quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Parabéns Edgar


Muitos Parabéns kamba diami!
Feliz aniversário.
Adoro-te mermão.
Faz hoje um ano, comemorámos na Ilha com um almoço fantástico. Depois, bem, depois, eu fui para o aeroporto de Luanda para viajar de novo para Lisboa. Obrigada por seres quem és. Também por este, entre outros passeios. A lembrar, Sant'Ana, Barra do Dande, Barra do Kuanza, Catete, Muxima. E todos os dias, das minhas férias em Luanda. O carinho, a atenção, o cuidado, o colo.
A minha amiga como irmã, é uma mulher muito sortuda por te ter como marido.
Beijos no teu ♥ e um kandandu maior do que o Universo.
Sê muito feliz porque se há quem mereça tu és concerteza. :)**

domingo, 8 de janeiro de 2012

Vivóooooooo...



Quem é que desde hoje passou a ficar na maior solidão?
Solidão boa...
Isolado no comando da Liga Portuguesa de futebol?
O Benfica! Pois claro. Não, é pr'ós outros.;)
Viva o Benficaaaaaaaaa!

divagações XV

O que dizem os seus olhos?

Tu tomas uma decisão contrariando a ordem natural. Fim de semana em Lisboa. Subitamente, num telefonema, tu decides. Não. Não vou. Sentes até um certo prazer na ideia de casa. Fazendo tudo o que te apetece. Não fazendo nada, até. Um tudo e nada de dois dias no kimbo. Céu limpo. Sol entrando pelas janelas que abres de par em par. Silêncio quebrado pelo aspirador da vizinha de baixo acompanhado de voz feminina que canta - malmequer, bem me quer, muito longe está quem me quer bem. Sorris. Décadas de existência neste lugar e nunca ouviras a vizinha de baixo cantando. Acertadamente. Berrando com as suas crias, discutindo com o seu dono, muitas vezes, cantando, nunca. Os pombos, praga maldita para qualquer sotão por aproveitar parecem almas de outro mundo correndo por cima de ti...a gata que está com cio olha desesperada para todos os cantos do quarto tentando encontrar razão para tamanha invasão e tu sentes-te em casa. Lar doce lar. Olhas a estante e alguns livros novos, presente de natal, acenam-te desejosos de serem estreados. Tocados, lambidos página a página. Por falar em lamber, vais ao frigorífico. Há dias que pouco mais tem que leite de soja, queijo, iogurtes, ovos. Tens uma surpresa apesar de teres sido tu quem escolheu e pagou tudo o que te enche o frigorífico e nem por isso te cresce o desejo de devorares as surpresas. Deixas estar. A seu tempo te deliciarás.
O computador é a ocupação mais prazeirosa por ti escolhida. Passeias-te por blogues, sites, pelo google. Vês o que o signo te reserva para o malfadado ano de 2012, que até dizem que o mundo vai acabar a 21 de Dezembro. Que raio de dia para acabar o mundo. Logo o dia mais pequeno do ano...se o mundo não se despachar a finar-se vai haver um engarrafamento sinistro e fúnebre e acabam-se sem ser de fim natural.
Como não pode deixar de ser, espreitas o facebook e ele, que nem namorado ciumento, agarra-te e não te deixa olhar para os lados. És engolido pelas músicas, informações, comentários, notícias, fotografias, vaidades, ignorâncias, pancadinhas nas costas, piadolas, perguntas e respostas. Conselhos, tomadas que são as tuas dores, como se te conhecessem por dentro e por fora e quisessem desenhar-te as saídas para as tuas divagações. Convertendo tudo em soluções. Sorris envergonhado como se fosses tu próprio a rede social.
Ligas a televisão. Procuras o que mais te agrada. Tens todo um leque de canais que a Meo te oferece (?). E todo o tempo do mundo. Ah, e tens o telefone para falares com as pessoas especiais. Ou não. Pim pam pum, cada bola mata um, que às vezes também kuia feio, falar com o quase desconhecido, que parece que até foram colegas de carteira lá no bairro e andaram a apanhar maçãs da índia dos quintais, coisas que a angolanidade dá, esse tu cá tu lá com qualquer pessoa, e quando dás por isso estás a rir à gargalhada por nadas, como o fazes com o amigo de infância que te conhece por dentro e por fora e para o qual não são precisos barreiras, defesas, teatros. A gata com cio é a tua única preocupação. É difícil ver a bichinha perdendo a compostura. Reservas uma dose de compreensão e carinho para lhe ofereceres, minimizando o seu sofrimento, achas tu, pois que só quem está no convento é que sabe o que lá vai dentro.
A noite chega e tens o dia passado. Nada fizeste. Lavaste roupa. Estendeste roupa. Apanhaste roupa. Tomaste um longo banho, mudaste de pijama e de roupa da cama. Cheiras a lavado. Creme de corpo. Creme de rosto. Creme de mãos. Acendes a luz. Abres o saco de bombons esquecido desde o natal. Vês o telejornal e sentes um vómito. O chocolate está no prazo. Mudas de canal.
A Catarina, a má linda de Portugal, aparece no ecrãn. O Rui parece estar passado e o Paulo completamente apanhado pelas meninas que cantam, baba. Os Anjos divertidos e a Mia, giríssima e sensível, chora a cada canção dos seus meninos. Até ao Eixo do Mal ainda tens noite pela frente.
Dormes finalmente até ao domingo. Este acorda-te completamente desperto. Lindo. Cheirando a primavera. Sonhas com o verão. Mar. Praia. Pôr de sol. Viagem.
Recebes um pensamento do dia. Longo. Bonito. Amigo. Respondes. Crias versos...
Ouves os pássaros que poisam à tua janela. Espreitas a rua. Os montes. O céu.
A televisão dá o filme da tarde. Nos 4 canais. Mudas para a sic mulher. Encontras o Daniel Oliveira, entrevistando a Eunice Muñoz. Paras. Gostas de ambos e do programa que dá aos sábados e que por acaso (?) ontem também viste, com o Júlio Magalhães, e, entre outras coisas como falar do Porto cidade, do futebol clube do porto, clube, de Angola, com a saudade de quem lá passou a infância e adolescência, viste-o chorar. Afinal um homem chora em frente às câmaras. Choras também. Toca-te Angola, a família, o bairro da Cuca, mesmo ali ao pé do teu, à distância dum autocarro e pronto, praticamente vizinhos uns dos outros. Hoje, ficas a saber que a actriz teve 3 maridos e pensas precipitada e preconceituosamente - o raio da mulher, aka!
E ficas também à espera da resposta dela, à pergunta - sabe de alguém que não goste da Eunice? Puseste o dedo no ar. Sabes sim. O F. . Parece que é pecado não gostar da Eunice Muñoz, mas o F. não gosta. E se tem razões não as conheces, mas não gosta e pronto. Ela também sabe que haverá quem não goste dela. Talvez conheça o F..
O que tu não sabias quer dizer, não te lembravas é que o Daniel tem uma pergunta final que arrasa. Coisa bem orquestrada. Para finalizar em grande.
- O que dizem os seus olhos?
- Que sou feliz, disse ela.
Mais do que ouvires adivinhas a resposta, concentrada que estás em ti.
Fazes-te a pergunta:
E tu? O que dizem os teus olhos?
E no fim de um fim de semana contigo mesmo, escolha tua, sem altos nem baixos, assim sem que o previsses, desatas a chorar...

dia da cultura angolana


Angolanos comemoram domingo o Dia da Cultura Nacional
Luanda – Os angolanos comemoram domingo, 8 de Janeiro, o Dia da Cultura Nacional, instituído em 1986, devido ao discurso pronunciado pelo primeiro presidente e fundador da nação, António Agostinho Neto, em 1979, na tomada de posse dos corpos gerentes da União dos Escritores Angolanos (UEA).

A data foi aprovada pelo decreto nº21 e publicado no Diário da República nº 87, I série, de Novembro de 1986, em homenagem ao discurso sobre a Cultura Nacional.

Em 1979, o insigne homem de Cultura, o poeta e presidente Agostinho Neto, durante a tomada de posse dos corpos gerentes da UEA fez uma abordagem sobre a Cultura Nacional, que, de então a esta parte, passou a ser referência fundamental em todas as discussões sobre a problemática da Cultura angolana.

"(...) a Cultura não pode se inscrever no chauvinismo, nem pretende evitar o dinamismo da vida. A Cultura evolui com as condições materiais e em cada etapa corresponde a uma forma de expressão e de concretização de actos materiais", disse o poeta Agostinho Neto.

Em reconhecimento ao seu pensamento, relativamente aos problemas que se prendem com a Cultura Nacional, bem como da importância que a cultura possui como um dos elementos constituintes do substrato da unidade nacional e factor essencial na afirmação da soberania do país e promoção do desenvolvimento, foi instituída a data.

A província do Bié vai acolher o acto central da jornada alusiva ao Dia da Cultura Nacional com diversas actividades culturais.

Para o efeito, encontra-se já na província do Bié uma delegação chefiada pela ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva.

O programa de actividades, a decorrer em todo o território nacional, compreende homenagens, seminários, palestras, feiras de artes e cultura, lançamento de livros e brochuras, ciclo de cinema de produção nacional, exposições fotográficas, espectáculos de variedades, jornadas de teatro e dança e visitas a locais de interesse histórico-cultural.

hoje é dia



Oito de Janeiro - Dia do Pensador

a minha paz



Tocas-me a alma sedenta
Calor
Manhã
Alegria
Abraço quem mo daria
E mais que tu, brilharia...

Beijas-me o corpo ansioso
Pele
Arrepio
Frio
Paixão legada assim
Sentidos, sorriso carmim...

Percorres a minha paz
Voz
Silêncio
Luz
Mais do que o meu chão
Habitas o meu coração

Olhas meus olhos de frente

Verdade
Ternura
És fonte de água pura
Perfume
Jasmim...
Sol, jorrando em mim

m.c.s.

domingo de sol



Domingo de Sol é igual a kandandu de crias.
Aquece-me a alma e sorrio feliz.
Que o sol vos sorria e os abraços vos aqueçam a alma, hoje.
Sempre...

m.c.s.

sábado, 7 de janeiro de 2012

são de cinzas...

foto tukayana.blogspot


São de cinzas meus lamentos
Palavras que o fogo queimou
No vermelho dos meus lábios,
Um sorriso
E beijos que as calou
São de cinzas as lembranças
Crepitando,
Falsas
E vãs esperanças
No gelo
Do tempo que chegou
E no frio do meu corpo
Nas mãos cheias de nadas
Foi só cinza que ficou
São de cinzas os momentos
Que me queimaram por dentro
E me devolveram a mim
E no calor dos sentidos
Amores de sempre vividos
Dei como perdidos
Nas cinzas
Escrevi o seu fim.

m.c.s.

E a grana sumiu - FB leaks

E não é que sumiu mesmo?

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

pitangando na prateleira

foto tukayana.blogspot
D. Pitanga no seu melhor. E eu a vê-la...
O que eu me consumo com ela quando lhe dá a travadinha e parece uma gata à beira da loucura.
Um dia destes ainda a encontro de perna trocada desfolhando um dos livros que está a escolher.
Ah como eu gostava que ela me ensinasse alguma pitanguice, ou sei lá, uma gatice!

nunca viste?!

Nunca viste?
Diziamos nós. Dizia eu. Por tudo. Por nada. Por ser rebitesa. Porque em África os candengues são atrevidos. Crescem com a força da natureza. São uma força da natureza.
Nunca viste?
Disparando flechas, soltando faíscas, para o miúdo que ficava a olhar atrevidamente. Para o rapaz que olhava só porque os rapazes olham para as raparigas. Para a colega invejosa. Para a vizinha que espreitava as entradas e saídas. Para o velho babão.
Nunca viste?
Em surdina. Entre dentes. Mentalmente.
O passado tem uma força igual à da natureza e por muito polimento, decoro, sensatez que os anos nos tragam, porque a gente a crescer aprende alguma coisinha, há uma hora que tudo cai por terra. Quebra-se o verniz e a menina atrevida do outro lado do tempo responde à chamada no presente, galgando o passado numa belina impulsiva e louca.
Nunca viste?
Acompanhado de um olhar que quem lê olhares, diz que mata. Eu cá nunca os vi cair que nem tordos, para o lado.Mas diz que o olhar fulmina.
Quando se sobe um viaduto que parece que se está no Eixo Norte-Sul, num arfar de mulher à beira dum ataque de nervos, diz-se cobras e lagartos. Mata-se todos e quaisquer olhares e não se faz gestos com os dedos porque está frio e as mãos estão nos bolsos.
Há três dias que subo o viaduto por motivos que não são para aqui chamados e desço-o por motivos muito meus mas como não sou de segredos hei-de desbroncar-me. Há gente que sobe e desce. De automóvel...
E há terras muito provincianas ainda que à distância de uma hora da capital.
Fónix!
Nunca viste?

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

pitanga, pitanguinha



Pitanga, pitanguinha
Vermelha, laranjinha
Vento norte
Minha sorte
Numa curva do caminho...
Pitanga, pitanguinha
Uma é tua
Outra é minha
Encontro na noite bela
Olho bem, olhos nela
Numa curva do caminho...
Bem madura
Agri-doce
Fruta pura
Dona fosse
E serias apenas minha
Pitanga, pitanguinha...

m.c.s.
( esta noite comi duas pitangas duma pitangueira carregadinha delas, bem no centro do Ribatejo - souberam-me pela vida )

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

oferta



Subi o viaduto. Cedo demais. Saí de casa antes da hora. No alto, esperei pela boleia que me levaria ao trabalho. Enquanto esperava ia observando o que se passava ao meu redor. Há muito tempo que pela manhã não andava por aquelas bandas, a pé.
Um automóvel preto parou uns metros à minha frente. A porta do pendura abriu-se e uma mulher sorriu para mim: Vai para Alcanena? Venha.
- Não obrigada. Estou à espera de boleia.
Ela voltou a entrar no automóvel e brindando-me com um sorriso e um aceno de mão lá se foi.
Quem era esta pessoa simpática que me cativou desde que me cumprimentou a primeira vez? Que se despede de mim diariamente e à sexta-feira se despede com um bom fim de semana, no Natal com os votos que todos conhecemos e que me desejou bom ano? Num português mal amanhado desvalorizado pelo sorriso e o brilho nos olhos azuis lindíssimos? Não é senão uma passageira do autocarro do sr. margarido, que todos os dias viaja connosco. É ucraniana e trabalha na vila. Desce uma paragem antes de mim e com o sorriso, a educação e simpatia que possui, quebra o gelo, o cheiro a mofo que por vezes vai naquele autocarro.
Fiquei sensibilizada com a sua atitude e da pessoa que a levava e que não sei quem é. Embora ache que assim é que tem de ser, não tivesse eu vindo da terra onde as pessoas são francas, simpáticas e prestáveis, embora ache mesmo isso, sei que não é assim. E quando alguém tem uma atitude que já vi terem mas que nunca estou à espera que tenham, rejubilo feliz, que foi o que aconteceu hoje logo pela manhã. Desta mulher só sei o que me é dado saber. Não sei sequer o seu nome nem ela o meu. Mas hoje percebi que o nome nem sempre é importante para não sermos números.
São atitudes destas e d'outras que me incentivam a acreditar nuns e noutros e assim seguir em frente com a doce sensação de que há sempre alguém que faz algo desinteressado por nós.

rir é o melhor remédio



Ahahahahahahah!!!
Vamos rir? As tristezas não nos vão pagar as dívidas.
E também ninguém nos vai penhorar o sorriso.
Ele nos pertence a Àquele que é fiel depositário de todos nós.

chá não faz mal a ninguém



Quem quer um chazinho de burututu para aconchegar?
Esta noite foi agressiva. Eu sei.
E chá não faz mal a ninguém. Pelo contrário. Eu que o diga.
As melhoras yá?

domingo, 1 de janeiro de 2012

bora lá...



No último dia do ano, já é costume as pessoas se virarem para os dias que passaram, 365 às vezes, fora o outro, e lhe olharem com um certo desdém. Na minha terra diz-se e faz-se pzxzxzxzxzxz ( muxoxo ). Uoooooooooó! Bazamazé!
Como sei disso? De falar com os outros, de um dia num ano qualquer, nuns quaisquer anos, sim porque eu sou igual a esses outros, lhe ter feito isso no pobre que está a cair de maduro e ainda leva um bico no traseiro, porque quanto mais na mó de baixo, pior é tratado, a gente sabe como é.
Como sei disso? Por ter feito, por ter presenciado, da vida, dos cinquenta, que me fazem kota no tempo e às vezes na alma e no corpo.
Deixei que o 2011 se fosse, no cansaço dos dias e da missão, que se não cumpriu também não se deixou odiar demais a ponto de fugir de rabinho entre as pernas, doucement, pela porta dos fundos que nem cobarde. Se foi, assim na penumbra da noite, seguindo as estrelas que brilhavam no céu num coro de mil e uma vozes mostrando que o povo sabe pelo menos contar até 12 de cima para baixo e da frente para trás. O número das badaladas, toma lá uma passa, doze, para te dar sorte, que este ano tem de ser uma mão cheia delas, todas duma vez por isso abre a bocarra e zás que é uma pressa de virar a página.
E à semelhança de todos os outros, vi assim o ano velho partir e este novo chegar, num ápice de estalar os dedos e beber champanhe, entre abraços e beijos, entre votos e lágrimas, as minhas, que choro sempre na meia-noite, numa tradição de atravessar o ano banhada nem que seja em lágrimas.
Manias! Despedidas! Odeio adeus...
Mas gosto de olhar p'ra trás naquela de goodbye que eu goodfico, já te foste mas não esquecer que não foste inteiro nem caí em saco roto pois se levas um pouco de mim, podes crer que deixaste um pouco de ti aqui na je, que não anda neste mundo, não atravessa os anos, a ver passar os comboios ( apenas ).
E deixou. Nove dias primeiros num presente de férias em Luanda. Que serviram de amortecedor para os restantes 356. De inspiração e de cor. De calor para o gelo que se apodera de mim todos os anos. De fonte para a minha nostalgia e abraço para a minha dor.
E deixou a alegria de reencontros. E o prazer de fazer amigos. E a presença de quem eu gosto. E o orgulho de lhes ver dançar, de lhes ler, de lhes ouvir e de lhes aprender e perceber.
E a disponibilidade para entender, aceitar e perdoar o que gira ao meu redor e sobretudo o que não me rodeia.
E pôr de sol a parecer o da nguimbi, e noites a relaxar. E família junto de mim.
O resto?
São restos que ficam na borda do prato.
Agora que os foguetes se ouviram, o champanhe desceu, a música acabou, o sono venceu, o ano pequenino acorda como todos os outros dias. Num tempo farrusco a esconder o sol que nos aqueceu nos últimos dias.
O resto? O resto são dias e dias que vão acontecer.
Se gosto de olhar na retaguarda, me ensinaram que à frente é que está o caminho. E eu preciso é de força nas kinamas para caminhar ao encontro de mais uma ano ( graças a N'ganazambi ).
O que pedi ao universo na imitação do que faço sempre que o ano começa e me isolo solitariamente enfrentando o firmamento?
Coragem.
Saúde e protecção para todos os que me rodeiam. Crias, família, amigos...
E a minha viagem a Angola.
Pedi pouco? Se calhar pedi. Mas só preciso disto para ser feliz.
Bora lá Ano Novo, te desejo felicidades para o cumprimento da tua missão e não ligues muito às bocas da reacção.

Free Hugs, legendado em português



Bom Dia! Bom Ano!
Kandandu p'ra todo o mundo com muita alegria.
Kandandu p'ra todo o ano.

Happy New Year 2012.wmv