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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

está a valer um coche...

Procurando em casa livros, que me pediram emprestados, não é que goste muito de emprestar, é que são como filhos, não digo que são como namorados, maridos, amantes, ups, amantes? Há quem tenha, mas adiante, todos esses, não nos são nada e escapam-se sem que a gente os empandeire, mas, pronto, pediram-me e eu como sou uma boa alma, procurei e eis senão quando encontrei este, perfiladinho na prateleira...
Ah pois é! Português Língua Viva. Será?
Ontem dei comigo confusa a ler a palavra - ouve - . A primeira reacção foi rir. Idiotamente. Pretendia o passado do ver HAVER. Quem a escrevera tem formação superior. Não quer dizer nada, mas tem... Depois do estendimento dos lábios a que impensadamente me dei ao desfrute e a propósito disso, deram-me idéias para postar uma foto minha, adoro ser narcisista, mas fica para outra postagem, arrepiei caminho e já me interrogava assim numa ignorância assustadora de ficar toda trocadinha e com a cabeça a mais de mil se o dito, imprescindível e corriqueiro verbo haver perdeu o " h ".
Se querem mesmo saber, não averiguei. Mas fiquei a pensar nisto.
Afinal para quando a certeza de que damos erros? Ou não os damos?
A língua portuguesa tornou-se muito linguaruda.
Pela boca morre o peixe, faz uafo, digo eu, pois que os palop andaram tanto na boca do mundo e agora já são bué da fixes, kotas e malaikos, descomplicam-se e até bazam de, e, para os países de expressão (?) portuguesa.
Mas, no final das contas, o que é que faço a este livro? Fica de recordação? Vendo gato por lebre? Quem dá mais? Está a valer um coche ou nem por isso?
Pode ser que me safe na Feira da Ladra. Ou na Feira de Antiquários? É mais isso...