sexta-feira, 11 de maio de 2012

é preciso não calar





Na calada da noite
Grito dores que não são minhas
Tomo-as a peito, no peito
Mascaro esta  forma de ser
Num pálido sorriso
Que me oferece o teu viver
E os nós dos dedos soando 

Na mesa velha da sala
Gelam gargalhadas  nervosas
E matam caretas de escárnio
Sequiosas...
Na calada da noite
Oiço o bater do medo

Colar-se à tua imagem
E páro angustiada

Na sombra que baixa os braços
Desistindo da viagem
E cerro os punhos doridos
E  transformo os gemidos
Em palavras e abraços 

Na calada da noite
É preciso não calar

É preciso não desanimar...


m.c.s.

Sérgio Godinho c/ Bernardo Sassetti - Em Dias Consecutivos

quinta-feira, 10 de maio de 2012

uma revista, uma jornalista, especiais


Esta Sábado é especial.

A partir de hoje, todas as Sábados e Tentações serão especiais, porque aqui  trabalha alguém muito, muito especial. Tudo...
Bom trabalho e boa sorte, minha querida. Estou aqui sempre apoiando, claro.

visita a 3 aldeias históricas

foto tukayana.blogspot
Isto é o jornal. Da terra. Um dos...
Não compro, confesso. Mas hoje a curiosidade e porque não dizê-lo uma vaidadezinha para alimentar um ego que não anda muito saudável, me fez dar uma espreitadela no artigo que escrevi no dito jornal.
Se me dissessem eu negava que algum dia ia escrever no Almonda. Aquilo é para quem escreve há muito. Alguns até devem ser jornalistas.
Quando a viagem a Espanha e aldeias portuguesas estava quase no fim, a Filomena perguntou quem escreveria um artigo sobre a mesma. No jornal. Nem pestanejei. Para além de não escrever em jornais, era a primeira vez que fazia uma viagem com aquelas pessoas todas. Pestanejei e neguei-me a, quando a Ana e a Amélia disseram para a frente do autocarro que eu escrevia. Claro que não. Claro que não saberia escrever a propósito de forma a agradar àquelas pessoas todas.
O Jorge apoiou as duas dizendo: Não és obrigada a escrever. Mas se fosse eu a ti, escrevia.  
Juro que tentei que a Filomena não agarrasse a ideia. Disse-lhe que não. A Ana insistiu. Ela escreve muito bem. Jesus maria, xiça penico, apre, eu no meio de professoras e afins e ela a dizer blasfémias daquelas.
Ela tem um blog, continuou. E a Amélia apoiando. E eu que posso não parecer, mas sou tímida e faço a avaliação a mim própria e sei do exagero destas pessoas, fiquei tão envergonhada com essa do blog que me calei não fossem perguntar-me pelo dito e quererem vir aqui ler as parvoeiras que vou escrevendo. E afinal aceitei. Durante vários dias nem pensei no assunto. No dia da entrega, na minha hora do almoço, em frente ao computador acabei escrevendo e num, siga a marinha, lá foi. 
Não escolhi o título. Não sou boa nisso. Sempre que concorria aos festivais dos miúdos cá do burgo, a minha maior dificuldade era escolher o título da letra a ser cantada. Mas uma coisa eu sei. Jamais escreveria o três (3) em numerário. Sempre por extenso. Porquê? Porque sim. Algo me ficou da escola primária e das aulas de português do liceu. Ou não. Talvez uma questão de intuição. Mas isso...também foi um erro no texto que não foi emendado e tenho pena. História em vez de histórica. Mas pronto, mal ou bem, já está escrito, que era o mais importante. E lá saiu no jornal.
Ufa! Que alívio!

falta-me o mar...apenas me falta o mar!

foto tukayana.blogspot

Os termómetros dispararam para mais de 30 graus. Olho os céus e parece vai desabar uma trovoada que  levará tudo na frente. Alguém me disse: parece África. Sim, parece. O céu cinza esbranquiçado, o tempo abafado, e uma esplanada para me acolher, faz lembrar sim. Falta o mar. 
Ai se eu vivesse em Cascais! alguém sonha. Eu também. Nem precisava ser Cascais. Qualquer terra da linha servia. Qualquer kimbo com mar...
Falta-me o mar. E lembro uma criaturinha que neste momento está a banhos no sul desta ervilha que felizmente tem desde ontem bom tempo, para a praia. E me mandou uma foto pelo telemóvel chamando paraíso ao lugar onde se encontra, só para me fazer pirraças. E fez.
Vou comprar O  Almonda e a Sábado. Encontro a Isabel, uma das educadoras das minhas crias, do infantário. Custa-me reconhecê-la. Muito mais gorda, apenas o sorriso sereno e bondoso continua igual. Deixei de a encontrar na cidade e também em Peniche. Com casa no Baleal muitas eram as vezes que nos cruzávamos inclusive nos supermercados ou a caminho da praia. Claro que perguntou se os meninos estavam bem. Claro que pergunta e perguntará sempre. Foi-lhes muito dedicada e fez questão de assistir ao lançamento do livro deles há uns anos atrás no Virgínia, já eles eram adolescentes. Acho que desde essa altura só nos cruzámos uma ou duas vezes aqui.
Chego ao Limão Verde e de companhia sento-me na esplanada. A Palmira chega.  Há muito que ali trabalha. Está muito magra e parece mais nova. Traz-me um sumo de laranja natural. Estou a sério na dieta. Agora é que é.  Voltei aos batidos e às saladas. Ao iogurte e à fruta.  Como farei no fim de semana, não sei. Mas que vou tentar, vou. Há um bolo de cenoura e noz que prometi fazer. Que não faço há mais de cinco anos. E que me dará muito prazer dar prazer a quem tem muita vontade de  o comer.
Aparece a Lena surgindo do nada na minha distracção de olhar sem nada ver. Por falar em Lena, a outra, a da manhã, com quem estive à porta da Ana quando ia apanhar a minha boleia, a Lena do Zé Paulo, está bonita e lembrou-me tempos antigos quando nos juntávamos três casais e desde irmos para a sua aldeia, andar de burro, semear batatas e fazer patuscadas na adega dos pais até nos encontrarmos na casa uns dos outros, ensinar-me a fazer tricot apesar de ser canhota, ( foi preciso muita paciência ), tudo fizemos num tempo em que os filhos estavam por nascer ou eram crianças, Tempos que já lá vão.
Esta Lena da tarde é outra que foi dos outros tempos. Anteriores ao da Lena do Zé Paulo. Dum tempo do bar discoteca Bob's, o primeiro da cidade,  cujo dono era amigo e por isso fazíamos do espaço a nossa casa, quer de dia quer à noite. A Lena A. e a sua família, apesar de serem do Porto, depois de terem regressado de Angola em 75, ficaram no Ribatejo e foi fácil conhecê-la porque nessa altura todos nos cruzávamos no centro da então vila. Não sei por que raio mas há cada coincidência! Ou será que não há? Não há. Tudo tem razão de ser e não acontece por acaso e é acreditando nisso que acho um dia há uns assuntos para tratar, resolver e arrumar na minha vidinha.
Mas não querem lá ver que a Lena A. vê-me, o rosto ilumina-se porque olhos não lhos consegui ver pois nunca tirou os óculos de sol e diz-me: Há tanto tempo que não te via!  vê lá que ainda hoje estive a falar de ti. Meeeeeedo! É que não sou obrigada a confiar em toda a gente e não gosto muito que andem a falar de mim pelas costas. Se o pudesse evitar ah pois evitava, proibia até. Mas felizmente, parece que foi bem, ou pelo menos foi algo razoável. É que segundo ela, coincidência das coincidências a melhor amiga, quer dizer, uma grande amiga, enfim, uma amiga de há 20 anos, a maria josé, sabes?  E eu fiquei a pensar nas marias josés que conhecia. E não estava a ver nenhuma a ser amiga da Lena A. Conheço as pessoas com quem se senta nas mesas de café, nas esplanadas da praça 5 de outubro e não têm nada a ver com as marias josés das minhas relações. E de facto, ia caindo de cu quando me disse que não era senão a maria josé do TUT com quem ainda estive ontem.  Num preconceito que até a mim surpreendeu, disparei: Há 20 anos? Tua melhor amiga? Uma das... diz ela baixando a fasquia. Mas ela é muito mais nova que tu . Pois é, mas conhecemo-nos há muitos anos...
Conforme chegou assim se foi embora. No entretanto quis saber coisas. Mostrou-se contente por estar ali e contou muitas outras...desgraças que lhe aconteceram. Não gostei que me perguntasse se estava bem de saúde depois de ter insinuado, para que lhe perguntasse, ter tido problemas graves a esse nível.  Apeteceu-me bater com os nós dos dedos na mesa e fazer figas a seguir. Lá fui de novo ao passado para recordar uma criatura à data minha amiga e por coincidência, lá está, nada é por acaso, também amiga desta, que vendo-se a braços com uma doença muito grave da sua criança, sempre que via a minha cria mais velha e  perante o seu crescimento rápido, me fazia suar de medo e esfriar parecia já ser alma de outro mundo, porque invariavelmente me dizia com ar de doutora muito assumida: Tem cuidado, clara, ela está muito alta e magra. Cuidado com o gigantismo. Quem é o pediatra dela? E eu disfarçava porque todos tinham defeitos menos os do pediátrico de Coimbra. 
Como não me dava uma coisa má, ainda hoje estou para saber. O que conseguiu com isso foi que aos poucos me fui afastando pois que não podia dar-me com alguém que quando estava ao pé da minha cria olhava-a fixamente tentando descobrir algum sintoma de doença e puxava-lhe o rosto e lhe via os olhos como o médico fazia antigamente. 
Do que eu me fui lembrar hoje, perante esta Lena de outros tempos e que nada tem a ver com a Lena do Zé Paulo...
Depois do sumo de laranja bebido vou direita ao centro da cidade. No fundo, no fundo, a baixa, mas aqui ninguém utiliza esse termo, preferem chamar, centro. Há uma exposição de pintura no hotel. Vamos espreitar.  A cidade continua engalanada como se a festa da semana passada ainda não tivesse acabado. Há um qualquer vazio na desarrumação que ficou. Não gosto de ver a cidade a despir-se da fantasia que a torna mais bela. Gostava que estalassem os dedos e pronto, como num conto de fadas, tudo voltasse à forma primitiva, mesmo que menos vistosa e coquete.
Voltar para casa faz sentido, depois de me passear pela cidade. A Pitanga está à minha espera.
Um bom banho, roupa de verão. Uma boa salada e estou como peixinho dentro d'água.
Falta-me o mar. Apenas me falta o mar...

ainda a feira...

foto tukayana.blogspot

fazendo panquecas a lenha

foto tukayana.blogspot

o " alcaide "


O " alcaide " dos tempos actuais. A.M.O.R.

A sério. O alcaide podia ser amor. Eu digo, podia. 
É que as iniciais do seu nome dão nisto, do afecto maior. Para os colegas de escola, espeta-figos. Há quem " carinhosamente " lhe chame "espeta ". Lá saberão.
Neste dia estava um amor com a plebe, cumprimentando e fotografando. E mais, aceitando ficar nas fotografias. Pudera. Estava nos seus domínios, perfeitamente orgulhoso do que se estava a passar com o seu castelo. Com o seu burgo. E tinha razão para tal. Até eu estava e só aqui vim ver a bola...

ainda a Feira...

foto tukayana.blogspot
O alcaide da História, cavalgando para o castelo

ainda a Feira...

A princesa da História 

no cruzeiro do burgo

foto.tukayana.blogspot
Uma princesa de jeans e ténis.
É o que se chama, uma princesa  prá frentex.

Ainda a propósito de...

foto tukayana.blogspot
Na feira Quinhentista de Torres Novas, um pedido de crepe Burguesia, que provocou um sorriso trocista e ao mesmo tempo algo como: Não acredito...tinha logo de ser Burguesia?!
Mas quem o escolheu não resistiu porque tinha recheio de chocolate e jinguba. Não fui eu. Até porque sou canhota e não receberia uma coisa gostosa destas com a mão direita porque poderia deixá-la cair. 

A mão é de alguém de muito bom gosto. A princesa má linda desta feira Quinhentista. 
É claro que não há dote para ela.  

quarta-feira, 9 de maio de 2012

ao jantar, salada

foto tukayana.blogspot
O meu jantarinho, feito com muita dedicação à arte de cozinhar. Que no caso não foi bem cozinhar, foi mais ajeitar. O queijo, a beterraba, o salmão fumado, o ananás, a alface, o tomate...

hoje é dia não

foto tukayana. blogspot
Hoje não estou para grandes coisas. A minha mãe partiu há 23 anos, para todo o sempre numa eternidade que  me doi mais hoje, porque volta tudo.
Há uma semana sonhei-a. Linda, jovem e sorridente. Hoje uma amiga de infância disse-me que sonhou com ela. Que lhe oferecia algo de presente. E que sorria. 
Fiquei comovida com esta revelação. Esta amiga vive em Luanda, foi minha vizinha e a sua mãe é minha madrinha do crisma. Saber que a minha mãe vive no sono da noite duma pessoa que em 1975 viu a dona Celeste pela última vez fez verter umas lágrimas dos meus olhos ansiosos por chorarem. A irmã desta pessoa disse-me que a minha mãe era extremamente bondosa e doce e que nem sabia repreender. Verdade. Como me sacudia o pó a dona Celeste!
O dia foi difícil. Não via a hora de chegar a casa. Dona Pitanga fez-me ir ao Modelo gastar dinheiro pois gulosa que é, não é qualquer lata que lhe serve. Como a pachorra para andar a pé era pouca, esperei o TUT. Uma senhora chegou entretanto encalorada. O dia aqueceu e há quem diga que chegou aos 30 graus. 
Isto dá cá uma saúde dos diabos. Num dia chove e faz frio e no outro abafa-nos.
A criatura desaustinada com o calor, não perdeu o pio e foi um ver se te avias a desenferrujar a língua. Desde dizer que era cozinheira no colégio A.Corvo, a dizer que faz um part- time no hotel dos cavaleiros e que esteve a trabalhar na feira quinhentista, ela foi desabafando de tudo um pouco. Fiquei a saber que o hotel se safou, mas que foi neste ano que menos quartos foram reservados para o efeito.
O TUT chegou rapidamente e acomodei-me. A mulher virou-se para dentro e não mais a ouvi. Junto à ex Abidis entrou a Maria José. Reconheci-a de imediato bem como ela a mim. Desenhou um sorriso e sentando-se à minha frente logo começou a falar. A Maria José é uma jovem que já esteve à conversa comigo quase meia hora na mesma paragem de hoje. Descobri na altura que mora perto de mim. Que tem o sogro em Angola e que tem um cão que passeia à noite. Não gosta de viver em Torres Novas e quer ir embora para Lisboa de onde veio. Ficou de me ligar para bebermos um café. Deixou-me o telefone e levou o meu.
Vim direita para casa. Hoje é daqueles dias que antes só que bem acompanhada.
Olho o retrato da minha mãe. Sempre que passo no corredor a vejo. E não evito pensar que a minha mãe é um anjo bom que Deus colocou no mundo para me dar à luz e que esteve neste mundo fingindo sempre viver à sombra da família, mas que afinal foi a actriz principal da minha existência.
Obrigada mãe! 

quem vê caras, não vê corações


terça-feira, 8 de maio de 2012

o castelo de Gil Pais

foto tukayana.blogspot

segunda-feira, 7 de maio de 2012

crepe de chocolate e coco

foto tukayana.blogspot

a feira quinhentista

fotos tukayana.blogspot

the day after


Chove desde a noite passada num chuva irritante que torna tudo pegajoso. Parece um inverno moribundo a castigar a primavera. 
É uma segunda-feira especial. De restos. 
Depois de três dias meio carnavalescos, com muita luz, muita cor e muita fantasia, uma verdadeira movida torrejana, parece que estou a ouvir a Antónia encostada ao balcão da sua tasca a dizer-me: Vão embora? Então não vêm a chegada da princesa? Eu sorrio trocista e ela corresponde do mesmo jeito. A minha princesa sorri também como que a dizer-me: Vês?
É que a sua opinião é que entro completamente no espírito da coisa e dou-me às cerimónias da história tão escandalosamente oferecida que devo mesmo alugar ou até comprar um traje e  abrir completamente a porta à fantasia ao invés de ser simples, simples uma ova, ao invés de ser ansiosa espectadora dessa feira dos séculos passados.
Na verdade, eu gosto da beleza. Das luzes, da música, das danças. Do faz de conta, era uma vez...
Na verdade a gente está sempre a representar, quantas vezes fingindo tanto que até doi lá bem no fundo da nossa alma. Quando a representação nos faz felizes, porque não? Venham feiras quinhentistas. Venham oportunidades para darmos uma boa gargalhada ou entrarmos na narrativa, no sonho que se prolonga por 3 dias e 3 noites em que o clima vivido é idêntico a acontecimentos como a expo, o euro, o rock in rio. Boa onda, porque as pessoas estão felizes.
Mas hoje é segunda-feira. E a ressaca do vivido traz dor de cabeça, sono, enjoo, depressão, vazio.
Passando o dia a sonhar com a minha cama, chegada a casa nem por isso cumpri o desejado. Meter-me na cama e tapar-me até às orelhas. Não gosto muito de cama. O corpo puxa-me para ela, o resto não.
Hoje decididamente não é dia de olhar para a frente. Mergulho no passado mais recente e pergunto-me com o posso eu ser uma criatura equilibrada, com uma vidinha simples e tranquila se num dia tenho tudo e no outro um vazio? 

Estou de resto. A cidade também  está. Afinal, hoje é... the day after...

a propósito da feira

foto tukayana.blogspot
De quinta-feira a domingo foi uma roda viva em Torres Novas.
A feira quinhentista fez-se presente. Os torrejanos também. 
Os forasteiros, muitos. 
Os residentes na cidade resistiram aos cortes ao trânsito, ao som vindo da praça 5 de outubro e do castelo. Aos cavalos e cavaleiros passeando-se pelas ruas. À chuva. Ao frio. Ao sol e ao calor que se fez sentir hoje. À festa.
Foi uma grande festa. Foi uma bonita feira. 
Acho que para o ano alugo um traje e vou encarnar uma personagem qualquer e vivo os três dias da feira entre muralhas, entre a fantasia e a representação. O sonho e a cor. A beleza e a arte. A realeza e a plebe. A doçaria e os petiscos.
Recordando o que um puto que conheço diz. A feira não devia terminar. O castelo devia continuar enfeitado.
E isto ele não diz mas se  calhar pensa, Torres Novas ganha alma nova com esta feira, nós ganhamos uma nova alma e todos ganhariam se torres novas fosse alegre e bem humorada, bela e fantasiada como nesse tempo. Não, não quero a monarquia. Quero uma terra com andamento. Como já foi. Há uma década atrás. Duas. Três. Quero uma cidade recebendo gente de outras terras, aberta aos projectos, ansiando por saber.
Quero sentir-me viva e sentir que há povo nas ruas, respirando a dois pulmões, participando, sendo feliz. 
Nestes três dias usei bem os 4 euros que paguei pela entrada e diverti-me.
Acabou a feira quinhentista cujo tema este ano era O Dote da Princesa.
Para o ano, se a crise deixar, haverá mais. 
Enquanto isso vamos vivendo outras experiências. E esperando...