quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Às vezes, o Amor é Natal.
O Amor às vezes, muitas vezes, também acontece, no Natal.
Este Natal é, de muito Amor.
E chega...de várias formas.
E espero. E chega...na forma simples das palavras que me dizes.
Diferentes. Que me tocam fundo.
Sem o espírito do Natal a adoçar as palavras...ainda.
Obrigada, Anjo, que o Menino Jesus pôs no meu sapatinho para tornar a minha vida mais musical, mais colorida ( a aguarelas ) e emotiva. Melhor...
Tudo de bom, te desejo, hoje e sempre.
Abraço-te num abraço daqueles, dos nossos.
Do tamanho do Mundo.
Maior do que o Universo.
Que não caiba em nenhuma das eternidades que possam existir.
BOAS FESTAS e SANTO e FELIZ NATAL.
Este Natal é, de muito Amor.
E chega...de várias formas.
E espero. E chega...na forma simples das palavras que me dizes.
Diferentes. Que me tocam fundo.
Sem o espírito do Natal a adoçar as palavras...ainda.
Obrigada, Anjo, que o Menino Jesus pôs no meu sapatinho para tornar a minha vida mais musical, mais colorida ( a aguarelas ) e emotiva. Melhor...
Tudo de bom, te desejo, hoje e sempre.
Abraço-te num abraço daqueles, dos nossos.
Do tamanho do Mundo.
Maior do que o Universo.
Que não caiba em nenhuma das eternidades que possam existir.
BOAS FESTAS e SANTO e FELIZ NATAL.
Bom Natal Amigos!
Boas Festas queridos amigos.
Que esta noite de Natal seja de paz e Alegria.
De reflexão e de propósito.
De boas intenções e de gestos de amor.
Que seja o Futuro aqui sintetizado numas horas.
Votos de muita saúde e energia positiva.
Que hoje seja o primeiro dia de muitos, de Boa Vontade.
Um abraço maior do que o Universo.
Que esta noite de Natal seja de paz e Alegria.
De reflexão e de propósito.
De boas intenções e de gestos de amor.
Que seja o Futuro aqui sintetizado numas horas.
Votos de muita saúde e energia positiva.
Que hoje seja o primeiro dia de muitos, de Boa Vontade.
Um abraço maior do que o Universo.
ANGOLA, BOA FESTAS!
Angola, minha terra, terra de boa gente...Bom Natal!
Festas Felizes para todos.
Que a Paz seja uma constante e que o progresso dê aos Angolanos tudo o que é preciso para que vivam felizes e acima do limiar da pobreza.
Que os seus governantes tenham consciência e amor pelo próximo. E que o próximo seja o POVO.
Para todos um abraço do tamanho do Mundo!
Festas Felizes para todos.
Que a Paz seja uma constante e que o progresso dê aos Angolanos tudo o que é preciso para que vivam felizes e acima do limiar da pobreza.
Que os seus governantes tenham consciência e amor pelo próximo. E que o próximo seja o POVO.
Para todos um abraço do tamanho do Mundo!
Bom Natal, Amiga!
Estava a ler mails, agora.
Acordei há pouco. Se não mandar os mails que preciso mandar, as pessoas de quem eu gosto e que não estão comigo, e perto de mim, não receberão votos de Boas Festas.
Jamais me perdoaria. Alguma coisa o Universo apanhará.
Tocou o telefone. Não pensei em ninguém em especial. Podia ser qualquer pessoa.
Li - MILÚ -
Pois. Como acham que estou neste momento?
Eu estou aqui, nesta cidade onde os meus filhos nasceram, onde vivo há 34 anos, onde está a minha irmã, o meu irmão, os meus cunhados, os meus sobrinhos, amigos e muitos muitos conhecidos...
A terra onde sempre passo o Natal.
No início, quando comprei a casa perto da capital, ainda me perguntaram se passaria a fazer ali o Natal.
Mas, não. É aqui que está a minha família.
O lar é este, mesmo que abandonado. Por mim, todos os fins de semana e mesmo que sem os filhos.
A Milú...
Precisava deste telefonema para ...ela foi a gota. Essa gota de água que vou tendo quando preciso abrir a torneira.
Amiga, então?
Unh...como é, estás boa Maria?
Sim, digo eu, muito duvidosa.
Que é que tens? Tás bem?
Ouvia-a cumprimentar, agradecer, muito movimento, perto dela e fez-se luz.
A esta hora, já me tem ligado. Quando vai no autocarro, para o avião, ou nas escadas do mesmo, ou no seu interior.
Não sabia se a pergunta era para mim.
Repetiu e eu perguntei se era comigo.
Sim, como é que estás? Estás estranha...
Como queres que esteja? E a torneira abriu-se feio.
Tem calma querida, disse-me ela com a sua voz terna, protectora, que eu conheço há tantos anos.
Chegou ontem, foi ver a Mimi que felismente já está em casa. Esteve perto da minha.
Claro que eu não estou lá desde domingo.
Disse-me que estava no avião.
Sim, vou agora para Luanda.
Jesus!Que hoje vais nascer...
Imaginei-me. É tão recente, que tenho cada pormenor, cada minuto, cada gesto, cada membro da tripulação, cada cheiro...vejo-me subindo as escadas, como a minha amiga.
E lembro-me que toda a gente, vendo-me em Luanda em Dezembro achava normal passar ali o Natal.
E hoje, há pouco, desejei, viajar com a Milú para Luanda.
Passar o Natal na minha terra, em Paz. Com alegria e humor. Com saúde, com calor.
De chinelos e alsinhas.
No meu meio ambiente.
A Milú chamou-me querida, como sempre faz, adoçou a voz e desejou-me um Bom Natal.
Sobre o Natal já conversámos muito. Ambas sabemos o que se sente quando há perdas.
Ambas sabemos que o Natal é lindo e custa muito e tem anos que não apetece.
Que o deviamos saltar para 1 de Janeiro.
Hoje, ambas estamos já na fase da lágrima, das recordações. Ela é mais dura que eu. Finge melhor.E vai trabalhar. E chegará ás 18,30 horas ao seu Natal. Com a família. Com a sua filhota que partiu para Luanda há poucos dias.
Desejei-lhe, primeiro, uma boa viagem. Lembrei-me da Susete e apeteceu-me desejar-lhe uma boa aterragem. Mas não. A Milú vai ter uma boa viagem, uma boa aterragem e um bom Natal. E umas Festas Felizes e tudo de bom, porque merece muito.
Depois desejei-lhe uma boa noite. Se os meus desejos e pedidos forem importantes, e depender deles a felicidade da minha amiga, ela já é uma pessoa muito, muito feliz há muito tempo.
O espírito de Natal está em mim diariamente. Com os meus amigos.É pouco, bem sei, mas pratico para que o rol seja alargado, a muita gente, a toda a gente.
Pratico, umas vezes com o coração cheio de amor e boa vontade, outras vezes sem dar sequer por isso. Mas há seres que ainda não estão preparados para esse espírito de Natal.
Tenho fé que um dia o mundo será melhor. Já é melhor que ontem. Há mais Verdade.
Os sentimentos expôem-se sem inibições e as pessoas têm uma linguagem mais altruísta e calorosa. Têm gestos de condescendência e compaixão.
Ainda somos muito papagaios. Repetimos intenções sem pensarmos no peso dessas intençoes, mas havemos de lá chegar.Eu hei-de lá chegar.
Hoje, por momentos, quis chegar às 18,30 horas a Luanda...
Mas não. O meu lugar é aqui. Junto da minha família. Abraçando o meu filho que há quase um mês não vejo.
Dando um beijo no Paulo, o meu herói e fazendo uma prece, a mais forte, erguendo e elevando o meu coração a Deus.
Jantando e ceando com a minha gente e tentando transformar a Noite de Natal, na noite mais bonita do Ano. De Paz e de Amor.
A Milú tinha pressa. Estava a trabalhar.Leva angolanos para Luanda, a passar o Natal na minha terra. Um Natal quente e barulhento. Alegre e humorado. Como o povo da minha terra. Um Natal em casa.
Hoje, a minha casa é Portugal. E os portugueses a minha gente, a minha família.
Não esqueço os outros. Todos os que amo. Também os de Angola.
Não esqueço, mas quero lembrar-me que preciso ser feliz nesta noite de Natal.
Embrenhar-me no espírito natalício e vibrar no fim da noite com a surpresa e alegria, na descoberta dos presentes.
Na minha casa somos uns felizardos e não fazemmos a coisa por menos.
Temos dois momentos para a abertura dos presentes. Um é à meia-noite com a família alargada e outro, esse muito íntimo, amanhã, logo pela manhã, junto à árvore de Natal.Os três. Esta escolha vem-me de pequenina e os meus filhos seguem-na religiosamente, sem a quebrarem. Porque gostam.
É uma felicidade. Para cada um, perante a alegria do outro. Todos por um e um por todos.
Obrigada querida. Com o teu telefonema, o teu carinho de sempre, trouxeste ao meu coração o espírito do Natal.
Uma boa viagem, minha querida. Leva os meus votos, aos angolanos, de umas Boas Festas.
E tu, vai em paz e tem uma noite daquelas. Como tu gostas. Em família, seja Natal ou não.
Tu sabes fazer de um dia comum, um Natal fantástico, com sotaque, humor e gargalhadas e muito, muito Amor.Porque tu sabes AMAR.
Obrigada minha amiga, pela tua presença sempre.
E já agora, um BOM NATAL.
E muitos presentes no sapatinho yá?
Acordei há pouco. Se não mandar os mails que preciso mandar, as pessoas de quem eu gosto e que não estão comigo, e perto de mim, não receberão votos de Boas Festas.
Jamais me perdoaria. Alguma coisa o Universo apanhará.
Tocou o telefone. Não pensei em ninguém em especial. Podia ser qualquer pessoa.
Li - MILÚ -
Pois. Como acham que estou neste momento?
Eu estou aqui, nesta cidade onde os meus filhos nasceram, onde vivo há 34 anos, onde está a minha irmã, o meu irmão, os meus cunhados, os meus sobrinhos, amigos e muitos muitos conhecidos...
A terra onde sempre passo o Natal.
No início, quando comprei a casa perto da capital, ainda me perguntaram se passaria a fazer ali o Natal.
Mas, não. É aqui que está a minha família.
O lar é este, mesmo que abandonado. Por mim, todos os fins de semana e mesmo que sem os filhos.
A Milú...
Precisava deste telefonema para ...ela foi a gota. Essa gota de água que vou tendo quando preciso abrir a torneira.
Amiga, então?
Unh...como é, estás boa Maria?
Sim, digo eu, muito duvidosa.
Que é que tens? Tás bem?
Ouvia-a cumprimentar, agradecer, muito movimento, perto dela e fez-se luz.
A esta hora, já me tem ligado. Quando vai no autocarro, para o avião, ou nas escadas do mesmo, ou no seu interior.
Não sabia se a pergunta era para mim.
Repetiu e eu perguntei se era comigo.
Sim, como é que estás? Estás estranha...
Como queres que esteja? E a torneira abriu-se feio.
Tem calma querida, disse-me ela com a sua voz terna, protectora, que eu conheço há tantos anos.
Chegou ontem, foi ver a Mimi que felismente já está em casa. Esteve perto da minha.
Claro que eu não estou lá desde domingo.
Disse-me que estava no avião.
Sim, vou agora para Luanda.
Jesus!Que hoje vais nascer...
Imaginei-me. É tão recente, que tenho cada pormenor, cada minuto, cada gesto, cada membro da tripulação, cada cheiro...vejo-me subindo as escadas, como a minha amiga.
E lembro-me que toda a gente, vendo-me em Luanda em Dezembro achava normal passar ali o Natal.
E hoje, há pouco, desejei, viajar com a Milú para Luanda.
Passar o Natal na minha terra, em Paz. Com alegria e humor. Com saúde, com calor.
De chinelos e alsinhas.
No meu meio ambiente.
A Milú chamou-me querida, como sempre faz, adoçou a voz e desejou-me um Bom Natal.
Sobre o Natal já conversámos muito. Ambas sabemos o que se sente quando há perdas.
Ambas sabemos que o Natal é lindo e custa muito e tem anos que não apetece.
Que o deviamos saltar para 1 de Janeiro.
Hoje, ambas estamos já na fase da lágrima, das recordações. Ela é mais dura que eu. Finge melhor.E vai trabalhar. E chegará ás 18,30 horas ao seu Natal. Com a família. Com a sua filhota que partiu para Luanda há poucos dias.
Desejei-lhe, primeiro, uma boa viagem. Lembrei-me da Susete e apeteceu-me desejar-lhe uma boa aterragem. Mas não. A Milú vai ter uma boa viagem, uma boa aterragem e um bom Natal. E umas Festas Felizes e tudo de bom, porque merece muito.
Depois desejei-lhe uma boa noite. Se os meus desejos e pedidos forem importantes, e depender deles a felicidade da minha amiga, ela já é uma pessoa muito, muito feliz há muito tempo.
O espírito de Natal está em mim diariamente. Com os meus amigos.É pouco, bem sei, mas pratico para que o rol seja alargado, a muita gente, a toda a gente.
Pratico, umas vezes com o coração cheio de amor e boa vontade, outras vezes sem dar sequer por isso. Mas há seres que ainda não estão preparados para esse espírito de Natal.
Tenho fé que um dia o mundo será melhor. Já é melhor que ontem. Há mais Verdade.
Os sentimentos expôem-se sem inibições e as pessoas têm uma linguagem mais altruísta e calorosa. Têm gestos de condescendência e compaixão.
Ainda somos muito papagaios. Repetimos intenções sem pensarmos no peso dessas intençoes, mas havemos de lá chegar.Eu hei-de lá chegar.
Hoje, por momentos, quis chegar às 18,30 horas a Luanda...
Mas não. O meu lugar é aqui. Junto da minha família. Abraçando o meu filho que há quase um mês não vejo.
Dando um beijo no Paulo, o meu herói e fazendo uma prece, a mais forte, erguendo e elevando o meu coração a Deus.
Jantando e ceando com a minha gente e tentando transformar a Noite de Natal, na noite mais bonita do Ano. De Paz e de Amor.
A Milú tinha pressa. Estava a trabalhar.Leva angolanos para Luanda, a passar o Natal na minha terra. Um Natal quente e barulhento. Alegre e humorado. Como o povo da minha terra. Um Natal em casa.
Hoje, a minha casa é Portugal. E os portugueses a minha gente, a minha família.
Não esqueço os outros. Todos os que amo. Também os de Angola.
Não esqueço, mas quero lembrar-me que preciso ser feliz nesta noite de Natal.
Embrenhar-me no espírito natalício e vibrar no fim da noite com a surpresa e alegria, na descoberta dos presentes.
Na minha casa somos uns felizardos e não fazemmos a coisa por menos.
Temos dois momentos para a abertura dos presentes. Um é à meia-noite com a família alargada e outro, esse muito íntimo, amanhã, logo pela manhã, junto à árvore de Natal.Os três. Esta escolha vem-me de pequenina e os meus filhos seguem-na religiosamente, sem a quebrarem. Porque gostam.
É uma felicidade. Para cada um, perante a alegria do outro. Todos por um e um por todos.
Obrigada querida. Com o teu telefonema, o teu carinho de sempre, trouxeste ao meu coração o espírito do Natal.
Uma boa viagem, minha querida. Leva os meus votos, aos angolanos, de umas Boas Festas.
E tu, vai em paz e tem uma noite daquelas. Como tu gostas. Em família, seja Natal ou não.
Tu sabes fazer de um dia comum, um Natal fantástico, com sotaque, humor e gargalhadas e muito, muito Amor.Porque tu sabes AMAR.
Obrigada minha amiga, pela tua presença sempre.
E já agora, um BOM NATAL.
E muitos presentes no sapatinho yá?
Pai Natal
Quem é que amanhã vem cá a casa? - Perguntei eu, entusiasmada.
Não sei. Respondeu-me ele.
Então não sabes? É o Pai Natal...
Não é.
Então quem é?
Não é o Pai Natal.
O Pai Natal é que traz as prendas, disse-lhe.
Não é nada. É o Noddy.
Hilariante, esta afirmação.
Dei uma gargalhada e voltei a perguntar: O Noddy?
Sim, traz as prendas do menino Jesus.
Tu não gostas do pai Natal...
Não.
Porquê?
Porque é feio e vai para casa.
Que é isso de ir para casa...
Vai para casa?
Sim ele vai e o Noddy é que vem cá.
Ninguém o demoveu desta linha de pensamento.
Festas Felizes, Pai Natal e Noddy...
Boas Festas bébé! Muitos presentes no sapatinho.
Não sei. Respondeu-me ele.
Então não sabes? É o Pai Natal...
Não é.
Então quem é?
Não é o Pai Natal.
O Pai Natal é que traz as prendas, disse-lhe.
Não é nada. É o Noddy.
Hilariante, esta afirmação.
Dei uma gargalhada e voltei a perguntar: O Noddy?
Sim, traz as prendas do menino Jesus.
Tu não gostas do pai Natal...
Não.
Porquê?
Porque é feio e vai para casa.
Que é isso de ir para casa...
Vai para casa?
Sim ele vai e o Noddy é que vem cá.
Ninguém o demoveu desta linha de pensamento.
Festas Felizes, Pai Natal e Noddy...
Boas Festas bébé! Muitos presentes no sapatinho.
( In ) conformação
Fiquei para o fim. Apenas ficámos três funcionárias e a senhora da limpeza.
Esta anda muito cansada, abatida e triste.
Das minhas colegas, uma é a que me leva para a terra onde vivo, todos os dias.
A outra, conheço-a há muitos anos. De um tempo em que éramos todas felizes. E mais novas. E sonhávamos a cores futuros empolgantes,fantásticos, mais ricos.
Tinhamos vidas parecidas e desejávamos vidas parecidas também. Os nossos filhos eram muito pequenos e os nossos medos enormes face ao seu futuro.
Hoje estamos no Natal.
Senti-me a estrangular. Que se diz a pessoas que têm uma cruz tão grande, tão má, tão pesada e penosa, a propósito do Natal e de um Ano que acaba e outro que se aproxima?
Porque a minha velha e antiga colega e a senhora da limpeza estão a passar o diabo.
Ambas e cada uma têm a fatalidade nas suas vidas e esperam. Ou já não esperam.
E hoje senti culpa de estar bem, apenas um pouco melancólica com a aproximação do Natal. A minha melancolia é uma felicidade comparada com o sentimento que une estas duas pessoas, cada uma por si.
Vá, um Santo Natal.
Quem me dera já a 2ª feira, Clara. Disse-me a minha colega.
Os dias vão passar no seu tempo. Aproveita este Natal, querida, que tenham uma noite calma e em paz.
As lágrimas saltaram-lhe dos olhos, vindas do coração cansado e sofrido.
De manhã quando lhe dei um mimo em forma de lembrança, como faço há muitos anos, desculpou-se dizendo que não dava nada a ninguém, não tinha cabeça.
Esta mulher tem cabeça e corpo e coração e alma e dava parte do que tem para não ver partir a pessoa com quem se uniu e jurou amar e respeitar até que a morte os separasse...
A senhora da limpeza, nas mesmas circunstâncias tem o sofrimento marcado no rosto, um rosto que envelheceu anos, em poucos meses.
O que se diz, nesta quadra natalícia a dois seres em sofrimento pela perda que vêm antecipada?
Mentalmente, digo asneiras. Todas, cabeludas.
Porquê? Porque é que estas pessoas têm que sofrer tanto?
A elas desejo que consigam ultrapassar estes momentos, com calma.
Saí hoje do emprego para regressar apenas no dia 29.
Saí com o coração partido e com culpa por estar bem.
E senti-me deprimida.
Que Deus ajude estas pessoas e lhes dê um Santo Natal.
Esta anda muito cansada, abatida e triste.
Das minhas colegas, uma é a que me leva para a terra onde vivo, todos os dias.
A outra, conheço-a há muitos anos. De um tempo em que éramos todas felizes. E mais novas. E sonhávamos a cores futuros empolgantes,fantásticos, mais ricos.
Tinhamos vidas parecidas e desejávamos vidas parecidas também. Os nossos filhos eram muito pequenos e os nossos medos enormes face ao seu futuro.
Hoje estamos no Natal.
Senti-me a estrangular. Que se diz a pessoas que têm uma cruz tão grande, tão má, tão pesada e penosa, a propósito do Natal e de um Ano que acaba e outro que se aproxima?
Porque a minha velha e antiga colega e a senhora da limpeza estão a passar o diabo.
Ambas e cada uma têm a fatalidade nas suas vidas e esperam. Ou já não esperam.
E hoje senti culpa de estar bem, apenas um pouco melancólica com a aproximação do Natal. A minha melancolia é uma felicidade comparada com o sentimento que une estas duas pessoas, cada uma por si.
Vá, um Santo Natal.
Quem me dera já a 2ª feira, Clara. Disse-me a minha colega.
Os dias vão passar no seu tempo. Aproveita este Natal, querida, que tenham uma noite calma e em paz.
As lágrimas saltaram-lhe dos olhos, vindas do coração cansado e sofrido.
De manhã quando lhe dei um mimo em forma de lembrança, como faço há muitos anos, desculpou-se dizendo que não dava nada a ninguém, não tinha cabeça.
Esta mulher tem cabeça e corpo e coração e alma e dava parte do que tem para não ver partir a pessoa com quem se uniu e jurou amar e respeitar até que a morte os separasse...
A senhora da limpeza, nas mesmas circunstâncias tem o sofrimento marcado no rosto, um rosto que envelheceu anos, em poucos meses.
O que se diz, nesta quadra natalícia a dois seres em sofrimento pela perda que vêm antecipada?
Mentalmente, digo asneiras. Todas, cabeludas.
Porquê? Porque é que estas pessoas têm que sofrer tanto?
A elas desejo que consigam ultrapassar estes momentos, com calma.
Saí hoje do emprego para regressar apenas no dia 29.
Saí com o coração partido e com culpa por estar bem.
E senti-me deprimida.
Que Deus ajude estas pessoas e lhes dê um Santo Natal.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Ela e o Natal
Eu sabia. Eu sabia que ela ia ficar triste.
Tenho observado o seu jeito de afastar os fantasmas.
Que lhe povoam a vida.
É cíclico. O ano é dividido por períodos que espartilha na sua vontade de afastar um tempo vivido, para que seja fácil prosseguir.
Por vezes, confessa-se cansada desse esforço de esquecer o que viveu ontem, para que o dia de amanhã seja simples e feliz. Mas não desiste. Pelo contrário. Insiste, insiste, nessa sua vontade de ser feliz com o que a vida lhe vai dando.
Ontem é passado, e hoje, hoje sei que pensa que tem que estar receptiva para o que aí vem.
O Natal e tudo o que isso envolve.
Os fantasmas. Essas criaturinhas das trevas que servem para ensombrar momentos que quer de paz e de harmonia. Que quer de tolerância e aceitação do outro.
Os fantasmas, esses, tem que conviver com eles. Conhecer-lhes as manhas e não se deixar apanhar nas suas malhas. Eles representam tempos que não voltam mais. Representam dias e noites de muitos Natais, de terras distantes, de idade diferente, de colo de mãe, de carinho de parentes, de ofertas e surpresas com gosto de amizade e de Amor.
Amanhã é véspera de Natal e é como fazer uma ressonância magnética. Doi mas não doi. Hoje já vive o " medo " do que advinha para amanhã. Nem todos se juntam, nem todos estarão felizes. Para alguns há faltas maiores que as suas e sofre porque as pessoas que ama sentirão essas faltas. E o exame não doi fisicamente mas provoca ansiedade e angústia.
O Natal é longo. São dois dias, mais o tempo que se fala nele e que o preparamos. E são os mails a apelarem ao sentimento e os fantasmas nesses momentos, saltando delirantes numa festa sádica. E são as palmadas nas costas e os beijos e abraços que se dão e os que nem chegam...
Eu sabia que ia chegar a hora, o dia. E ela tem que ter muita saúde para esta doença que é o frenesim duma época que mais do que bem, faz muito mal, porque mexe com o que de mais íntimo está dentro de nós. E ela...ela sente isso como ninguém. Uma vida longa, difícil, com agruras, sofrimentos, tornou-a por vezes menina frágil, desprotegida, manipulável, outras, dura, como uma rocha, desconfiada e agressiva. Digo-lhe que tem que encontrar o equilíbrio para viver estes dias difíceis do coração melindroso, estes dias de Natal
Ouvi-a dizer há pouco que o Natal devia acabar e as famílias deviam selar compromissos de se juntarem e fazer o seu natal, uma vez por mês. Um compromisso à séria, com lembranças e tudo. Luzes a catrapiscarem e até cânticos e roupa nova.
Eu sei que ela odeia não gostar do Natal. Porque no fundo ela ama o Natal e tudo o que ele representa.
Desde pequenina, quando estavam todos e sonhava com o dia 25 de Dezembro de manhãzinha, para ir à chaminé da cozinha recolher os presentes. E depois quando cresceu...
Vamos a ver se este Natal não sofre tanto. Está no bom caminho. Vejo-a melancólica e advinho motivos. E tenho receio que os fantasmas ensombrem momentos que ela gosta tanto. Estar em família, rir, brincar, receber presentes e sobretudo DAR...
Vou pedir ao Menino Jesus, que está no Presépio que lhe dê um bom Natal... A todos um bom Natal!A todos um bom Natal...
Tenho observado o seu jeito de afastar os fantasmas.
Que lhe povoam a vida.
É cíclico. O ano é dividido por períodos que espartilha na sua vontade de afastar um tempo vivido, para que seja fácil prosseguir.
Por vezes, confessa-se cansada desse esforço de esquecer o que viveu ontem, para que o dia de amanhã seja simples e feliz. Mas não desiste. Pelo contrário. Insiste, insiste, nessa sua vontade de ser feliz com o que a vida lhe vai dando.
Ontem é passado, e hoje, hoje sei que pensa que tem que estar receptiva para o que aí vem.
O Natal e tudo o que isso envolve.
Os fantasmas. Essas criaturinhas das trevas que servem para ensombrar momentos que quer de paz e de harmonia. Que quer de tolerância e aceitação do outro.
Os fantasmas, esses, tem que conviver com eles. Conhecer-lhes as manhas e não se deixar apanhar nas suas malhas. Eles representam tempos que não voltam mais. Representam dias e noites de muitos Natais, de terras distantes, de idade diferente, de colo de mãe, de carinho de parentes, de ofertas e surpresas com gosto de amizade e de Amor.
Amanhã é véspera de Natal e é como fazer uma ressonância magnética. Doi mas não doi. Hoje já vive o " medo " do que advinha para amanhã. Nem todos se juntam, nem todos estarão felizes. Para alguns há faltas maiores que as suas e sofre porque as pessoas que ama sentirão essas faltas. E o exame não doi fisicamente mas provoca ansiedade e angústia.
O Natal é longo. São dois dias, mais o tempo que se fala nele e que o preparamos. E são os mails a apelarem ao sentimento e os fantasmas nesses momentos, saltando delirantes numa festa sádica. E são as palmadas nas costas e os beijos e abraços que se dão e os que nem chegam...
Eu sabia que ia chegar a hora, o dia. E ela tem que ter muita saúde para esta doença que é o frenesim duma época que mais do que bem, faz muito mal, porque mexe com o que de mais íntimo está dentro de nós. E ela...ela sente isso como ninguém. Uma vida longa, difícil, com agruras, sofrimentos, tornou-a por vezes menina frágil, desprotegida, manipulável, outras, dura, como uma rocha, desconfiada e agressiva. Digo-lhe que tem que encontrar o equilíbrio para viver estes dias difíceis do coração melindroso, estes dias de Natal
Ouvi-a dizer há pouco que o Natal devia acabar e as famílias deviam selar compromissos de se juntarem e fazer o seu natal, uma vez por mês. Um compromisso à séria, com lembranças e tudo. Luzes a catrapiscarem e até cânticos e roupa nova.
Eu sei que ela odeia não gostar do Natal. Porque no fundo ela ama o Natal e tudo o que ele representa.
Desde pequenina, quando estavam todos e sonhava com o dia 25 de Dezembro de manhãzinha, para ir à chaminé da cozinha recolher os presentes. E depois quando cresceu...
Vamos a ver se este Natal não sofre tanto. Está no bom caminho. Vejo-a melancólica e advinho motivos. E tenho receio que os fantasmas ensombrem momentos que ela gosta tanto. Estar em família, rir, brincar, receber presentes e sobretudo DAR...
Vou pedir ao Menino Jesus, que está no Presépio que lhe dê um bom Natal... A todos um bom Natal!A todos um bom Natal...
Gémeos Falsos
Gémeos verdadeiros, significa, pessoas iguais.
Que dependem um do outro. Que não podem passar um sem o outro.
Que sofrem quando um deles sofre e que são felizes desde que um o seja.
Que entrelaçam os dedos e dão abraços encaixando as almas.
Que vivem, morrendo de amor, um pelo outro.
Gémeos falsos, podem ser isto tudo, ou não.
Podem ser iguais ou diferentes, masculino e feminino.
Criados de forma diferente. Amando de forma diferente.
Desejando da vida, emoções diferentes.
Podem nunca se encontrar, nunca ouvir a mesma canção.
Mas se houver um gesto, um propósito, uma palavra, uma canção, uma terra, uma noite de lua cheia espalhando a sua cor de prata num mar tropical, comuns, ainda que num segundo, num minuto, esse pode ser o MOMENTO em que dois seres que não são gémeos verdadeiros, nem falsos poderão ser ALMAS GÉMEAS.
Há momentos assim, quando se olha a baía de Luanda numa noite de lua cheia.
E por se acreditar na possibilidade da existência da alma gémea é que às vezes, muitas vezes o amor se sente num mail que chega.
Pediram-me que dissesse isto aqui e eu sou muito obediente.
Também eu acredito na alma gémea, apesar de não ter nascido gémea verdadeira nem falsa. Acredito sobretudo, mais que na matéria, nas ALMAS.
Que dependem um do outro. Que não podem passar um sem o outro.
Que sofrem quando um deles sofre e que são felizes desde que um o seja.
Que entrelaçam os dedos e dão abraços encaixando as almas.
Que vivem, morrendo de amor, um pelo outro.
Gémeos falsos, podem ser isto tudo, ou não.
Podem ser iguais ou diferentes, masculino e feminino.
Criados de forma diferente. Amando de forma diferente.
Desejando da vida, emoções diferentes.
Podem nunca se encontrar, nunca ouvir a mesma canção.
Mas se houver um gesto, um propósito, uma palavra, uma canção, uma terra, uma noite de lua cheia espalhando a sua cor de prata num mar tropical, comuns, ainda que num segundo, num minuto, esse pode ser o MOMENTO em que dois seres que não são gémeos verdadeiros, nem falsos poderão ser ALMAS GÉMEAS.
Há momentos assim, quando se olha a baía de Luanda numa noite de lua cheia.
E por se acreditar na possibilidade da existência da alma gémea é que às vezes, muitas vezes o amor se sente num mail que chega.
Pediram-me que dissesse isto aqui e eu sou muito obediente.
Também eu acredito na alma gémea, apesar de não ter nascido gémea verdadeira nem falsa. Acredito sobretudo, mais que na matéria, nas ALMAS.
Troca de identidade
Torres Novas é uma cidade do Ribatejo.
Torres Vedras é uma cidade da Estremadura, região Oeste.
Há 30 anos era normal e humilhante para os torrejanos ( naturais de Torres Novas ) serem confundidos com os torrienses ( naturais de Torres Vedras ).
Carregavam o complexo de inferioridade de serem ofuscados pelos outros.
Os outros estavam ali com um pé na praia e outro em Lisboa. Perto da civilização e do lazer.
Era vulgar na comunicação social, falada e escrita noticiarem factos a acontecer ou acontecidos em Torres Novas, como se se tratasse de Torres Vedras. O contrário nunca fora verdadeiro. Sabia-se onde estava e como estava Torres Vedras, de Torres Novas só se sabia que ficava para os lados de Fátima e era para quem era católico praticante.
Claro que os torrejanos torciam-se de raiva e de impotência perante estes equívocos, provocados pela imcompetência, distracção ou ignorância.
Os tempos mudaram e as auto estradas são uma realidade. E Torres Novas saiu beneficiada disso e ficou a 45 minutos de Lisboa, com auto estrada quase até ao centro da cidade. E cresceu. E as empresas e fábricas instalaram-se no parque empresarial e industrial criado para o efeito. E os torrejanos que são pessoas arejadas e gostam de correr seca e meca, sairam e entraram da sua terra e chamaram a eles, amigos, funcionários, quadros. A cidade tornou-se mais aberta, expandiu-se e hoje é uma cidade relativamente importante, bonita e moderna.
Hoje o temporal provocou estragos numa região do país bem demarcada. Na região Oeste.
A RTP noticiou assim: Temporal provocou muitos estragos em Torres Novas. No Oeste...
E eu que acompanhei a fúria e impotência destes ribatejanos que se intitulam de " brutos e a cheirarem a cavalo ", homens de touros e touradas, gentes da lezíria, pensei que os torrejanos estão assim vingados.
Nos tempos que correm, troca-se Torres Vedras com Torres Novas.
E é vulgar a Imprensa noticiar hoje ao contrário, do que ontem o fazia.
O temporal foi péssimo e causou estragos em todo o país. Em Torres Novas também. Mas foi mais grave em TORRES VEDRAS.
Isto sou eu que vos digo.
Torres Vedras é uma cidade da Estremadura, região Oeste.
Há 30 anos era normal e humilhante para os torrejanos ( naturais de Torres Novas ) serem confundidos com os torrienses ( naturais de Torres Vedras ).
Carregavam o complexo de inferioridade de serem ofuscados pelos outros.
Os outros estavam ali com um pé na praia e outro em Lisboa. Perto da civilização e do lazer.
Era vulgar na comunicação social, falada e escrita noticiarem factos a acontecer ou acontecidos em Torres Novas, como se se tratasse de Torres Vedras. O contrário nunca fora verdadeiro. Sabia-se onde estava e como estava Torres Vedras, de Torres Novas só se sabia que ficava para os lados de Fátima e era para quem era católico praticante.
Claro que os torrejanos torciam-se de raiva e de impotência perante estes equívocos, provocados pela imcompetência, distracção ou ignorância.
Os tempos mudaram e as auto estradas são uma realidade. E Torres Novas saiu beneficiada disso e ficou a 45 minutos de Lisboa, com auto estrada quase até ao centro da cidade. E cresceu. E as empresas e fábricas instalaram-se no parque empresarial e industrial criado para o efeito. E os torrejanos que são pessoas arejadas e gostam de correr seca e meca, sairam e entraram da sua terra e chamaram a eles, amigos, funcionários, quadros. A cidade tornou-se mais aberta, expandiu-se e hoje é uma cidade relativamente importante, bonita e moderna.
Hoje o temporal provocou estragos numa região do país bem demarcada. Na região Oeste.
A RTP noticiou assim: Temporal provocou muitos estragos em Torres Novas. No Oeste...
E eu que acompanhei a fúria e impotência destes ribatejanos que se intitulam de " brutos e a cheirarem a cavalo ", homens de touros e touradas, gentes da lezíria, pensei que os torrejanos estão assim vingados.
Nos tempos que correm, troca-se Torres Vedras com Torres Novas.
E é vulgar a Imprensa noticiar hoje ao contrário, do que ontem o fazia.
O temporal foi péssimo e causou estragos em todo o país. Em Torres Novas também. Mas foi mais grave em TORRES VEDRAS.
Isto sou eu que vos digo.
Computador do Ruca
Não ter crianças em casa, tem destas coisas.
Desconhecemos o Universo delas.
E fazemos o ar mais surpreso e até escandaloso, quando nos dizem:
Lá veio, com o seu computador do Ruca.
Como? Ai é? Computador do Ruca?
E não é barato. Cerca de 30 euros.
Mas a criaturinha pequenina vai iniciar-se no vício, apenas com 2/3 anos.
Ou vai avivar memória, curiosidade, destreza, raciocínio.
E vai permanecer mais tempo sossegadito, sem traquinices, sem birras, na paz do Senhor.
Boa!Bébé...vou gostar de ver.
Como queria ter um neto que me fizesse jogar no computador do Ruca e aprender do universo destas maravilhosas crianças que nos ensinam tanto e nos impedem de envelhecermos!
Por enquanto, vou contentando-me com uns e outros que gravitam por aqui e acolá e de quem gosto muito. Pode ser que este, me queira, como companheira de brincadeiras no seu computador e me requisite quando os pais e os irmãos não estiverem por perto.
Esperemos que sim.
Desconhecemos o Universo delas.
E fazemos o ar mais surpreso e até escandaloso, quando nos dizem:
Lá veio, com o seu computador do Ruca.
Como? Ai é? Computador do Ruca?
E não é barato. Cerca de 30 euros.
Mas a criaturinha pequenina vai iniciar-se no vício, apenas com 2/3 anos.
Ou vai avivar memória, curiosidade, destreza, raciocínio.
E vai permanecer mais tempo sossegadito, sem traquinices, sem birras, na paz do Senhor.
Boa!Bébé...vou gostar de ver.
Como queria ter um neto que me fizesse jogar no computador do Ruca e aprender do universo destas maravilhosas crianças que nos ensinam tanto e nos impedem de envelhecermos!
Por enquanto, vou contentando-me com uns e outros que gravitam por aqui e acolá e de quem gosto muito. Pode ser que este, me queira, como companheira de brincadeiras no seu computador e me requisite quando os pais e os irmãos não estiverem por perto.
Esperemos que sim.
Tufão
Substantivo masculino.
Significado: Vento muito forte, tempestuoso, vendaval, ciclone, furacão.
Na numerologia: É o nº 9.
De madrugada. Cerca das 5 horas da manhã. Em Portugal. Na minha casa.
Assustador.
Acordei, dei conta do que se passava. Sabia que a partir das 10 horas ficáramos em alerta amarelo. Com estas modernices, sabemos antecipadamente do perigo que eventualmente podemos sofrer.
Confesso que não me assustei muito.
Uma janela de um quarto abriu-se, tal a violência. Mas mais nada.
Hoje de manhã a rua estava virada ao contrário. A cidade desvastada, violentada.
Árvores arrancadas pela raiz, caixotes do lixo tombados, roupa das cordas, espalhada, ramos de árvores, antenas de televisão caídas, lama nas ruas, sarjetas entupidas.
Nunca vi esta cidade neste estado.
Um silêncio estranho, sinistro, por todas as ruas, no ar.
Lembrei-me daqueles tempos maus de Luanda em 75, antes ou depois de um tiroteio, de confrontos entre os Movimentos armados.
Ouvia-se o silêncio.
Hoje, ouvi de novo o silêncio e a cor da cidade é de neve, fria e agressiva, de intempérie, de destruição.
Tufão é um substantivo masculino. Ocorre-me que só pode ser, muito macho - A Força em vez do Jeito.
Significado: Vento muito forte, tempestuoso, vendaval, ciclone, furacão.
Na numerologia: É o nº 9.
De madrugada. Cerca das 5 horas da manhã. Em Portugal. Na minha casa.
Assustador.
Acordei, dei conta do que se passava. Sabia que a partir das 10 horas ficáramos em alerta amarelo. Com estas modernices, sabemos antecipadamente do perigo que eventualmente podemos sofrer.
Confesso que não me assustei muito.
Uma janela de um quarto abriu-se, tal a violência. Mas mais nada.
Hoje de manhã a rua estava virada ao contrário. A cidade desvastada, violentada.
Árvores arrancadas pela raiz, caixotes do lixo tombados, roupa das cordas, espalhada, ramos de árvores, antenas de televisão caídas, lama nas ruas, sarjetas entupidas.
Nunca vi esta cidade neste estado.
Um silêncio estranho, sinistro, por todas as ruas, no ar.
Lembrei-me daqueles tempos maus de Luanda em 75, antes ou depois de um tiroteio, de confrontos entre os Movimentos armados.
Ouvia-se o silêncio.
Hoje, ouvi de novo o silêncio e a cor da cidade é de neve, fria e agressiva, de intempérie, de destruição.
Tufão é um substantivo masculino. Ocorre-me que só pode ser, muito macho - A Força em vez do Jeito.
A Verdade
A Verdade não encanta, nem apaixona.
Não alimenta. Não fantasia.
Não manipula.
Avassala.
Acrescenta. Às vezes, problemas, perda.
A verdade, dizem que, é como o azeite, vem sempre à tona.
Só que cada vez mais se usa Óleo...
E depois, quem quer saber do que é enfadonho, chato, monocórdico?
A Verdade, tenho para mim, que pode não vencer, mas que nos torna seres vencedores, de podium, lá isso, esse prazer infindável do champanhe estoirando a rolha...não há posição mais previligiada, nem bem mais precioso.
Por vezes, o único que temos, mas muito, muito compensador.
Não alimenta. Não fantasia.
Não manipula.
Avassala.
Acrescenta. Às vezes, problemas, perda.
A verdade, dizem que, é como o azeite, vem sempre à tona.
Só que cada vez mais se usa Óleo...
E depois, quem quer saber do que é enfadonho, chato, monocórdico?
A Verdade, tenho para mim, que pode não vencer, mas que nos torna seres vencedores, de podium, lá isso, esse prazer infindável do champanhe estoirando a rolha...não há posição mais previligiada, nem bem mais precioso.
Por vezes, o único que temos, mas muito, muito compensador.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Prendas
Hoje trouxe para casa alguns presentes que recebi.
Um lenço, cachecol azul, giro. Eu adoro lenços, cachecois até aos pés, a varrer o chão, echarpes ou golas enormes, mesmo só, golonas em malha,em lã.
Um saquinho cheiroso, acho que a alfazema para as gavetas e um prato quadrado com motivos de NATAL.
Uma caixa de bonbons. Unh...que bom!
Um lenço, cachecol azul, giro. Eu adoro lenços, cachecois até aos pés, a varrer o chão, echarpes ou golas enormes, mesmo só, golonas em malha,em lã.
Um saquinho cheiroso, acho que a alfazema para as gavetas e um prato quadrado com motivos de NATAL.
Uma caixa de bonbons. Unh...que bom!
Obrigada Meu Deus!
OBRIGADA MEU DEUS!
O meu coração já está apaziguado.
Que susto! Apre...
Coração de mãe sofre muito e sente demais...
Agora já posso descansar.
Obrigada mesmo, do fundo do coração.
O meu coração já está apaziguado.
Que susto! Apre...
Coração de mãe sofre muito e sente demais...
Agora já posso descansar.
Obrigada mesmo, do fundo do coração.
Votos de Bom Natal
Enquanto espero, vou abrindo os e-mails do hotmail, que são mais que muitos.
Espantei-me e emocionei-me com um duma colega, ali, secretária com secretária.
Da Mena.
" Feliz Natal para ti, os teus filhos, familía e Pitanga "
Ai... Pitanga! Que lindo...a minha Pitanguinha está incluida no núcleo familiar.
A Mena foi uma querida, com um motivo de Natal bonito e tudo.
Obrigada.
Espantei-me e emocionei-me com um duma colega, ali, secretária com secretária.
Da Mena.
" Feliz Natal para ti, os teus filhos, familía e Pitanga "
Ai... Pitanga! Que lindo...a minha Pitanguinha está incluida no núcleo familiar.
A Mena foi uma querida, com um motivo de Natal bonito e tudo.
Obrigada.
Espera
Estou agarrada ao computador.
Nervosa e muito, muito inquieta.
Preciso de notícias.
Qualquer coisa como - Cheguei.
Esta palavra milagrosa, que me fará relaxar e dizer como sempre:
Obrigada, meu Deus.
É que o avião já chegou há muito tempo.
E não telefonaste.
E eu estou aqui a 100 kms.
Da outra vez esqueceste-te das chaves.
E não telefonaste porque não trouxeste os telefones.
Vou falar com ela. Que está online.
Estou com o coração apertado, m....
Não estejas. Vou lá a casa ver.( está ainda a trabalhar )
Há muito trânsito em Lisboa.
Vou ficar aqui à espera.
A televisão está ligada e o mp3 também.
Nervosa e muito, muito inquieta.
Preciso de notícias.
Qualquer coisa como - Cheguei.
Esta palavra milagrosa, que me fará relaxar e dizer como sempre:
Obrigada, meu Deus.
É que o avião já chegou há muito tempo.
E não telefonaste.
E eu estou aqui a 100 kms.
Da outra vez esqueceste-te das chaves.
E não telefonaste porque não trouxeste os telefones.
Vou falar com ela. Que está online.
Estou com o coração apertado, m....
Não estejas. Vou lá a casa ver.( está ainda a trabalhar )
Há muito trânsito em Lisboa.
Vou ficar aqui à espera.
A televisão está ligada e o mp3 também.
A D. Vitória
Os putos da escola secundária estão de férias.
O motorista do autocarro está de férias.A este, não conheço.
Somos seis pessoinhas para um autocarro enorme. O costume.
O autocarro estava frio, os bancos gelados. Eu, não me importo.
A D.Vitória, uma mulher relativamente nova, funcionária do Hospital, queixa-se constantemente da chuva, da humidade, do nevoeiro e do frio.
Hoje, o frio incomodou-a. Esteve muito tempo à espera, entre o autocarro dos Riachos e este.
Por norma nem se ouve. É tímida e vai metida com ela, num silêncio que ninguém quebra.
Foi uma surpresa ouvi-la, alto e bom som, do fundo do autocarro.
Sr. Motorista, ligue o aquecimento porque senão chego doente ao Hospital.
Vitória da minha alma, saidinha da casca...quem havia de dizer. E com piada, sim senhora.
Todos riram. O motorista não percebeu.
Doente, ao Hospital?
Sim senhor Motorista, não quero chegar doente.
E ele: Quer aquecer? Venha aqui para a minha beira que está cá quentinho.
Olharam todos uns para os outros.
Querem lá ver o parvo do motorista?!...dizer estas coisas à Vitória, tão calada, tão certinha, tão coradinha de vergonha que ela ficou...
A Vitória sai na mesma paragem que eu.
Saiu à minha frente.
Ao passar pelo motorista este disse-lhe:
Ponha aqui a mão.
Abri os olhos de espanto. Mas não. Ele estava inocente. A caixa que sustenta a máquina dos bilhetes, escaldava. Vai-se lá saber porquê.
O Sr. Motorista quis brincar com a Vitória, respondendo-lhe à letra, mas que se ia dando mal, lá isso ia, porque as pessoas da D.Vitória estavam atentas e afinal, não é por acaso que viajam juntas há vários anos.
O motorista do autocarro está de férias.A este, não conheço.
Somos seis pessoinhas para um autocarro enorme. O costume.
O autocarro estava frio, os bancos gelados. Eu, não me importo.
A D.Vitória, uma mulher relativamente nova, funcionária do Hospital, queixa-se constantemente da chuva, da humidade, do nevoeiro e do frio.
Hoje, o frio incomodou-a. Esteve muito tempo à espera, entre o autocarro dos Riachos e este.
Por norma nem se ouve. É tímida e vai metida com ela, num silêncio que ninguém quebra.
Foi uma surpresa ouvi-la, alto e bom som, do fundo do autocarro.
Sr. Motorista, ligue o aquecimento porque senão chego doente ao Hospital.
Vitória da minha alma, saidinha da casca...quem havia de dizer. E com piada, sim senhora.
Todos riram. O motorista não percebeu.
Doente, ao Hospital?
Sim senhor Motorista, não quero chegar doente.
E ele: Quer aquecer? Venha aqui para a minha beira que está cá quentinho.
Olharam todos uns para os outros.
Querem lá ver o parvo do motorista?!...dizer estas coisas à Vitória, tão calada, tão certinha, tão coradinha de vergonha que ela ficou...
A Vitória sai na mesma paragem que eu.
Saiu à minha frente.
Ao passar pelo motorista este disse-lhe:
Ponha aqui a mão.
Abri os olhos de espanto. Mas não. Ele estava inocente. A caixa que sustenta a máquina dos bilhetes, escaldava. Vai-se lá saber porquê.
O Sr. Motorista quis brincar com a Vitória, respondendo-lhe à letra, mas que se ia dando mal, lá isso ia, porque as pessoas da D.Vitória estavam atentas e afinal, não é por acaso que viajam juntas há vários anos.
A Caricatura
Hoje, pela manhã, encontrei uma caricatura.
Feita por um artista, não sei se o verdadeiro artista, mas que diariamente, ou noturnamente ali estava na Marina de Vila Moura, recebendo os pedidos e satisfazendo os veraneantes.
Eu tinha essa ambição. Ser caricaturada. Tinha uma curiosidade, quase obsessão, por saber como aquele artista do lápis e do traço, me via.
E uma noite espequei-me em frente do dito cujo. Fiz parar a família, tipo - Alto e pára o baile. Agora sou eu.
Vou submeter-me ao carrasco voluntariamente. Em nome da curiosidade mórbida de perceber o que sou para além do espelho amigo, lá de casa.
E ganhei a tal coragem. Na minha vez, sentei-me, muito tesa. O senhor, endireitou-me a cara, virou o rosto, puxou-me o queixo e disse-me que olhasse numa direcção ao jeito dele.
Sujeitei-me, mas o espetáculo é que era evitado. Os assistentes que páram, que olham o traço, espiam a nossa expressão, abanam a cabeça concordando ou discordando, sorriem, gozam...é o preço. Queres festa, sua-te a testa, pois claro.
Quando o homem do lápis dá por finda a sua arte, e mostra o trabalho, eu, espio e não vejo nada.
E saio dali, num pernas para que te quero, depois de pagar o que me é pedido.
Claro que a curiosidade matou o gato e segundos depois, estou a desenrolar a pérola do oceano duma noite de verão.
Não me reconheço. Os meus olhos jamais me despiriam ou vestiriam, deste jeito. Alías, foi um virar-me do avesso e inventar a possibilidade de ser outra, nesta ou noutra vida, paralela, se calhar, porque eu e esta, achei eu, não podiamos encontrar-nos pois não seria boa idéia.
Vi-me assim do pé para a mão com uns olhos enormes, de peixe, uma bocarra qual Moura Guedes,um nariz arrebitadíssimo, uma cova no rosto que mais parecia um buraco, uma franja pela testa enorme, uns brincos de tamanho gigante,um decote quase obsceno e abaixo do decote, puro cilicone.
Por amor de Deus, senhor artista. Inspirou-se em quem?
Esta não sou eu. Ou sou? Ou podia vir a sê-lo?
Disseram-me que não estava nada mal.
E foi uma diversão comentar cada pormenor.
Não era com eles, claro. Não tinham sido ridicularizados. Mas, fazer o quê? Andava a pedi-las.
Acabei por concordar. O senhor vira para lá da noite.Do Verão. O que quisera ver. Pois então, vamos dar corda aos sapatos e fugir dali para fora, de preferência, deitando à água a obra prima. Por causa da poluição que eu faria e porque podia ser comida para os peixinhos, achei por bem levar para casa a relíquia.
Guardei-a e nunca mais lhe mexi.
Porque diabo hoje a achei? A minha caricatura...será que há mais artistas que conseguem ver como sou, no limite do exagero? E para além do que o espelho me devolve?
Cada pessoa devia conhecer os traços ilimitados e desconhecidos da sua existência.
O mundo devia ser povoado de artistas, de mentes pródigas na arte de desenhar-nos a matéria.
Concluí que tenho uma alma grotesca, onde cabem uns traços disformes. Porque há alguém que me vê assim.
E concluí que a Vida caricaturada e o Mundo completamente caricato podem ser uma grande Pedra, muito hilariante e bem humorada, curtida.
Vivam os caricaturistas. E os caricaturados, apesar das ridículas figuras.Haja presença de espírito e costas largas para traços tão ousados.
Feita por um artista, não sei se o verdadeiro artista, mas que diariamente, ou noturnamente ali estava na Marina de Vila Moura, recebendo os pedidos e satisfazendo os veraneantes.
Eu tinha essa ambição. Ser caricaturada. Tinha uma curiosidade, quase obsessão, por saber como aquele artista do lápis e do traço, me via.
E uma noite espequei-me em frente do dito cujo. Fiz parar a família, tipo - Alto e pára o baile. Agora sou eu.
Vou submeter-me ao carrasco voluntariamente. Em nome da curiosidade mórbida de perceber o que sou para além do espelho amigo, lá de casa.
E ganhei a tal coragem. Na minha vez, sentei-me, muito tesa. O senhor, endireitou-me a cara, virou o rosto, puxou-me o queixo e disse-me que olhasse numa direcção ao jeito dele.
Sujeitei-me, mas o espetáculo é que era evitado. Os assistentes que páram, que olham o traço, espiam a nossa expressão, abanam a cabeça concordando ou discordando, sorriem, gozam...é o preço. Queres festa, sua-te a testa, pois claro.
Quando o homem do lápis dá por finda a sua arte, e mostra o trabalho, eu, espio e não vejo nada.
E saio dali, num pernas para que te quero, depois de pagar o que me é pedido.
Claro que a curiosidade matou o gato e segundos depois, estou a desenrolar a pérola do oceano duma noite de verão.
Não me reconheço. Os meus olhos jamais me despiriam ou vestiriam, deste jeito. Alías, foi um virar-me do avesso e inventar a possibilidade de ser outra, nesta ou noutra vida, paralela, se calhar, porque eu e esta, achei eu, não podiamos encontrar-nos pois não seria boa idéia.
Vi-me assim do pé para a mão com uns olhos enormes, de peixe, uma bocarra qual Moura Guedes,um nariz arrebitadíssimo, uma cova no rosto que mais parecia um buraco, uma franja pela testa enorme, uns brincos de tamanho gigante,um decote quase obsceno e abaixo do decote, puro cilicone.
Por amor de Deus, senhor artista. Inspirou-se em quem?
Esta não sou eu. Ou sou? Ou podia vir a sê-lo?
Disseram-me que não estava nada mal.
E foi uma diversão comentar cada pormenor.
Não era com eles, claro. Não tinham sido ridicularizados. Mas, fazer o quê? Andava a pedi-las.
Acabei por concordar. O senhor vira para lá da noite.Do Verão. O que quisera ver. Pois então, vamos dar corda aos sapatos e fugir dali para fora, de preferência, deitando à água a obra prima. Por causa da poluição que eu faria e porque podia ser comida para os peixinhos, achei por bem levar para casa a relíquia.
Guardei-a e nunca mais lhe mexi.
Porque diabo hoje a achei? A minha caricatura...será que há mais artistas que conseguem ver como sou, no limite do exagero? E para além do que o espelho me devolve?
Cada pessoa devia conhecer os traços ilimitados e desconhecidos da sua existência.
O mundo devia ser povoado de artistas, de mentes pródigas na arte de desenhar-nos a matéria.
Concluí que tenho uma alma grotesca, onde cabem uns traços disformes. Porque há alguém que me vê assim.
E concluí que a Vida caricaturada e o Mundo completamente caricato podem ser uma grande Pedra, muito hilariante e bem humorada, curtida.
Vivam os caricaturistas. E os caricaturados, apesar das ridículas figuras.Haja presença de espírito e costas largas para traços tão ousados.
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