Não resisto a um gel desinfetante.
Ele está ali, a rir-se para nós, fresquinho e cheiroso.
Está ali nas paredes, em cima de secretárias, por toda a parte.
Quando o vejo, não resisto, qual cleptomaníaca, apodero-me dele e uso e abuso, mesmo sem autorização.Nem a peço.
Enquanto ajudava a D.Xana na sua função do preenchimento dos meus papéis para serem entregues no Consulado Angolano, reparei num frasco grande com o precioso líquido gelatinoso.
Quando dei por isso, já estava a pressionar o bendito. E esfreguei, de seguida, as mãos de contente. Mas esse contentamento durou um segundo.Porque no segundo seguinte amaldiçoei a Pitanga.
Parecia ter gindungo, pimenta, nas mãos, tal o ardor que sentia.
O gel desinfetante, aquele álcool todo, a penetrar nas minhas arranhadelas, provocadas pela D.Pitanga...que sofrimento! Dei-me com a triste realidade. As minhas mãos estão em chagas porque a Pitanga acha que não há nada melhor para morder e arranhar.
Só coloquei gel nas mãos, mas se servisse para os tornozelos, pés e pernas, então dava guinchos, miava, uivava, eu sei lá que sons faria, porque a Pitanga está convencida que eu sou o seu brinquedo.Com tanta bola de presente, só comigo é que quer brincar, meter o dente e a unha...
Que faço eu com esta criatura selvagem, que me tira do sério?
Tenho que me aguentar à bronca, bem sei!
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
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