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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

10 de setembro, dia sui generis


Hoje 10 de Setembro, é um dia sui generis.
Marcado por  diversos acontecimentos.
Um deles, o de se iniciarem as aulas desde sempre. P'ra mim.

Pelo nascimento do Paulo, meu primo querido. Dei-lhe os parabéns depois do almoço.

Malas à porta e aí vai disto que se faz uma pressa e… quero mudar de vida que estou farto desta, já lá vão 5 anos. Uma vida portanto. Já perdoei. Já me libertei e ok, lembro-me da data, apenas.

Do meu regresso a Luanda e à campa onde repousam os restos mortais da minha avó, Rosalina das Dores Pais, neste dia.

Há fins que provocam mudanças, inícios e esperanças. Não há como me esquecer de um albatroz, do carro da tifa e de doce de tomate. De um pára-quedas. Duma tela em aguarela e do silêncio. Não há como esquecer que alguém um dia escreveu: Gosto tanto, tanto de ti que acho que te amo…
Este dia marca uma estória. Breve, como as boas estórias.
Abraço do tamanho do Mundo, ou melhor, maior do que o Universo, PL…

segunda-feira, 30 de julho de 2012

partida e chegada




Hoje foi o primeiro dia do resto da minha vida.
Pelas quatro menos vinte da manhã, com o coração destroçado, deixei a minha terra, há 37 anos. E cheguei aqui. A este lugar que me tem desde então.
Pode o tempo mudar, pode a memória apagar, pode até o mundo acabar, mas jamais esquecerei o dia em que virei costas ao meu futuro, naquele presente incerto e carregado de fantasmas.
Um dia, sim, um dia irei resgatar estas quase quatro décadas vividas longe do meu chão.
Um dia a minha alma deixará de vaguear entre sonhos e desejos, entre viagens fugazes e visitas temporárias, entre saudades e partidas. Encontros e desencontros.
Um dia sentirei o olhar de Deus sorrindo para mim e terei a certeza que chegou a hora de voltar para sempre para o meu lugar. E irei.