segunda-feira, 22 de novembro de 2010

passeio de barco

Agora percebo que fez sentido na escola primária terem-nos ensinado as linhas férreas,as serras e os rios de Portugal.
Nunca aceitei muito bem este estudo tão pormenorizado acerca de todos os rios e afluentes. Sobretudo porque os rios de Angola ficavam no esquecimento dos professores.
Mas agora, dei por bem entregue esse estudo. É que hoje, entrei pelo rio Douro acima e pude tratá-lo por tu que é como eu gosto de tratar quem eu conheço, nem que seja dos bancos da primária.

barco rabelo


domingo, 21 de novembro de 2010

castanhas quentinhas...

Na Ribeira assam-se castanhas. Compram-se. E comem-se que é tempo delas. P'ra quem gosta. Quentinhas, a estalarem ...
A esta equipa, eu pertenço. Foram as primeiras castanhas que comi este outono, que me souberam mesmo bem. Óptimas. Também porque tinha esta bela paisagem como cenário.

o que terá sido?

Nossa Senhora da Conceição faça sol, chuva não...
Foi assim que o fim de semana foi desejado e até que se portou menos mal.
Terá o S. João dado uma mãozinha?

por um fim de semana?

Não comprei, evidentemente. Não é do meu tamanho. Nem faz o meu género.
Ficou no cabide à espera de melhores dias.
Ou d'um adepto.
Sosseguem-se os espíritos benfiquistas que eu não me vendo por um fim de semana. Nem dois, nem três, nem quatro, nem cinco...
Não vi à venda nenhuma camisola encarnada. Porque será? Então o porto não é uma nação?

muitos parabéns São

Dia de comemoração é este. O teu dia.
Aquele em que nasceste fez hoje alguns anos. Muitos não é? Os suficientes para seres uma mulher mais inteira.
Pela tua coragem, pela mãe coragem que tens sido, pelo teu profissionalismo. Pela amizade que espalhas...
Por ti. Pelos teus irmãos. Pela tua mãe.
Pelas tuas crias. Pelos teus netos.
Pelo papel que desempenhas na sociedade. Pela condição de mulher angolana... os meus Parabéns.
Querida amiga, és um exemplo e ainda por cima és Linda.

Eu te desejo tudo, mas tudo de bom e que repitas este dia por longo tempo.
Hoje espero que tenhas um dia completo. Com prendas e tudo.
Falta pouco para te dar um abraço e beijos e umas risadas que nós gostámos bué de rir e de boas piadas. Me aguarda, então yá?!

sábado, 20 de novembro de 2010

no laró

Vou ali e já venho. Para Norte. O fim de semana. E não chove...

pitanguices

A Pitanga dá comigo em doida. Mas pior que isso, dá concerteza com a vizinha de baixo em louca varrida.
É que eu só oiço e vejo o que faz, se estiver em casa e quando estou acordada. Muito de vez em quando acorda-me devido às suas maluqueiras. Agora a pobre da Augusta que não foi vista nem achada nesta nova habitante do prédio, leva com ela, mesmo de madrugada se tiver o sono leve.
E porquê?! Eu digo. Mas não me orgulha nada este procedimento.
D. Pitanga tem brinquedos. Ah pois é! Tem mesmo. Bolas várias. Pequeninas e grandes. Adora brincar, mas enfada-se rapidamente. E porquê? Porque as bolas que lhe oferecemos ( eu e a filha ) são silenciosas. Já as bolas de natal...Como ela gosta de bolas de enfeitar a árvore de natal!
Bem estridentes.
Anda uma bola há séculos na sua posse. Quando tento apanhá-la atira com ela para baixo da cama e eu francamente desisto.
Mas à 1,30 da manhã andar às voltas com uma bola barulhenta é no mínimo odioso. E hoje não é só a Augusta, os filhos e o marido que precisam de dormir, eu preciso muito, que vou acordar mais cedo do que costume.
E dei comigo a falar, a ralhar com a Pitanga, a ameaçá-la com o chinelo e a correr atrás dela e duma bola de natal...como é que pode? Eu maria clara das dores...
De facto não se pode dizer nunca, que desta água não beberei, jamais.
D. Pitanga é siamesa e isso diz tudo. Não que eu seja preconceituosa, mas...
A bola, a bola mal educada, já a apanhei e escondi-a bem escondidinha, mas não prevejo nada de bom se acaso enfeitar a árvore de natal este ano. Depois vos direi se foi ou não, má volta. Agora quero é dormir e vou aproveitar o sono dela que está toda enroladinha aos pés da minha cama. Até parece um anjinho, os anjos que me perdoem.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

curto o skype

O Skype foi uma grande invenção!
Eu que me lembro de aparecerem as salsichas em lata, a margarina Vaqueiro, em lata também.
A sprite. Os rádios a pilhas. Os sacos de plástico. As canetas de ponta de feltro.
A televisão a cores. O telemóvel e o computador ...o skype.

O Skype é amigão e devolve-me a voz e a imagem de gente que amo e está longe.
Que bela invenção!

frases que marcam

Lobo Antunes, o escritor psiquiatra, conhecido como coleccionador de frases que marcam e ficam.

A propósito da morte:
É uma puta. Não podemos levá-la muito a sério. Não merece mais do que desprezo.

ou ainda

" Nunca entendi porque é que teimamos em viver em casas de duas assoalhadas com serventia de cozinha e porque é que procuramos as portas nas paredes que sabemos que não têm porta."

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

outono em verão

É o Outono. A chuva, o frio e o vento. O chapéu de chuva, os botins e o impermeável.
A janela fechada. A lareira acesa. Labaredas. Caruma. Castanhas e água pé.
O olhar sobre o passado.
A saudade. A espera...
Do outro lado do tempo, a chuva, o calor. O pregão. As buzinas. A tifa. A castanha de cajú. O sábado e o domingo. A praia e o baleizão. O mufete.
O sol e o mar.
Estou com um pé cá e outro lá. Já não tenho estação no calendário, nem cruzes quero fazer arredondando dias e noites. Já não quero agasalho, nem mar para sonhar. Nem montes nem serras. Nem becos sem saída.
O meu espaço por preencher está algures, num recanto belo e puro da minha memória fazendo a passagem sem dor nem arrependimentos. Para o outro lado da vida que quero viver tanto. Numa distância que não a medem por dá cá aquela palha.
Está nos sonhos, sentada nos bancos de pedra desta terra . Está nas ondas do mar que leva os segredos que não gosto de guardar. Está nos apelos. Nas rosas e nos tanques do jardim. Nos peixes vermelhos. Na mulemba.
Está em ti.
É Outono aqui. Eu estou outonando num verão de s. martinho.
Quero-o transformado num Sol permanente e tão luminoso como salgado é o mar que me acolherá, rebatizando-me em rituais felizes e religiosos.
Quero estalar os dedos e em artes de mágica transformar o Outono em Verão.
E vou conseguir. Com a ajuda de Deus.

Copiando o post

Do blog cocó na fralda o post que gentilmente a SMS me autorizou a postar.
Beijos, todos, querida Sónia.
E parabéns. Está brilhante, como sempre.

" Parque das Nações, vésperas da Cimeira da Nato

Há helicópteros no céu.
Há aviões que voam baixinho.
Há polícias por toda a parte. Nervosos. Que sobem. Que descem.
Que proibem a passagem, como se fôssemos perigosos terroristas.
Há zonas para onde deixou de se poder passar.
Há barcos de guerra no rio.
E até botes no pedaço de rio junto ao Oceanário.
Devem andar à procura de bombas. Fechem os rabos, peixes! Fechem bem os rabinhos.
Cheira-me que ainda vai haver mergulhadores dispostos a enfiarem o dedo pelos vossos cus acima, em busca de engenhos explosivos. "

XANDINHA

Xandinha é responsável por ainda hoje, sobretudo hoje, gostar tanto de música caboverdiana. Foi talvez a primeira morna que ouvi na vida. Deveria ter talvez 6 a 7 anos. Redescobri-a agora na voz de Tito Paris, que o meu amigo Zezé gravou para mim a pedido da kamba Milú. O mano Zé descobriu a versão de Cesária Évora.
Ofereço-a a todos. Tratem-na com carinho porque tem mais de...300 anos.

parabéns Teresinha

A Teresinha hoje faz um aninho.
O tempo passa!
Ela nasceu e foi crescendo ao longo deste ano de vida que foi somando dia após dia. E está linda.
Junto da mãe Aurora. Principalmente, o que é uma graça de Deus e um esforço grande de quem acreditou que esta menina podia crescer rodeada de amor maternal e não só.
Hoje não é só a Teresinha que está de parabéns. A Aurora também.
E a Manuela. E o Zé Manel. A Joana e o João. A Esmeralda...
Bebé querida, muitos beijinhos de parabéns e um xi muito, muito forte. Do tamanho dos sonhos de todo os meninos deste Mundo.

o meu desconhecido


Há quem tenha um tique. Um vício. Uma doença.
Há quem tenha um sogro. Uma dívida. Um clube perdedor.
Há quem tenha um partido na oposição. Uma colega invejosa.
Há quem tenha sarna. Um patrão tirano. Ou o mundo às costas.
Há quem tenha até uma cruz...
Eu...eu tenho um desconhecido.
Bem sei que é coisa pouca, comparado com o que outros têm, mas é o que se pode arranjar.E a mais não sou obrigada.
E não posso dizer muito mal. Porque eu até acho, muito sinceramente, que quem tem um desconhecido, tem tudo. Podemos não ter mais nada mas só a alegria que é todos os santos dias nos dizerem que somos recordados é uma benção.
Eu diria que é paixão.
Parece que estou a ouvi-lo: Ó minha, ouve o toque do telemóvel. Ó minha, sou eu, o teu desconhecido, para te dizer que existo e não me esqueço de ti.
Eu tenho um desconhecido que não é exigente. Dá um arzinho da sua graça depois do almocinho. Se atendo só precisa de me ouvir dizer: Estou (?) e desliga. Mas também... quem me manda ser jerica, se atendo é porque estou. Se não atendo, depressa se cansa e desliga também.
Tenho que enaltecer aqui os predicados do meu desconhecido. Isto de ter desconhecidos é para quem pode e não para quem quer. E desconhecidos como este é um luxo.
E bem comportado. Metódico, frio e calculista. O contrário de mim. Sim que isto de gabar as qualidades dos outros apenas, não pode ser. Se ninguém me gaba que é que estou eu aqui a fazer, que não me digo " gaba-te cesto..."
Será que o meu desconhecido busca em mim algo que lhe falta? Se assim é, azar, que eu não tenho nada para lhe oferecer que não me faça falta.
Às vezes, até parece que sou eu. Juro que penso, assim em momentos de confusão psíquica que pode ser a outra parte de mim a ordenar à operadora que diariamente me ligue na ilusão de que haja alguém, não importa quem, num algures qualquer manhoso, que me diga " Hello, estou cá, nunca te esqueças de mim ". Isto parece insólito mas eu já vi de tudo. Faz lembrar uma ex-colega que queria tanto que acreditássemos que tinha um admirador, que volta e meia comprava um ramo de flores e a florista ia ao seu local de trabalho entregá-lo com cartãozinho do inventado admirador. Sinistro não é? Ardiloso. Que meeeeeedo!
Mas pronto. Não é nada disto. Eu tenho um admirador assim como quem tem cócegas. Que me faz rir...
Não o respeito nem o levo a sério. Nem me importo. Sei lá! Talvez porque já tive outro desconhecido antes que me fez temer pela minha segurança. Curei-me a bem dizer. Com a crise não me apetece comprar outro telemóvel e assim como assim sempre posso dizer que todos os dias recebo um telefonema...e dar por bem empregue a necessidade que existe, de todos termos um telemóvel.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

ainda o sanzala

Recebi um e-mail curioso. No mínimo.
Não quero pensar em segundas intenções.
Dizia assim o tal e-mail.
" Tens ido ao sanzala? Depois de tanto tempo ainda tentam mexer contigo. A malta do sanzala não mereceu que fosses lá comentar tantas vezes sobre Luanda e o presente, são uns saudosistas, racistas e frustrados."
Fiquei intrigada. Que raio!...Pois se eu me despedi do Sanzalangola para sempre, há tanto tempo, quase um ano, como é que se me dirigem ainda hoje?
Mais adiante o mail dizia em que foto tinha sido " ofendida ".
Eu até julgava que tinham apagado os comentários para sempre.
Como sou curiosa fui lá ver se valia a pena ser destratada, até porque nem sempre fui justa, nem sempre fui simpática, nem sempre disse aquilo que as pessoas, quase todas, que ali vão, querem ler.
Afinal, não havia necessidade!
Depois de um comentário meu feito no início do ano alguém mascarado de " angola sempre " escreveu:
D. Clara, deixe-se de hipocrisias.
Claro que não respondi. Longe vai o tempo em que o fazia como se estivesse ressabiada.
Fui ao sanzalangola dizer que nunca mais escreveria ali e fi-lo depois de terem apagado todos os comentários existentes nas fotos que estão na galeria. E nunca mais lá fui.
Não sei porque ao fim de tantos meses, ainda causo esse incómodo que faz as pessoas deixarem comentários destes.
O que sei é que ainda há gente que vai ler o que lá se escreveu e escreve.
E sei também que esta criatura poderia estar certa se me tivesse brindado com outros defeitos mas, hipócrita, não. Se há defeito que eu não tenho, esse é um deles. Dou-me mal precisamente porque nem tenho duas caras nem duas palavras nem finjo o que não sinto.
Mas pronto, talvez esta criatura tenha a ver com a outra, aquela que me fez tantas chamadas anónimas e por isso ande assustada com a ideía de vir a sentar o rabinho no banco dos réus.
Eh pá não há pachorra para estas tretas.

rostos da lusofonia

exposição de pintura de alexandra sirgado
na biblioteca, em torres novas de 15 de nov. a 11 de dez. 2010

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Tito Paris "Morna" (Live)

vou pela TAP

Já tenho o bilhete emitido. Sim. Aquele bilhete e tal e coisa e coisa e tal, pronto não é?!
Desta vez os meus amigos da TAAG que me desculpem, mas não vou no cabrito.
Vou pela TAP. Voa no dia de Natal bem à noitinha, ( o que é bom ) fica mais barato ( grande vantagem ) e acumulo milhas porque tenho cartão que dá milhas. Ora bem!! E eu sou burra? Daqui por algum tempo vou viajar à pala das milhas, o que será para lá de bom. Fantástico!
Agora o que sei é que as minhas dores de cabeça aliviaram-se-me. Estava num sufoco. E não sou eu que sou coca-bichinhos ( sou um pouco mas não tanto ). É que a minha carta de chamada dependia de alguém que foi para Oriente por 12 dias. Depois precisei dum extrato certificado da instituição bancária onde tenho conta, atestando que tenho lá money money, que é como quem diz, guita, cheta, cumbu...suficiente para a não indigência. Outra luta a ter no banco. E depois, as fotografias. E finalmente, entregar a papelada, isto depois de ter passado as passinhas do algarve para encontrar o meu passaporte e vacina da febre amarela.
Ontem foi o dia. Mas como trabalho, lá fui eu tarde adentro, cantando e rindo autocarro fora, e muito fora sim, da auto-estrada, o que me fez ter pena de mim própria e de todos os portugueses e estrangeiros que usam a rede expressos e se vomitam todos porque se dão mal com as curvas e os solavancos.
Mas como comigo tudo é sofrido, o meu cartão não quis a palha e para além dum certo constrangimento perante a d.eduarda, desta vez não foi a xana, fiquei pior que uma barata porque estava em riscos de ficar sem as minhas queridas milhas.
A senhora técnica de turismo simpaticamente aconselhou-me a falar com o Banco em questão e depois proceder de acordo. Tudo para não perder umas milhas jeitosas que vou acumular com esta viagem.
E como o travesseiro é bom conselheiro ( não uso travesseiro e às vezes tenho pena ) entreguei nas mãos de Deus como muito bem me manda a minha amiga Milú que neste momento estará mais com Alá...
E fiz muito bem porque tudo se esclareceu. Eu tenho um cartão todo pipi. Daqueles muito à frente. A sugestão da senhora que me atendeu e porque o meu cartão não tem nenhum problema, quando não dá na caixa que pode ser ultrapassada, demodé para o meu ultra moderno cartão, há que o virar ao contrário que já dá. Não faço idéia se é verdade. O que sei é que autorizei a agência e o meu bilhete já cá canta. O resto são balelas.

mano Zé, parabéns!

Já fazia calor. Era noite.A loja tinha sido fechada às pressas.
O avô estava sentado no patim da casa. Da frente da casa. Comigo ao colo.
As folhas das mulembas não buliam. Em frente à casa tudo estava sereno.
Nessa noite escura de uma avenida mal iluminada e encerrando no cansaço de um dia de semana, eu estava impedida de entrar em casa. Não percebia porquê. Tinha quatro aninhos e escapavam-se-me os pormenores, mas sabia o essencial. A mãe estava a ter um bebé. Fora o avô que mo dissera ao ouvido ao mesmo tempo que me prevenira para me portar bem e não chorar. O pai estava com a mãe e com a parteira, D. Apolónia, a mesma que me fizera nascer, bem como a que fizera nascer a caçula nove anos depois de ti. Os três fechados no quarto.
Eu era chorona. Mimada e queria " a minha mãe " e o avô que comigo tinha toda a paciência do mundo naquele dia não estava pelos ajustes. Devia estar nervoso.
Lembro-me duma noite longa, longa, e para final muito agitada e descontrolada.
Mais tarde soube que tinhas nascido mas que não tinha corrido bem. Tinhas quatro quilos e tal e o trabalho da parteira Apolónia fora dificultado por isso. Ao nasceres fraturaste um dos braços. A vida toda ouvi o pai dizer que a parteira te partira o braço em três.
Lembro-me que passados uns dias vi chegar um carro à porta de casa. daqueles desse tempo. Um espadalhão cor de café com leite. Dele sairam o pai, a mãe e tu, ao colo do pai. Tinhas o braço engessado.
Passaram 51 anos desse dia que não é mais do que o dia de hoje, volvidos que foram todos estes anos.
Foste um filho amado. Um irmão mal aproveitado, mas disso não tens culpa. A culpa é minha.
És um pai extremoso e um marido amigo. Um cidadão que cumpre. Tens como a nossa família tem, esta coisa da família, respirando por todos os poros. És o meu mano Zé.
Vou dizer mais o quê então?
Se estivesse nas minhas mãos, hoje dar-te-ia o presente maior de todos. O mais sonhado, aquele que te fará mais feliz e que mudará para sempre a tua vida. Sou uma tesa e não posso fazer-te essa oferta, mas um dia...aiuê meu irmão, um dia vamos estar juntos na terra de todas as terras, naquela que te deu o primeiro sopro de vida, te ouviu o primeiro choro chorado e te acompanhou nas caminhadas durante alguns anos. Como está quase a chegar o dia para fazer a passagem para esse mundo de amor que ambos conhecemos tão bem, prometo-te que pelo menos um maboque, quitaba e paracuca eu vou arranjar espaço para te trazer yá?
Mano Zé, muitos parabéns. Vive este dia tão teu, com alegria. Acompanhado pelas tuas pessoas.
Muito obrigada por tudo o que tens feito por mim.
Beijos, todos. Abraços, daqueles maiores do que o Universo.
Sê feliz.