Há pessoas que estão sempre para partir mas nunca vão.
Não sabem ou não querem ir...
Na plataforma esperam o trem. E deixam-no passar. Por distracção.
Falta de orientação.
Incapacidade.
Ou apenas falta de garra. De coragem. De alerta. De sinal. Visível.
Tal como o rio que não passa debaixo da ponte duas vezes, também o trem nunca mais será o mesmo. Porque o que parte não volta igual.
O que espera, padece desse mesmo mal.
Já não sei se sou o trem ou aquele que o perde...
m.c.s.
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
ponto de vista
Imensurável é a vida daquele cujo mundo pode até caber na palma da sua mão. Se o seu sonho for infinitamente maior do que o universo.
m.c.s.
terça-feira, 11 de outubro de 2016
diz-me que vens amanhã!
Diz-me que vens amanhã
E trazes mãos d' abraçar
Os sonhos que te sonhei
E alegria no olhar...
Diz-me que vens amanhã
E não páras à soleira da porta
Nem falas de voz distante
Na lonjura de partidas
Neste intervalo errante
Neste desperdício de vidas
Diz-me que vens amanhã
Que já te espero a sorrir
P' ra te abraçar na chegada
Seja noite ou madrugada
Antes que voltes a partir
Diz-me que vens amanhã!
m.c.s.
E trazes mãos d' abraçar
Os sonhos que te sonhei
E alegria no olhar...
Diz-me que vens amanhã
E não páras à soleira da porta
Nem falas de voz distante
Na lonjura de partidas
Neste intervalo errante
Neste desperdício de vidas
Diz-me que vens amanhã
Que já te espero a sorrir
P' ra te abraçar na chegada
Seja noite ou madrugada
Antes que voltes a partir
Diz-me que vens amanhã!
m.c.s.
teorema em vez de poema
Acordei com meias palavras, agás (hs) mudos e aspirados, entre-linhas e reticências.
A manhã disse-me para pôr um ponto final nisso.
Não convencida fiz um parágrafo, mudei de linha e fui à procura do ponto de interrogação, do dassse - recorrente interjeição. E do vazio das páginas em branco.
Não se encontra o que não existe. É mera especulação, Alucinação. Ou demência.
A manhã sorrindo trocista gritou-me que desistisse das palavras. Passasse aos números. E começasse do zero.
Ah! Voltar atrás. Riscar tudo o que ficou entre aspas, parêntesis ou travessões!
Quantas vezes me senti um zero à esquerda e ainda assim arranjei um 31. Em linha recta ou pelas curvas do destino lá me afastei do que não se vê, não se ouve, não se sente e disse de mim para mim - Um dia canso-me das palavras rimadas. Uso aquelas que mais pesam. Na balança. Na actualidade. E luto por uma vida de cinco. Estrelas. Sem lugar a saudade.
Não resultou. Fiquei feita num oito. Porque não sou boa na tabuada.
Apenas nas presunções.
Acordei nas horas do tempo, na prova dos nove. Na lógica da batata. Na conta errada. No problema.
A manhã calou-se porque já não pode fazer nada. Tenho de ser eu a usar a regra. De três. Mais do que a simples. A composta. Equacionar com rigor. A entrar no sistema.
Entre conselhos, avisos, evidências e sinais, é tempo de acreditar na prova real. Até porque um mais um são dois. E de resto, nem todas as palavras do dicionário, nem a gramática aplicada, bancos de escola, autores consagrados, poetas, filósofos e psicólogos, poderão mudar isso.
A matemática é uma ciência exacta. E não dá margem. Para erro. E sobra o teorema. Se dúvidas houvesse. Em vez do poema...
Mas não. É que está provado que uma fava nunca deu uma ervilha.
m.c.s.
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
eu amo
Eu Amo! Muito.Tudo...
Como quem ama com a força da alma
e o desejo do corpo que esse sentir acalma
Com a memória do passado,
a bênção do presente
e a fé no futuro
Eu Amo! Muito.Tudo...
Não porque quero, chamo, sonho,
ou invento
Não porque tento...
Sou competente, exagerada,
ou doce e pura,
madura
ou porque o amor quero ser.
Eu amo, muito, tudo
porque preciso desse Amor para respirar
Para me inspirar
E continuar a viver...
m.c.s.
Como quem ama com a força da alma
e o desejo do corpo que esse sentir acalma
Com a memória do passado,
a bênção do presente
e a fé no futuro
Eu Amo! Muito.Tudo...
Não porque quero, chamo, sonho,
ou invento
Não porque tento...
Sou competente, exagerada,
ou doce e pura,
madura
ou porque o amor quero ser.
Eu amo, muito, tudo
porque preciso desse Amor para respirar
Para me inspirar
E continuar a viver...
m.c.s.
domingo, 9 de outubro de 2016
sobre o amor
Finito? Infinito?
Que sei eu sobre o amor...
Sei que te quero,
momento.
Meu alento...
E que seja infinito,
nesse finito torpor.
m.c.s.
Que sei eu sobre o amor...
Sei que te quero,
momento.
Meu alento...
E que seja infinito,
nesse finito torpor.
m.c.s.
terça-feira, 4 de outubro de 2016
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
pedido
Diz-me que existes.
Para além da minha saudade.
E eu te pedirei um intenso, inesgotável, repetível segundo.
Da tua presente eternidade.
m.c.s.
Para além da minha saudade.
E eu te pedirei um intenso, inesgotável, repetível segundo.
Da tua presente eternidade.
m.c.s.
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
a propósito de desilusão
Ninguém te desilude.
Tu é que crias expectativas. Que fantasias num misto de loucura, desespero e arrogância.
m.c.s.
Tu é que crias expectativas. Que fantasias num misto de loucura, desespero e arrogância.
m.c.s.
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
o Tempo
Morre um pouco de mim a cada dia que me perco,
de quem me faz melhor viver.
Ressuscito-me a cada momento do encontro
que me faz crescer...
Vivo. Entre a saudade e o reencontro.
A memória e a próxima vez.
E tenho mil vidas entre o antes e o até ver.
Em meditação
E construção
Para as viver
Umas, serena; outras com avidez.
Todas, com muito amor e infindável paixão...
m.c.s.
de quem me faz melhor viver.
Ressuscito-me a cada momento do encontro
que me faz crescer...
Vivo. Entre a saudade e o reencontro.
A memória e a próxima vez.
E tenho mil vidas entre o antes e o até ver.
Em meditação
E construção
Para as viver
Umas, serena; outras com avidez.
Todas, com muito amor e infindável paixão...
m.c.s.
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
o Poeta
O poeta tem o poder de dizer o que ao outro custa, na desculpa de ser um deus superior, a ditar-lhe a própria dor.
O ciúme e a saudade.
A verdade e o amor....
O poeta pode tudo na permissão de sonhar-se, com as palavras da ilusão.
Numa eterna viagem de alma libertina. Onde reina a (des)coragem da inspiração.
Deixa-o rir e chorar. Deixa-o escrever e falar, versos de ousadia e solidão. Mas também de convulsiva alegria.
Sem pudor. Ou satisfação, ao mundo dar.
Ao poeta só falha o poder de fingir seu solitário sofrer, nos poemas paridos em pranto, das suas mãos. Da pele, dos olhos, do instinto. Do coração. Da sua emoção...
Dor tão forte, como certa é a morte, na dor que a Mulher sente, parindo um filho do ventre seu:
que rasgando as suas entranhas, lhe chama agradecida, bênção, vinda do céu...
m.c.s.
m.c.s.
domingo, 25 de setembro de 2016
lugar de mim
Quero voltar ao lugar da ternura
Menina traquina,
sonhadora e pura,
( que nas noites tropicais,
de tão quentes, nos quintais
Contava estrelas no céu ),
Tomar de braçado a lua
Vagabundear pela rua
E entrar num sonho teu...
Quero voltar ao lugar
onde a tarde foi muito cedo
E madrugou no desejo
Que despertou a paixão
Minha boca de dizer não
Em últimos beijos se abrindo
E rindo
Deste tonto coração...
Quero voltar ao lugar sem fim,
de mim
Simplesmente voltar
E por um momento ficar
Sem desculpas,
nem defesa
Presa...
No teu cativo olhar!
m.c.s.
Menina traquina,
sonhadora e pura,
( que nas noites tropicais,
de tão quentes, nos quintais
Contava estrelas no céu ),
Tomar de braçado a lua
Vagabundear pela rua
E entrar num sonho teu...
Quero voltar ao lugar
onde a tarde foi muito cedo
E madrugou no desejo
Que despertou a paixão
Minha boca de dizer não
Em últimos beijos se abrindo
E rindo
Deste tonto coração...
Quero voltar ao lugar sem fim,
de mim
Simplesmente voltar
E por um momento ficar
Sem desculpas,
nem defesa
Presa...
No teu cativo olhar!
m.c.s.
sobre o amor
Teres o amor não é igual ao amor te ter.
No dia em que tiveres o amor, de amor morrerás.
Ou quem sabe, ressuscitarás.
Enquanto ele te tiver, faz de ti o que lhe aprouver.
m.c.s.
No dia em que tiveres o amor, de amor morrerás.
Ou quem sabe, ressuscitarás.
Enquanto ele te tiver, faz de ti o que lhe aprouver.
m.c.s.
sábado, 24 de setembro de 2016
limitação
Viveres limitado não é - estares rodeado de montes.
Viveres limitado é - não esperares mais do horizonte.
m.c.s.
Viveres limitado é - não esperares mais do horizonte.
m.c.s.
se o é...
Se o amor doer, não é Amor,
Não...
Será posse, devaneio
desvairada paixão
Arrependimento...
Amor é ser-te sol e oração
identidade,
saudade
e crescimento
Alegria!
Nunca dor
Sempre versos e poesia...
Muito mais que fantasia...
Se o amor doer, não é Amor,
Não...
É p' ra esquecer
no coração
Que o Amor, se o é,
sara a dor
e lhe dá cor
Nunca menos
Sempre mais
Real sonho
Seguro cais...
m.c.s.
Não...
Será posse, devaneio
desvairada paixão
Arrependimento...
Amor é ser-te sol e oração
identidade,
saudade
e crescimento
Alegria!
Nunca dor
Sempre versos e poesia...
Muito mais que fantasia...
Se o amor doer, não é Amor,
Não...
É p' ra esquecer
no coração
Que o Amor, se o é,
sara a dor
e lhe dá cor
Nunca menos
Sempre mais
Real sonho
Seguro cais...
m.c.s.
sobrevivência
Sobrevivência não é chapéu de chuva em dia de temporal.
Sobrevivência é a habilidade de saberes andar por entre os pingos da chuva.
m.c.s.
Sobrevivência é a habilidade de saberes andar por entre os pingos da chuva.
m.c.s.
não (te) sonhar
Em horas tardias me desatino e enlouqueço - entre-sonhos,
Que sei eu?!
Te ergo, alma e corpo, construção,
parte da minha alucinação...
E em esboço leve e breve te desenho - esgar, sorriso, sedução
d' alma inquieta
que no silêncio da noite profunda se aquieta...
E te contemplo assim, imóvel.
E te sorrio. Também.
Alma apenas. Que vai e vem; convulsão
Voo circundante, raso, planante,
que se aventura e se detêm nos caminhos livres da saudade.
Viajantes d' horas soltas
Na noite calada
Na exaltação de mim
No destino da madrugada,,,
E só por esses sorrisos, paro o tempo
E te alicerço construção do que já és
Amor que habitas tão perto do mais íntimo de mim...
E não! Não me peças que acorde
E deixe de sonhar, desatinar, enlouquecer,
por te construir, sorrir e escrever
Que mais que a insónia que me definhará
Adormecer,
Acordar e não sonhar
Não te ver
É pior que não te ter...
m.c.s.
Que sei eu?!
Te ergo, alma e corpo, construção,
parte da minha alucinação...
E em esboço leve e breve te desenho - esgar, sorriso, sedução
d' alma inquieta
que no silêncio da noite profunda se aquieta...
E te contemplo assim, imóvel.
E te sorrio. Também.
Alma apenas. Que vai e vem; convulsão
Voo circundante, raso, planante,
que se aventura e se detêm nos caminhos livres da saudade.
Viajantes d' horas soltas
Na noite calada
Na exaltação de mim
No destino da madrugada,,,
E só por esses sorrisos, paro o tempo
E te alicerço construção do que já és
Amor que habitas tão perto do mais íntimo de mim...
E não! Não me peças que acorde
E deixe de sonhar, desatinar, enlouquecer,
por te construir, sorrir e escrever
Que mais que a insónia que me definhará
Adormecer,
Acordar e não sonhar
Não te ver
É pior que não te ter...
m.c.s.
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
fretes - fazer ou não
Não fazer fretes não é dizer - Não - Ao parece bem, te incomoda, não gostas; ao que exigem de ti. Ao carregamento de " fardos "
Não fazer fretes é dizer - Não - Quando o razoável do outro, ultrapassar o limite do razoável de ti.
domingo, 18 de setembro de 2016
a propósito de...
...e não. Não conheço a história. Não sei se aqui habitou a mulher do Papão. Ou se por ser este lugar habitado por corvos marinhos e gaivotas, veio um e...papôa...
Só sei que é um sítio lindo para papões e papados (as). Ou seja, para a engorda. Consta que à noite vêm para aqui papar neles e nelas.
A gaivota papa o peixe. O pescador papa a marmita. E ainda deve haver o papa-moscas se a onda bate na rocha e lixa ( ou papa? ) o mexilhão.
Papa-açordas é que não há por aqui. Pois que com os fotógrafos que hoje proliferam como percebes, por lá, aqui acoli, é vê-los a correr entre as pedras, galgando rochas à procura de paisagens, as melhores, que o tablet, telemóvel, a máquina conseguir papar e antes que venha alguém roubar-lhes a cena. Ou melhor, a paparoca.
Pokemóns é que me parece que não há neste lugar pois o Papão, verdadeiro dono do pedaço, deve tê-los papado a todos.
m.c.s.
P.S - Lugar de mar e rochas em Peniche
no 36
No 36
Atrás de mim uma voz de homem com sotaque da banda, falava ao telemóvel.
- Não meu, não está comigo. Não quis lhe levar. Então?! A dama não lhe curte.
Porquê? Porque ele chupa. Bué. E quando chupa fala fala que num acaba mais. Quero bazar e ele vai bebendo umas e outras. E quando vou encontrar com a dama ele me faz atrasar, até parece de propósito. E ela fica só me esperando. Quer já terminar.
Não, mano. Não lhe levo memo. Um gajo não bebe e quando num tá beber um madiê desse que tá chupar mali, chateia, porque você já não bebes, tens mais um gajo a te insistir pra tu chupares. Num dá.
E a dama já m' avisou que não lhe gosta. E ela tem de me kuiar. Ele que se "#&%. Ela táma gostar. Num vou lhe decepcionar...
creditação
Acreditares no sonho não é construíres um castelo na areia.
Acreditares no sonho é venceres a onda que o quererá destruir.
m.c.s.
Acreditares no sonho é venceres a onda que o quererá destruir.
m.c.s.
quinta-feira, 15 de setembro de 2016
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