. Desejo-te os sabores. Percebo-te as esperanças. Partilho as tuas dores. Alegro-me com as palavras. Rio-me da tua graça. Perdoo-te o distanciamento. Confudo-me. Confundes-me.
Sonho-te. Mas ainda não me sento que não sou capaz. Trago presente um passado muito próximo.
Hoje é sábado. Talvez amanhã eu sente e sonhe amanhãs. ou passados presentes. Com a tua ajuda.
mãozinhas de veludo
Não queria levantar falsos testemunhos mas acho que andam a " roubar-me " algumas fotos de Luanda que publiquei aqui, e que não estão marcadas, pois em Luanda não marquei nenhumas com o nome do blog. E depois quando cheguei andava (? ) tão cansada que escaparam ainda outras.
Não quero ser má língua mas confrontei uma foto com outra que vi publicada no facebook e juro, é a minha foto.
Que lhes faça bom proveito, mas que não é honesto não é. Sobretudo porque eu estou no facebook e desde ontem que publiquei ali várias fotografias de Luanda. E aquela, especialmente aquela que confrontei com a minha, estive para a pôr não fosse ter-me aparecido à frente dos olhos, como que numa coincidência daquelas que não dá para acreditar.
Como não sou flor que se cheire, esta passa, mas se isto continuar vou denunciá-los, ai isso não deixo por menos. Pelo abuso, falta de honestidade e sem-vergonhice.
Que caras de pau! Para não partir já para a ofensa, que eu não me ensaio nada, até porque para além de não ser flor que se cheire, salta-me o pé para o chinelo
quando me chega a mostarda ao nariz.
Eh pá, não gostei mesmo nada.
Ora eu!...mas não me dão sossego ou quê??????? Eu não me meto com ninguém, porém vêm marrar comigo, porquê? E assim obrigarem-me a tomar uma atitude...
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
luanda é
Não gostei do tempo passado do verbo ser e também detestei a minha idade perdida num tempo também ele passado longínquo.
O meu tempo é hoje. Ou então, ontem, sendo que ontem foi há duas semanas mais ou menos.
Luanda era bonita, tem razão a pessoa que mo disse. É que hoje Luanda para mim, não é bonita. É Linda. Maravilhosa.
Cada vez mais gosto daquela terra. Muito. Tudo. E não aceito que me digam que Luanda era. Sobretudo se essa afirmação me chega de quem nunca mais voltou a Angola.
Luanda é. Será.
Uma grande terra, uma cidade bonita, encantadora, fantástica. Grandiosa. A melhor. Para mim...
Naquele lugar os olhos que me olham parecem beijos que sinto.
As palavras que me falam parecem abraços sem tamanho.
E as mãos que me acenam chamam-me madrinha, tia, mãe. Família.
O olhar que avista a cidade é brilhante e colorido.
O som que chega a mim é música.
E o cheiro que vai nas ruas é de festa e de alegria. Oferta.
O calor ajuda ao sonho.
E a noite à paixão.
A manhã chama o trabalho.
E o povo, esse é dança, canto e tudo o que queiramos imaginar.
Luanda não era. Cada vez mais se impôe com determinação, coragem e garra.
Sedutora e viva, hoje mais que ontem, Luanda vale muito a pena. Cada vez mais. Vão por mim, que não vos engano. Nem a mim...
muitos parabéns Mena
E é susposto que estejas feliz. E estás. Tu és uma pessoa feliz.
Por isso te desejo tudo de bom como suporte dessa alegria e felicidade em que vives.
E muitas viagens. E que oiças o " sr comandante " nos vôos em que te lançares como certeza de que concretizas mais um sonho, um desejo, umas férias ou um fim de semana.
O sr. comandante tornou-se uma possibilidade comum, a de viajar pelos ares, no vôo do pássaro livre, tal como a piada que nos faz lembrar uma da outra sempre que nos cai na sopa. Ou nós a ele. É mais isso...
Há quem tenha amigos comuns, colegas comuns. Há quem tenha para além disso, um comandante comum. Nós temos.
Bons vôos.
Muita saúde. Lucidez. Tranquilidade.
Muito champanhe.
Um dia feliz e parabéns.
Um abraço do tamanho do Mundo.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
venha o diabo e...vote
As eleições estão aí. E por isso vou ficar em torres novas. Para votar.Há uma amiga que não vejo há muito tempo e com a qual me vou encontrar por via disso.
Ao telefone, falámos um pouco do estado da nação. Que nos toca à séria. E confidenciou-me bem animada: " Eu cá voto no médico. No Nobre. Pelo menos esse passou a vida a fazer bem por esse mundo fora. E já angariei muitos simpatizantes ".
Achei curioso. Apesar de interventiva na sociedade onde se insere, apesar da sua formação académica que a leva a analisar mais pormenorizadamente os comportamentos sociais, raramente falamos em política e nos políticos. Não imaginava esta escolha. Este protesto perante quem já está instalado. Achei piada dizer-lhe que era angolano.
Um português angolano, médico de profissão, durante anos presidente da Ami e candidato a presidente.
Há quem diga que se deixe estar como médico. Como dizem do poeta, que continue escrevendo poemas. Ou que votam em branco para manifestarem assim o seu desagrado para com os já sobejamente conhecidos.
Eu não digo nada. Não por falta de coragem. Porque não quero. Porque não sei.
Domingo os portugueses têm uma tarefa difícil a executar. Cá para mim, venha o diabo e...Vote.
Porque eu, não sei não. Abomino alguns dos candidatos. Não conheço outros. Simpatizo com um em especial. Mas não chega para fazer a cruz no quadradinho.
De qualquer forma achei curiosa a escolha da minha amiga. Gostei de a saber simpatizante de um meu patrício. E a bem da verdade foi por isso que aqui vim escrever hoje. Apenas por isso.
Que do resto, lavo as minhas mãos.
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