quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

vertigem

Tenho acordado vertiginosamente mortal.
Eu que sonho adormecer tonta de ti eternamente...

alguma vez tem de ser

Ontem fiquei cheia de vontade de conhecer São Petersburgo!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

vejo uma luz ao fundo...no horizonte

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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

outonando hoje

anoitecendo amanhecendo


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contemplação

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domingo, 4 de dezembro de 2011

quando o sol se pôe

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gaivotas em terra...

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o mar...

foto tukayana.blogspotHoje fui ver o mar...
Já estava com saudades!

Desabafos e outros bafos...

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Aka, xiça, penico, caraca...
Se quero continuar a sentir-me uma boa pessoa neste domingo sombrio de Dezembro, não posso ter a televisão ligada na missa dominical.
Senhores, juro por sangue de cristo que o senhor prior me tirou do sério com retóricas num poderzinho de quem fala de barriga cheia lá do alto do altar, seu pedestal.

Não posso continuar a ouvir a criatura, nem sermões, nem conselhos, nem crítica aos mais desfavorecidos.
Então o sr. padre não sabe que este Natal é o pior de todos para quem tem menos de 40 anos? Para quem é mãe e pai dessas pessoas? E avô e avó?
Bater mais no ceguinho, senhor padre é um pecado tão mortal como o praticado e a praticar por aqueles senhores lá do desgoverno em que nos deixaram e deixam todos os dias quando os jornais e as televisões nos dão conta do recado que nos mandam sem nos olharem nos olhos e na folhinha de ordenado, e nos transportes públicos, e na restauração e nos supermercados e na farmácia e no presente e no futuro...
Quer mais senhor padre? Acha que o povo não sabe bem quem são os culpados disto? Ah, somos nós que somos uns desgovernados?! Isto é mesmo à português. Bate-me que eu gosto, que quanto mais me bates mais gosto de ti.
Vamos ver quem vai comer bacalhau na seia de Natal, perú, e outras iguarias e beber champanhe no fim do ano a bordo de um iate, duma qualquer estância de neve ou no calor dos trópicos gozando umas férias de abade...
Tenha a santa paciência senhor padre!
Por amor da santa, que se não sabe o que dizer não invente. Olhe, dê esmolas. Lá da caixa das esmolas. Porque quem mais pôe nessas caixas é o pobre. Devolva-as.
Vou mas é desligar a televisão e vou ver o mar. Esse ainda não cobra portagem. Por agora...

divagações XIV

foto do google




Um amigo não precisa ter o meu tamanho.
Basta caber no meu coração.

m.c.s. 04.12.2011

rio abaixo

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Hei-de ir ver o mar...

Os olhos querem o azul
Os braços, a onda
Os pés , a espuma
O coração...
Ah, o meu coração quer a imensidão...
E a alma, a libertação, a navegar até ao infinito mar da minha paixão

Hei-de ir ver o mar...

m.c.s.

nevralgias, manias e outras fantasias



Como as coisas são...
Uma criatura sente-se doente, assume todos os ares de vítima da doença e age em conformidade. Como se sente mal fica em casa e como quer companhia vai para o computador. Quer dizer, abraça o dito, coloca-o ao colo, para se sentir mais aconchegadita e entra no facebook. ( será mesmo verdade que quem não tem vida é que tem facebook? São bocas que oiço e não sei porquê acho que são-me destinadas, porque todos os dias lá vou e com muito gosto )
E o que descobre? Que as amigas com quem mais fala no chat estão doentes. Mas estão lá. ( outras que também não têm vida? Mentira. Uma delas tem sete vidas como os gatos apesar de os odiar, embora me diga sempre a propósito da Pitanga que gatos só dos outros )
Solidariedade? Ou o mundo desta faixa etária está a prescrever?
Uma, que diz que está que nem pode andar com dores, insurge-se contra mim porque eu ainda não fui ao médico. Nessa falta minha, coloca-se no papel do doutor e encontra um nome para a minha doença que já esqueci, deus que me livre ficar a matutar nisso, diz que o nome tem a haver com labirintos, faz sentido pois tem a haver sobretudo com o ouvido interno. Com o líquido do ouvido médio que nos pôe a cabeça à toa. Diz ela. Assusta-me, ainda que eu lhe diga: é pá minha, eu sou hipocondríaca, ah e tal e coiso que o meu filho também é, como se para uma criatura com este problema, companhia fosse solução. O que é que eu faço com um hipocondríaco? O que fazem comigo. Não me ligam nenhuma.
Adianta-me o nome do medicamento, como se eu fosse comprá-lo. Insiste pelo tratamento, pela visita ao médico e eu não tenho outro remédio senão desabafar dizendo-lhe que odeio, que tenho medo deles. Que a gente começa por uma auscultação e não sabe onde acabará. Volta a insistir, desta vez aconselhando-me o " meu " médico. Tenho que lhe dizer que o dispensei há 4 anos quando fui dispensada pelo " falecido ". Uma questão de deslealdade que não quero e também não posso contar em nome de mais de 20 anos entrando naquele consultório, mas bati com a porta para nunca mais. E fiquei com esse ódio de estimação.
Continua chovendo no molhado; porque precisas de ser tratada, porque tens mesmo de ir ao médico. Digo que eles, os médicos são um vício. Uma vez no médico, para sempre nele. Ela ri e concorda. E diz uma coisa fantástica, que a faz esquecer as doenças, partindo para a saúde.
- O meu ortopedista bem que não me importava que fosse. E começa a descrever o senhor, que diga-se de passagem achei um exagero pois já não há criaturas dessas . Muito alto, magro, moreno o ano todo, grisalho e olhos verdes. Os olhos verdes, é a única coisa que não está nas minhas fantasias, quer dizer, ortopedista também, mas pronto, está nas dela que é o que importa, que pode estar doente mas não se sente imprópria para consumo. Na mente.
A conversa a partir daqui não se pode contar. Não por mim, mas por ela.
Ainda não a tinha largado de mão já estava a falar com outra amiga doente. Sozinha numa cama de hotel ali para os lados daquele continente que encaixa com África. E sem poder de lá sair, ligada que estava ao banheiro né?
E lá desatamos nós a falar de vómitos, intestinos, diarreias, vesículas, intoxicações, bolachas de água e sal, água de coco, caldos, como verdadeiras mulheres da bata branca. Sobretudo eu a fazer o papel da outra anterior e pelos sintomas diagnosticando uma intoxicação alimentar que foi canja, trigo limpo farinha amparo.
Uma coisa boa no meio disto tudo, barriga mais lisa, um incentivo para uma boa dieta que a deixará nos trinques.
Resumindo e concluindo, ontem à noite algures no mundo eu e mais duas, tivemos um serão de truz como verdadeiras catatuas desanimadas e prescritas enquanto o mundo gozava um sábado à noite. Ora eu!...
As melhoras, minhas kambas!

sábado, 3 de dezembro de 2011

compra nº 1

foto tukayana.blogspotEsta foi a minha primeira compra na loja Bazaar. O primeiro presente de Natal. Para quem o merece. Comprado na loja da Ana Pipoca. Ah, pois, eu não fiz publicidade à loja, mas ainda estou em tempo.
Bazzar é uma loja fofinha, cheia de coisas lindas e fofinhas, e com donas igualmente lindas e fofinhas. Uma dela é a Ana, afilhada de casamento da cria, amiga e colega de profissão. A dona do blog A Pipoca mais Doce, o blog mais lido de Portugal.
Hoje subi o Chiado, curvei na primeira rua à direita, como quem vai para o largo do Carmo, e do lado esquerdo, pertinho do largo, entrei no número 25, Calçada do Sacramento, onde está a loja Bazzar.

Tem roupa; vestidos, blusas, casacos, malas, sapatos, galochas, botas, acessórios e mais umas coisinhas lindas, como por exemplo peças em louça.
Os preços? Uma agradável surpresa. Pois se eu comprei um presente e tudo!...
E a simpatia da Ana? Perfeita. Como sempre, linda. Ofereceu um cafezinho e tudo. Prática da casa.
Gostei. Gostei muito da loja. E de rever a Ana.
E desejo-lhe o maior sucesso para este espaço que fica num lugar privilegiado de Lisboa.
Vão lá dar uma espreitadela. Tenho a certeza de que as meninas vão adorar e os namorados, amigos coloridos, irmãos, maridos e outros, ali irão encontrar um presente lindo para a menina má linda das suas vidas.

fotografando escadas

foto tukayana.blogspotDe quatro dias que prometiam, dois deles passei-os na cama. Ao terceiro dia, levantei-me e falando com a criatura que do outro lado do espelho parecia desenterrada, disse: Se não vais a bem vais a mal. Há muito caminho para percorrer, muita escada para subir, muito encontrão para levar e dar, e eis que por artes mágicas me vi a caminho do Chiado...

para...lisboa...

foto tukayana.blogspotDepois de quase virar uma estátua de gelo ( quem me mandou ir de corpinho bem feito como se fosse um dia frio de verão? ), enquanto esperava 15 longos e gelados minutos, lá chegou o dito cujo comboio, que pára em todas e mais umas quantas, numa pachorrice de me " enervar " o sistema nervoso, como inventou a Cátia da Casa dos Segredos. A Cátia, senhores, a Cátia Ganhou, como diria o mwangolé se fosse também um jogador do concurso.
O comboio parou e eu avancei para ele. Mas há coisas que só faço se não tiver quem faça por mim. Carregar em botões. Campainhas. Não fui talhada para tal. Quando mete mãos a habilidade foge de mim a sete pés. E o instinto não é coisa natural. Toco? Abres? Não abres? Abriu e eu entrei dando de caras com o pica, meu velho conhecido destas andanças das viagens de comboio a partir de Riachos. Umas vezes para Oriente outras para...pois é.
O pânico instalou-se quando quis dizer o nome da estação e não se fazia luz, e assustada fiquei num, por amor da santa, que o pica é que teve de dizer que, senão ia para o Oriente ia para Santa Apolónia, uma vez que eu lhe dissera:
- Era um bilhete para...Lisboa. E aqui já eu tivera uma dolorosa branca que me fez subir um calor à cabeça e um frio que me arrepiou o dedo grande e dormente do pé daquela perna que sofe de " aziática " ( no dicionário da Cátia mas que apenas quer dizer ciática ) duma hérnia antiga na lombar ( que por acaso (?) me tem aborrecido ).
O pica olhava-me num misto d'olhos de carneiro mal morto e sorriso de pavão. Foi constrangedor e mais do que tudo assustador.
Canário! Às 8 e pouco dum sábado solarengo mas frio de regelar os ossos todinhos do corpo, depois de dois dias fechada em casa tendo como companhia o computador, o skype e o facebook, o telefone, a televisão e a preciosa e imprescindível Pitanga, depois de passar os ditos dias lutando para vencer uma kamueca que se me deu de ver tudo à roda ( tipo bêbeda (?), já tive isto ) e sintoma puxando sintoma ( se não me acautelasse ainda estava lá agora, de molho, sentindo-me a mais desgraçadinha das criaturas ), já dava comigo a chorar baba e ranho, depois de jantar no mano Zé um jantarinho de alto risco, apesar das minhas entranhas estarem desgraçadinhas de todo, aqui estou eu meio esclerosada num pânico que nem quando o homem disse - santa apolónia , eu respirei aliviada. Pelo contrário. E apelei aos Coldplay cantando ao meu ouvido don't panic, pois o futuro a Deus pertence.
O Ribatejo fica para trás. Como gosto de ver a lezíria nas minhas costas...que bela que é a lezíria...
E também gosto de ir com o Tejo na minha esquerda. E chegar a Lisboa...
Dou comigo a pensar que sou mortal. E que alguém hipocondríaco uma vez, para sempre hipocondríaco. Não consigo esquecer que me esqueci do nome da estação...
Bem, a minha cabeça também serve pra ir ao cabeleireiro e um dia destes nesta loucura que temo, ainda apareço loira.
Só que continue a saber para que serve o comboio! É que isso de ficar a ver passar os comboios e perder a viagem, dá comigo em doida, mas isso pode acontecer aos melhores, não?
Não?!!!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

divagações XIII



Vamos brincar de faz de conta?
Eu sou princesa. Anafadinha, mas uma princesa. E tu um príncipe. Não precisas de ter coroa à séria, basta de louros, e o cavalo pode ser alado.
Vamos brincar de faz de conta?
Um príncipe quando encontra uma princesa, ou é ao contrário? Não importa, a ordem é arbitrária, faz mais como, então?
O que eu quero mesmo neste faz de conta, não é brincar ao toque e foge, porque vou ficar a perder, balzaquiana que estou, me canso demais e uma princesa tem de estar no seu melhor; nem à minha mãe dá licença, quantos passos, dois de caranguejo, um de gigante, três de caranguejo...
O que eu quero mesmo é uma declaração. De amor. Nunca que me fizeram essa tal de declaração. Já assinei algumas. De cruz. Mas dessas de amor verdadeiro juro sangue de cristo, juro que não.
Dessas de ouvir sinos tocando no meu ouvido, levitar leve que nem paloma e desenhar corações atravessados por setas de cupido, nunca que me brindaram num faz de conta que é verdade. Nunquinha mesmo. E não me queria acabar sem te ouvir uma declaração de amor. Tu sabes. Eu sei que tu sabes fazer de conta. Eu sei que tu sabes falar de amor.
Descomplica as idéias. A barreira. O caminho. Descomplica-te...
Me faz então uma declaração de amor. Começa por uma ponta qualquer.
Eu sei que se eu quero, eu tenho o mar, o sol e o luar, mas não é a mesma coisa. Escrito na tua declaração, tem valor legal no meu coração.
Faz-me uma declaração de amor...uma coisa eu tenho certa, terás uma igual que ta vou devolver.
É que mesmo a brincar de faz de conta, Amor com Amor de paga.

Luanda hoje II!






















salif keita & cesaria evora . yamore.

pensando nisso


O verdadeiro inimigo é aquele que a gente teme.
Não o que a gente vence.

penhora



Começa Dezembro.
Acaba um feriado nacional. Importante.
Ou não?!

Maio, Julho e Dezembro, são os meses do calendário que mais me inspiram. O primeiro porque é o mês das flores. Ensinaram-me isso de pequenina. E de pequenino é que se torce o pepino. E eu gostei de flores até à primeira perda, precisamente em Maio.
É o mês de Maria. Também me ensinaram isso na catequese. E fiquei católica de pequenina.
Julho porque lembra cacimbo. É cacimbo. E mês do meu nascimento. Do começo de mim. Também me ensinaram a amar esse dia do nascimento e eu aprendi na perfeição, numa de aluna de quadro de honra, até hoje.
Dezembro! Ensinaram-me que é o mês do Natal. O mês das férias. Das prendas. Da árvore de Natal e do presépio. Da família e da união. Dos feriados.
Último mês do ano. Do final que se renova.
Do final que se renova...
Dou comigo no início de Dezembro, num feriado que se acabará no calendário. Que já se acabou na memória. Não sei se tenho pena que acabe no calendário. Não sei se lamente quem o matou. No calendário e na memória.
Sei que estou no início de Dezembro querendo que o ano de 2012 chegue rápido. Desejando futuros. Mais felizes.
Sei que não conto pelos dedos os dias que me separam do Natal. Sei que me sinto indiferente às datas.
Não sei o que é o espírito natalício. Não me fica bem perguntar se alguém sabe, mas que tenho vontade de o fazer tenho.
Pode ter-se espírito natalício se nos roubam a alegria? E o presente? E o futuro? Que família resiste a dias maus e sem perspectivas?
Começa Dezembro e a carga psicológica que carregamos nesta época acresce num peso que o povo não aguenta.
Será que em vez de acabarem com o feriado da Restauração da Independência ( eles lá sabem, pensando bem faz sentido, o que vale é que até tenho uma costela espanhola, olé olé!!! ) porque não acabam com o Natal? Assim como assim nem todos são católicos, nem todos são cristãos. Nem todos têm religião. E depois, a igreja não abriu mão de dois feriados? Há-os mais importantes uns que outros? Isto está a fazer lembrar-me a bula paga noutros tempos na semana da Páscoa. É que parece que são outros quinhentos mas não são, o negócio é parecido.
Escandalizados? Não fiquem. É que portugueses, todos somos...uns mais que outros, mas somos.
Não nos ensinaram que o natal é todos os dias?
E Restauração da Independência da pátria será que convêm ensinar? Faz sentido? Até me me apetece dizer que agora tarde piaste...
Independentes! O que é isso? Acorrentam-nos na vida e a vida, e as penhoras vão acabar-nos com os dias livres, com a mente sã. Com o corpo são. Não há Natal que resista...
Começa Dezembro. O que vale é que à velocidade que as 24 horas dos dias correm, depressa estaremos no novo ano. No arruinado e triste ano de 2012.
Que o bom senso não permita que se gastem fortunas em foguetórios porque nada temos para festejar. E depois, com tantos iluminados ainda o país pega fogo como no estádio da Luz. Afinal faz sentido, pois os benfiquistas não são 8 milhões e mais alguns, não daclarados? Praticamente todo o país ardendo, num à beira-mar afundado.